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Item 1
Id 60028705
Date 2021-12-05
Title Brasil registra 66 mortes por covid-19 em 24 horas
Short title Brasil registra 66 mortes por covid-19 em 24 horas
Teaser País soma 615.636 óbitos associados ao coronavírus. Autoridades estaduais confirmam 4.844 novos casos, e soma dos infectados é de 22,1 milhões.

O Brasil registrou oficialmente neste domingo (05/12) 66 mortes ligadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

Também foram confirmados 4.844 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções registradas no país chega a 22.143.091, e os óbitos oficialmente identificados somam 615.636.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 788,2 mil óbitos, mas têm população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (49 milhões) e Índia (34,6 milhões).

Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 293 no Brasil, a 11ª mais alta do mundo, atrás apenas de alguns pequenos países europeus e do Peru.

Ao todo, mais de 265,7 milhões de pessoas contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas 5,26 milhões de mortes associadas à doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

O Conass não divulga o número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 21.359.352 pacientes no Brasil haviam se recuperado da doença até sábado.

No entanto, o governo não específica quantos desses recuperados ficaram com sequelas ou outros efeitos de longo prazo.

A forma como o governo propagandeia o número de "recuperados" já foi criticada por cientistas, que classificaram o número como enganador ao sugerir que os infectados estão completamente curados da doença após a fase aguda ou alta hospitalar.

Estudos no exterior estimaram que entre 10% e 38% dos infectados sofrem efeitos da "covid longa" meses após o vírus ter deixado o organismo.

Um estudo alemão apontou que sequelas podem surgir até mesmo meses depois da fase aguda da doença. Já uma pesquisa da University College London em pacientes de 56 países listou mais de 200 sintomas observados em pacientes com sequelas pós-covid.

bl (ots)

Short teaser País soma 615.636 óbitos associados ao coronavírus. Autoridades estaduais confirmam 4.844 novos casos.
Item URL https://www.dw.com/pt-br/brasil-registra-66-mortes-por-covid-19-em-24-horas/a-60028705?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
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Item 2
Id 53018170
Date 2021-12-05
Title Companhias aéreas que voam para o Brasil em meio à pandemia
Short title Companhias aéreas que voam para o Brasil em meio à pandemia
Teaser

Maioria das aéreas cortou rotas internacionais para o Brasil devido ao coronavírus e fechamento de fronteiras. Veja as empresas que têm voos programados.Várias companhias aéreas cortaram voos internacionais para o Brasil devido à pandemia de coronavírus e às restrições de viagens impostas por diversos países. Porém, boa parte das empresas opera atualmente ligações de cidades no exterior principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro. As rotas internacionais ainda em atividade estão sendo usadas por brasileiros que estão no exterior para voltar ao Brasil. O Itamaraty informou em nota que está buscando todas as opções para repatriar os nacionais residentes no Brasil que encontraram problemas com seus voos de retorno ao país. O Ministério das Relações Exteriores informa ainda que, caso seja possível o retorno ao Brasil por voo comercial, "essa opção deve ser sempre considerada tendo em vista que outras opções de repatriação podem ser inviáveis ou demoradas em alguns lugares". "A opção de voos fretados está sendo considerada para regiões em que se verificou total interrupção do tráfego aéreo e outras possibilidades de repatriação não são viáveis", diz a nota enviada à DW Brasil. "São voos pagos pelo governo brasileiro e que dependem de negociação específica com governos estrangeiros, não apenas na origem do voo, mas, em diversas ocasiões, com eventuais escalas." Veja abaixo a situação das principais empresas aéreas que operam no Brasil. O texto será atualizado constantemente com as mudanças que ocorrerem nas malhas das companhias: Azul: A empresa brasileira opera voos diretos do aeroporto de Viracopos, em Campinas/SP, para Fort Lauderdale, Orlando e Lisboa; e de Porto Alegre para Montevidéu. A Azul anunciou que retomará em breve os seguintes trechos: * Porto Alegre para Punta del Este, no Uruguai, a partir de 20 de dezembro; * Campinas para Punta del Este, a partir de 23 de dezembro. [Última atualização em 30 de novembro] GOL: A companhia aérea brasileira opera as rotas de São Paulo (Guarulhos) para Montevidéu e Punta Cana. Além disso, a GOL já retomou seus voos entre Brasília e Cancún. A empresa anunciou a retomada ainda dos seguintes voos: * Guarulhos, Galeão e Florianópolis para Buenos Aires (Aeroparque) a partir de 19 de dezembro; * Belém para Panamaribo, no Suriname, a partir de 9 de janeiro de 2022; * Brasília para Orlando a partir de 13 de maio de 2022; e para Miami, a partir de 17 de maio de 2022. [Última atualização em 20 de novembro] Latam: A empresa aérea brasileira opera as rotas do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para Santiago, Madri, Frankfurt, Lisboa, Assunção, Montevidéu, Cidade do México, Miami, Orlando, Milão, Nova York, Paris, Lima, Buenos Aires, Mendoza, Barcelona, Bogotá e Londres; além do trajeto entre Rio de Janeiro e Santiago. A Latam anunciou que retomará os voos entre Guarulhos e Punta del Este a partir de 6 de janeiro de 2022. A Latam ainda não retomou as operações do Brasil para Boston, Tel Aviv, Joanesburgo, Córdoba, Cancún, Bariloche, Santa Cruz de la Sierra e Ilhas Malvinas. [Última atualização em 5 de dezembro] Aerolíneas Argentinas: A empresa aérea argentina opera a rota de Buenos Aires (Aeroparque) para São Paulo e Rio de Janeiro. A Aerolíneas Argentinas anunciou que retomará as seguintes rotas a partir de janeiro de 2022: * Córdoba para Rio de Janeiro; * Florianópolis para Buenos Aires e Córdoba; * Buenos Aires para Salvador. [Última atualização em 20 de novembro] Aeromexico: A empresa mexicana opera o trajeto entre Cidade do México e São Paulo. A partir de 15 de dezembro, a Aeromexico realizará voos diretos entre Guarulhos e Cancún. [Última atualização em 17 de agosto] Air Canada: A companhia canadense opera voos diretos entre Toronto e São Paulo. A Air Canada anunciou que operará a rota sazonal entre Montreal e São Paulo a partir de 8 de dezembro; e, ainda, de São Paulo para Buenos Aires a partir de 11 de dezembro. [Última atualização em 30 de novembro] Air China: A companhia chinesa, que faz a rota São Paulo-Madri-Pequim, suspendeu suas operações nesta rota. [Última atualização em 25 de outubro] Air Europa: A companhia espanhola opera voos de Madri para São Paulo. A Air Europa anunciou que retomará as rotas da capital espanhola para Fortaleza, Recife e Salvador a partir de junho de 2022. [Última atualização em 24 de novembro] Air France: A empresa francesa realiza a rota de Paris para São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. [Última atualização em 17 de outubro] Alitalia: A empresa italiana deixará oficialmente de existir a partir de 14 de outubro e dará espaço para a sua sucessora: a Italia Transporto Aereo (ITA). Como consequência, o Ministério do Desenvolvimento Econômico da Itália autorizou a Alitalia a parar de vender passagens e a suspender as operações a partir de 15 de outubro, que é a data prevista para o início das operações da nova companhia de bandeira. Assim, a Alitalia oferece as seguintes opções aos passageiros em posse de um bilhete da companhia para voos programados a partir de 15 de outubro de 2021: passageiros com bilhetes Alitalia emitidos até 24 de agosto de 2021 com viagem a partir de 15 de outubro podem alterar a data da viagem sem penalidade; fazer uma reitineração (mudança de destino) ou pedir o reembolso. Os detalhes estão descritos no site da empresa: https://www.alitalia.com/pt_br [Última atualização em 24 de agosto] Amaszonas: A empresa aérea boliviana não retomou seus voos de Santa Cruz de la Sierra para Guarulhos. [Última atualização em 17 de outubro] American Airlines: A companhia americana opera de São Paulo para Miami, Dallas e Nova York; e de Miami para Rio de Janeiro. A empresa retomará a rota entre Rio de Janeiro e Nova York a partir de 17 de dezembro. A companhia decidiu encerrar definitivamente suas operações entre Los Angeles e São Paulo; e de Miami para Brasília e Manaus. [Última atualização em 27 de julho] Avianca: A empresa aérea colombiana opera as rotas de Bogotá para São Paulo e Rio de Janeiro. [Última atualização em 06 de setembro] Avior: A empresa venezuelana ainda não retomou a operação entre Caracas e Manaus. [Última atualização em 9 de junho] Boliviana de Aviación (BoA): A empresa boliviana opera voos de São Paulo para Santa Cruz de la Sierra. [Última atualização em 27 de maio] British Airways: A empresa aérea retomou seus voos diretos de Londres para São Paulo e Rio de Janeiro. [Última atualização em 1º de dezembro] Cabo Verde Airlines: A empresa aérea do país africano informa em seu site que cancelou todos seus voos. No Brasil, a companhia operava voos da Ilha do Sal para Fortaleza, Recife e Porto Alegre. [Última atualização em 8 de agosto] Copa Airlines: A empresa panamenha retomou suas operações da Cidade do Panamá para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Porto Alegre. [Última atualização em 5 de dezembro] Delta Airlines: A empresa aérea americana opera de Atlanta para São Paulo. A Delta Airlines pretende retomar seus voos de Nova York para São Paulo a partir de 19 de dezembro; e de Atlanta para o Rio de Janeiro a partir de 18 de fevereiro de 2022. [Última atualização em 20 de outubro] Eastern: A empresa aérea americana iniciará a rota entre Miami e Belo Horizonte a partir de 27 de março de 2022. Já a rota de Nova York para o aeroporto de Confins, na capital mineira, começará a partir de 9 de junho de 2022. [Última atualização em 28 de outubro] Edelweiss: O sistema de reservas da empresa aérea suíça indica que a rota entre Zurique e Rio de Janeiro será retomada a partir de 26 de junho de 2022. [Última atualização em 16 de setembro] Emirates: A companhia aérea opera entre Dubai e São Paulo. [Última atualização em 4 de novembro] Ethiopian Airlines: A companhia nacional da Etiópia opera a rota entre São Paulo e Adis Abeba. A Ethiopian Airlines anunciou que retomará os voos diretos entre São Paulo e Buenos Aires a partir de 13 de dezembro. [Última atualização em 30 de novembro] FlyBondi: A companhia aérea de baixo custo da Argentina anunciou que retomará a rota entre Buenos Aires (Aeroparque) e Florianópolis a partir de 17 de dezembro. Já os trechos de Buenos Aires para São Paulo e Rio de Janeiro voltarão a ser operados a partir de 2 de janeiro de 2022. [Última atualização em 25 de outubro] Iberia: A companhia espanhola opera voos diretos de Madri para São Paulo e Rio de Janeiro. [Última atualização em 27 de maio] JetSmart: A empresa de baixo custo chilena retomará seus voos de Santiago para Foz do Iguaçu a partir de 16 de dezembro. Não há previsão ainda para a retomada dos trajetos da capital chilena para São Paulo e Salvador. [Última atualização em 1º de novembro] KLM: A empresa holandesa opera os trajetos de Amsterdã para São Paulo e Rio de Janeiro. [Última atualização em 27 de maio] Lufthansa: A empresa alemã opera a rota entre Frankfurt e São Paulo. A Lufthansa anunciou que retomará suas operações entre Frankfurt e Rio de Janeiro a partir de 12 de dezembro. [Última atualização em 6 de outubro] Norwegian: O site da companhia low cost, que operava o trajeto entre Londres e Rio de Janeiro, mostrava voos disponíveis a partir de 26 de outubro de 2020 (três vezes por semana). Porém, a empresa decidiu fazer uma reestruturação e, para reequilibrar seu caixa, os voos transatlânticos da empresa foram cancelados. Atualmente, a empresa foca apenas nas rotas europeias. [Última atualização em 27 de maio] Paranair A empresa paraguaia programou voos de Assunção para Florianópolis, a partir de 29 de dezembro; e para o Rio de Janeiro, a partir de 6 de janeiro de 2022. [Última atualização em 5 de outubro] Qatar Airways: A empresa do Catar opera voos diários entre São Paulo e Doha. [Última atualização em 3 de junho] Royal Air Maroc: A companhia marroquina ainda não retomou seus voos de Casablanca para São Paulo e Rio de Janeiro. [Última atualização em 27 de maio] Sky: A empresa de baixo custo chilena opera voos de Santiago para São Paulo e Rio de Janeiro. A Sky retomará o trajeto de Santiago para Florianópolis a partir de 5 de dezembro. O sistema de reservas da companhia não indica ainda a retomada da rota entre a capital chilena e Salvador. [Última atualização em 6 de setembro] South African Airways (SAA): Antes do início da pandemia de coronavírus, a empresa sul-africana já havia anunciado o cancelamento de sua rota entre São Paulo e Johanesburgo. A companhia anunciou a retomada de suas operações a partir de 23 de setembro de Johanesburgo para Cidade do Cabo, Accra (Gana), Kinshasa (República Democrática do Congo), Harare (Zimbábue), Lusaca (Zâmbia) e Maputo (Moçambique). Os voos de seu hub em Johanesburgo para cidades fora do continente africano devem demorar para serem retomados, já que a empresa se desfez da maioria de suas aeronaves de longo curso. [Última atualização em 25 de agosto] Surinam Airways: A empresa aérea do Suriname opera voos entre Panamaribo e Belém do Pará. [Última atualização em 20 de novembro] Swiss: A empresa suíça opera a rota entre Zurique e São Paulo. A Swiss anunciou que vai operar a rota entre São Paulo e Buenos Aires a partir de 4 de dezembro. [Última atualização em 30 de novembro] TAAG – Linhas Aéreas de Angola: A companhia angolana opera voos entre Luanda e São Paulo. [Última atualização em 17 de outubro] TAP: A TAP opera voos de Lisboa para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Belém, Fortaleza, Maceió e Natal; além do Porto para São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa aérea portuguesa retomará os voos de Lisboa para Porto Alegre a partir de abril de 2022. [Última atualização em 1º de novembro] Turkish Airlines: A empresa aérea turca opera a rota entre Istambul e São Paulo; e, ainda, a rota entre São Paulo e Buenos Aires. [Última atualização em 30 de novembro] United: A companhia americana opera voos de São Paulo para Houston, Nova York (Newark) e Chicago; e de Houston para o Rio de Janeiro. A United retomará a rota de São Paulo para Washington a partir de 6 de janeiro de 2022. [Última atualização em 16 de novembro] Virgin Airways: A empresa aérea britânica, que havia adiado o lançamento da rota entre Londres e São Paulo de 29 de março para 5 de outubro, decidiu não iniciar o trajeto entre a capital inglesa e o aeroporto internacional de Guarulhos. [Última atualização em 27 de maio]


Short teaser Veja a lista das companhias que têm voos programados para o país.
Author Fernando Caulyt
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Item 3
Id 60027778
Date 2021-12-05
Title Atualizar vacina para ômicron levará meses, diz órgão alemão
Short title Atualizar vacina para ômicron levará meses, diz órgão alemão
Teaser

Para diretor de órgão, pessoas devem tomar dose de reforço independentemente do desenvolvimento de nova vacina

Farmacêuticas já desenvolvem nova versão contra a variante. Pfizer-BioNTech diz que estará pronta em 100 dias, e Moderna que a entrega em março. Empresas ainda não têm dados sobre queda da eficácia das atuais vacinas.O diretor da Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha (Stiko), Thomas Mertens, disse em entrevista publicada no sábado (04/12) que levará "meses" para que novas vacinas contra a variante ômicron do coronavírus Sars-Cov-2 estejam disponíveis. Ele também afirmou ser plenamente possível que uma nova vacina seja necessária contra a nova variante. "A ômicron tem muitas mudanças na proteína spike, o que pode tornar mais difícil para os anticorpos combaterem o vírus", disse ao jornal Rheinische Post. "É provável que os fabricantes precisem de três a seis meses no laboratório. Isso não é simples, eles têm que criar uma vacina que funcione contra a ômicron e a delta, porque a delta ainda está muito disseminada", afirmou. Apesar do possível desenvolvimento de novas versões da vacina, Mertens estimulou as pessoas a tomarem doses de reforço dos imunizantes atualmente disponíveis. "As doses de reforço definitivamente valem a pena. A luta contra a variante delta continua", disse. "E não haveria problema em ser revacinado alguns meses após receber a dose de reforço para se proteger contra a ômicron, se for necessário." Neste domingo, Anthony Fauci, principal assessor do governo dos Estados Unidos sobre a pandemia, disse que ainda é "muito cedo" para fazer qualquer afirmação definitiva sobre a ômicron, mas os primeiros indícios são "um tanto encorajadores". "Temos que ter cuidado antes de fazer qualquer determinação de que é menos grave ou realmente não causa nenhuma doença grave comparável à variante delta. Mas até agora, os sinais são um tanto encorajadores em relação à gravidade", afirmou ele à CNN. Pfizer-BioNTech: nova versão em 100 dias O presidente da farmacêutica alemã BioNTech, Ugur Sahin, que desenvolveu a vacina produzida em parceria com a Pfizer, afirmou na sexta-feira que considera provável a necessidade de uma nova versão do imunizante para combater a ômicron, e que ela poderia ser entregue de forma "relativamente rápida". "Acredito que, a princípio, precisaremos de uma nova vacina contra esta nova variante em algum momento. A questão é com qual urgência ela precisará estar disponível", disse. Segundo Sahin, sua empresa já trabalha em uma nova versão do imunizante, que poderia ficar pronta em cerca de 100 dias. Depois disso, ainda seria necessário obter a autorização de agências governamentais. Sahin afirmou que uma confirmação de que a vacina atual protege contra casos graves provocados pela variante ômicron daria aos cientistas mais tempo para desenvolver a abordagem contra a nova mutação. Se as doses de reforço atuais ainda oferecerem de 85% a 90% de proteção contra a doença, "teríamos mais tempo para adaptar a vacina". Segundo Sahin, ele já esperava que uma variante do coronavírus com muitas mutações surgiria em algum momento, mas que isso ocorreu antes do previsto. "Esperava para algum momento do próximo ano, e já está entre nós", disse. Ele afirmou ainda que a probabilidade de que as pessoas tenham que se vacinar anualmente contra a covid-19 está aumentando, da mesma forma como ocorre com a vacina da gripe. No início do ano, a BioNTech e a Pfizer desenvolveram em 95 dias uma vacina eficaz contra a variante delta, em meio a temores de que a fórmula inicial não funcionaria contra essa cepa. Mas a nova versão acabou não sendo utilizada, já que a vacina atual se provou eficiente para proteger contra a delta. Moderna: atualização pronta em março O presidente da farmacêutica americana Moderna, Stéphane Bancel, que produz uma vacina contra a covid-19 com a mesma tecnologia usada pela Pfizer-BioNTech, também afirmou na semana passada que espera uma queda da eficácia dos imunizantes contra a ômicron, mas que ainda levará algum tempo para medir qual será a magnitude. Mesmo que ainda não haja dados sobre o desempenho das atuais vacinas, ele disse ser provável que o alto número de mutações da ômicron torne necessário o desenvolvimento de uma nova versão da vacina Ele disse que a Moderna já trabalha em uma nova versão da vacina e que ela estará testada e pronta para solicitar autorização a autoridades sanitárias em março. Essa versão combateria especificamente as mutações da variante ômicron e seria aplicada como dose de reforço. Segundo Bancel, seria a forma mais rápida de reagir à nova variante. A Moderna também está desenvolvendo uma vacina capaz de combater até quatro variantes diferentes do coronavírus, incluindo a ômicron, mas ela levará mais vários meses para ficar pronta. Outras empresas também analisam ômicron A Johnson & Johnson informou na semana passada que seus pesquisadores "buscam uma variante da vacina específica para a ômicron, e a desenvolverão conforme o necessário”. A Universidade de Oxford, no Reino Unido, que desenvolveu uma vacina contra a covid-19 com a farmacêutica AstraZeneca, disse que ainda não há evidências de que as vacinas atuais não evitariam manifestações grave da doença em pessoas infectadas pela ômicron, mas que estava pronta para desenvolver uma atualização do imunizante se fosse necessário. Na Rússia, o Instituto Gamaleya e o Fundo Russo de Investimentos Diretos, que desenvolveram e promoveram as vacinas Sputnik, anunciaram que deram início aos trabalhos para adaptar o imunizante para combater a ômicron. "O Instituto Gamaleya acredita que a Sputnik V e a Sputnik Light irão neutralizar a ômicron, uma vez que possuem a eficácia mais alta contra as outras mutações”, disse o Fundo Russo em nota, acrescentando que, se for necessário modificar a vacina, ela estaria pronta para produção em massa em 45 dias. Até o momento, 40 países já registraram casos da variante ômicron, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Portugal, China, Índia e África do Sul. bl (DW, Reuters, ots)


Short teaser Empresas já desenvolvem nova versão contra nova variante, mas ainda não têm dados sobre queda da eficácia das atuais.
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Image caption Para diretor de órgão, pessoas devem tomar dose de reforço independentemente do desenvolvimento de nova vacina
Image source Ying Tang/NurPhoto/picture alliance
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Item 4
Id 60026647
Date 2021-12-05
Title Protesto de negacionistas com tochas causa indignação na Alemanha
Short title Ato de negacionistas com tochas causa indignação na Alemanha
Teaser

Protestos contra restrições anticovid, como este em Halberstadt, na Saxônia-Anhalt, vêm ocorrendo com frequência no leste da Alemanha

Políticos afirmam que protesto contra medidas anticovid diante da casa da secretária de Saúde da Saxônia, no leste do país, é "fascistoide" e remete ao nazismo. Extremistas de direita organizam atos do tipo via Telegram.Já havia anoitecido na pequena cidade de Grimma, na Saxônia, estado do leste da Alemanha, quando cerca de 30 pessoas se reuniram em frente à casa da secretária de Saúde Petra Köpping na última sexta-feira (03/12). Alguns portavam tochas; outros, cartazes. Gritando e assobiando, eles protestavam contra medidas anticovid e contra a vacinação obrigatória. O grupo Freie Sachsen (Saxônia Livre), oficialmente classificado como extremista de direita, filmou o ato e divulgou o vídeo na internet. Köpping, do Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, chamou a polícia. Quinze veículos foram controlados, 25 identidades foram estabelecidas, e 25 infrações foram relatadas, segundo a polícia. O Ministério Público abriu uma investigação sobre o incidente. Enquanto os manifestantes, que se organizam por meio do aplicativo de mensagens Telegram, chamam os atos de "visitas cidadãs" e "passeios", para a secretária de Saúde da Saxônia, trata-se de uma tentativa de intimidação. Críticas objetivas a medidas anticovid são totalmente legítimas, diz Köpping, afirmando estar sempre aberta ao diálogo, "mas um protesto com tochas diante da minha casa é repugnante e indecente". Não se trata de um ato isolado, diz a política. Ela afirma que tais "tentativas organizadas de intimidação por extremistas de direita e adeptos de conspirações" já foram vistas em consultórios médicos, centros de vacinação e hospitais. O prefeito da cidade e outros envolvidos no combate à pandemia também foram ameaçados. A Saxônia é uma das regiões do país onde a situação da quarta onda de covid-19 é mais preocupante. No sábado, o estado registrou uma incidência de 1.235 casos por 100 mil habitantes em sete dias, a mais alta da Alemanha. Da população saxã, 58,4% estão totalmente vacinados contra a covid-19, o menor índice no país, bem abaixo da média nacional de 68,8%. "Ato fascistoide" A marcha com tochas causou indignação pelo país. "Estes são métodos inventados pela SA", disse o governador de Baden-Württemberg, Winfried Kretschmann (Partido Verde), fazendo referência à tropa de assalto nazista. O colíder do SPD, Norbert Walter-Borjans, descreveu o que aconteceu em frente à casa de Köpping como "fascistoide". Saskia Esken, que encabeça o SPD ao lado de Walter-Borjans, também se manifestou. "Solidariedade total, querida Petra Köpping. Mesmo que uns poucos tentem espalhar medo e terror: os sensatos e responsáveis são a grande maioria e estão do seu lado", escreveu no Twitter. O secretário-geral do SPD, Lars Klingbeil, exige consequências. Para ele, não se pode permitir que políticos sejam ameaçados e que "conspiradores de direita" se reúnam com tochas em frente à casa de uma política. "Os limites da liberdade de expressão foram ultrapassados", afirma. "Isso precisa de uma resposta no pleno rigor do Estado de direito." Radicalização Esta também é a opinião do vice-governador da Saxônia, Wolfram Günther (Partido Verde), que falou de uma nova quebra de tabu. "Negacionistas do coronavírus e os extremistas de direita ao seu lado estão se tornando cada vez mais descarados e radicalizados", afirmou. De fato, a cena formada por antivacinas, negacionistas da pandemia, teóricos da conspiração e também cada vez mais extremistas de direita se radicalizou visivelmente nas últimas semanas. Em grupos no Telegram, a mobilização é cada vez mais agressiva, com a convocação de protestos. Diante da grave situação da pandemia na Saxônia, reuniões foram limitadas a até dez pessoas. Mas há semanas grupos, alguns deles com centenas de pessoas, vêm realizando o que chamam de "passeios" por cidades do estado. A polícia raramente interveio. Em Chemnitz, ela até afirmou que os tais "passeios" não são classificados como reuniões se o distanciamento mínimo entre os participantes for observado. O Freie Sachsen (Saxônia Livre) é um dos grupos mais ativos na convocação dos atos. Segundo o site da agremiação, fundada como partido em fevereiro de 2021, seu objetivo é "dar uma estrutura organizacional às mais diversas iniciativas liberais e patrióticas". Alguns dos fundadores do grupo já são ativos na cena de extrema direita há tempos. Apelo à revolução e ameaças de morte Mais de 91 mil usuários estão atualmente inscritos no canal "Saxônia Livre" no Telegram, onde o número crescente de infecções e o consequente endurecimento das restrições anticovid são comentados com raiva. Fala-se de revolução, e policiais e militares são chamados a se juntarem aos protestos. Os policiais que controlam o cumprimento das medidas contra o coronavírus são chamados de "CoStaPo", Polícia Estatal do Coronavírus, que lembra muito a "Gestapo", a Polícia Secreta do Estado da Alemanha nazista. Há algum tempo, os "saxões livres" têm atacado o governador Michael Kretschmer, que no canal do Telegram é chamado de déspota e ditador. Em reação a um post que afirma que o governador prepara um lockdown rígido, usuários fizeram ameaças de morte. "Prendam Kretschmer imediatamente! Reintroduzir a pena de morte na Alemanha", diz um comentário, enquanto outro contém apenas a palavra "forca". Regulamentar serviços de mensagens Em um recente programa de televisão, Kretschmer falou de propaganda maliciosa, ódio e incitação e pediu que o Ministério da Justiça adote medidas legais. "Temos que fazer algo a respeito", afirmou. O governador não é o único político a exigir uma regulamentação de serviços como o Telegram. A partir de fevereiro de 2022, redes sociais terão que denunciar conteúdo ilegal ao Departamento Federal de Investigações (BKA), mas os serviços de mensagens estão isentos. Uma lacuna que não pode permanecer como está, afirmaram o ministro do Interior e secretários estaduais na semana passada.


Short teaser Protesto contra medidas anticovid diante da casa da secretária de Saúde da Saxônia é classificado de "fascistoide".
Author Sabine Kinkartz
Item URL https://www.dw.com/pt-br/protesto-de-negacionistas-com-tochas-causa-indignação-na-alemanha/a-60026647?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
Image URL (940 x 411) https://static.dw.com/image/60019856_354.jpg
Image caption Protestos contra restrições anticovid, como este em Halberstadt, na Saxônia-Anhalt, vêm ocorrendo com frequência no leste da Alemanha
Image source Matthias Bein/dpa/picture alliance
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Item 5
Id 60026486
Date 2021-12-05
Title Partido liberal da Alemanha aprova acordo de coalizão
Short title Partido liberal da Alemanha aprova acordo de coalizão
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Christian Lindner, líder do FDP, será o ministro das Finanças do próximo governo alemão

Líder da legenda, que comandará o Ministério das Finanças, afirmou que acordo alcançado com social-democratas e verdes impulsiona políticas de centro. "Não empurra o país para a esquerda, mas pretende levá-lo adiante."O Partido Liberal Democrático (FDP) alemão aprovou neste domingo (5/12) o acordo de coalizão negociado com o Partido Social-Democrata (SPD) e o Partido Verde para formar o próximo governa da Alemanha. Em uma reunião em Berlim, 92,4% dos membros do FDP votaram a favor do acordo. A decisão deixa o social-democrata Olaf Scholz, atual ministro das Finanças e vice-chanceler federal, um passo mais perto de substituir Angela Merkel no cargo de chanceler federal, o que deve ocorrer nesta semana. FDP defende políticas de centro O líder dos liberais, Christian Lindner, que será o ministro das Finanças no próximo governo, procurou dissipar preocupações da ala mais conservadora do FDP e descreveu o acordo de coalizão como um documento que impulsiona políticas de centro. O acordo "não empurra nosso país para a esquerda, mas pretende levá-lo adiante", disse. A votação foi realizada com a presença física de apenas alguns membros mais importantes do partido, enquanto os demais votaram de forma remota devido às restrições para combater a pandemia. Ministérios importantes garantidos Os social-democratas, os verdes e os liberais vinham negociando a coalizão há dois meses, desde que as eleições federais em 26 de setembro deram ao SPD o posto de maior partido no Bundestag, o Parlamento alemão. A aprovação dos membros do FDP ao acordo já era esperada, pois o partido, o menor dos três que integram a nova coalizão, participou ativamente da negociação e garantiu, além da pasta das Finanças, o comando dos ministérios do Transporte, da Justiça e da Educação. Os liberais conseguiram incluir no acordo de coalizão itens como não aumentar os impostos, não adotar limites de velocidade nos trechos de rodovias alemães onde hoje não há limite, e não acabar com a opção de os alemães contratarem seguro de saúde privado, modalidade utilizada por 11% da população do país. Só falta o Partido Verde O SPD aprovou o acordo da coalizão de 177 páginas em uma conferência similar no sábado, com mais de 98% de aprovação dos delegados. O Partido Verde também está realizando uma votação interna neste fim de semana, e o resultado deve ser divulgado na segunda-feira. Se todos aprovarem o acordo, o texto deve ser assinado na terça-feira, e na quarta-feira Scholz deve ser formalmente eleito pelo Bundestag como novo chanceler federal. A Alemanha será então governada pela "coalizão semáforo", em alusão às cores dos partidos social-democrata (vermelho), liberal (amarelo) e verde. A nova aliança substituirá a grande coalizão dos conservadores da União Democrata Cristã (CDU), partido de Merkel, a União Social Cristã (CSU), legenda-irmã da CDU na Baviera, e o SPD. Merkel, por sua vez, irá se aposentar da política após 16 anos como chanceler federal. bl/lf (AFP, dpa, Reuters)


Short teaser Líder da legenda afirmou que acordo alcançado com social-democratas e verdes impulsiona políticas de centro.
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Item 6
Id 60025550
Date 2021-12-05
Title EUA e aliados condenam execuções sumárias pelo Talibã
Short title EUA e aliados condenam execuções sumárias pelo Talibã
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Combatentes talibãs. Grupo fundamentalista islâmico tomou o poder em 15 de agosto

Mais de 20 países, incluindo EUA, França e Alemanha, além da UE, demandam que regime talibã cumpra promessa de anistiar ex-membros das forças de segurança do Afeganistão. ONG denunciou dezenas de execuções.Liderados pelos Estados Unidos, países ocidentais criticaram o Talibã por relatos de execuções sumárias e desaparecimentos forçados de ex-membros das forças de segurança afegãs, demandando que o regime fundamentalista islâmico cumpra sua promessa de anistia. Um comunicado conjunto foi emitido por um grupo de 21 países mais a União Europeia neste sábado (04/12), dias depois de a organização Human Rights Watch (HRW) divulgar um relatório denunciando abusos no país. O relatório da HRW documenta 47 execuções sumárias ou desaparecimentos forçados de ex-membros das Forças de Segurança Nacional afegãs – militares, policiais, membros do serviço de inteligência e de milícias paramilitares – que se renderam ou foram detidos pelas forças talibãs entre 15 de agosto e 31 de outubro. Segundo a HRW, relatos indicam, no entanto, que o número de execuções ou desaparecimentos forçados chega a mais de 100 desde agosto, quando o Talibã tomou o poder. Os talibãs também teriam mirado familiares de ex-membros das forças de segurança. "Estamos profundamente preocupados com relatos de execuções sumárias e desaparecimentos forçados", diz o comunicado dos países ocidentais, em referência ao que foi documentado pela HRW e outros grupos de direitos humanos. "Sublinhamos que as ações alegadas constituem sérios abusos de direitos humanos e contradizem a anistia anunciada pelo Talibã. Apelamos ao Talibã para que aplique efetivamente a anistia para ex-membros das forças de segurança afegãs e ex-funcionários do governo", afirmaram os países. "Os casos relatados devem ser investigados prontamente e de forma transparente, os responsáveis devem ser responsabilizados", prossegue o comunicado. "Continuaremos avaliando o Talibã por suas ações." O texto foi divulgado conjuntamente pelos governos dos EUA, Austrália, Bélgica, Bulgária, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Macedônia do Norte, Polônia, Portugal, Romênia, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, Ucrânia e União Europeia. O Talibã tomou o poder no Afeganistão em 15 de agosto, após o governo apoiado pelos EUA entrar em colapso depois da retirada das tropas estrangeiras do país. O grupo fundamentalista islâmico declarou anistia a ex-membros das Forças de Segurança Nacional do Afeganistão que haviam se rendido ou sido apreendidos. Abusos de direitos no Afeganistão Os novos governantes afegãos vêm buscando reconhecimento internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que outros países devem usar esse desejo de reconhecimento para pressionar pelo respeito a direitos humanos no Afeganistão. Em seu relatório, a Human Rights Watch afirmou que, após tomar o poder, a liderança talibã determinou que ex-membros das forças de segurança que haviam se rendido se registrassem junto às autoridades para receber uma carta garantindo sua segurança. "No entanto, forças talibãs usaram essa triagem para deter e executar sumariamente ou forçar o desaparecimento de pessoas poucos dias após elas se registrarem, deixando seus corpos para que seus parentes ou comunidades encontrassem", disse a HRW. "O Talibã também conduziu operações de busca abusivas, incluindo batidas noturnas, para apreender e, por vezes, forçar o desaparecimento de supostos ex-oficiais", concluiu. Já em agosto, poucos dias após a tomada de poder pelo Talibã, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou ter recebido relatos confiáveis ​​de graves abusos no Afeganistão, incluindo execuções sumárias de civis e de membros das forças de segurança que depuseram suas armas, além de restrições sofridas por mulheres. lf (DW, AFP)


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Item 7
Id 58726414
Date 2021-12-05
Title Quais são as regras para a entrada de brasileiros na Europa?
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Paris, na França: país recebe turistas brasileiros que já têm esquema vacinal completo

Por muito tempo, o turista vindo do Brasil teve entrada vetada em vários países devido à alta incidência do coronavírus e à circulação de variantes. Com a melhora nos números, algumas nações reabriram suas fronteiras.O turista proveniente do Brasil teve sua entrada vetada em grande parte dos países do mundo devido à alta incidência do coronavírus, à vacinação lenta contra a covid-19 e à circulação de novas variantes. Mas a boa notícia é que alguns países da Europa já reabriram suas fronteiras para turistas vindos do Brasil que estão ou não totalmente vacinados, mesmo que eles não possuam passaporte europeu, visto ou autorização de residência de algum país da União Europeia (UE) ou do Espaço Schengen. Espanha, Finlândia, Inglaterra, Portugal e Suíça são algumas das nações que aceitam a entrada de turistas do Brasil totalmente vacinados. Alemanha e França também aceitam, mas fazem restrições à Coronavac. Outros – como a Itália – aceitam atualmente somente a entrada de pessoas que se encaixam em certas exceções, como cidadãos do país ou de outro membro da União Europeia. Ainda que um turista vindo do Brasil totalmente vacinado consiga desembarcar em alguma das nações que reabriram suas fronteiras, não é garantido que ele conseguirá transitar por outros países da União Europeia ou do Espaço Schengen. Isso porque cada nação tem suas regras específicas para quem esteve nos últimos dias em um país de alto risco, como o Brasil. Se for o caso, o viajante brasileiro deverá ainda observar as regras da nação europeia onde realizará escala para chegar ao seu destino final. Veja abaixo os requisitos de entrada em dez países europeus selecionados pela DW Brasil: Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Portugal e Suíça. O texto é atualizado frequentemente com as últimas mudanças implementadas para os turistas brasileiros. Alemanha A Alemanha deixou de considerar o Brasil como área de alto risco a partir de 19 de setembro. No entanto, as restrições de entrada da União Europeia ainda se aplicam quando passageiros do Brasil entram na Alemanha. De acordo com o site da Embaixada da Alemanha no Brasil, as exceções às restrições de entrada se aplicam aos seguintes grupos de pessoas: – Cidadãos alemães e seus familiares do chamado "núcleo familiar" (cônjuge, filhos menores não casados, pais de filhos menores); – Cidadãos da UE e cidadãos do Liechtenstein, Suíça, Noruega e Islândia e seus familiares do chamado "núcleo familiar" (cônjuge, filhos menores não casados, pais de filhos menores); – Nacionais de países terceiros com um direito de residência de longa duração em um Estado da UE ou de Schengen e membros da sua família do chamado "núcleo familiar"; – Pessoas totalmente vacinadas com um imunizante aprovado pela União Europeia. As seguintes vacinas são aceitas: Pfizer-Biontech, Janssen (Johnson&Johnson), Moderna e AstraZeneca. O país aceita também a chamada vacinação cruzada, em que a pessoa toma a AstraZeneca na primeira dose, e a Pfizer-Biontech ou Moderna (ainda não aplicada no Brasil) na segunda dose. A imunização é considerada completa somente 14 dias depois da segunda dose ou da dose única da Janssen. Para a entrada deve ser apresentado um certificado digital Covid da UE ou um comprovante de vacinação comparável, digital ou em papel, em idioma alemão, inglês, francês, italiano ou espanhol. A Embaixada da Alemanha lembra em seu site que a vacina Coronavac ainda não é reconhecida na Alemanha; – Pessoas que têm um motivo importante para viajar, em específico: a) com uma razão imprescindível para a entrada; b) determinados viajantes de negócios, visitantes ou expositores de feiras e participanes de congressos; parceiros não casados em determinados casos. Desde que tenha direito a entrar na Alemanha (veja em "Exceções às restrições de entrada" acima), mas não tenha uma vacinação com um imunizante reconhecido na Alemanha, deve apresentar uma das seguintes comprovações: Comprovação via teste negativo: se você não for vacinado ou tiver sido vacinado com um imunizante não reconhecido na Alemanha, como por exemplo, a Coronavac, deverá apresentar, ao entrar, um teste de covid-19 negativo. Este pode ser um teste PCR (a coleta do material deverá ter ocorrido no máximo há 72 horas) ou um teste de antígeno (coletado no máximo há 48 horas). Menores de 12 anos estão isentos da obrigação de apresentar comprovantes. Devido à situação especial de vacinação dos jovens, as pessoas com menos de 12 anos de idade – que estejam acompanhadas por pelo menos um genitor com vacinação completa – podem entrar na Alemanha mesmo que ainda não tenham sido vacinadas. Além disso, não há mais obrigatoriedade de quarentena. Mais informações sobre as regras de entrada na Alemanha podem ser encontradas nosite da Embaixada da Alemanha no Brasil. Espanha Desde 24 de agosto de 2021, passageiros totalmente vacinados vindos do Brasil poderão entrar na Espanha sem necessidade de realizar quarentena. As pessoas que podem entrar na Espanha e os controles de saúde são detalhados a seguir: VIAJANTES PERMITIDOS: 1. Pessoas vacinadas: Qualquer pessoa completamente vacinada 14 dias antes da viagem pode entrar na Espanha simplesmente apresentando o certificado de vacinação correspondente. Para obter mais informações sobre o certificado de vacinação, consulte a seção CONTROLES SANITÁRIOS abaixo. 2. Pessoas não vacinadas (devem cumprir um dos requisitos abaixo mencionados): As seguintes pessoas podem entrar na Espanha, mesmo que não sejam vacinadas, desde que apresentem um certificado de teste diagnóstico, como PCR em espanhol ou inglês (ver CONTROLES SANITÁRIOS abaixo): a) Espanhóis e outros nacionais da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu, documentado com o respectivo passaporte válido; b) Cônjuges ou parceiros com uniões estáveis de cidadãos espanhóis e nacionais da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu que viajem ou se reúnam com o cidadão espanhol ou europeu, documentados com certidão de casamento ou união estável. Todos os certificados brasileiros devem ser apostilados em cartório, sem necessidade de tradução. Os documentos de um país da UE não precisam da apostila de Haia; c) Filhos menores de 21 anos de cidadãos espanhóis ou nacionais da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu que viajem ou se encontrem com cidadão espanhol ou europeu, comprovados com livro de família espanhol ou certidão de nascimento e cópia do passaporte do cidadão europeu. Todos os certificados brasileiros devem ser apostilados em cartório, sem necessidade de tradução. Os documentos de um país da UE não precisam de apostila de Haia; d) Residentes ordinários em Espanha, outros países da União Europeia, Estados associados Schengen, Andorra, Mônaco, Vaticano (Santa Sé) ou San Marinho que se desloquem a esse país, comprovando-o com o correspondente cartão de residência válido; e) Os titulares de um visto de longa duração válido emitido por um Estado-Membro ou Estado Schengen Associado que se dirijam a esse país; f) Transporte pessoal, marítimo e pessoal aeronáutico necessário ao exercício das atividades de transporte aéreo devidamente credenciado; g) Pessoal diplomático e consular, de organizações internacionais, militares, da proteção civil e membros de organizações humanitárias, no exercício das suas funções. Eles devem obter uma autorização por meio de seu Consulado; h) Estudantes que realizem os seus estudos num país da União Europeia ou Estado Schengen associado e que possuam a correspondente autorização ou visto de estadia de longa duração, desde que se dirijam ao país onde estudam, e que a entrada ocorra durante o ano letivo ou nos 15 dias anteriores. Se o destino for a Espanha e a duração da estada for de até 90 dias, deve ser comprovado que os estudos são realizados em um centro de ensino autorizado na Espanha, inscrito no registro administrativo correspondente, seguindo um programa de tempo integral durante este fase e pessoalmente, o que leva à obtenção de um diploma ou certificado de estudos; i) Trabalhadores altamente qualificados cujo trabalho é necessário e não pode ser adiado ou executado à distância, incluindo participantes em eventos desportivos de alto nível que se realizem em Espanha. Essas circunstâncias devem ser justificadas por evidências documentais; j) Pessoas que viajem por motivos imperativos, humanitários ou de força maior devidamente comprovado. Devem obter uma autorização prévia com base na documentação que enviam ao Consulado. As categorias g (pessoal diplomático), i (trabalhadores altamente qualificados e atletas) e j (força maior) devem contatar a repartição consular correspondente de acordo com o local de residência pelo menos uma semana antes da viagem. O site da Embaixada da Espanha no Brasil informa, ainda, que casais de europeus não registrados e parentes de brasileiros com autorização de residência na Espanha ainda não podem entrar na Espanha. Conexões para países de fora do Espaço Schengen são permitidos para todos os viajantes, desde que permaneçam na área internacional do aeroporto. Já os trânsitos para outro país do Espaço Schengen só são permitidos aos vacinados ou às pessoas incluídas nas categorias acima descritas. CONTROLES SANITÁRIOS: Todos os passageiros que chegam à Espanha devem passar por um exame de saúde no aeroporto de entrada que incluirá, no mínimo, uma medição de temperatura, uma verificação documental e uma verificação visual de seu estado. As autoridades de saúde podem realizar um teste de antígeno. Qualquer pessoa pode ter sua entrada negada por motivos de saúde pública. Todos os passageiros que chegam à Espanha devem preencher, antes de iniciar a viagem, um formulário de controle de saúde. Quem o faz por via aérea pode fazê-lo através da web www.spth.gob.es. Depois de preenchido, obtém-se um código QR que deverá ser apresentado, tanto no momento do embarque como na chegada à Espanha. Os passageiros em trânsito internacional estão isentos de passar pelo controle de saúde, mas também devem obter um código QR. A partir de 24 de agosto não será necessário submeter-se a quarentena. Todos os passageiros do Brasil com mais de 12 anos devem ter um dos seguintes certificados: a) Certificado de vacinação Os passageiros que foram vacinados com um regime completo de Pfizer, AstraZeneca (incluindo CoviShield), Johnson&Johnson (Janssen) ou Coronavac, pelo menos 14 dias antes de sua chegada à Espanha, não precisarão fornecer nenhum teste diagnóstico adicional. No entanto, é possível que lhes possam fazer um teste de diagnóstico na chegada, se a autoridade de saúde considerar necessário. O certificado deve ser traduzido ao espanhol, inglês, francês ou alemão. Para vacinas feitas no Brasil, você deve obter o certificado digital do Ministério da Saúde do Brasil na versão em espanhol. Para vacinas feitas na Espanha ou em outro país da União Europeia, você deve obter o certificado digital COVID da UE. b) Certificado de recuperação de covid-19 Passageiros não vacinados que tiveram a doença podem apresentar certificado de recuperação desde que tenham passado mais de 11 dias desde a realização do primeiro teste NAAT positivo. Este certificado terá validade de 180 dias a partir de então. O certificado deve ser traduzido ao espanhol, inglês, francês ou alemão. c) Certificado de teste de diagnóstico Os passageiros não vacinados e que não tenham tido covid-19 devem fazer um teste de diagnóstico para entrar na Espanha. Os testes admitidos serão: 1. Testes de amplificação de ácido nucléico (NAAT), que detectam o material genético do vírus (por exemplo, PCR, TMA, LAMP, NEAR, etc.). A amostra deve ser colhida no máximo 72 horas antes do desembarque na Espanha. 2. Testes de detecção rápida de antígenos (RAT), que detectam a presença de antígenos de vírus. A amostra deve ser colhida no máximo 48 horas antes do desembarque na Espanha. Os testes admitidos são os autorizados pela Comissão Europeia. Mais detalhes sobre as regras de entrada na Espanha podem ser encontradosno site da Embaixada da Espanha no Brasil. Finlândia O país nórdico reabriu suas fronteiras em 26 de julho para turistas com vacinação completa, inclusive do Brasil. Já cidadãos brasileiros não vacinados podem entrar no país somente se configurarem algum dos casos de exceção. Além de turistas com vacinação completa, é permitida a entrada no país europeu de: cidadãos finlandeses e familiares do núcleo familiar (cônjuges, filhos menores, pais de filhos menores); cidadãos da União Europeia com residência na Finlândia e familiares do núcleo familiar; cidadãos de países terceiros com autorização de residência na Finlândia; estrangeiro de qualquer nacionalidade que esteja em um relacionamento com um cidadão finlandês ou estrangeiro residente na Finlândia; e estrangeiros com outras razões essenciais, incluído laços familiares. As autoridades finlandesas reconhecem as seguintes vacinas: Pfizer-Biontech, Moderna, AstraZeneca, Janssen (Johnson&Johnson), Sinopharm, Covishield e Sinovac/Coronavac. A imunização é considerada completa somente após 7 dias da segunda dose da vacina ou da dose única da Janssen. Os turistas totalmente vacinados não precisam realizar quarentena no país europeu. Todos os passageiros de países de alto risco que chegam à Finlândia (inclusive os vacinados) serão direcionados após o desembarque a um ponto de atendimento para a realização de um exame de saúde obrigatório. Todos os passageiros acima de 16 anos devem apresentar um dos seguintes documentos no aeroporto de Helsinque: comprovante de vacinação completa; comprovante da primeira dose; teste PCR negativo ou antígeno realizado nas 72 horas que antecedem a entrada na Finlândia; ou laudo com diagnóstico de covid-19 nos últimos seis meses. Os documentos listados que estiverem redigidos em português devem ser traduzidos para o inglês com tradutor juramentado. Caso o passageiro que se configurar em um dos casos de exceção e não possuir nenhum dos documentos listados acima, as autoridades no aeroporto irão solicitar que o passageiro realize dois testes PCR na Finlândia (serviço gratuito). O primeiro teste será realizado ao chegar no aeroporto de Helsinque, e o segundo teste entre três e cinco dias após a chegada no país europeu. Uma vez que não existem voos diretos entre Brasil e Finlândia, os passageiros deverão observar as restrições do país onde farão escala. Mais detalhes sobre as regras de entrada na Finlândia podem ser encontrados em português e inglês no site da Embaixada da Finlândia no Brasil. França De acordo com a Embaixada da França no Brasil, as regras para a entrada de viajantes no território francês variam de acordo com a situação vacinal do passageiro e a situação sanitária do país de embarque. Atualmente, o Brasil está na lista vermelha. Os viajantes totalmente vacinados podem entrar no país europeu se apresentarem um comprovante de vacinação completa e uma declaração solene na qual garantem não apresentar nenhum sintoma de infecção pela covid-19, não ter tido contato com pessoas que testaram positivo para a covid-19 e autorizam a realização de um teste ou exame biológico de detecção da covid-19 no momento de sua chegada ao país europeu. Além disso, desde 4 de dezembro, todas as pessoas de idade igual ou superior a 12 anos, incluindo as pessoas vacinadas, devem apresentar um teste de PCR ou de antígeno negativo realizado menos de 48 horas antes do embarque. O esquema vacinal é considerado completo nos seguintes casos: 28 dias após a administração da dose única da Janssen (Johnson&Johnson); sete dias após a administração da segunda dose das demais vacinas reconhecidas pela Agência Europeia de Medicamentos (BioNTech/Pfizer, Moderna, AstraZeneca/Vaxzeria/Covishield); sete dias após a administração de uma dose complementar com uma vacina de RNA mensageiro reconhecida pela Agência Europeia de Medicamentos (BioNTech/Pfizer ou Moderna) para pessoas que tenham sido devidamente vacinadas com um imunizante autorizado pela Organização Mundial da Saúde não reconhecido pela Agência Europeia de Medicamentos (como a Coronavac). As medidas aplicadas aos adultos vacinados e não vacinados também se estendem aos menores que os acompanham. Os viajantes totalmente vacinados não precisam cumprir quarentena ao chegar na França. Já os passageiros não vacinados deverão apresentar às autoridades de fiscalização um documento que comprove o motivo imperioso da viagem, bem como um teste PCR ou de antígeno, com resultado negativo, realizado menos de 48 horas antes do embarque. Os viajantes não vacinados deverão ainda fazer uma quarentena (de acordo com as especificações decretadas pelo governo regional) logo após a sua entrada no território continental francês. Essa medida durará dez dias e será acompanhada de restrições de horários para a saída do local de isolamento (exceto em caso de trânsito em zona internacional). Os viajantes menores de 12 anos estão dispensados de apresentar o teste. Os passageiros não vacinados também deverão apresentar: uma declaração solene na qual garantem não apresentar nenhum sintoma de infecção pela covid-19 e não terem tido contato com pessoas que testaram positivo para a covid-19; um compromisso solene de se submeter ao teste de antígeno ou exame biológico que será realizado no momento de sua chegada à França continental; e um comprovante de residência ou de reserva de acomodação apropriada para a realização de quarentena (hotel ou similar). Estão dispensados dessa obrigação os passageiros que realizarão o isolamento em local previsto pela administração ou que estarão apenas em trânsito na zona internacional. Todos os documentos estão disponíveis para download no site da Ministério do Exterior da França. Os passageiros que tomaram duas doses da Coronavac, mas não receberam a dose complementar da BioNTech/Pfizer ou Moderna, também são considerados "não vacinados" e só entram no país europeu se apresentarem algum motivo imperioso: 1) Franceses, seus cônjuges (por casamento, união estável ou convivência pública, estável e duradoura) e filhos; 2) Nacionais de países da União Europeia, Liechtenstein, Islândia, Noruega e Suíça que tenham residência principal na França, bem como seus cônjuges (por casamento, união estável ou convivência pública, estável e duradoura) e filhos; 3) Nacionais de países terceiros, incluindo o Brasil, que disponham de autorização de residência (titre de séjour), ou visto de longa duração francês ou europeu válido, e tenham sua residência principal na França (válido somente para saídas do território europeu que tenham sido realizadas antes de 31 de janeiro de 2021 ou que tenham sido justificadas por motivo imperioso); 4) Estrangeiros de países terceiros titulares de visto de longa duração para reunião familiar (visto "regroupement familial"), inclusive de refugiados, beneficiários de proteção subsidiária e apátridas (visto "réunification familiale"); 5) Estudantes matriculados em cursos de francês (FLE) preparatórios para o ingresso em cursos de ensino superior e estudantes aprovados nos exames orais de estabelecimentos de ensino superior franceses ou matriculados para o ano 2021-2022. Pesquisadores ou professores (incluindo assistentes de língua) que estejam indo à França à convite de um laboratório de pesquisa, no intuito de realizar atividades de pesquisa que exijam sua presença física, bem como seus cônjuges (por casamento, união estável ou convivência pública, estável e duradoura, mediante a apresentação de comprovantes de comunhão de vida) e filhos; 6) Funcionários dos setores de transporte terrestre, aéreo e marítimo ou prestadores de serviço de transporte de mercadorias, incluindo motoristas de qualquer veículo de transporte de mercadorias destinadas ao uso no território, bem como aqueles que estejam apenas em trânsito ou viajando na condição de passageiro para chegarem a sua base de partida ou completarem sua formação profissional; 7) Funcionários estrangeiros que estejam exercendo suas funções junto a uma missão diplomática ou consular, ou em uma organização internacional com sede ou escritório na França, bem como seus cônjuges e filhos; 8) Pessoas em trânsito na zona internacional do aeroporto por tempo inferior a 24 horas. Mais informações sobre as regras de entrada na França podem ser encontradas no site da Embaixada da França no Brasil. Holanda Passageiros totalmente vacinados que chegarem ao país europeu vindos de "áreas de muito risco", como o Brasil, não precisam realizar quarentena. A Holanda aceita as vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos e pela Organização Mundial da Saúde (OMS): Pfizer-BioNTech (Comirnaty); AstraZeneca (Vaxzevria); Serum Institute of India (Covishield); Janssen (Johnson&Johnson); Moderna (Spikevax); Sinovac; e Sinopharma BIBP. A imunização é considerada completa após os seguintes prazos: 14 dias após a segunda dose ou 28 dias após a dose única da Janssen. O país europeu aceita o comprovante de vacinação (físico ou digital) emitido pelo Ministério da Saúde do Brasil em português. Os passageiros que não estejam totalmente vacinados (de 12 anos ou mais) devem apresentar um teste negativo de covid-19. Eles têm duas opções: um teste PCR negativo realizado até 48 horas antes da partida; ou um teste rápido de antígeno negativo realizado 24 horas antes do embarque para a Holanda. Em relação a conexões em Amsterdã, o passageiro que estiver viajando para um país que não pertence à União Europeia deve provar que tem um voo de conexão para a nação que não faz parte do Espaço Schengen; o voo de conexão deve partir dentro de 48 horas após a chegada do viajante a Amsterdã; e o viajante não deve deixar a zona de trânsito internacional do aeroporto enquanto aguarda o voo de conexão. Se estiver viajando para um país da União Europeia ou Espaço Schengen através da Holanda, o viajante deve mostrar que tem permissão para entrar no destino final em questão. O governo holandês frisa ainda que, quem estiver viajando para outro país com conexão na Holanda precisa mostrar o resultado negativo do teste de covid-19. Mais detalhes sobre as regras de entrada na Holanda podem ser encontrados em inglês no site do governo da Holanda. Inglaterra Antes de viajar, os passageiros totalmente vacinados contra a covid-19 – por exemplo, os viajantes que saíram do Brasil, independentemente da nacionalidade – devem agendar e pagar por um teste de PCR a ser realizado no segundo dia após a chegada no país e, ainda, preencher o formulário de localização de passageiros. A pessoa só deverá deixar a quarentena se o resultado do teste for negativo. O governo do país frisa que, desde 30 de novembro, os testes de antígeno não serão mais aceitos. O passageiro, mesmo sendo totalmente vacinado, deverá se autoisolar em sua casa ou no local de estada até receber o resultado negativo do teste de PCR a ser realizado no segundo dia. Se houver atraso para receber o teste de PCR, o viajante deverá ficar em quarentena até o resultado do teste sair ou por até 14 dias após a chegada, o que acontecer primeiro. A Inglaterra aceita as seguintes vacinas: AstraZeneca, Pfizer-BioNTech, Moderna, Janssen (Johnson&Johnson), Coronavac, Sinopharm e Covaxin. Brasileiros que tomaram a vacina da AstraZeneca fabricada na Índia (AstraZeneca Covishield) são considerados totalmente imunizados. A imunização é considerada completa 14 dias depois da segunda dose ou da dose única da Janssen. O comprovante de vacinação deverá ser emitido por uma autoridade pública de saúde nacional ou estadual, estar em inglês, francês ou espanhol e conter no mínimo os seguintes dados: nome e sobrenome; data de nascimento; marca e fabricante do imunizante; data da vacinação para cada dose; e país de vacinação ou emissor do certificado. O passageiro que não tiver a vacinação completa deve seguir as seguintes regras: dentro dos três dias anteriores ao embarque para a Inglaterra, o passageiro deverá fazer um teste de covid-19 (PCR, antígeno ou LAMP); reservar e pagar os testes de PCR a serem realizados no segundo e oitavo dia após chegar ao país; e preencher um formulário de localização de passageiros. Após chegar ao país, o passageiro deverá fazer quarentena por dez dias em casa ou no lugar onde ficará hospedado (não necessariamente num hotel); realizar o teste de covid-19 pré-reservado no segundo e no oitavo dia ou depois. Quem permanecer na Inglaterra por menos de dez dias deverá ficar em quarentena pelo tempo que estiver no país. O passageiro deve reservar os testes do segundo e oitavo dias, mas só precisa fazê-los se ainda estiver na Inglaterra nesses dias. O viajante pode encerrar a quarentena no quinto dia se optar por um esquema chamado "Test to Release" (Teste para liberação, em tradução livre). Para isso, ele deve pagar por um teste de covid-19 privado no quinto dia. Se o resultado for negativo (e o resultado do teste do segundo dia após a chegada ao país ter sido negativo ou inconclusivo), o passageiro pode encerrar a quarentena. As novas regras acima só valem para a Inglaterra. Outras nações que formam o Reino Unido (Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales) possuem autonomia para impor suas próprias medidas. Mais detalhes sobre as regras de entrada na Inglaterra podem ser encontrados em inglês no site do governo britânico. Irlanda O país reabriu suas fronteiras para turistas brasileiros. O país não pede nenhum teste ou quarentena se o passageiro apresentar um comprovante válido de vacinação ou de recuperação da covid-19. A Irlanda aceita as vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos: Pfizer-Biontech, Moderna, AstraZeneca (Vaxzevria e Covishield) e Janssen (Johnson&Johnson). A imunização é considerada completa após os seguintes prazos: 15 dias após a segunda dose da AstraZeneca; sete dias após a segunda dose da Pfizer-Biontech; e 14 dias após a segunda dose da Moderna ou da dose única da Janssen. Já o comprovante de recuperação da covid-19 deverá ser em inglês ou irlandês; ou uma tradução oficial para o irlandês ou inglês e deverá conter as seguintes informações: nome; data de nascimento; doença da qual o titular do comprovante se recuperou; data do primeiro resultado positivo do teste do titular; Estado-membro ou país terceiro em que o teste foi realizado; emissor do certificado; período em que o certificado é válido (a partir de / válido até). Se o passageiro tiver uma prova válida de recuperação da covid-19 nos últimos 180 dias, não será necessário nenhum teste relacionado à viagem ou quarentena. O passageiro que não foi totalmente vacinado deve apresentar um teste PCR negativo realizado menos de 72 horas antes da chegada ao país. Além disso, deverá fazer uma autoquarentena por 14 dias. Se o viajante apresentar um teste PCR negativo a partir do quinto dia após a chegada no país europeu, o isolamento poderá ser encerrado. Mais detalhes sobre as regras de entrada na Irlanda podem ser encontrados em inglês no site do governo da Irlanda. Itália A Itália proibiu a entrada e o trânsito de pessoas que tenham permanecido ou transitado no Brasil nos 14 dias anteriores à viagem. A Embaixada da Itália no Brasil afirma que a entrada e o tráfego aéreo somente são permitidos desde que o passageiro não tenha nenhum sintoma da covid-19 e para as seguintes categorias: pessoas com residência oficialmente fixada e registrada na Itália anterior a 13 de fevereiro de 2021 (com autodeclaração, sem autorização do Ministério da Saúde); pessoas que devem alcançar domicílio, residência ou habitação de filhos menores, cônjuge ou parte de união civil (com autodeclaração, sem autorização do Ministério da Saúde); pessoas que ingressem na Itália, independentemente da nacionalidade e residência registrada, para fins de estudo (com autodeclaração, sem autorização do Ministério da Saúde); e pessoas em condições de absoluta necessidade autorizados pelo Ministério da Saúde. Todos os passageiros têm a obrigação de mostrar um certificado de teste PCR ou antígeno negativo realizado nas 72 horas anteriores ao ingresso no território nacional; e de realizar um teste molecular ou de antígeno na chegada ao aeroporto ou, no caso de chegada em portos ou locais de fronteira, no prazo de 48 horas, junto à autoridade sanitária local competente. Independentemente do resultado do teste de covid-19, os viajantes deverão cumprir uma quarentena de dez dias. Após esse período, eles deverão realizar mais um teste de covid-19. Mais detalhes sobre as regras de entrada na Itália podem ser encontrados no site da Embaixada da Itália no Brasil. Portugal O governo português liberou a entrada de turistas brasileiros no país europeu. Com a flexibilização, passageiros oriundos do Brasil (totalmente vacinados ou não) podem entrar no país europeu e não precisam fazer quarentena após a chegada. Todos os passageiros totalmente vacinados ou não, independentemente do aeroporto de origem e nacionalidade, devem apresentar um teste negativo de PCR realizado nas 72 horas antes do embarque ou um teste rápido de antígeno feito nas 48 horas anteriores à viagem. O passageiro deve também preencher o formulário onine "Passenger Locator Card". As regras valem para quem tem Portugal continental como destino final ou trânsito. Os resultados do teste deve ser em português, francês, inglês, espanhol ou italiano, e pode ser apresentado em papel ou formato digital. A Embaixada de Portugal no Brasil frisa que os passageiros que possuem um certificado de vacinação da União Europeia também têm que realizar o teste de covid-19. As únicas exceções para a não apresentação do teste de covid-19 são: viajantes que possuam um certificado de recuperação de covid-19 da União Europeia (válido por 180 dias) e crianças com menos de 12 anos. Mais detalhes sobre as regras de entrada em Portugal podem ser encontrados nosite da Embaixada de Portugal no Brasil. Suíça A entrada na Suíça é possível para cidadãos suíços, da União Europeia/Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, em inglês), assim como para pessoas que têm autorização de residência suíça válida e viajantes comprovadamente totalmente vacinados de países terceiros, como os cidadãos brasileiros. Desde 4 de dezembro de 2021, todas as pessoas que entram no território suíço, inclusive as totalmente vacinadas, devem ser testadas. Além de um teste de PCR negativo feito até 72 horas antes de sua entrada, eles deverão realizar um segundo teste (PCR ou antígeno) entre o quarto e o sétimo dia após a sua chegada. Os imunizantes aceitos atualmente são aqueles aprovados pela Organização Mundial da Saúde (OMS): Pfizer-Biontech, Moderna, Janssen (Johnson&Johnson), AstraZeneca, Sinovac (Coronavac), Sinopharm e do Serum Institute of India. A entrada é permitida 11 dias após a aplicação da segunda dose das vacinas aceitas. Já os imunizados com o imunizante de dose única da Janssen devem aguardar 22 dias após a data de vacinação para embarcar. Os viajantes podem apresentar o comprovante de vacinação em papel que foi fornecido pelo posto de vacinação brasileiro. Os passageiros (exceto os que estão em trânsito) devem preencher um formulário eletrônico antes de entrar na Suíça. O viajante que tem a intenção de seguir da Suíça para outros países, como da União Europeia, devem observar as regras do país de destino. De acordo com o site da Embaixada da Suíça no Brasil, as restrições de entrada permanecem em vigor para estrangeiros não vacinados que não têm direito à livre circulação e que desejam entrar em estados e regiões de risco e não pertencem a uma categoria de exceção. O governo suíço criou ainda uma ferramenta online que indica por meio de perguntas e respostas se o viajante tem a permissão ou não de entrar na Suíça. Mais detalhes sobre as regras de entrada na Suíça podem ser encontrados em português e inglês no site da embaixada suíça no Brasil.


Short teaser O turista vindo do Brasil foi vetado em vários países. Com a melhora nos números, alguns reabriram suas fronteiras.
Author Fernando Caulyt
Item URL https://www.dw.com/pt-br/quais-são-as-regras-para-a-entrada-de-brasileiros-na-europa/a-58726414?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
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Image caption Paris, na França: país recebe turistas brasileiros que já têm esquema vacinal completo
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Item 8
Id 60009408
Date 2021-12-05
Title O racismo associado a variantes do coronavírus
Short title O racismo associado a variantes do coronavírus
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"Nenhum país deveria ser estigmatizado por detectar variantes", diz técnica da OMS

Para evitar o uso de termos como vírus da China, variante indiana ou variante sul-africana, a OMS adotou o alfabeto grego para nomear cepas do vírus causador da covid-19. Mas o preconceito não acabou.Culpar outros países pelo surgimento de uma doença – em vez de apontar como causa uma resposta política inadequada a questões de saúde, por exemplo – é uma manobra histórica para desviar a atenção de responsabilidades políticas. Quando começou a se referir ao coronavírus Sars-Cov-2, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamava o patógeno de "vírus da China". Quando passou a ser pressionado pela espiral ascendente de número de casos nos EUA, Trump chegou a usar a definição depreciativa "kung flu", fazendo um jogo de palavras com o termo inglês para gripe (flu) e a arte marcial oriunda da China. O registro das designações de Trump para o coronavírus foi realizado pelo professor assistente da universidade CY Cergy Paris, Jérôme Viala-Gaudefroy, que também é especialista em políticas de nomeação de enfermidades. A chamada gripe espanhola – causada por um vírus devastador que matou milhões durante a Primeira Guerra Mundial em todo o mundo – provavelmente surgiu nos EUA, mas foi associada à Espanha, o país onde foi identificada primeiro, como "uma forma de desviar a atenção", explica Viala-Gaudefroy. À medida que Trump e membros do Partido Republicano continuaram a chamar o coronavírus de "gripe chinesa" em 2020 – também disseminando uma teoria infundada de que o vírus foi criado num laboratório na cidade onde ele foi descoberto, Wuhan –, asiático-americanos passaram a ser cada vez mais visados e atacados. Trump também gostava de invocar metáforas de guerra quando se referia ao vírus, incluindo frases como "o inimigo invisível", aponta Viala Gaudefroy. Segundo o estudioso, houve um esforço para projetar a imagem de estar combatendo uma invasão estrangeira. Também no norte da Índia, pessoas "com cara de chineses" vivendo em regiões fronteiriças com a China sofreram maus-tratos e foram forçados a fazer quarentena – mesmo sem apresentar nenhum sintoma de covid-19. Em 2015, por causa de ocorrências do tipo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma cartilha de princípios contendo boas práticas para nomear novas doenças, que sugeria evitar "ofensas a qualquer grupo cultural, social, nacional, regional, profissional ou étnico". "Manifestações online de racismo e xenofobia relacionadas à covid-19 incluíram assédio, discurso de ódio, proliferação de estereótipos discriminatórios e teorias da conspiração", descreveu, em março de 2020, E. Tendayi Achiume, relatora especial sobre racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias relacionadas das Nações Unidas. "Não é surpresa que líderes que estão tentando atribuir a covid-19 a certos grupos nacionais ou étnicos são exatamente os mesmos líderes nacionalistas e populistas que tornaram a retórica racista e xenófoba o centro de suas plataformas políticas", destacou, na época. Novos nomes de variantes não eliminam o problema Quando o coronavírus sofreu mutações que resultaram em novas variantes, estas continuaram a ser associadas ao local de origem, incluindo a chamada variante indiana. A racialização ou etnicização (termos sociológicos que atribuem identidades raciais a grupos que não se identificaram daquela forma por si mesmos) dos nomes dessas variantes motivaram a OMS a usar letras do alfabeto grego para identificar as cepas do coronavírus em maio de 2021 – quase um ano e meio depois do surgimento da covid-19. A primeira variante, identificada inicialmente no Reino Unido, se tornou a alfa, e assim sucessivamente. A descoberta na Índia, por exemplo, se tornou a delta, e a identificada no Brasil, gama. Maria Van Kerkhove, técnica sênior da OMS especializada na resposta do órgão à covid-19, afirma que a mudança de nome deveria diminuir o preconceito. "Nenhum país deveria ser estigmatizado por detectar e relatar variantes do coronavírus", afirma. Porém, depois que o alfabeto grego foi adotado como uma forma neutra de nomear variantes do vírus, houve novos problemas. A letra xi, ou csi (Ξ ou ξ), por exemplo, poderia ser facilmente associada ao líder chinês Xi Jinping, podendo voltar a estimular posições antiasiáticas. Já a letra grega nu, ou ni, foi pulada porque poderia ter sido confundida com a palavra inglesa new (novo/a). Portanto, a mais recente variante, detectada inicialmente no sul da África (B.1.1.529), foi chamada de ômicron. Mesmo assim, veículos da imprensa internacional já tinham se referido à nova cepa como a "variante da África do Sul", reforçando uma associação com a África e até mesmo com pessoas negras. A edição dominical do jornal alemão Rheinpfalz am Sonntag chegou a publicar a seguinte manchete de primeira página: "O vírus da África está entre nós", acima de uma foto de uma mulher negra com uma criança. O jornal acabou pedindo desculpas. Giorgina Kazungu-Hass, membro da Assembleia da Renânia-Palatinado, estado no oeste da Alemanha onde o diário é publicado, tuitou com ironia que a capa "será ótima para pessoas negras". Origem contestada e desinformação Assim como com a gripe espanhola, possivelmente a variante ômicron teve origem num local diferente de onde ela foi identificada. Na última terça-feira (30/11), por exemplo, houve relatos de que autoridades de saúde holandesas descobriram a ômicron em amostras locais datadas de 19 de novembro, cinco dias antes de cientistas na África do Sul anunciarem que tinham identificado a cepa. A pandemia do ebola é outra associada à África e a pessoas negras. Alguns comentaristas e políticos ultradireitistas cunharam o termo racista "obola" – uma junção das palavras ebola e do sobrenome de Barack Obama, quando o afro-americano era presidente dos EUA – para politizar e racializar a doença. É por esse motivo que a OMS alerta contra nomes como mers, abreviação da denominação, em inglês, da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Middle East Respiratory Syndrome). Outro exemplo é a doença de Lyme, que faz referencia à cidade no estado americano de Connecticut onde a borreliose bacteriana transmitida por carrapatos foi identificada inicialmente. Evitando associações com o vírus Apesar das origens ambíguas da variante ômicron, cidadãos da África do Sul continuam a pagar pela identificação da nova cepa no país com a introdução de banimentos de viagens e restrições fronteiriças contra os países na região. "O problema é que países vão evitar relatar novas variantes para que não sejam associados a elas", afirma o professor Viala-Gaudefroy, aludindo às graves perdas econômicas consequentes da percepção de um país como origem de uma variante do coronavírus Sars-Cov-2. "Precisamos nos referir a vírus pelos seus nomes oficiais", afirma a plataforma antirracismo First Responder num tuíte. "Depois que as epidemias de mers e ebola desencadearam discriminação e racismo, a OMS mudou o mecanismo de nomeação oficial para que não se incluísse o local de origem das doenças. Chamem de covid-19 para acabar com o ódio", pede a organização.


Short teaser OMS adotou o alfabeto grego para evitar que variantes do vírus Sars-Cov-2 sejam motivo de preconceito.
Author Stuart Braun
Item URL https://www.dw.com/pt-br/o-racismo-associado-a-variantes-do-coronavírus/a-60009408?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
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Image caption "Nenhum país deveria ser estigmatizado por detectar variantes", diz técnica da OMS
Image source Denis Farrell/AP/picture alliance
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Item 9
Id 59953421
Date 2021-12-05
Title O que se sabe sobre a nova variante ômicron do coronavírus
Short title O que se sabe sobre a variante ômicron do coronavírus
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Nova cepa da covid-19 foi declarada "variante de preocupação" pela OMS. Possivelmente mais contagiosa, ela pode dificultar a reação do sistema imunológico. Vários países impuseram restrições de viagem ao sul da África.Onde foi detectada a nova variante do coronavírus? A nova variante B.1.1.529, batizada de ômicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi descoberta em 11 de novembro de 2021 em Botsuana, que faz fronteira com a África do Sul, onde a cepa também foi encontrada dias depois. Na África do Sul, os primeiros registros ocorreram principalmente nas cidades de Joanesburgo e Pretória, na província de Gauteng, onde a incidência da covid-19 está bastante alta. No dia 3 de dezembro, autoridades sul-africanas afirmaram que sete das nove províncias do país já haviam registrado casos da variante, e que as infecções haviam aumentado mais de 300% em uma semana. Mais de 30 países já confirmaram casos da nova variante, inclusive o Brasil , os Estados Unidos e vários na Europa. Para tentar conter a disseminação do vírus, diversos países, entre eles os EUA, todos os 27 membros da União Europeia (UE) e o Brasil, impuseram restrições para viagens com origem na África do Sul e vizinhos. Japão e Israel chegaram a fechar suas fronteiras paras estrangeiros. Quão perigosa é a nova variante? Pesquisadores estão preocupados com o fato de a ômicron conter um número considerado extremamente alto de mutações do coronavírus. Eles encontraram 32 mutações na chamada proteína spike (S), que o vírus usa para se prender a células humanas e infectá-las. Na variante delta, considerada altamente infecciosa e dominante no mundo atualmente, foram encontradas oito mutações. Ao mesmo tempo que o número de mutações nessa proteína não é uma indicação exata do quão perigosa a variante pode ser, isso sugere que o sistema imunológico humano pode ter maior dificuldade em combater a nova variante. Também há indicações de que a ômicron possa escapar das respostas imunológicas do corpo humano. Infecções com a nova variante não necessariamente são mais graves do que as com cepas anteriores. Mas há sinais de que a ômicron se dissemina mais rapidamente, o que pode sobrecarregar sistemas de saúde. Das mutações da ômicron, 15 são numa parte da proteína spike que se liga a anticorpos específicos e a receptores ECA2. O coronavírus usa esses receptores, que podem ser encontrados no nariz humano, por exemplo, para entrar no corpo, e é possível que as mutações facilitem infecções. Pesquisadores estão analisando três mutações específicas no local de clivagem (processo de divisão celular) da furina, uma enzima que vírus – como o Sars-Cov-2, influenza, dengue, HIV e muitos outros – precisam para ser funcionais, ou seja, para causar uma doença no corpo humano. Se a ômicron de fato tiver mais facilidade para infectar e se tornar totalmente funcional, cientistas afirmam que ela também pode ser capaz de se espalhar mais rapidamente e, portanto, terá uma taxa de transmissão mais alta. O biólogo molecular Ulrich Elling, do Instituto de Biotecnologia Molecular de Viena, especializado em sequenciamento do coronavírus e detecção de novas variantes, afirmou à DW que as primeiras estimativas indicam que a ômicron "pode ser 500% mais infeciosa que a delta", a variante dominante atualmente no mundo. Além disso, cientistas sul-africanos afirmaram que reinfecções são três vezes mais prováveis com a ômicron do que eram com as variantes delta e beta. Dados preliminares apontam que as hospitalizações por covid-19 estão aumentando na África do Sul, mas isso pode se dever ao fato de que mais pessoas estão contraindo o vírus, e não necessariamente à ômicron. Como reagiu a OMS? No dia 26 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a a B1.1.529 como "variante de preocupação" (variant of concern – VOC) e a nomeou de ômicron, seguindo a tendência de batizar as variantes do coronavírus Sars-Cov-2 com letras do alfabeto grego. Dias depois, a OMS afirmou que a ômicron representa um risco global muito alto, apontando que a cepa apresenta mutações preocupantes, provavelmente se espalhará internacionalmente e pode ter consequências graves. A agência ressaltou, no entanto, que são necessários mais estudos sobre o potencial de a nova variante escapar da imunidade induzida tanto por vacinas quanto por infecções anteriores e que ainda não foram registradas mortes ligadas à cepa. Num relatório publicado em 28 de novembro, a OMS afirmou que "apesar de incertezas, é razoável pressupor que as vacinas atualmente disponíveis oferecem proteção contra casos graves e mortes" no caso de uma infecção pela variante ômicron. Como a nova variante se desenvolveu? Uma teoria é que ela tenha emergido com todas as suas mutações de uma única vez. O professor Francois Balloux, especialista em sistemas biológicos computacionais da University College de Londres, afirmou que é possível que o vírus tenha sofrido mutação durante uma infecção crônica em um indivíduo, cujo sistema imunológico estivesse já enfraquecido por outra infecção com o vírus HIV. Mas, até o momento, isso é somente especulação. Há alguma conexão com a variante beta? Em todo o continente africano, a África do Sul foi o país mais atingido pelo coronavírus, com mais de 3 milhões de casos de covid-19 e em torno de 90 mil mortes em decorrência do vírus. O alto número de mortes no país é atribuído à variante C.1.2, batizada de beta e qualificada pela OMS como variante de preocupação por causa da alta transmissibilidade e por ser mais resistente às vacinas. Mas a variante delta, mais agressiva, superou de longe a beta na África do Sul, assim como no resto do mundo. É possível deter a nova variante? Os vírus e suas variantes não respeitam fronteiras nacionais. Mas é possível retardar a disseminação da nova variante restringindo o transporte aéreo, por exemplo, o que vários países já fizeram. As restrições de viagem podem ajudar a diminuir as transmissões, mas, o fato de os primeiros casos em Botsuana terem sido detectados em meados de novembro faz com que seja concebível que a ômicron tenha sido transportada para vários outros países desde então. A OMS pediu que países reforcem seus sistemas de saúde e ampliem a vacinação contra a covid-19 para conter a disseminação da variante ômicron, e afirmou que restrições de viagem podem fazer com que se ganhe tempo, mas não devem ser a única medida. Apesar de indicativos de que a variante é altamente transmissível, a OMS afirmou que as informações disponíveis até o momento sugerem que as medidas que vinham sendo adotadas contra outras variantes, comouso de máscaras e distanciamento social, também devem ser eficazes contra a ômicron.


Short teaser Possivelmente mais contagiosa, nova cepa da covid-19 foi declarada "variante de preocupação" pela OMS.
Author Alexander Freund, Roberto Crescenti
Item URL https://www.dw.com/pt-br/o-que-se-sabe-sobre-a-nova-variante-ômicron-do-coronavírus/a-59953421?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
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Image source Pavlo Gonchar/Zumapress/picture alliance
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Item 10
Id 60022552
Date 2021-12-04
Title Futura ministra da Alemanha sugere restringir importações da China para pressionar por respeito aos direitos humanos
Short title Futura ministra alemã sugere restringir importações da China
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Annalena Baerbock quer posição mais dura do novo governo da Alemanha em relação à China

Annalena Baerbock, que chefiará pasta das Relações Exteriores, quer usar poder de compra da União Europeia para pressionar Pequim a respeitar direitos humanos. Embaixada chinesa reage e pede relação bilateral pragmática.A próxima ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, afirmou que é necessário colocar limites a países autoritários como a China. Uma das formas de fazer isso, segundo ela, seria restringir, na União Europeia, a importação de produtos chineses, o que seria um "grande problema" para Pequim. A proposta de Baerbock, que também é co-líder do Partido Verde da Alemanha, foi feita em entrevista ao jornal Die Tageszeitung (TAZ), e provocou uma resposta da embaixada da China em Berlim na sexta-feira (3/12) Os comentários de Baerbock indicam uma mudança de política no próximo governo alemão, liderado pelo futuro chanceler federal Olaf Scholz, que deverá tomar posse na próxima quarta-feira. O que disse Baerbock? A futura ministra das Relações Exteriores defendeu que as críticas da Alemanha sobre a China deveriam ser abordadas claramente. "O silêncio eloquente não é uma forma de diplomacia no longo prazo, mesmo que tenha sido considerado como tal por alguns nos últimos anos", disse ela ao TAZ, em uma aparente referência ao governo prestes a deixar o poder, comandado pela chanceler federal Angela Merkel. "Para mim, uma política externa baseada em valores é sempre uma interação entre diálogo e dureza." A futura ministra das Relações Exteriores disse que, apesar de o diálogo ser um componente central da política internacional, "isso não significa que você tenha que encobrir as coisas ou ficar quieto". Seu comentário é uma referência às diversas acusações de violações de direitos humanos pela China, incluindo a detenção de cerca de um milhão de muçulmanos uigures em "campos de reeducação" na província de Xinjiang. Baerbock sugeriu que uma das ferramentas para pressionar Pequim poderia ser restringir a importação de produtos chineses pela União Europeia, dizendo que isso seria "um grande problema para um país exportador como a China". "Nós europeus deveríamos usar muito mais esse poder do mercado interno comum [da UE]", disse ela ao TAZ. Baerbock também afirmou ser imperativo que países do mundo inteiro "unam forças" para combater a mudança climática, acrescentando que a crise "só poderá ser superada globalmente e de forma cooperativa". Qual foi a resposta da China? Em um comunicado publicado na sexta-feira, a embaixada chinesa em Pequim pediu a "alguns políticos alemães" que "olhem para a China e para as relações sino-alemãs de forma objetiva e holística" e "dediquem sua energia mais à promoção da cooperação prática entre os dois lados". Sobre as relações entre os países, a embaixada disse que "nossas diferenças e divergências hoje não são de forma alguma maiores do que eram há 50 anos". "Comparadas a essa época, nossas áreas de cooperação e interesses comuns são agora significativamente maiores." O comunicado também pediu "construtores de pontes ao invés de construtores de muros", e disse que a China estava "pronta para se reunir com o novo governo federal alemão, para desenvolver nossos interesses comuns com base no respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo, com o objetivo de colocar as relações (...) em um caminho bom e estável". "Nossas relações ao longo do último meio século mostraram que é perfeitamente possível superar diferenças ideológicas entre países, evitar jogos de soma zero e alcançar situações de ganho mútuo para benefício mútuo", afirmou a embaixada. Qual é o estado atual das relações teuto-chinesas? A administração Merkel foi muitas vezes criticada por priorizar os fortes laços comerciais da Alemanha com a China, enquanto fazia vista grossa às questões de direitos humanos na potência asiática. A estratégia ajudou a China a se tornar o maior parceiro comercial da Alemanha. Merkel também foi a força motriz por trás do acordo de investimento entre a UE e a China assinado no ano passado, que está atualmente suspenso devido às tensões entre Bruxelas e Pequim. Merkel alertou contra dissociar Europa da China Diante da crescente rivalidade econômica e militar, os Estados Unidos, sob o comando do ex-presidente Donald Trump, lançaram uma guerra comercial com a China. No entanto, a Alemanha não se envolveu. A comunidade empresarial alemã tem desejado há décadas que a China siga se abrindo às empresas internacionais. Contudo, as políticas adotadas pelo presidente Xi Jinping parecem estar movendo o país na direção oposta. A repressão de protestos pró-democracia em Hong Kong, os "campos de reeducação" em Xinjiang e as ameaças militares de Pequim contra Taiwan desencadearam conversas sobre adotar uma resposta mais incisiva ao crescente autoritarismo da China.


Short teaser Baerbock quer usar poder de compra da UE para pressionar Pequim a respeitar direitos humanos. Embaixada chinesa reage.
Author Nik Martin
Item URL https://www.dw.com/pt-br/futura-ministra-da-alemanha-sugere-restringir-importações-da-china-para-pressionar-por-respeito-aos-direitos-humanos/a-60022552?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
Image URL (940 x 411) https://static.dw.com/image/60017107_354.jpg
Image caption Annalena Baerbock quer posição mais dura do novo governo da Alemanha em relação à China
Image source Bernd Von Jutrczenka/dpa/picture alliance
RSS Player single video URL https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=filehls2&image=https://static.dw.com/image/60017107_354.jpg&title=Futura%20ministra%20da%20Alemanha%20sugere%20restringir%20importa%C3%A7%C3%B5es%20da%20China%20para%20pressionar%20por%20respeito%20aos%20direitos%20humanos

Item 11
Id 60022540
Date 2021-12-04
Title Brasil registra 170 mortes por covid-19 em 24 horas
Short title Brasil registra 170 mortes por covid-19 em 24 horas
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País soma 615.570 óbitos associados ao coronavírus. Autoridades estaduais confirmam 8.838 novos casos, e soma dos infectados é de 22,1 milhões.O Brasil registrou oficialmente neste sábado (04/12) 170 mortes ligadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Também foram confirmados 8.838 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções registradas no país chega a 22.138.247, e os óbitos oficialmente identificados somam 615.570. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 785,9 mil óbitos, mas têm população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (48,8 milhões) e Índia (34,6 milhões). Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 292,9 no Brasil, a 11ª mais alta do mundo, atrás apenas de alguns pequenos países europeus e do Peru. Ao todo, mais de 265,3 milhões de pessoas contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas 5,25 milhões de mortes associadas à doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O Conass não divulga o número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 21.357.412 pacientes no Brasil haviam se recuperado da doença até esta sexta-feira. No entanto, o governo não específica quantos desses recuperados ficaram com sequelas ou outros efeitos de longo prazo. A forma como o governo propagandeia o número de "recuperados" já foi criticada por cientistas, que classificaram o número como enganador ao sugerir que os infectados estão completamente curados da doença após a fase aguda ou alta hospitalar. Estudos no exterior estimaram que entre 10% e 38% dos infectados sofrem efeitos da "covid longa" meses após o vírus ter deixado o organismo. Um estudo alemão apontou que sequelas podem surgir até mesmo meses depois da fase aguda da doença. Já uma pesquisa da University College London em pacientes de 56 países listou mais de 200 sintomas observados em pacientes com sequelas pós-covid. bl (ots)


Short teaser País soma 615.570 óbitos associados ao coronavírus. Autoridades estaduais confirmam ainda 8.838 novos casos.
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Item 12
Id 60021502
Date 2021-12-04
Title Risco de contrair covid-19 com máscara PFF2 é mínimo, aponta estudo
Short title Risco de pegar covid com máscara PFF2 é mínimo, diz estudo
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Máscara do tipo PFF2, equivalente a outros padrões internacionais conhecidos como N95, KN95 e máscaras P2

Se usada corretamente, proteção facial oferece quase 100% de proteção contra infecção pelo coronavírus, concluem pesquisadores da Alemanha. Sem máscara, probabilidade de se infectar é de 90%, mesmo com distanciamento.Máscaras do tipo PFF2 (equivalentes a outros padrões internacionais conhecidos como N95, KN95 e máscaras P2) oferecem quase 100% de proteção contra a covid-19, aponta um estudo do Instituto Max Planck, da Alemanha. Se uma pessoa infectada pelo coronavírus Sars-Cov-2, causador da covid-19, tiver contato com uma saudável num espaço fechado – mesmo a uma distância pequena e após 20 minutos – o risco de contágio é de apenas 0,1%. Se a pessoa estiver vacinada, o risco de contrair a doença é ainda menor, apontam os pesquisadores. No entanto, segundo os cientistas, a redução do risco depende de a máscara ser usada da maneira correta. Para ter a proteção ideal, o clipe de metal deve estar bem ajustado ao nariz, pressionando-o lateralmente. Se a máscara não estiver corretamente encaixada ao rosto, o risco de infecção no mesmo cenário sobe para cerca de 4%, aponta o estudo, publicado na revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. A análise também demonstrou que máscaras PFF2 bem encaixadas ao rosto protegem 75 vezes mais que máscaras cirúrgicas – as quais, no entanto, reduzem o risco de infecção para no máximo 10% se também forem bem ajustadas. Os pesquisadores afirmaram que seus cálculos são bastante conservadores. "Na vida cotidiana, a probabilidade real de infecção é certamente de dez a cem vezes menor", afirma Eberhard Bodenschatz, pesquisador que liderou o estudo. Sem máscara, risco de contaminação é alto Por outro lado, a análise de encontros entre duas pessoas sem máscara apontou que, se um indivíduo saudável ficar por alguns minutos diante de um infectado, mesmo a uma distância de 3 metros, há uma probabilidade de 90% de ocorrer uma infecção. Apesar da distância de 3 metros, os pesquisadores ressaltam que o risco é enorme quando se entra em contato com infectados com uma carga viral alta, como ocorre no caso da atualmente dominante variante delta do coronavírus, por alguns poucos minutos e sem máscara. "Nossos resultados demonstram mais uma vez que o uso de máscaras em escolas e também em geral é uma boa ideia", conclui Bodenschatz. lf (DPA, ARD)


Short teaser Se usada corretamente, proteção facial oferece quase 100% de proteção contra infecção, concluem pesquisadores.
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Image caption Máscara do tipo PFF2, equivalente a outros padrões internacionais conhecidos como N95, KN95 e máscaras P2
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Item 13
Id 60021040
Date 2021-12-04
Title Social-democratas alemães aprovam acordo de coalizão
Short title Social-democratas alemães aprovam acordo de coalizão
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Prestes a ser confirmado como chanceler federal, Olaf Scholz afirmou que combate à pandemia será prioridade

Se pacto alcançado com lideranças dos partidos Verde e Liberal Democrático também receber aval dos dois partidos, expectativa é que o social-democrata Olaf Scholz seja eleito como sucessor de Merkel na próxima quarta.O Partido Social-Democrata (SPD) da Alemanha aprovou neste sábado (04/12) um acordo de coalizão com os partidos Verde e Liberal Democrático (FDP) que deve permitir que a aliança tripartite assuma o governo na próxima semana, colocando fim à era Merkel. O pacto foi aprovado por unanimidade, recebendo o apoio de 598 delegados social-democratas, o que corresponde a 98,8%. O acordo de coalizão foi alcançado por líderes dos partidos na semana passada, após dois meses de negociações que se seguiram às eleições parlamentares alemãs, e precisa da aprovação das três legendas. O FDP deve anunciar sua decisão neste domingo, e o Partido Verde, na segunda. Se além do SPD, verdes e liberais também derem aval, o acordo deve ser assinado na terça, e, na quarta-feira, o social-democrata Olaf Scholz deve ser eleito pelo Bundestag (Parlamento) como chanceler federal e ver seu gabinete tomar posse. "Coalizão semáforo" A nova coalizão deve marcar a volta de um governo liderado pelo Partido Social-Democrata, de centro-esquerda, após mais de uma década e meia e 16 anos de governo conservador sob Merkel. O SPD de Scholz foi o mais votado no pleito de setembro, mas ainda assim não obteve a maioria necessária para governar, por isso procurou formar uma aliança com verdes e liberais, que ficaram em terceiro e quarto lugar na eleição, respectivamente. Se se concretizar, esta será a primeira aliança tripartidária a governar a Alemanha desde os anos 1950. Também será a primeira vez que uma "coalizão semáforo" – em alusão às cores dos partidos social-democrata (vermelho), liberal (amarelo) e verde – governará em nível federal na Alemanha. Ideologicamente, verdes e social-democratas têm mais pontos em comum, especialmente na área social, já os liberais alemães têm uma visão mais pró-mercado. Os planos da nova coalizão O acordo de coalizão alcançado pelas lideranças das legendas, de 177 páginas, prevê mudanças significativas na política ambiental da Alemanha, com investimentos maciços em energias renováveis. O plano também inclui a legalização da maconha e um aumento do salário mínimo e aborda problemas persistentes do país, como o envelhecimento da população alemã e a escassez de habitações. Em discurso antes da votação do acordo pelo SPD neste sábado, Scholz, que é vice-chanceler federal e ministro das Finanças no governo Merkel, afirmou que a pandemia de covid-19 é a tarefa prioritária mais importante com que o novo governo terá que lidar, afirmando ser necessário combatê-la com todas as forças. Nesta semana, Scholz se pronunciou a favor de uma vacinação obrigatória geral e culpou os não vacinados pelo agravamento da crise sanitária na Alemanha. Com a taxa de vacinação praticamente estagnada em 68,8%, o país é assolado pela quarta onda de covid-19, com infecções em alta e alertas para sobrecarga do sistema de saúde. lf (Reuters, ARD, AP, DPA)


Short teaser Se pacto também receber aval de verdes e liberais, Olaf Scholz deve ser eleito como sucessor de Merkel na quarta.
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Image caption Prestes a ser confirmado como chanceler federal, Olaf Scholz afirmou que combate à pandemia será prioridade
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Item 14
Id 60020575
Date 2021-12-04
Title Rio de Janeiro cancela réveillon devido à pandemia
Short title Rio de Janeiro cancela réveillon devido à pandemia
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"Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta, mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas", disse Paes

"Respeitamos a ciência", diz o prefeito Eduardo Paes ao anunciar a decisão. Diante da nova variante ômicron e da alta de casos de covid na Europa, mais de 20 capitais brasileiras já cancelaram as celebrações de Ano Novo.Devido à pandemia de covid-19, o Rio de Janeiro ficará sem suas tradicionais comemorações de réveillon em Copacabana e em outras partes da cidade neste ano. O prefeito Eduardo Paes anunciou neste sábado (04/12) o cancelamento das festas. "Respeitamos a ciência", afirmou o prefeito ao comunicar a decisão no Twitter Ele apontou que, diante de opiniões divergentes entre os comitês científicos municipal e estadual, a cidade optou pela mais restritiva. "O Comitê da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do réveillon do Rio." "Tomo a decisão com tristeza, mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias", afirmou. "Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta, mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas." Segundo o jornal O Globo, apesar da orientação do Comitê Científico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), nem todas as prefeituras fluminenses já tomaram uma decisão sobre o réveillon. Variante ômicron preocupa A principal preocupação de autoridades é em relação à nova variante ômicron do coronavírus, sobre a qual ainda não há muitos dados científicos disponíveis, mas que aparentemente é bem mais contagiosa. A nova cepa do vírus foi notificada à Organização Mundial da Saúde (OMS) pela pela África do Sul no dia 24 de novembro, e, por conter mais de 30 mutações, foi classificada pela agência da ONU com "variante de preocupação". Até este sábado, seis casos da ômicron já foram confirmados no Brasil, em São Paulo, no Distrito Federal e no Rio Grande Sul. Após um caso suspeito no Rio, que acabou descartado, a prefeitura carioca ampliou a exigência de comprovante de vacinação contra covid-19 para o acesso a espaços fechados de estabelecimentos como hotéis, bares e lanchonetes. Diante da nova variante e da alta de casos de covid-19 registrada nas últimas semanas na Europa, mais de 20 capitais brasileiras já cancelaram suas festas de Ano Novo, incluindo São Paulo, que ficará sem a icônica celebração na Avenida Paulista. Florianópolis, Recife, Belo Horizonte e Salvador também estão entre as que adotaram a medida. "Sei da importância do evento para a economia da nossa cidade, mas seguimos colocando a vida das pessoas em primeiro lugar", escreveu o prefeito de Salvador, Bruno Reis, ao anunciar o cancelamento. lf (AFP, ots)


Short teaser "Respeitamos a ciência", diz o prefeito Eduardo Paes ao anunciar a decisão.
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Image caption "Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta, mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas", disse Paes
Image source Reuters/U. Marcelino
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Item 15
Id 60020002
Date 2021-12-04
Title Merkel faz último apelo para que alemães se vacinem contra a covid-19
Short title Merkel faz último apelo para que alemães se vacinem
Teaser Na edição final de seu podcast, chanceler federal pede que população leve o "traiçoeiro" coronavírus a sério e afirma que cada vacina ajuda. A situação dramática vivida pelo país é amarga porque seria evitável, diz.

Prestes a deixar o cargo, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, usou seu último de mais de 600 podcasts semanais em vídeo para apelar à população do país para que leve a pandemia a sério e se vacine contra a covid-19.

"Em meio a esta quarta onda da pandemia, estamos numa situação muito séria, que em algumas partes do nosso país só pode ser chamada de dramática", disse Merkel, em vídeo divulgado neste sábado (04/12), fazendo referência a UTIs lotadas, pacientes gravemente doentes e mortos em decorrência do coronavírus.

"Isso é tão amargo, porque seria evitável. Com vacinas eficazes e seguras, temos a chave nas mãos. Por isso, peço mais uma vez insistentemente: leve esse vírus traiçoeiro a sério", pediu.

Merkel apontou que particularmente a nova variante ômicron do coronavírus parece ser ainda mais contagiosa que as anteriores e apelou: "Vacine-se."

"Toda vacina ajuda, seja a primeira dose ou reforço", disse. "Aos vacinados, traz segurança contra um caso grave. E uma taxa de vacinação tão alta quanto possível ajuda a todos nós, como país, a deixar essa pandemia para trás."

Solidariedade e espírito cívico

Em seu último podcast, Merkel também agradeceu a todos aqueles que "são razoáveis e compreensivos neste momento difícil" da pandemia, atendo-se às regras tanto para proteger a si mesmos quanto os outros.

"Vocês são a maioria no nosso país. Vocês demonstram diariamente o espírito cívico que é tão maravilhoso em nosso país – e sem o qual nenhum chanceler e nenhum o governo pode alcançar qualquer coisa", afirmou.

A líder alemã afirmou que o país está diante de semanas difíceis, que só poderão ser superadas com um esforço conjunto. "Espero de coração que consigamos isso juntos."

Quarta onda da pandemia na Alemanha

Ao todo, 68,8% da população alemã está totalmente vacinada contra a covid-19. Esse número está praticamente estagnado já há algumas semanas, e especialistas dizem que, para controlar a pandemia de forma eficaz, é necessário um percentual de imunização de ao menos 75%.

A taxa de vacinação insuficiente tem sido apontada como a principal causa para a atual grave quarta onda da covid-19 vivida pelo país, com números recordes de casos e alertas de sobrecarga do sistema de saúde. Dados oficiais sugere que a taxa de infecções possas estar se estabilizando, mas num patamar muito alto.

Neste sábado, o Instituto Robert Koch, agência governamental de prevenção e controle de doenças, reportou 64.510 novas infecções registradas em 24 horas e uma taxa de incidência de 442,7 novos casos por 100 mil habitantes em sete dias, frente a 183,7 um mês atrás. Também foram computadas mais 378 mortes.

Desafio para novo chanceler federal

Após 16 anos à frente do governo alemão, Merkel deverá passar o bastão para o social-democrata Olaf Scholz após uma votação no Parlamento para eleger o novo chanceler federal na próxima quarta-feira.

Espera-se que um dos primeiros passos de Scholz à frente do governo seja fazer com que o Parlamento aprove uma lei para tornar a vacinação contra a covid-19 obrigatória a partir de fevereiro ou março do ano que vem.

Nesta semana, governos estaduais alemães decidiram em conjunto com o governo federal implementar novas restrições para não vacinados. Segundo as novas regras, apenas vacinados ou recuperados de uma infecção pelo coronavírus deverão poder frequentar lojas, restaurantes e eventos culturais na Alemanha até segunda ordem. Apenas supermercados e o comércio de necessidades diárias deverão funcionar também para não vacinados.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde do país, Jens Spahn, e o chefe do RKI, Lothar Wieler, previram que a quarta onda de coronavírus deve atingir seu auge desolador por volta do Natal.

lf (DPA, AFP, AP)

Short teaser Chanceler federal pede que população leve o "traiçoeiro" coronavírus a sério e afirma que cada vacina ajuda.
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Item 16
Id 60015221
Date 2021-12-04
Title Cientistas em Cingapura desenvolvem "curativo inteligente"
Short title Cientistas em Cingapura desenvolvem "curativo inteligente"
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Cientistas Lim Chwee Teck (esq.) e Gao Yuji mostram o "curativo smart" e o aplicativo que analisa os dados

"Curativo smart" informa em tempo real as condições de feridas graves e seu ponto de recuperação por meio de um aplicativo. Tecnologia diminui os custos do tratamento e pode evitar consequências severas, como amputações.Pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura desenvolveram o primeiro "curativo smart" do mundo para ferimentos crônicos. O chamado VeCare possui uma tecnologia de sensor vestível que informa em tempo real as condições e o ponto de tratamento das feridas, através de um aplicativo. O curativo, desenvolvido em parceria com o Hospital Geral de Cingapura, utiliza a tecnologia de sensores capazes de detectar temperatura, pH (acidez), tipo de bactéria e fatores inflamatórios específicos dos ferimentos graves, em períodos de 15 minutos. Calcula-se que entre 1% e 2% das pessoas nos países desenvolvidos irão sofrer ferimentos crônicos em algum momento de suas vidas. O VeCare pode ser especialmente útil para pacientes com a chamada úlcera do pé diabético. "A plataforma VeCare é facilmente escalonável e adaptável para acomodar diferentes painéis ou marcadores biológicos para monitorar vários tipos de ferimentos", disse Lim Chwee Teck, diretor do Instituto de Inovação da Saúde e Tecnologia (iHealthtech) da Universidade Nacional de Cingapura. Redução do custo dos tratamentos O processo de cura das feridas crônicas pode ser interrompido por infecções e traumas repetidos, o que causa mais dores e estresse para os pacientes. No caso da úlcera do pé diabético, isso pode levar a consequências mais graves, como a amputação. Pacientes com feridas que não cicatrizam normalmente gastam muito tempo e dinheiro em testes e tratamentos para acelerar a recuperação, o que pode levar dias e exigir múltiplas visitas a clínicas. A intenção do curativo inteligente é que as pessoas possam receber aconselhamento médico sem sair de casa. Esses aparelhos de tratamento localizado combinados com funções digitais podem ter um papel em "transformar a indústria da saúde e a nossa sociedade", observou Lim. Aprofundamento científico Existem outras tecnologias de sensores criadas para o tratamento de feridas, mas estas somente conseguem monitorar uma quantidade limitada de marcadores. O VeCare, porém, é a primeira plataforma de análise que consegue detectar certos tipos de bactérias e sondar fatores inflamatórios com um único teste de 15 minutos. O "curativo smart" permite uma avaliação rápida do microambiente, inflamações e estado das infecções de uma ferida, ao detectar múltiplos marcadores biológicos característicos das feridas graves através de um sistema eletroquímico que analisa os fluidos dos ferimentos. Um coletor transporta os fluidos para o sensor, e um chip a ele conectado transmite os dados de maneira remota e sem fios para um aplicativo, o que permite a análise em tempo real da ferida. O componente do chip, que funciona através de uma bateria recarregável, pode ser reutilizável. O curativo inteligente ainda não está disponível. O próximo passo para a equipe de pesquisadores é continuar a desenvolver o VeCare para adequá-lo às exigências regulatórias de segurança e de produção em massa.


Short teaser Nova tecnologia diminui os custos do tratamento de feridas graves e pode evitar consequências severas, como amputações.
Author Louisa Wright
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Image caption Cientistas Lim Chwee Teck (esq.) e Gao Yuji mostram o "curativo smart" e o aplicativo que analisa os dados
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Item 17
Id 60018948
Date 2021-12-04
Title Sexto inquérito contra Bolsonaro mira fake news sobre vacina e aids
Short title Sexto inquérito contra Bolsonaro mira fake news sobre vacina
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Moraes determina que presidente seja investigado por fazer falsa associação entre vacina contra covid-19 e aids durante live. Presidente já responde a quatro outros inquéritos no STF e um no TSE.O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (03/12) a abertura de um inquérito para investigar a conduta do presidente Jair Bolsonaro numa live em que fez uma falsa associação entre vacinas contra a covid-19 e o desenvolvimento de aids, desmentida por cientistas. Com a abertura do inquérito, o ministro atendeu a um pedido da CPI da Pandemia no Senado, que concluiu seus trabalhos no fim de outubro. O relatório final da comissão imputou nove crimes a Bolsonaro, inclusive o de "incitação ao crime" por espalhar sistematicamente notícias falsas e incitar o desrespeito às medidas contra a pandemia. Moraes também criticou a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de abrir apenas uma apuração preliminar sobre o caso. O ministro deu à PGR o prazo de 15 dias para se manifestar sobre o pedido da CPI de que Bolsonaro seja banido das redes sociais por propagar notícias falsas. "Não há dúvidas de que as condutas noticiadas do presidente da República, no sentido de propagação de notícias fraudulentas acerca da vacinação contra a covid-19 utilizam-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais, revelando-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados", afirmou Moraes. A live da falsa associação entre vacina e aids Em sua live semanal transmitida em 21 de outubro, Bolsonaro leu um texto afirmando que vacinados com as duas doses contra a covid-19 estariam desenvolvendo a "síndrome da imunodeficiência adquirida" - o nome oficial da aids - "mais rápido do que o previsto" e que tal conclusão era supostamente apoiada em "relatórios oficiais do governo do Reino Unido". Dias depois da live, Facebook e Instagram excluíram o vídeo. Em nota, o Facebook, ao qual pertence o Instagram, afirmou que suas políticas "não permitem alegações de que as vacinas de covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas". Um dia depois, o Youtube também apagou a live. A notícia falsa citada por Bolsonaro foi publicada originalmente pelos sites Stylo Urbano e Coletividade Evolutiva, este último um site antivacinas que já veiculou fake news ao longo da pandemia. Os dois sites se basearam numa página em inglês conhecida por espalhar teorias conspiratórias. Vários especialistas desmentiram a fala de Bolsonaro que associou vacinas à aids. Em nota pela Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) repudiou "toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente". No Twitter, a epidemiologista Denise Garrett, do Instituto de Vacinas Sabin (EUA), reiterou que nenhuma das vacinas para covid-19 aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) causam HIV. Ela também chamou Bolsonaro de "inescrupuloso", "mentiroso" e "criminoso". A microbiologista Natalia Pasternak também usou o Twitter para afirmar que nenhuma vacina faz com que as pessoas desenvolvam aids. Sexto inquérito contra o presidente Com a determinação de Moraes, Bolsonaro passa a ser alvo de seis inquéritos na Justiça, cinco deles no STF e um no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O primeiro dos inquéritos foi aberto após determinação do então ministro do STF Celso de Mello em abril do ano passado. Ele diz respeito a denúncias feitas pelo ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que Bolsonaro teria tentado interferir no trabalho da Polícia Federal. Além disso, o presidente é investigado pelo Supremo por suposta prevaricação sobre irregularidades no caso da vacina Covaxin; por notícias falsas propagadas nas redes sociais contra ministros da Corte; e por vazamento de informações sigilosas de um inquérito da PF sobre um ataque hacker a sistemas da Justiça Eleitoral. No TSE, Bolsonaro é alvo de um inquérito administrativo que apurar alegações, sem provas, de que o sistema de votação com urnas eletrônicas é passível de fraude. lf (ots)


Short teaser Moraes determina que presidente seja investigado por fazer falsa associação entre vacina contra covid e aids em live.
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Image source Mateus Bonomi/AA/picture alliance
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Item 18
Id 60016069
Date 2021-12-03
Title Berlim amplia restrições e proíbe dançar em casas noturnas
Short title Berlim amplia restrições e proíbe dançar em casas noturnas
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"Tanzverbot" ("proibição da dança”) ressurge como parte das restrições impostas pelas autoridade berlinenses

Alta da covid na capital alemã faz com que autoridades imponham a "Tanzverbot", a proibição da dança. Bares e restaurantes continuarão abertos.As autoridades berlinenses reintroduziram a famosa Tanzverbot ("proibição da dança”), como parte das restrições impostas pelo Parlamento regional nesta sexta-feira (03/12) para conter a alta da covid-19 na capital alemã. De acordo com as novas regras, que passarão a valer a partir de 8 de dezembro, a vida noturna poderá permanecer aberta, pelo menos, por hora. Mas, não será permitido dançar. Depois de longos meses de fechamento em razão da pandemia, os clubes noturnos puderam finalmente reabrir em meados de maio. Os frequentadores podiam se reunir socialmente, mas a dança era rigorosamente proibida. Essa regra foi abolida em agosto, após um tribunal julgá-la desproporcional. Mas, a quarta onda da pandemia fez com que a medida fosse retomada. Inicialmente, as autoridades da cidade-estado queriam fechar os bares, restaurantes, casas noturnas e locais de cultura, mas o fechamento mais amplo desses estabelecimentos não está previsto na chamada Lei de Proteção das Infecções. Os estados perderam o poder de decidir sobre medidas como lockdowns, restrições e o fechamento de bares e casas noturnas. O futuro novo governo alemão prometeu devolver esse poder aos estados, mas deve levar algum tempo para que isso seja transformado em lei. Dessa forma, os parlamentares berlinenses decidiram impor a Tanzverbot, ao invés de forçar o fechamento de bares e casas noturnas. Restrições aos não vacinados Outras medidas aprovadas pelo Parlamento local incluem um limite de 5 mil pessoas em eventos ao ar livre, restrições de contato para os não vacinados e a obrigatoriedade da apresentação de comprovante de vacinação ou de recuperação da doença ou de um teste negativo até para praticar esportes coletivos ao ar livre – a chamada regra 3G, de geimpft, genesen, getestet ("vacinado, recuperado, testado"). O mesmo será exigido em edifícios da administração pública. Parlamentares no Bundestag (Parlamento alemão) devem apresentar uma emenda à lei para permitir que os estados possam fechar a vida noturna, caso a taxa de incidência em um período de 7 dias seja superior a 350 pessoas em cada 100 mil habitantes. Nesta sexta-feira, esse índice em Berlim era de 360. rc (ots)


Short teaser Alta da covid faz leva autoridades a impor proibição da dança na capital alemã. Bares e restaurantes poderão abrir.
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Item 19
Id 60015543
Date 2021-12-03
Title Brasil registra 221 mortes por covid-19 em 24 horas
Short title Brasil registra 221 mortes por covid-19 em 24 horas
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Taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 292,8 no Brasil

País soma 615.400 óbitos associados ao coronavírus. Autoridades estaduais confirmam 10.627 novos casos, e total de infectados vai a 22,1 milhões.O Brasil registrou oficialmente nesta quarta-feira (03/12) 221 mortes ligadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Também foram confirmados 12.910 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções registradas no país chega a 22.119.409, e os óbitos oficialmente identificados somam 615.400. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 786,8 mil óbitos, mas têm população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (48,9 milhões) e Índia (34,6 milhões). Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 292,8 no Brasil, a 10ª mais alta do mundo, atrás apenas de alguns pequenos países europeus e do Peru. Ao todo, mais de 264,7 milhões de pessoas contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas 5,24 milhões de mortes associadas à doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O Conass não divulga o número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 21.351.505 pacientes no Brasil haviam se recuperado da doença até esta quinta-feira. No entanto, o governo não específica quantos desses recuperados ficaram com sequelas ou outros efeitos de longo prazo. A forma como o governo propagandeia o número de "recuperados" já foi criticada por cientistas, que classificaram o número como enganador ao sugerir que os infectados estão completamente curados da doença após a fase aguda ou alta hospitalar. Estudos no exterior estimaram que entre 10% e 38% dos infectados sofrem efeitos da "covid longa" meses após o vírus ter deixado o organismo. Um estudo alemão apontou que sequelas podem surgir até mesmo meses depois da fase aguda da doença. Já uma pesquisa da University College London em pacientes de 56 países listou mais de 200 sintomas observados em pacientes com sequelas pós-covid. rc (ots)


Short teaser País soma 615.400 óbitos associados ao coronavírus. Autoridades estaduais confirmam 10.627 novos casos.
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Image caption Taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 292,8 no Brasil
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Item 20
Id 60013762
Date 2021-12-03
Title Na África, escravidão está longe de ser abolida
Short title Na África, escravidão está longe de ser abolida
Teaser Apesar de proibida, a escravidão por hereditariedade ainda é comum em alguns países africanos e outras partes do mundo. Queixas à Justiça são geralmente em vão. Situação é agravada pela pandemia e mudanças climáticas.

Cheikna Diarra nasceu no vilarejo de Baramabougou, na região da cidade de Kayes, no oeste do Mali. A escravidão por hereditariedade naquela área é bastante difundida. Também Diarra foi subjugado pelo poder de pessoas que se autodefiniram como seus donos e abusaram dele.

Em 2019, ele quase morreu depois de visitar um amigo. "No caminho de casa, uns 20 jovens do vilarejo bloquearam meu caminho, sem perguntar de onde eu vinha ou o que eu estava fazendo ali. Me atacaram imediatamente com paus e me bateram tanto que caí no chão e perdi a consciência", lembra Diarra, em entrevista à DW.

Ele só conseguiu sobreviver graças aos gritos de seus parentes, que alarmaram outros moradores do local e o socorreram.

Denúncias negligenciadas

"Não cultivamos nossos campos desde 2018. Aqueles que afirmam ser nossos donos nos proibiram de ir ao comércio ou ao campo, e até de deixar o vilarejo", relata Diarra, que finalmente chegou a registrar queixa por maus-tratos.

Em vão. Ele fugiu para a capital Bamako e, atualmente, vive como refugiado interno num campo com outras 130 pessoas – muitas das quais se conformaram com o fracasso das denúncias que apresentaram.

A organização Temedt luta para acabar com a escravidão por hereditariedade no Mali. "Como organização de defesa dos direitos humanos, denunciamos o fenômeno desde 2006. Mas não tivemos um único caso de escravidão que foi parar nos tribunais. As autoridades sempre encontram desculpas", critica Raichatou Walet Altanata, vice-presidente da fundação.

Segundo ela, a Justiça trata as ocorrências como ato de violência ou crime, mas a causa real do problema – a escravidão – não é considerada.

A ativista explica ainda que essa abordagem contradiz os textos internacionais ratificados pelo Mali para combater a escravidão, além de contrariar a Constituição do país, que diz que a dignidade do ser humano é inviolável.

Segundo escreve a organização de defesa dos direitos humanos Anti-Slavery, a hereditariedade da condição de escravidão ainda é registrada em todo o cinturão do Sahel africano, incluindo países como Mauritânia, Níger, Mali, Chade e Sudão.

De acordo com a organização, pessoas precisam cuidar de animais sem receber pagamento, além de cultivar campos ou trabalhar nas casas de seus supostos donos. Em muitas outras sociedades africanas, há uma hierarquia tradicional na qual pessoas são conhecidas como descendentes de escravizados ou, do outro lado, de descendentes de donos de escravizados.

A Mauritânia foi o último país do mundo a abolir a escravidão, em 1981. Mas a realidade é bem diferente do papel também naquele país.

Escravidão moderna: pessoas sob pressão

Em 2 de dezembro de 1949, a Organização das Nações Unidas criou a Convenção para a Repressão do Tráfico de Pessoas e do Lenocínio (ou "Exploração da Prostituição de Outrem"). Ao mesmo tempo, o dia 2 de dezembro foi declarado Dia Mundial para a Abolição da Escravidão. Mais de 70 anos depois, a Convenção não perdeu relevância.

"Ao mesmo tempo em que foram feitos grandes avanços na compreensão sobre a escravidão moderna e das motivações por trás desse fenômeno, ainda temos um longo caminho pela frente se quisermos eliminá-la por completo", constata Jasmine O'Connor, diretora da Anti-Slavery International.

"Milhões de pessoas no mundo todo vivem em situação de escravidão, e a pressão crescente acaba tornando muitos ainda mais vulneráveis em relação aos traficantes de pessoas", afirma.

De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas da escravidão moderna, e 25% delas são crianças. Segundo O'Connor, os números de crianças escravizadas no mundo deverão registrar um aumento significativo em estatísticas a serem divulgadas em breve.

Apesar de não haver uma definição na legislação para a escravidão moderna, o termo é usado para descrever práticas como trabalhos forçados, servidão por dívidas, casamentos forçados, tráfico de pessoas e recrutamentos forçados de crianças para conflitos armados.

As mais afetadas são pessoas na África, seguidas da Ásia e do Pacífico.

Em todo o mundo, segundo a OIT, há 15,4 milhões de vítimas de casamentos forçados e 24,9 milhões de vítimas de trabalhos forçados. Dois terços das pessoas são exploradas no setor privado, por exemplo como empregados domésticos, trabalhadores do setor de construção ou da agricultura. Em todo o mundo, há ainda 4,8 milhões de vítimas de exploração sexual.

Os dados da OIT são de 2016, ainda não há dados mais recentes.

Pandemia e mudanças climáticas estimulam exploração

A presidente da Anti-Slavery, Jasmine O'Connor, exige mais ações corajosas para acabar com a escravidão moderna, leis eficazes em todos os países, investigações e medidas de prevenção.

Segundo ela, é positivo que os sete países mais industrializados do mundo, que formam o G7, tenham reconhecido o importante significado da escravidão moderna. Ela também explica que, atualmente, há muitas vitórias judiciais e mudanças políticas que podem ser consideradas um sucesso, também em relação à escravização por hereditariedade na África Ocidental.

Por outro lado, aumentam fatores externos que levam cada vez mais pessoas a situações desesperadoras, diz O'Connor.

"O ano que passou foi marcado pela pandemia de covid-19 e pelas mudanças climáticas. Vimos como esses fatores empurraram cada vez mais gente para a migração não planejada e trabalhos inseguros e arriscados, expondo essas pessoas ao alto risco da exploração."

Short teaser Queixas à Justiça são geralmente em vão. Situação é ainda agravada pela pandemia e mudanças climáticas.
Author Martina Schwikowski, Mahamadou Kane (de Bamako)
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Item 21
Id 60014343
Date 2021-12-03
Title Morre Horst Eckel, último sobrevivente campeão da Copa de 1954
Short title Morre Horst Eckel, último sobrevivente campeão da Copa de 54
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Apelidado de galgo devido à sua aptidão física, Horst Eckel foi peça fundamental na conquista da Copa do Mundo de 1954

Alemanha se despede de Hosrt Eckel, último membro da seleção mais marcante de sua história. O meio-campista atuou em todos os jogos da Copa de 1954 e foi peça fundamental na façanha conhecida como "milagre de Berna".O feito e a memória mais marcante no futebol alemão certamente foi a conquista da Copa do Mundo de 1954. Menos de uma década após o fim da Segunda Guerra, o lado ocidental de uma Alemanha dividida alcançou uma das maiores proezas da história do futebol mundial, que ficou conhecida como "O milagre de Berna" – a conquista representou também um impulso de ânimo na cambaleante autoestima de uma nação devastada. Durante décadas, a importância e os heróis daquela conquista improvável seguiram citados e reverenciados. Mas, nesta sexta-feira (03/12), a Alemanha ficou órfã daquela geração. Morreu aos 89 anos Horst Eckel, o último sobrevivente da equipe vencedora da Copa do Mundo de 1954. Eckel foi um dos dois jogadores da seleção da Alemanha Ocidental a ter participado de todas as seis partidas – esteve todos os minutos em campo. O outro foi Fritz Walter, o capitão daquela seleção e considerado o primeiro grande ídolo do futebol alemão. Walter foi companheiro de Eckel no Kaiserslautern – uma das equipes mais tradicionais do país, mas atualmente na terceira divisão – e mentor do jovem meio-campista, que na época do Mundial tinha 22 anos e era o mais jovem da equipe titular e o segundo mais jovem do elenco. Eckel fez sua primeira aparição pela seleção da Alemanha Ocidental em novembro de 1952, depois que o lendário treinador da seleção alemã Sepp Herberger o viu num amistoso entre Kaiserlautern e Schalke 04. Eckel marcou dois gols e sua convocação foi recomendada por Walter, que se beneficiava das incansáveis corridas do companheiro pelo flanco direito. "Ele pode correr como um galgo", disse Walter a Herberger. O apelido pegou e Eckel acabou por ser chamado de "Windhund" (galgo, em português) por causa de sua estatura magra e aptidão atlética para percorrer altas distâncias num jogo de futebol. Eckel atuava basicamente pelo lado direito – seja como ala ou meio-campista, por vezes também mais centralizado. Função tática no "milagre de Berna" Eckel jogou 32 partidas pela seleção da Alemanha Ocidental, sem ter conseguido balançar as redes, mas era uma das peças mais importantes no esquema de Herberger. Na Copa de 1954, por exemplo, Eckel assumiu um papel muito mais tático na equipe e ficava incumbido de marcar o principal armador dos adversários, como foi o caso na semifinal (quando anulou o craque austríaco Ernst Stojaspal) e na final (quando encarou a estrela húngara Nándor Hidegkuti). "Herberger disse a cada um de nós exatamente o que tínhamos que fazer, o que o time tinha que fazer e então disse: 'Vão lá, joguem seu jogo e vençam'", recordou Eckel 60 anos depois. A vitória por 3 a 2 frente à Hungria na final entrou para os livros de história como "O milagre de Berna". Naquela época, a seleção húngara era disparada a mais forte do mundo e contava com craques como Ferenc Puskás, Sándor Kocsis, Nándor Hidegkuti e Zoltán Czibor. Apelidada de "Time de Ouro", aquela geração húngara havia conquistado a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1952 e vinha de 32 jogos oficiais invictos – na fase de grupos, venceu a mesma Alemanha por 8 a 3. Na final, com oito minutos de jogo, a Hungria já estava vencendo por 2 a 0. Mas o tempo chuvoso naquele 4 de julho de 1954 deixou o gramado pesado – uma condição prejudicial para equipes mais técnicas. E a Alemanha Ocidental, na base da força e da esperteza tática, virou a partida aos 41 minutos do segundo tempo, encerrando assim a era do "Time de Ouro" da Hungria. A seleção alemã foi festejada ao retornar da Suíça. Era o primeiro título mundial do país e representava também uma das primeiras alegrias coletivas de uma nação que ainda se recuperava da Segunda Guerra. "Foi só quando voltamos para a Alemanha de trem e vimos a emoção no caminho e nas cidades, que compreendemos que éramos realmente campeões mundiais", recordou Eckel. Eckel participou também da Copa do Mundo de 1958, disputada na Suécia e que apresentou o então menino Pelé ao mundo. Em 1958, a Alemanha Ocidental perdeu a disputa pelo terceiro lugar para a França, do artilheiro do torneio Just Fontaine. Lealdade ao clube do coração Kaiserslautern O título mundial de 1954 não mudou muito a questão financeira para Eckel. Ele ganhava 320 marcos alemães (U$ 76 na época) no Kaiserslautern e precisava de outro emprego para pagar as contas. O clube inglês Bristol City teria oferecido a Eckel um salário 20 vezes maior, mas ele sempre afirmou que nunca teve dúvida em permanecer no Kaiserslautern. Ele sempre foi um fã dos "Diabos Vermelhos" da Renânia-Palatinado. Quando era jovem, costumava pedalar 30 quilômetros para ver os jogos do time. Assistiu por um buraco na cerca porque não tinha dinheiro para os ingressos. Eckel fez 214 jogos na elite do futebol alemão entre 1949 e 1960 – sempre pelo Kaiserslautern, com o qual conquistou o Campeonato Alemão duas vezes (1951 e 1953). "Ele foi excelente como jogador de equipe", disse o ex-jogador e ex-treinador Otto Rehhagel na comemoração do 85º aniversário de Eckel em 2017. Rehhagel é outra lenda do Kaiserslautern e comandou os "Diabos Vermelhos" ao título da Bundesliga de 1998. "Ele sempre enfatizou a importância da união da equipe, dessa humanidade e amizade", disse o ex-atacante Miroslav Klose, maior artilheiro em Copas do Mundo e outro grande nome que defendeu as cores do Kaiserslautern. Eckel sempre gostou de falar sobre a Copa do Mundo de 1954, em particular sobre "O milagre de Berna" – principalmente para aqueles que não puderam vivenciar a façanha na época. Fazer parte daquele esquadrão vitorioso é seu maior legado no futebol – e era o que lhe deixava mais orgulhoso. pv/ek (AP, ots)


Short teaser Eckel atuou em todos os jogos da Copa de 1954 e foi peça fundamental na façanha conhecida como "milagre de Berna".
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Image caption Apelidado de galgo devido à sua aptidão física, Horst Eckel foi peça fundamental na conquista da Copa do Mundo de 1954
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Item 22
Id 60013505
Date 2021-12-03
Title Opinião: PIB per capita do Brasil está estagnado há 12 anos
Short title PIB per capita do Brasil está estagnado há 12 anos
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"Somente com investimentos, desenvolvimento tecnológico ou reformas, a renda per capita brasileira poderá crescer novamente no médio prazo"

Paulo Guedes diz que o "Brasil está condenado a crescer". Mas é o contrário. É o Brasil – ou melhor, o brasileiro – que está condenado porque a economia não cresce, escreve Alexander Busch.Os indicadores econômicos mais recentes confirmam o que muitos temiam: a economia brasileira está novamente em recessão. E o crescimento não deve voltar no próximo ano. É um bom sinal, disse na quinta-feira (02/12) o ministro da Economia, Paulo Guedes, que a Bolsa esteja subindo apesar do desempenho ruim do PIB (Produto Interno Bruto). Isso mostra, segundo ele, que o "Brasil está condenado a crescer". Mas é exatamente o contrário. O Brasil, ou melhor, os brasileiros, estão condenados porque a economia não cresce. E isso há doze anos. Os últimos indicadores econômicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acabam de ser divulgados. A economia encolheu 0,1% no terceiro trimestre. Isso se deve principalmente ao fato de que o setor agropecuário, que sempre foi capaz de compensar os pontos fracos do PIB, produziu muito menos desta vez devido à seca e à geada. Como a economia já tinha retraído 0,4% no segundo trimestre em comparação com o trimestre anterior, a economia brasileira está em recessão. Os bancos de investimento projetam um crescimento anual de somente cerca de 4,8% em 2021, o que colocaria a economia brasileira no final do ano no ponto onde estava antes do início da pandemia, no final de 2019. Dois anos perdidos, então. Mas se você dividir o PIB pelo número de brasileiros, o resultado é ainda mais decepcionante. Cada brasileiro teria hoje um PIB per capita equivalente ao que foi registrado pela última vez em 2009, o que significa que a economia brasileira vem patinando há doze anos. Isso dificilmente mudará no próximo ano. Ao contrário do que Guedes afirma, a maioria dos economistas espera uma economia estagnada, e possivelmente até recessiva, em 2022. Por um lado, isso se deve à alta inflação, que deve chegar a 10% até o final do ano. Para conter a alta dos preços, o Banco Central terá que manter a taxa de juros alta, o que limitará o consumo. Ao mesmo tempo, serão realizadas eleições no ano que vem, cujo resultado ainda está completamente indefinido. Os investidores ficarão cautelosos enquanto não souberem quem irá governar pelos próximos quatro anos. Somente com investimentos, desenvolvimento tecnológico ou reformas, a renda per capita brasileira poderá crescer novamente no médio prazo. No curto prazo, apenas o aumento do consumo poderia acelerar o crescimento do Brasil. Afinal, o consumo de massa é o motor tradicional da economia brasileira. Mas o cenário parece ruim nessa área. Devido à alta taxa de desemprego de 12,6%, a média salarial está caindo. Neste ano, caiu 9% em termos nominais. Se considerarmos também a inflação, é possível dizer que o poder de compra dos brasileiros diminuiu em cerca de um quinto neste ano. E é exatamente aí que reside a tentação populista do governo. É bem possível que o presidente Jair Bolsonaro reaja à sua crescente impopularidade no ano eleitoral com novos programas de gastos. Que ele e Guedes, por exemplo, aumentem ainda mais o valor de benefícios sociais, como acaba de acontecer, a fim de comprar votos no Congresso e, por fim, nas eleições. Em um primeiro momento, os brasileiros pobres se beneficiariam disso. Mas eles terão que pagar a conta depois com inflação mais alta e recessão. As perspectivas não são boas para os próximos doze meses.


Short teaser Indicadores mostram economia em recessão, e resultado é ainda mais decepcionante se dividido pelo número de brasileiros.
Author Alexander Busch
Item URL https://www.dw.com/pt-br/opinião-pib-per-capita-do-brasil-está-estagnado-há-12-anos/a-60013505?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
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Image caption "Somente com investimentos, desenvolvimento tecnológico ou reformas, a renda per capita brasileira poderá crescer novamente no médio prazo"
Image source picture-alliance/F. Souza
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Item 23
Id 60012727
Date 2021-12-03
Title Ministro da Saúde alemão prevê triste auge da pandemia no Natal
Short title Ministro alemão prevê triste auge da pandemia no Natal
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Chefe do RKI, Lothar Wieler, e ministro da Saúde, Jens Spahn (dir.), demonstram preocupação com festas de fim de ano

Autoridades de saúde admitem atraso na adoção de medidas anticovid mais severas e expressam preocupação em relação às festas de fim de ano. "Se todos os adultos estivessem vacinados, não estaríamos nesta situação."A quarta onda de coronavírus na Alemanha deve atingir seu auge desolador por volta do Natal, segundo previsão conjunta do ministro da Saúde do país, Jens Spahn, e do chefe do Instituto Robert Koch (RKI), Lothar Wieler. Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (03/12), Spahn e Wieler afirmaram que as perspectivas são ruins e admitiram que as medidas restritivas foram determinadas com atraso, mas que agora seria importante implementá-las consequentemente e monitorá-las para controlar a quarta onda de covid-19. Spahn expressou preocupação em relação às festividades de fim de ano. Mesmo que as mais recentes medidas anticovid tenham um efeito imediato e o número de infecções possa ser gradualmente reduzido, a situação nas unidades de terapia intensiva dos hospitais vai "atingir seu triste clímax por volta do Natal". Na coletiva, Spahn e Wieler voltaram a pedir aos cidadãos que se vacinem contra a covid-19. O ministro comunicou que cerca de 925.800 pessoas – pouco mais de 1% da população alemã – são consideradas ativamente infectadas com o coronavírus. Atualmente, cerca de 4.800 pacientes com covid-19 estão em unidades de terapia intensiva. Spahn apontou que o percentual de cidadãos não vacinados infectados e gravemente doentes é muito maior do que a mesma parcela na população geral – uma desproporcionalidade que serve de indicativo para a eficácia das vacinas em evitar desenvolvimentos mais graves da doença. "A incidência entre não vacinados é maior em todas as faixas etárias em comparação com os vacinados", disse Spahn na entrevista coletiva. "Se todos os adultos alemães estivessem vacinados, não estaríamos nesta situação difícil." O ministro garantiu que há na Alemanha doses suficientes para 30 milhões de aplicações até o final do ano. A dupla – que rotineiramente informa a imprensa sobre a situação pandêmica da Alemanha nas sextas-feiras – conversou com os jornalistas no dia seguinte ao anúncio da implementação de novas restrições anticovid. Medidas mais severas foram acordadas pelos governo estaduais e federal e visam especialmente as pessoas não vacinadas – as novas regras impedem-nas de entrar em lojas, restaurantes e em eventos esportivos e culturais. Vacinação obrigatória Spahn reiterou sua posição contrária à vacinação obrigatória – um tema que tem ganhado força nas últimas semanas na Alemanha. Ele deverá deixar o cargo de ministro da Saúde na próxima semana, quando o novo governo de centro-esquerda tomar posse. A nova coalizão de governo, por outro lado, planeja apresentar um projeto de lei que mira a vacinação compulsória contra covid-19 no país. Os legisladores devem debater e votar sobre a questão até o início de janeiro. Spahn, que também é membro do Parlamento alemão desde 2002, deixou claro que votaria contra a medida. O chefe do RKI, agência federal de prevenção e controle de doenças do país, também defendeu uma abordagem cautelosa em relação à vacinação obrigatória. Segundo Wieler, o tema deve ser "comunicado e considerado com muito, muito cuidado". Há uma série de dúvidas sobre a partir de qual idade a vacinação obrigatória pode ser aplicada e como se lidará com o fato de que as vacinas não oferecem proteção completa a longo prazo e, eventualmente, necessitam de doses adicionais. "Isso realmente não é tão trivial", disse Wieler, acrescentando ser necessária uma discussão "bem fundamentada" e, posteriormente, "uma decisão realmente bem informada no Parlamento alemão". Cerca de 68,8% dos cidadãos da Alemanha estão totalmente imunizados – abaixo da meta mínima de 75% estabelecida pelo governo alemão. Na quarta-feira, no entanto, pela primeira vez desde metade do ano mais de um milhão de doses foram administradas num único dia. Pandemia em alta na Alemanha A Alemanha registrou 74.352 novos casos de infecção e 390 mortes relacionadas à covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pelo RKI. Nas últimas semanas, o país chegou a bater recordes de casos diários em toda a pandemia. O chefe do RKI classificou a situação atual como dramática. Embora alguns índices tenham estagnado ou até recuado nos últimos dias, Wieler afirmou que ainda é muito cedo para falar de uma tendência de reversão da situação. Em algumas regiões, medidas mais severas realmente tiveram impacto. Em outras, no entanto, a queda nos números se deve ao esgotamento das capacidades de registro dos casos – laboratórios e autoridades sanitárias não conseguem acompanhar o volume de testes e relatórios, segundo Wieler. pv/ek (AP, ots)


Short teaser Autoridades de saúde admitem atraso na adoção de medidas mais severas contra a covid-19 e apelam à vacinação.
Item URL https://www.dw.com/pt-br/ministro-da-saúde-alemão-prevê-triste-auge-da-pandemia-no-natal/a-60012727?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
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Image caption Chefe do RKI, Lothar Wieler, e ministro da Saúde, Jens Spahn (dir.), demonstram preocupação com festas de fim de ano
Image source Bernd von Jutrczenka/dpa/picture alliance
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Item 24
Id 60010747
Date 2021-12-03
Title Terceira dose da vacina anticovid potencializa imunidade, diz estudo
Short title Terceira dose anticovid potencializa imunidade, diz estudo
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Pesquisadores mediram respostas imunológicas da terceira dose da vacina contra o coronavírus em 3 mil pessoas

Reforços de imunizantes contra o coronavírus conseguiram aumentar em até 32 vezes os níveis de anticorpos dos pacientes que já tinham ciclo vacinal completo, em comparação com aqueles que receberam placebo.Um estudo publicado nesta quinta-feira (02/12) na revista científica The Lancet revelou que doses de reforço de vacinas contra a covid-19 podem fortalecer drasticamente as defesas imunológicas do corpo. Na pesquisa, chamada Cov-Boost e realizada no Reino Unido, foram medidas em junho passado as respostas imunológicas de quase 3 mil pessoas que receberam uma entre sete vacinas contra covid-19 ou um placebo dois a três meses após terem tomado a segunda dose da AstraZeneca ou da Pfizer. Pelo menos dois meses após a segunda dose da vacina da Pfizer e três meses após a da AstraZeneca, pacientes receberam uma terceira dose dessas vacinas ou das vacinas CureVac, Moderna, Novavax, Valneva e Janssen. Outros participantes receberam um placebo. Todos os que receberam a vacina produziram uma resposta aumentada de anticorpos – com exceção de uma vacinação inicial com Pfizer seguida por um reforço da Valneva, que não mostrou nenhuma diferença perceptível. Aqueles que receberam reforço com Pfizer após duas doses da AstraZeneca apresentaram um mês depois níveis de anticorpos quase 25 vezes maiores do que os que receberam placebo. Quando a dose de reforço da Pfizer foi administrada após duas doses da Pfizer, os níveis de anticorpos aumentaram mais de oito vezes. O reforço mais potente no estudo foi uma dose da vacina da Moderna, que aumentou os níveis de anticorpos em 32 vezes no grupo imunizado com AstraZeneca e 11 vezes no grupo com duas doses da Pfizer. Atualmente a Moderna é usada no programa de reforço do Reino Unido administrada em meia dose. Cuidado com a comparação Embora a pesquisa mostre que as vacinas de mRNA da Pfizer e Moderna fornecem reforços altamente eficazes, os cientistas alertam sobre a comparação de seu desempenho entre pessoas que começaram com diferentes níveis de anticorpos. Por exemplo, os níveis de anticorpos tendem a permanecer altos alguns meses após a vacinação da Pfizer, portanto, um reforço não seria capaz de aumentá-los muito mais. O estudo concluiu que a vacina da AstraZeneca também é um reforço eficaz, aumentando os níveis de anticorpos três e cinco vezes após a vacinação primária com AstraZeneca e Pfizer, respectivamente. Outros resultados do estudo sugerem que os programas de reforço poderiam mudar para meias doses da vacina da Pfizer sem perder muita proteção. Os dados mostram que meias doses de Pfizer aumentaram os níveis de anticorpos no grupo AstraZeneca quase 17 vezes e mais de seis vezes naqueles que receberam Pfizer nas duas primeiras injeções. md/ek (AFP, Reuters, ots)


Short teaser Reforços de imunizantes contra o coronavírus conseguiram aumentar em até 32 vezes os níveis de anticorpos dos pacientes.
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Item 25
Id 60009218
Date 2021-12-03
Title Com ômicron, África do Sul vive alta sem precedentes de casos de covid-19
Short title África do Sul vive alta sem precedentes de casos de covid-19
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Sete das nove províncias da África do Sul já registraram casos da variante ômicron

Infecções aumentaram mais de 300% em uma semana, sugerindo alta transmissibilidade da nova variante ômicron do coronavírus. Cientistas afirmam que reinfecções são três vezes mais prováveis do que com a delta.Em meio a incertezas sobre quão perigosa é a variante ômicron do coronavírus, Michelle Groome, cientista do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul, afirmou que o país está enfrentando uma alta sem precedentes de infecções devido à nova cepa. O país registrou 11.535 casos nesta quinta-feira (02/12), a maioria deles na província de Gauteng. O número aumentou mais de 300% em relação ao registrado há uma semana, quando cientistas alertaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a nova variante. O ministro da Saúde da África do Sul, Joe Phaahla, afirmou nesta sexta-feira que o país está entrando numa quarta onda de covid-19. Sete das nove províncias da África do Sul já registraram casos da variante, mas por enquanto a situação dos hospitais está sob controle, segundo Phaahla. "Esta variante é de fato altamente transmissível, inclusive entre pessoas já vacinadas", disse. Somente cerca de 42% dos adultos receberam ao menos uma dose de vacina no país. Considerando a população total, a taxa está em cerca de 24%. "Dados preliminares sugerem que a ômicron é mais transmissível e tem alguma evasão do sistema imune", disse Groome, de maneira mais cautelosoa. A especialista afirmou que o vírus está se espalhando mais rápido do que nunca na província de Gauteng, onde ficam Joanesburgo e a capital Pretória. Embora, em geral, pacientes estejam apresentando sintomas leves, Groome alertou que casos graves só seriam esperados ao longo das próximas duas semanas. Cientistas sul-africanos afirmaram nesta sexta que reinfecções são três vezes mais prováveis com a ômicron do que eram com as variantes delta e beta. Alta de crianças hospitalizadas Também nesta sexta, médicos na África do Sul disseram que foi registrada uma alta nas hospitalizações entre crianças pequenas desde a descoberta da ômicron. Os primeiros focos de casos da ômicron no país se concentraram em estudantes universitários. Os casos se espalharam rapidamente entre jovens, que parecem ter transmitido a variante para pessoas mais velhas. Mas cientistas e autoridades de saúde afirmaram ter visto mais hospitalizações de crianças com menos de cinco anos, além de mais testes positivos para a covid-19 entre crianças com idades entre 10 e 14 anos. "Vimos uma alta acentuada entre todas as faixas etárias, particularmente entre os com menos de cinco anos", afirmou Wassila Jassat, do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis, referindo-se às hospitalizações. "A incidência entre os com menos de cinco anos é atualmente a segunda mais alta, atrás somente dos maiores de 60." Uma das razões apontadas por especialistas é que crianças com menos de 12 anos ainda não estão sendo vacinadas na África do Sul. Médicos relataram casos em que tanto crianças quanto pais que testaram positivo não estavam vacinados. A variante ômicron Detectada inicialmente em amostras coletadas na África do Sul e no vizinho Botsuana na primeira metade de novembro e comunicada à OMS no dia 24, a ômicron foi classificada como "variante de preocupação" pela agência da ONU. Por conter 32 mutações na chamada proteína spike, teme-se que a nova cepa possa ser mais contagiosa e driblar a proteção de vacinas. Mas ainda não há dados suficientes para confirmar isso, nem se a variante provoca casos mais graves de covid-19. A variante delta, atualmente dominante no mundo, contém oito mutações na proteína spike. A ômicron já foi detectada em mais de 20 países, entre eles os Estados Unidos e vários da Europa. Por enquanto, o Brasil é o único país latino-americano com presença detectada da nova variante, com cinco casos confirmados, três em São Paulo e dois em Brasília. OMS diz que vacinação e não restrições de viagem é chave Nesta sexta, a OMS pediu que países reforcem seus sistemas de saúde e ampliem a vacinação contra a covid-19 para conter a disseminação da variante ômicron, e afirmou que restrições de viagem podem fazer com que se ganhe tempo, mas não devem ser a única medida. Apesar de fechar suas fronteiras para Estados do sul da África devido à ômicron – assim como vários outros países, entre eles o Brasil –, a Austrália se tornou o mais recente país a reportar transmissão comunitária da nova variante. "Controles de fronteira podem comprar tempo, mas todos os países e todas as comunidades devem se preparar para altas nos casos", disse Takeshi Kasai, diretor da OMS para o Pacífico ocidental. O ministro da Saúde sul-africano expressou "indignação e decepção" em relação a países que impuseram restrições de viagens, afirmando se tratar de um "caminho destrutivo" que mina a cooperação internacional e a solidariedade. Apesar de indicativos de que a variante é altamente transmissível, a OMS afirmou que as informações disponíveis até o momento sugerem que as medidas que vinham sendo adotadas contra outras variantes também devem ser eficazes contra a ômicron. Kasai apelou para que países vacinem completamente grupos vulneráveis e continuem adotando medidas preventivas como o uso de máscaras e distanciamento social. lf/ek (Reuters, AFP, ots)


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Item 26
Id 60006566
Date 2021-12-03
Title EUA apertam restrições de viagem por causa da ômicron
Short title EUA apertam restrições de viagem por causa da ômicron
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"Vamos combater a variante ômicron com ciência e velocidade, e não caos e confusão", disse Biden

Todos os viajantes com destino aos Estados Unidos terão que apresentar teste negativo para covid-19 realizado até 24 horas antes do embarque. Passageiros que não usarem máscaras estão sujeitos a multas de até US$ 3 mil.O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta quinta-feira (02/12) sua estratégia para combater as variantes ômicron e delta do coronavírus neste inverno, incluindo novas exigências para viajantes internacionais, inclusive cidadãos americanos que retornarem ao país. A partir da semana que vem, todos os viajantes com destino aos EUA, vacinados ou não, terão que mostrar um comprovante de teste negativo para o coronavírus realizado até 24 horas antes do embarque. A regra anterior previa um período de até 72 horas. "Este prazo de testagem mais apertado fornece um grau a mais de proteção enquanto cientistas continuam a estudar a variante ômicron", disse Biden. Além disso, Biden estenderá a obrigatoriedade do uso de máscaras por passageiros de aviões, trens e ônibus até 18 de março, em vez de expirar em meados de janeiro, como estava previsto. Quem descumprir a regra está sujeito a multas entre 500 e 3 mil dólares. As medidas foram anunciadas dias depois de a Casa Branca proibir, em reação à descoberta da nova variante ômicron, a entrada no país de estrangeiros que tenham estado na África do sul ou em outros sete países africanos nos 14 dias anteriores. A proibição não se aplica cidadãos americanos e residentes permanentes. Ao ser questionada por que a exigência de teste negativo não valerá para passageiros de voos domésticos, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que nada está descartado. A variante ômicron Detectada inicialmente em amostras coletadas na África do Sul e no vizinho Botsuana na primeira metade de novembro e comunicada à Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 24, a ômicron foi classificada como "variante de preocupação" pela agência da ONU. Por conter 32 mutações na chamada proteína spike, teme-se que a nova cepa possa ser mais contagiosa e driblar a proteção de vacinas. Mas ainda não há dados suficientes para confirmar isso, nem se a variante provoca casos mais graves de covid-19. A ômicron já foi detectada em mais de 20 países. Por enquanto, o Brasil é o único país latino-americano com presença detectada da nova variante, com cinco casos confirmados, três em São Paulo e dois em Brasília. Nos EUA, o primeiro caso foi confirmado nesta quarta-feira, na Califórnia. Depois disso, várias outras infecções pela variante foram registradas no país, incluindo mais uma na Califórnia e cinco no estado de Nova York. A variante delta, por sua vez, é atualmente a variante dominante no mundo. Testes gratuitos e doses de reforço As novas medidas anunciadas por Biden nesta quinta também incluem testes gratuitos e cobertos por seguradoras de saúde. O governo vai requerer que seguradoras privadas reembolsem seus 150 milhões de clientes pelo custo de testes caseiros e fornecerá 50 milhões de testes a serem disponibilizados gratuitamente em clínicas rurais e unidades de saúde que atendem pessoas sem seguro. Biden afirmou que os testes gratuitos estarão disponíveis para serem coletados em milhares de locais. Além disso, o governo está apelando para que todos os americanos aptos a se vacinarem ou tomarem uma dose de reforço o façam. Menos de 60% da população dos EUA, ou 196 milhões de pessoas, já foi completamente vacinada – uma das taxas mais baixas entre países ricos. O governo afirmou que mais 100 milhões de pessoas estão aptas a tomar o reforço. O Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirmou que todos os adultos vacinados devem receber uma dose adicional diante da diminuição da proteção oferecida por vacinas com o passar do tempo e do aparecimento da ômicron. "Vamos combater essa variante com ciência e velocidade, e não caos e confusão", disse Biden nesta quinta, alertando que as infecções vão aumentar no inverno. "As ações que estou anunciado devem nos unir na luta contra a covid-19." lf (Reuters, AP, AFP)


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Item 27
Id 60003642
Date 2021-12-02
Title UE, EUA e Reino Unido impõem sanções a Belarus
Short title UE, EUA e Reino Unido impõem sanções a Belarus
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Sanções têm entre os alvos membros do governo de Lukashenko (c.), empresas aéreas e entidades de Belarus

Países e União Europeia acusam regime de Lukashenko de usar migração ilegal como arma, violar direitos humanos e ignorar normas internacionais. Alvos são entidades, empresas e membros do governo belarusso.A União Europeia (UE), os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá impuseram nesta quinta-feira (02/12), em ação conjunta, novas sanções contra Belarus, voltadas contra entidades e membros do governo do presidente Alexander Lukashenko, incluindo um de seus filhos. As autoridades belarussas são acusadas de promover o contrabando de migrantes para a Europa, além de "ataques contínuos aos direitos humanos e liberdades fundamentais em Belarus, desprezo às normas internacionais e repetidos atos de repressão”, afirma a declaração conjunta dos três países e da UE. Na declaração, eles exigem que Lukashenko "cesse imediata e completamente sua orquestração de imigração ilegal através de suas fronteiras com a UE”. A União Europeia acusa o regime belarusso de encorajar ou até forçar grupos de migrantes a tentaram atravessar as fronteiras do país com a Polônia, Lituânia e Letônia. "Convocamos o regime a libertar incondicionalmente e sem atrasos os quase 900 prisioneiros políticos, e encerre sua campanha de repressão”, diz o texto. Diplomatas europeus decidiram impor a quinta rodada de sanções contra 17 pessoas e 11 entidades ou empresas acusadas de envolvimento no contrabando de migrantes. As medidas punem vários comandantes militares belarussos envolvidos em conflitos na região de fronteira. Empresas aéreas e personalidades A UE também sancionou as empresas aéreas Belavia, de Belarus, e Cham Wings, da Síria. Ambas são acusadas de ajudar a trazer pessoas para Belarus e agravar a crise migratória europeia. Também foram atingidas empresas estatais de viagens, além de juízes, promotores e pessoas da mídia associadas à repressão política e disseminação de desinformação. O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a 20 indivíduos e 12 entidades, e restringiu a comercialização de parte da dívida soberana de Belarus por entidades americanas. Além do filho de Lukashenko, as punições atingem autoridades de segurança de alto escalão, empresas que lidam com a defesa e uma grande exportadora de fertilizantes. O governo americano afirmou que as sanções punem o "contrabando e vitimização de migrantes”. "As ações de hoje demonstram nossa determinação inabalável de agir frente a um regime brutal que reprime cada vez mais os belarussos, mina a paz e a segurança na Europa e continua a abusar de pessoas que buscam somente viver em liberdade”, disse em nota o Secretário de Estado americano, Antony Blinken. Uma das ações adotadas pelo Reino Unido foi congelar os bens da estatal belarussa Ojsc Belaruskali, uma das maiores produtoras de fertilizantes do mundo. "Essas sanções continuam a atingir importantes fontes de renda do regime de Lukashenko e colocar restrições severas aos responsáveis por alguns dos mais graves atos antidemocráticos em Belarus”, disse a ministra britânica do Exterior, Liz Truss. O Canadá impôs restrições a 20 indivíduos e 12 entidades. rc (Reuters, DPA, AFP)


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Item 28
Id 60002890
Date 2021-12-02
Title "Pressão da Capes por ensino a distância foi gota d'água"
Short title "Pressão da Capes por ensino a distância foi gota d'água"
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Notas dadas pela Capes aos cursos orientam alunos e influenciam destinação de verbas para bolsas e pesquisa

Cerca de 80 pesquisadores de órgão do MEC que avalia a qualidade de cursos de pós-graduação pediram demissão. O físico Fernando Lázaro, professor da PUC-Rio, puxou a fila da debandada e explica os motivos.A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável por avaliar cursos de pós-graduação, viveu uma crise sem precedentes na última semana. Cerca de 80 pesquisadores encarregados de examinar a qualidade desses programas de ensino e pesquisa renunciaram aos seus cargos, em protesto contra a atual direção, presidida por Cláudia Queda de Toledo. Um dos que puxaram a debandada foi o físico Fernando Lázaro, professor da PUC-Rio, que era coordenador da área de Astronomia e Física. Ele e os outros dois coordenadores da área renunciaram aos seus cargos na terça-feira passada (23/11), e foram seguidos por 18 pesquisadores do setor. Depois, os coordenadores e pesquisadores das áreas de Matemática e Química fizeram o mesmo. Os motivos se assemelham aos que levaram 37 servidores de outro órgão do MEC, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a também pedirem demissão de seus cargos em novembro: falta de critério na execução de políticas públicas e pressão para atender determinados interesses. A principal atividade da Capes é realizar a avaliação quadrienal dos programas de pós-graduação no país. Ela dá notas de 1 a 7 aos cursos, que servem de baliza para os alunos escolherem as instituições e influenciam na destinação de verbas para bolsas de estudo e pesquisas. A avaliação também é determinante para a abertura de novos cursos e pode levar ao fechamento dos piores. A última avaliação foi publicada em 2017, sobre o período 2013-2016, e a próxima deve ser apresentada no ano que vem, para o quadriênio 2017-2020. Uma liminar judicial em setembro, porém, suspendeu a realização da avaliação em andamento e, segundo Lázaro, a Capes não se interessou em reverter a decisão, mostrando descaso pela análise da qualidade dos cursos. Ao mesmo tempo, ele relata que houve pressão para a definição de parâmetros que permitissem a abertura de cursos de pós-graduação a distância, filão lucrativo para instituições privadas de ensino e a "gota d'água" que motivou a debandada. Após a repercussão da renúncia dos pesquisadores, a Capes obteve, nesta quinta-feira, uma decisão judicial que permite a retomada da avaliação quadrienal – porém, seus resultados devem ser mantidos em sigilo. Lázaro aponta outros problemas que motivaram a renúncia coletiva, como a falta de elaboração de uma nova política decenal para a pós-graduação – a última expirou em 2020 – e classifica a atual administração da Capes como "ruim", resultado de uma gestão "confusa" no Ministério da Educação e de um "desastre absoluto" das políticas voltadas à ciência do governo Jair Bolsonaro. Na sexta-feira, após a publicação desta entrevista, a Capes divulgou um comunicado negando que tenha havido pressão para aprovação de documentos orientadores da Análise de Propostas de Cursos Novos (APCN). "Não há pressão pelo estabelecimento de cursos EaD [ensino a distância], somente solicitação para que todos se adequem à legislação. A primeira APCN com programas de pós-graduação a distância foi a de 2019, portanto não está em discussão a possibilidade ou não da abertura de cursos EaD, esses já são realidade. O que se observa é uma necessidade de deixar todas as normas alinhadas", diz a entidade. DW Brasil: Por que o sr. renunciou ao seu cargo na Capes? Fernando Lázaro: A suspensão da avaliação pela Justiça era um dos problemas. Ia ultrapassar o prazo dos nossos mandatos, que terminam no fim de março e início de abril, e não tinha horizonte de retomada. A Capes demorou um mês para recorrer à primeira instância, depois mais um mês à segunda. O juiz de segunda instância que negou a suspensão da liminar disse que a Capes não havia deixado claro a urgência necessária. Isso para nós representou claramente o desinteresse da atual direção. Que, por outro lado, tinha uma pressa enorme para abrir a avaliação [para a aprovação] de novos cursos. Agora, devido a essa repercussão, a Capes se mexeu e conseguiu retomar a avaliação. Com o porém que o resultado não pode ser divulgado, é uma avaliação secreta. Por que o Ministério Público havia pedido a suspensão da avaliação? Foi um promotor do Rio de Janeiro que alegou que ela violava o princípio da anterioridade. Na visão dele, a avaliação de um programa de pós-graduação tinha que ser uma espécie de concurso público, no qual se sabe, por exemplo, que se não tirar nota sete de um número de julgadores não passa. Mas isso não se aplica a um programa de pós-graduação, não é possível definir a priori que para o programa ter a nota "x" ele precisa formar tantos mestres e tantos doutores, pois é uma avaliação por comparação. É como se fosse uma corrida de cem metros rasos na Olimpíada e o cara dissesse que quem ficar abaixo de dez segundos é medalha de ouro. Não existe isso, é o mais rápido naquele dia. Não se define a meta a ser atingida, a meta é o melhor resultado possível. É isso o que ocorre na avaliação, a meta é o melhor desempenho possível em aspectos conhecidos: produção intelectual, formação de recursos humanos, destino dos mestres e doutores formados, capilaridade de contatos internacionais e nacionais, impacto na sociedade. Em um dado momento, você olha o que foi feito, e os programas que se comportaram de maneira exemplar têm uma nota maior. Se a avaliação não for concluída no ano que vem, o que acontece? Segue valendo a de 2016, não existe outra. Como era a pressão para autorizar novos cursos? Achamos estranho, em particular, uma pressa enorme para que preenchêssemos, de uma hora para outra, um formulário sobre ensino a distância. Em uma área que fazer mestrado e doutorado a distância é inviável, porque física é uma atividade basicamente experimental. Fomos comunicados às dez da noite de uma sexta-feira [12/11], véspera do feriado de 15 de novembro, que caiu numa segunda, que teríamos que preencher uma tabela sobre ensino a distância até o meio-dia da próxima sexta-feira [19/11]. O e-mail com as planilhas chegou na terça-feira, então teríamos que adequar o que a gente entende como ensino a distância para todas as áreas em três dias. No caso do mestrado e doutorado em física pura, além da necessidade de convivência entre aluno e orientador, há a questão da infraestrutura. Na graduação, o laboratório de ensino é uma mola, um pêndulo, coisas simples. Na pesquisa, o laboratório tem equipamentos que custam meio milhão de dólares para começar. A questão do formulário foi a gota d'água. Decidimos que não íamos entregá-lo, e então tínhamos que pedir demissão. Depois, os consultores apoiaram a nossa decisão. A mesma coisa aconteceu na Matemática e na Química. A Capes já tem ferramentas para facilitar o crescimento das pequenas instituições que estão começando, mas isso não foi levado em consideração e foi priorizado o ensino a distância, que é uma forma incompatível com a pesquisa e a formação de pesquisadores em física. Os cursos a distância atendem especialmente instituições do setor privado? Sou professor da PUC há 40 anos, não tenho restrição ao fato de ser público ou privado. Minha restrição é ao fato de ser de boa ou má qualidade. A preocupação é manter no ensino a distância o mesmo nível de qualidade cobrado do presencial. Na área da física, a gente oferece bolsa para o sujeito fazer a pós-graduação. No ensino a distância, a dinâmica que acompanhamos na graduação é a oposta. São instituições privadas que cobram mensalidade. É um perfil diferente daquelas envolvidas na pós-graduação presencial. Houve outros motivos que levaram à renúncia da Capes? Sim, há outros problemas. Por exemplo, uma portaria que regulamenta o Qualis, uma espécie de ranking das revistas [científicas], que desestruturou todo o processo que vinha sendo feito desde o início desse quadriênio. E tem um problema maior que é a definição do programa nacional de pós-graduação. Isso é uma política de Estado decenal, pactuada entre todos os agentes. O último se encerrou em 2020 e até hoje não foi sequer aberta a discussão para 2021-2030, a não ser que esteja sendo decidido em gabinete fechado. Qual a sua avaliação da gestão de Cláudia Toledo à frente da Capes? É uma gestão ruim. Mas, justiça seja feita, não é só ela. Estou na Capes há três anos e meio e ela é a quarta presidente nesse período. No Brasil, quando treinador de futebol perde jogo é demitido. Aparentemente na Capes há um processo mais ou menos parecido. É compreensível que, quando mudou o governo, fosse trocado o segundo escalão do ministério. Mas no atual governo já estamos no terceiro presidente, cada um com uma visão diferente, e em alguns casos com pouco conhecimento do sistema de pós-graduação. O primeiro era ex-reitor do ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica], o segundo era do Mackenzie, a terceira é de uma escola isolada de Direito. Não é o caso de jogar a responsabilidade na pessoa, é resultado de um processo confuso de gestão do Ministério da Educação. E como o sr. avalia a postura do governo federal em relação à pesquisa e ensino? Um desastre absoluto. O CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] foi espremido no orçamento, temos um fundo nacional de ciência e tecnologia que não é aplicado. A questão do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], do meio ambiente, da saúde. Pouco apreço à ciência. Isso é a característica principal do governo federal, que acha que ciência, de modo geral, não é importante.


Short teaser Cerca de 80 pesquisadores de órgão que avalia a qualidade de cursos de pós-graduação pediram demissão nos últimos dias.
Author Bruno Lupion
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Image caption Notas dadas pela Capes aos cursos orientam alunos e influenciam destinação de verbas para bolsas e pesquisa
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Item 29
Id 60000945
Date 2021-12-02
Title Alemanha anuncia novas restrições para não vacinados
Short title Alemanha anuncia novas restrições para não vacinados
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Angela Merkel após reunião com seu sucessor, Olaf Scholz (ao fundo), e governadores

Para frear a dramática alta de infecções e impulsionar a vacinação, governos estaduais e federal acertam novas regras válidas para todo o país. Parlamento deverá decidir sobre vacinas obrigatórias em 2022, diz Merkel.Apenas vacinados ou recuperados de uma infecção pelo coronavírus Sars-Cov-2 deverão poder frequentar lojas e eventos culturais na Alemanha até segunda ordem, segundo decisão tomada nesta quinta-feira (02/12) pelos governos estaduais alemães em conjunto com o governo federal. As novas e mais severas medidas, já em vigor em alguns estados, deverão passar a valer em âmbito federal, independentemente das taxas de incidência locais na Alemanha. O país tenta controlar as altas de infecções e de mortes por covid-19, em meio à quarta onda que atinge o território atualmente. Apenas supermercados e o comércio de necessidades diárias deverão funcionar também para não vacinados. Os controles deverão ser feitos pelos próprios estabelecimentos. Quais são as novas regras na Alemanha? As novas regras foram negociadas pela chanceler federal Angela Merkel e seu substituto no cargo Olaf Scholz, que deverá ser apontado como novo chanceler na próxima semana, juntamente com os governadores estaduais. Além da aplicação da medida conhecida como 2G ("geimpft oder genesen" – "vacinado ou recuperado"), que permite a entrada a certos locais apenas de vacinados ou recuperados da covid-19, clubes e discotecas deverão ser fechados se as taxas de infecção pelo coronavírus forem demasiado altas, segundo Merkel. O fechamento dos locais deverá ser determinado se a taxa de incidência ultrapassar 350 novas infecções por cem mil habitantes nos sete dias anteriores. Haverá restrições a festas privadas em localidades com incidências acima desse limite: apenas 50 pessoas (vacinadas e recuperadas) poderão se reunir em ambientes fechados. No exterior, o máximo de pessoas reunidas será de 200. Mais da metade das cidades alemãs registra atualmente incidências acima de 350. Restaurantes, cinemas e teatros, além de estabelecimentos de lazer e cultura como museus, também só poderão ser frequentados por vacinados e recuperados, sem consideração das taxas de incidência. Há a possibilidade de exceções para crianças e também de implementar a regra conhecida como 2G+, que permitiria apenas a entrada de pessoas vacinadas ou recuperadas que apresentem um teste negativo de covid-19. Os restaurantes não deverão ser fechados em todo o território nacional, mas o acordo fechado nesta quinta-feira prevê a possibilidade de realizar "fechamentos temporários" por uma alteração da lei federal de infecções. A regra também deverá valer para possíveis proibições de venda de bebidas alcoólicas e restrições no pernoite em hotéis. Não haverá os chamados "jogos fantasma" (sem espectadores) nos estádios de futebol alemães, mas as arenas deverão abrir para, no máximo, 50% da capacidade de torcedores, com um limite de 15 mil pessoas. Em grandes eventos realizados em locais fechados, vale a mesma regra, de 50% da capacidade e no máximo 5 mil espectadores, vacinados e recuperados, e usando máscara. Sem fogos de artifício na virada do ano Assim como em 2020, será proibida a venda de fogos de artifício para indivíduos. Comunidades com praças que costumam encher deverão proibir exibições com fogos de artifício, e há a possibilidade de proibir aglomerações no fim do ano. Os contatos entre os alemães também deverão ser limitados. Encontros com participação de uma pessoa não vacinada ou não recuperada deverão ser restritos a uma família e, no máximo, duas pessoas de outra, com exceção das crianças. Apenas encontros familiares com participação exclusiva de vacinados ou recuperados não serão limitados. Escolas permanecem abertas O governo alemão não pretende voltar a fechar escolas, mas reintroduziu a obrigatoriedade de uso de máscaras em sala de aula. Ficou em aberto se as crianças precisam usar a máscara enquanto estão sentadas. O acordo desta quinta-feira prevê apenas que, "nas escolas, vale uma obrigatoriedade de máscaras em todas as classes". Regras que já estavam valendo continuam em vigor. Um exemplo é que hotéis, academias, salões de beleza e cabeleireiros deverão implementar a regra 2G se a taxa de ocupação de leitos de hospitais numa determinada região ultrapassar determinados limites. Virá a vacina obrigatória? A quarta onda de covid-19 na Alemanha é atribuída principalmente à estagnação da taxa de vacinação no país, de cerca de 68% da população com ciclo vacinal completo. O número é uma das taxas mais baixas de imunização da Europa Ocidental. Virologistas dizem que a baixa adesão se deve principalmente à resistência à imunização e ao ceticismo em grande parte da sociedade alemã. Quem quiser receber a primeira vacina ou obter a segunda ou terceira doses de imunização deverá poder fazê-lo até o Natal. Farmácias, enfermeiros geriátricos e dentistas poderão passar a aplicar os imunizantes. A chanceler Angela Merkel afirmou ainda que alemães imunizados com duas doses não deverão ser reconhecidos como vacinados por muito tempo, reforçando a importância das doses de reforço. As autoridades reunidas nesta quinta também deverão discutir futuramente sobre uma obrigatoriedade de vacinação para funcionários de casas de idosos ou de repouso e hospitais, mas não houve anúncio nesse sentido. A obrigatoriedade de imunização, no entanto, será discutida e votada no Bundestag (Parlamento alemão) no início do próximo ano. A legislação correspondente deverá ser esboçada por um comitê de ética, segundo Merkel. O social-democrata Olaf Scholz afirmou que "é com a vacina que sairemos desta crise" e que, "se tivéssemos uma taxa de imunização mais alta, não estaríamos discutindo isso [a obrigatoriedade da vacina] agora". Leve baixa nos casos Atualmente, a incidência média nacional de novas infecções pelo coronavírus é de 439,2 infecções por cem mil habitantes em sete dias. O número representa uma leve baixa em comparação com o novo recorde de 452,4 registrado na última segunda-feira. O número de novas infecções nas últimas 24 horas divulgado nesta quinta-feira foi de 73.209, o equivalente a 2.500 casos a menos do que há uma semana. Especialistas alertam, no entanto, que o alto número de novos casos diários na Alemanha pode estar sobrecarregando o sistema de registros do país, fazendo com que nem todos os casos sejam relatados. Dessa forma, a incidência pode não estar refletindo a tendência real de infecções. Além disso, a Alemanha registrou na quarta-feira o maior número diário de mortes em decorrência da doença em nove meses. O Instituto Robert Koch (RKI), agência estatal alemã de controle e prevenção de doenças, notificou 446 mortes, a maior marca desde 20 de fevereiro, quando foram computados 490 óbitos. Atualmente, o número de mortes diárias ainda corresponde a menos da metade do registrado no auge da segunda onda de covid-19 no país, no fim do ano passado, apesar de agora haver muito mais infecções. Especialistas afirmam que isso se deve à vacinação, que protege contra casos graves da doença. rk/ek (DPA, Reuters, OTS)


Short teaser Novas regras de alcance nacional tentam frear dramática alta de infecções no país, além de impulsionar vacinação.
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Image caption Angela Merkel após reunião com seu sucessor, Olaf Scholz (ao fundo), e governadores
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Item 30
Id 59996614
Date 2021-12-02
Title O plano global de investimentos da UE para fazer frente à China
Short title O novo plano global da UE para fazer frente à China
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Iniciativa Global Gateway é vista como um esforço do continente europeu de rivalizar com investimentos chineses

Iniciativa Global Gateway prevê investir 300 bilhões de euros em projetos de infraestrutura sobretudo na África, na Ásia e na América Latina. Programa europeu é visto como alternativa à Nova Rota da Seda chinesa.A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (01/12) um plano internacional de infraestrutura que chamou de Global Gateway (Portal Global, em tradução livre). A iniciativa quer mobilizar até 300 bilhões de euros (R$ 1,9 trilhão) para investir em projetos públicos e privados de infraestrutura mundo afora, sobretudo na África, na Ásia e na América Latina. O plano, segundo o Executivo europeu, é "de alcance global" e deverá ser "adaptado às necessidades e interesses estratégicos de diferentes regiões". Embora não esteja explícito no projeto, o Global Gateway é visto como um esforço do continente de rivalizar com am iniciativa chinesa conhecida como Nova Rota da Seda (One Belt, One Road), lançada em 2013 para financiar projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento. Tida como o maior projeto de infraestrutura do planeta, a iniciativa chinesa é alvo de críticas nos EUA e na Europa por supostamente elevar a dependência de países economicamente mais fracos em relação à China. "Valores democráticos" Ao ser questionada se a iniciativa faz frente à China, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu que se trata de "uma clara alternativa a programas existentes". "Queremos transformar o Global Gateway numa marca confiável que se destaca devido à alta qualidade, padrões estáveis e um alto nível de transparência e boa governança", afirmou Von der Leyen. "Por meio da oferta de uma ampliação positiva da infraestrutura mundo afora, o Global Gateway pretende investir na estabilidade e na cooperação internacional. Além disso, deve ser demonstrado que valores democráticos trazem segurança, justiça, sustentabilidade para os parceiros e vantagens duradouras para pessoas pelo mundo", diz o texto que apresenta o programa. O Global Gateway também espera levar tecnologia e expertise europeias para países em desenvolvimento. Maria Demertzis, economista-chefe e vice-diretora do think tank Bruegel, sediado em Bruxelas e especializado em pesquisa de política em questões econômicas, alertou que a Comissão Europeia não deve fazer com que a iniciativa se concentre na competição com a China. "[O projeto] não precisa desencorajar investimentos chineses", disse à DW. "Espero muito que não tenha como objetivo, ou seja percebido, como uma tentativa de afastar a China de uma forma ou de outra. Ninguém ganha com isso", avaliou. Em seu site, a Comissão Europeia mencionou o plano Build Back Better World, lançado pelo G7 em sua reunião em junho deste ano e pensado como uma alternativa dos sete países mais industrializados do mundo à Nova Roda da Seda chinesa. "Iniciativas como a Build Back Better World e Global Gateway se fortalecerão mutuamente", diz o texto. De onde virão os recursos? Um documento com os principais pontos do projeto diz que a iniciativa quer mobilizar os fundos entre 2021 e 2027, juntando "recursos da União Europeia (UE), países-membros, instituições financeiras europeias e instituições financeiras de desenvolvimento nacional". Dos 300 bilhões de euros, 135 bilhões devem vir do Fundo Europeu para Desenvolvimento Sustentável. Outros 150 milhões de euros devem vir de diversos programas já existentes, instituições financeiras da UE e programas de investimentos dos países-membros. E mais 18 bilhões de euros devem ter como fonte o orçamento da UE para ajuda ao desenvolvimento. O Global Gateway também deverá contar com contribuições de instituições internacionais e do setor privado. O conceito do programa ainda precisa ser aprovado pelo Conselho da União Europeia e pelo Parlamento Europeu para que os primeiros recursos comecem a fluir no ano que vem. De hidrogênio a internet rápida Como exemplo concreto, a Comissão Europeia mencionou investimentos na produção de hidrogênio na África. A UE apoiaria investimentos privados com 3,5 bilhões de euros. Em troca, os países beneficiados teriam que se comprometer a exportar o hidrogênio livremente e sem barreiras comerciais. E é claro que Bruxelas também espera que empresas europeias possam ser envolvidas na construção das usinas e na distribuição do hidrogênio, de acordo com diplomatas que ajudaram a elaborar o Global Gateway. Outro projeto beneficiado poderia ser a instalação de cabos submarinos para internet rápida no Mar Negro. E na Jordânia, a UE poderia financiar uma nova ponte para a Cisjordânia. Ao mesmo tempo, a UE também quer tentar estabelecer padrões globais em certos setores industriais através de seu engajamento global, como a China conseguiu fazer, por exemplo, com o padrão 5G na comunicação móvel via internet. Os investimentos do Global Gateway se concentrarão em digitalização, proteção climática e energias alternativas. A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse meses atrás que não se tratava apenas de construir estradas que eventualmente levariam a um porto construído pela China. O que é a Nova Rota da Seda? A estratégia global de investimentos que ficou conhecida como Nova Rota da Seda é um projeto encabeçado pelo presidente chinês Xi Jinping. Oficialmente, a estratégia quer conectar melhor a China com países do mundo inteiro, especialmente na África. Em 2020, Pequim já havia investido cerca de US$ 140 bilhões (cerca de R$ 790 bilhões) em todo o mundo. Só no ano passado, os investimentos ficaram na ordem de US$ 20 bilhões (R$ 113 bilhões). Cerca de 70 países já fazem parte da Nova Rota da Seda, entre eles vários membros da UE e Estados dos Bálcãs Ocidentais. Investidores chineses operam portos na Grécia e na Itália, por exemplo. E linhas de trem chinesas ligam países europeus a esses portos ou diretamente a exportadores na China. Críticos acusam o governo chinês de atrair os países da Rota da Seda com empréstimos baratos, que levam a uma dívida estatal cada vez maior e criam uma dependência em relação a Pequim. rw/lf (Reuters, AFP, DW) Contribuíram para este texto os repórteres Bernd Riegert e Jack Parrock.


Short teaser Projeto que prevê mobilizar 300 bilhões de euros para infraestrutura é visto como alternativa à Nova Rota da Seda.
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Image caption Iniciativa Global Gateway é vista como um esforço do continente europeu de rivalizar com investimentos chineses
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Item 31
Id 59998077
Date 2021-12-02
Title PIB recua 0,1% no 3º trimestre, e Brasil entra em recessão técnica
Short title PIB recua 0,1% no 3º trimestre, e Brasil entra em recessão
Teaser É o segundo trimestre seguido de retração. Em relação ao mesmo período de 2020, no entanto, país registra crescimento de 4%.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encolheu 0,1% no terceiro semestre deste ano em relação aos três meses anteriores, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (02/12).

O recuo é o segundo consecutivo, após a economia ter retrocedido 0,4% no segundo trimestre, o que significa que o país entrou em recessão técnica, pela definição de economistas (dois semestres seguidos de queda). O resultado do segundo trimestre, antes estimado em -0,1%, foi revisado para baixo.

Em comparação com o mesmo período de 2020, no entanto, a maior economia da América Latina avançou 4% no terceiro trimestre deste ano.

No acumulado de 12 meses até setembro, houve uma expansão de 3,9% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

A retração no terceiro trimestre foi puxada por um encolhimento de 8% na atividade agropecuária. A indústria se manteve estável, enquanto os serviços cresceram 1,1%, e o consumo das famílias teve leve alta de 0,9%.

O resultado do PIB é compatível com projeções tanto do governo quanto de economistas de que, apesar da estagnação econômica atual, o Brasil encerrará 2021 com um crescimento de cerca de 4,8% após ter sofrido uma retração histórica de 4,1% em 2020 em consequência da crise gerada pela pandemia de covid-19.

Após uma recuperação iniciada já no terceiro trimestre de 2020, quando o PIB avançou 7,8% na comparação com o período anterior, o ritmo da economia voltou a diminuir a partir de abril deste ano. Nos primeiros três meses de 2021, ainda havia sido registrada uma leve expansão, de 1,3%.

lf/as (Efe, AFP, ots)

Short teaser Em relação ao mesmo período de 2020, no entanto, país registra crescimento de 4%.
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Item 32
Id 59994827
Date 2021-12-02
Title Mundo está criando receita tóxica para novas variantes, alerta OMS
Short title Mundo está criando receita tóxica para variantes, alerta OMS
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"Precisamos usar as ferramentas que já temos para evitar a transmissão e salvar vidas", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS

Organização Mundial da Saúde afirma que combinação entre baixa cobertura vacinal e pouca testagem é terreno fértil para surgimento de novas cepas como a ômicron, com dezenas de mutações.A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que há uma combinação tóxica mundo afora para fazer com que novas variantes do coronavírus como a ômicron surjam e se espalhem. "Globalmente, temos uma mistura tóxica de baixa cobertura vacinal e muito pouca testagem – uma receita para alimentar e amplificar variantes", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta quarta-feira (01/11). "É por isso que pedimos a países que assegurem o acesso equitativo a vacinas, testes e tratamentos em todo o mundo", apelou. "Precisamos usar as ferramentas que já temos para evitar a transmissão e salvar vidas da delta [a variante altamente dominante no mundo]. E se fizermos isso, também evitaremos a transmissão e salvaremos vidas da ômicron." A variante ômicron A ômicron foi detectada inicialmente em amostras coletadas na África do Sul e no vizinho Botsuana na primeira metade de novembro e reportada à OMS no dia 24. Desde então, casos foram confirmados em mais de 20 países mundo afora. A variante levou à imposição de restrições de viagem e abalou previsões econômicas. Por conter mais de 30 mutações na chamada proteína spike (S), que o coronavírus usa para se prender a células humanas e infectá-las, a ômicron foi classificada como uma "variante de preocupação" pela OMS. A organização disse que a cepa representa um risco global muito alto e provavelmente se disseminará pelo mundo. Segundo a OMS, ainda deve levar várias semanas para se ter clareza se a nova variante é mais transmissível, se resulta em casos mais graves de covid-19 e se as vacinas atuais são eficazes contra ela. Ainda não foram reportadas mortes associadas à ômicron. Entretanto, a descoberta da variante ressaltou como, após dois anos desde o surgimento do coronavírus, a luta global contra a pandemia ainda está longe de acabar. Tedros afirmou que a OMS está levando a ômicron "extremamente a sério", mas acrescentou que as mutações não deveriam ser uma surpresa. "É isso que vírus fazem. E é o que esse vírus vai continuar a fazer enquanto permitirmos que ele continue se espalhando", disse "Quanto mais este vírus circular, mais infecções haverá. Quanto mais infecções, mais pessoas vão morrer, e isso é algo que pode ser evitado." Dose de reforço Nesta quarta-feira, os Estados Unidos confirmaram seu primeiro caso de infecção pela ômicron, num viajante totalmente vacinado contra a covid-19, vindo da África do Sul e que se recupera de sintomas leves. No mesmo dia, Anthony Fauci, o principal especialista dos EUA em doenças infecciosas, ressaltou que adultos totalmente imunizados devem tomar uma dose de reforço assim que possível. Há alguns meses, especialistas mundo afora ainda questionavam a necessidade de um reforço para todos. "Nossa experiência com variantes como a delta é que, mesmo que a vacina não seja especialmente desenhada para ela, quando se tem um nível de resposta imune alto o suficiente, a proteção se alastra", disse Fauci. Até agora, 59% da população americana foi completamente vacinada contra a covid-19. Mais de 40 milhões de pessoas já receberam uma dose de reforço no país. Chefe da UE sugere vacinação obrigatória Em meio a preocupações com o aumento das transmissões da variante ômicron, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira que as nações da União Europeia (UE) devem considerar a possibilidade de impor a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 a suas populações. O índice de vacinação no bloco europeu é relativamente baixo, de 66%, o que pode ter ajudado a impulsionar o aumento acentuado das infecções registrado nas últimas semanas em muitos dos 27 Estados-membros da UE. Muitas pessoas ainda resistem em aceitar voluntariamente as doses. Diversas nações europeias decidiram reimpor restrições para conter as transmissões, como a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos e a exigência da apresentação de comprovante de vacinação ou de teste negativo para o acesso a determinados serviços. Como as decisões sobre as políticas de vacinação cabem aos governos de cada país, Von der Leyen lançou um apelo para que os governos ao menos cogitem impor a obrigatoriedade da imunização. "É compreensível e apropriado que tenhamos essa discussão agora. Como podemos motivar e, potencialmente, pensar em vacinação obrigatória dentro da União Europeia?", sugeriu Von der Leyen. "Um terço da população europeia não está vacinada. Ou seja, 150 milhões de pessoas. Isso é muito." Nesta semana, o futuro chanceler federal alemão, Olaf Scholz, defendeu a vacinação obrigatória . lf (AFP, AP)


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Item 33
Id 59981223
Date 2021-11-30
Title Ultradireitista Eric Zemmour sacode corrida eleitoral na França
Short title Ultradireitista Zemmour sacode corrida eleitoral na França
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"Decidi tomar o nosso destino nas mãos", afirmou Eric Zemmour ao anunciar sua candidatura à Presidência

Conhecido como "Trump francês", comentarista de TV e escritor radical oficializa candidatura à Presidência. Com agenda anti-imigração e anti-islã, ele se destacou em pesquisas e tumultuou o campo da direita.Até poucos meses atrás, a expectativa era que a próxima eleição presidencial na França, marcada para abril de 2022, fosse um previsível duelo entre o atual presidente, Emmanuel Macron, e a líder da Reunião Nacional (Rassemblement National, antiga Frente Nacional), Marine Le Pen. Até que o comentarista de ultradireita e celebridade televisiva Eric Zemmour, conhecido como "Trump francês", apareceu no cenário político e causou um frenesi midiático com posicionamentos inflamatórios sobre islã, imigração e feminismo, os quais ele culpa pelo suposto declínio da França. Após meses de suspense, Zemmour, de 63 anos, anunciou sua candidatura à Presidência nesta terça-feira (30/11), prometendo "salvar o país do trágico destino que lhe espera". "Decidi tomar o nosso destino nas mãos", afirmou em um vídeo divulgado no Youtube. Antes mesmo de oficializar sua candidatura, várias pesquisas de opinião mostraram a popularidade de Zemmour em ascensão. Ele chegou a ficar brevemente em primeiro lugar, à frente de Macron, do partido social-liberal Em Marcha!, de centro. Embora pareça que o apelo de Zemmour arrefeceu nas últimas semanas, especialistas afirmam que ele certamente já sacudiu o cenário eleitoral. "Zemmour está criando uma ruptura na corrida presidencial francesa", comenta Philippe Corcuff, cientista político do Instituto de Estudos Políticos de Lyon. "Ele parece mais respeitável e menos à direita do que Marine Le Pen, enquanto objetivamente ele está muito mais à direita dela com seu discurso racista e xenófobo." O paradoxo é explicado pelo fato de, durante anos, Zemmour ter sido conhecido na mídia francesa e nos círculos intelectuais, fazendo com que ele pareça ser uma figura respeitável da direita tradicional. "Ele está na televisão todos os dias" Jornalista de longa data do jornal conservador francês Le Figaro, Zemmour é também um escritor de sucesso e foi até recentemente comentarista em horário nobre de uma rede de notícias ao estilo Fox. Ele tem atraído grandes multidões em eventos semelhantes a comícios em toda a França enquanto promove seu último livro – La France n'a pas dit son dernier mot (a França não disse sua última palavra). E ele continua chamando atenção com suas opiniões polarizadoras. Ele defendeu a proibição de nomes "estrangeiros", como Mohammed, denunciou a "propaganda" LGBT, criticou a imigração de muçulmanos africanos e disse que o islã não compartilha dos valores fundamentais da França. Zemmour, que é de ascendência judaica e argelina, também é acusado de tentar reabilitar o regime francês de Vichy, que colaborou com os nazistas. Ele já foi punido duas vezes por incitar o ódio racial. "Há uma cobertura midiática incansável sobre Zemmour. Ele está na televisão todos os dias. E mesmo que não esteja, ele está sendo debatido", diz Jean-Yves Camus, diretor do Observatório de Política Radical da fundação Jean-Jaures, em Paris. "Ele determina a agenda, e os outros à direita são apenas os que respondem às questões que ele levantou." Roubando a cena de Marine Le Pen Embora pesquisas apontem que o apelo de Zemmour perpassa toda a direita, ele representa um desafio particularmente para Le Pen, que está despencando nas sondagens. Nos últimos anos, Le Pen tem tentado suavizar a imagem de seu partido para ampliar seu apelo e abandonou algumas das posições mais extremas da ultradireita populares sob seu pai, Jean-Marie Le Pen. Isso a deixou vulnerável a Zemmour, que agora a ultrapassa à direita com sua visão linha dura sobre o islã na França, a imigração e a identidade nacional. "As bases da Reunião Nacional podem ser mais radicais sobre essas questões. Para elas, Marine Le Pen é muito mole, muito mainstream, não suficientemente radical e, o mais importante, ela está se candidatando [à Presidência] pela terceira vez", disse Camus, que é especialista em extrema direita. "Há um certo cansaço. Alguns estão esperando há anos para que o partido chegue ao poder e sabem pelas pesquisas de opinião que Marine Le Pen não será eleita", comenta. Uma corrida para a direita Zemmour também sacudiu o tradicional partido de centro-direita da França, Os Republicanos (Les Republicains), que esteve no poder pela última vez, embora com um nome diferente, em 2012, sob o presidente Nicolas Sarkozy. O partido ainda não indicou um candidato para a corrida presidencial em abril. De acordo com o cientista político Philippe Corcuff, os republicanos caminharam para a direita sob Sarkozy, marginalizando os conservadores moderados dentro do partido. Desde então, as fronteiras com a ultradireita sobre os temas clássicos da direita se diluíram. "A direita tradicional tem muito pouca resistência ao discurso de Zemmour. Os políticos estão competindo uns com os outros para serem mais de direita, e eles acham que imigração, segurança e soberania são as questões mais bancáveis", disse Corcuff. "Com isso, eles dão mais legitimidade ao que Zemmour diz." "Sem tabus" O fato de Zemmour ser visto como um outsider e não ser membro de nenhum partido político também age em seu benefício. "Os eleitores franceses estão completamente fartos dos políticos, eles não confiam neles", comenta Antoine Diers, porta-voz da Associação dos Amigos de Eric Zemmour, um grupo que levanta fundos para a campanha presidencial. "Zemmour é destemido". Ele não tem tabus. Ele fala sobre como a imigração é ruim para a França. Ele é o único a dizer que temos um problema com o islã. Ele faz boas perguntas sobre segurança e falta de justiça." Diers, que é membro do Republicanos, disse ter esperança de que Zemmour possa criar uma ampla base de apoio para derrotar Macron. "Zemmour tem ressonância entre pessoas como eu e outros republicanos, também eleitores da ultradireita e até mesmo pessoas que pararam de votar", disse Diers. "Ele é capaz de unir todas essas pessoas mais do que qualquer outro político da direita." Plantando ideias na campanha Seja a candidatura presidencial de Zemmour bem-sucedida ou não, suas ideias já se tornaram mainstream na corrida eleitoral francesa. "A disseminação de ideias de ultradireita não leva necessariamente à vitória de um candidato de ultradireita, mas atrai políticos de todos os lados, do centro e até mesmo da esquerda", afirma Corcuff. Durante um recente debate televisivo para a primeira primária republicana na França, jornalistas perguntaram repetidamente aos candidatos sobre a teoria da "grande substituição", cunhada pelo escritor francês Renaud Camus e propagada por Zemmour. Popular entre movimentos identitários na Europa, a teoria da conspiração afirma que um grupo elitista está conspirando contra franceses brancos e europeus para eventualmente substituí-los por não europeus da África e do Oriente Médio, a maioria dos quais são muçulmanos. Nas últimas semanas, Arnaud Montebourg, candidato independente da esquerda, propôs a proibição de transferências de dinheiro por meio da empresa Western Union para países que se recusam a aceitar de volta seus próprios cidadãos deportados da França para combater a imigração ilegal. Logo depois, Zemmour afirmou que ideia tinha sido dele.


Short teaser Conhecido como "Trump francês", jornalista radical oficializa candidatura à Presidência.
Author Sonia Phalnikar
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Image caption "Decidi tomar o nosso destino nas mãos", afirmou Eric Zemmour ao anunciar sua candidatura à Presidência
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Item 34
Id 59979004
Date 2021-11-30
Title Moderna alerta que vacinas podem ser menos eficazes contra ômicron
Short title Moderna: vacinas podem ser menos eficazes contra ômicron
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CEO da farmacêutica americana diz que alto número de mutações da nova variante é um sinal de que as vacinas vão precisar de adaptações, num processo que pode durar meses. Bolsas registram queda após declaração.Bolsas de todo o mundo registraram queda nesta terça-feira (30/11) depois de o executivo-chefe da farmacêutica Moderna, Stéphane Bancel, comentar que as vacinas para covid-19 já existentes podem ser menos eficazes contra a nova variante do coronavírus, a ômicron. Bancel observou, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, que o grande número de mutações da ômicron e a rápida disseminação dela na África do Sul podem ser sinais de que as vacinas existentes necessitem ser melhoradas. Ele disse que informações sobre a eficácia das vacinas contra a ômicron estarão disponíveis em duas semanas, mas que os cientistas com quem ele tem falado se mostraram pessimistas. Eventuais adaptações nas vacinas podem levar meses, afirmou o executivo. Farmacêuticas avaliam eficácia Tanto a Moderna como a Pfizer e a Johnson & Johnson comunicaram que estão avaliando a eficácia de suas vacinas para a covid-19 contra a ômicron e que estão prontas para desenvolver uma nova versão se necessário. "Se tivermos de criar uma vacina completamente nova, isso será no início de 2022", disse o médico-chefe da Moderna, Paul Burton, numa entrevista à BBC. A Novavax, com sede nos EUA, e a britânica AstraZeneca também disseram que estão testando o efeito das suas vacinas contra a nova variante. De três a quatro meses A diretora-executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Emer Cooke, disse em Bruxelas que o órgão está preparado para adaptar as vacinas à nova variante do coronavírus, se necessário, e que esse processo pode levar de três a quatro meses. "Devemos ter muito cuidado nesta altura e só posso adiantar que não sabemos se vai ser necessário, mas se o for, já temos um plano de contingência", disse a representante, perante o Parlamento Europeu. "Sabemos que os vírus sofrem mutações e estamos preparados, se for necessário, para adaptar as vacinas já autorizadas para a covid-19", disse a diretora-executiva da EMA. Segundo ela, os dados disponíveis mostram que "as vacinas autorizadas continuam a ser eficazes e a salvar pessoas das formas graves da doença e da morte". as (AFP, Lusa, Reuters)


Short teaser CEO da farmacêutica americana diz que vacinas vão precisar de adaptações, num processo que pode durar meses.
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Item 35
Id 59977731
Date 2021-11-30
Title Barbados rompe com a monarquia britânica e se torna república
Short title Barbados rompe com monarquia britânica e se torna república
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Governadora-geral Sandra Mason presta juramento como presidente de Barbados

Rainha Elizabeth 2ª não é mais a chefe de Estado da nação caribenha, que troca monarquia pela república. Cerimônia tem presença do príncipe Charles e da cantora Rihanna.Barbados retirou nesta terça-feira (30/11) o título de chefe de Estado da rainha Elizabeth 2ª e proclamou-se oficialmente uma república, numa cerimônia na qual esteve presente o filho e herdeiro da monarca britânica, príncipe Charles. Como símbolo da mudança de regime, o estandarte real do Reino Unido foi retirado e a governadora-geral Sandra Mason prestou juramento como primeira presidente da nação do Caribe. A troca de regime, da monarquia constitucional para a república, encerrou 396 anos de reinado da coroa britânica na ilha caribenha. "Nossa nação deve sonhar alto e lutar pelos seus sonhos", afirmou a presidente na cerimônia. O príncipe Charles disse que a proclamação de república é um recomeço para Barbados. "Dos dias mais sombrios de nosso passado e da terrível atrocidade da escravidão, que manchará para sempre a nossa história, o povo desta ilha forjou seu caminho com uma força extraordinária", declarou. A cantora barbadiana Rihanna esteve presente à cerimônia e foi declarada heroína nacional. Ex-colônia britânica Barbados é uma antiga colônia britânica com cerca de 280 mil habitantes que se tornou independente em 1966, também no dia 30 de novembro, mas ainda mantinha laços com a monarquia britânica. A ilha pretende permanecer como membro da Commonwealth, a comunidade de nações que pertenceram ao império britânico. Barbados não é a primeira ex-colônia britânica no Caribe a se tornar uma república, seguindo os exemplos da Guiana (1970), de Trindade e Tobago (1976) e Dominica (1978). Também naquela época o debate sobre o racismo e a escravidão foram o pano de fundo da troca de regime, então motivada pelo movimento Black Power, e hoje pelo movimento Black Lives Matters. A transição, mesmo pacífica, é marcada por um crescente repúdio à monarquia britânica entre a população barbadiana, no contexto de uma campanha mais ampla que inclui também reforçar os laços com a África, de onde a maior parte da população é originária, e cobrar reparações dos britânicos por crimes históricos na ilha. Centro das plantations no Caribe Barbados foi um dos centros no Caribe do modelo de produção baseado na escravidão e conhecido como plantation, que resultou em riqueza para os britânicos e escravidão para os negros trazidos da África. As plantations de cana de açúcar foram introduzidas na América pelos portugueses, nos anos 1500, na costa do Brasil, e cerca de um século depois levadas pelos britânicos para Barbados e o Caribe. as (Lusa, AP, OTS)


Short teaser Rainha Elizabeth 2ª não é mais a chefe de Estado da nação caribenha, que troca monarquia pela república.
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Image caption Governadora-geral Sandra Mason presta juramento como presidente de Barbados
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Item 36
Id 59976804
Date 2021-11-30
Title "Der Klassiker", maior rivalidade do futebol alemão, sob o signo da pandemia
Short title "Der Klassiker" do futebol alemão sob o signo da pandemia
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O Signal Iduna Park, palco do "Der Klassiker", ficará sem torcida?

Enquanto a quarta onda de covid-19 avança na Alemanha, clássico entre Borussia Dortmund e Bayern ocorre em meio a infecções de jogadores, polêmica sobre vacina e discussão sobre volta de jogos-fantasma.O atual plano de limitar a presença de público nos estádios ainda está em vigor na Alemanha, mas quase ninguém mais acredita em sua implementação. Para o "Der Klassiker" entre Borussia Dortmund e Bayern de Munique no próximo sábado (04/12), seria permitida,de acordo com esse plano, a presença de 67 mil espectadores. Só que diante do alarmante quadro da nova onda do coronavírus, com seu exponencial crescimento de infecções diárias, fica difícil imaginar uma arena praticamente lotada, com torcedores lado a lado tomando conta da maior parte das arquibancadas. É bem mais provável que haja um decreto que autorize novamente a realização de jogos da Bundesliga somente com portões fechados, a exemplo do que foi feito na temporada passada. Os Geisterspiele (jogos-fantasma) estarão de volta, mais cedo ou mais tarde. De preferência, mais cedo, diga-se de passagem. Na rodada que passou, por exemplo, Leipzig e Leverkusen já se enfrentaram numa arena completamente vazia por ordem da secretaria de saúde local. Christian Seifert, CEO da Liga Alemã de Futebol (DFL), reiteradamente declarou que o futebol seguirá as ordens emanadas das autoridades governamentais. Essas, por sua vez, se reunirão por videoconferência nesta terça-feira (30/11) para definir os próximos passos a serem dados visando conter a pandemia. A expectativa é haver uma determinação que restrinja ao máximo todo e qualquer tipo de grandes aglomerações, inclusive eventos esportivos de qualquer natureza e especialmente os jogos de futebol. "É inadmissível que haja estádios lotados", afirmou sem meias-palavras Christian Lindner, chefe do Partido Liberal Democrático (FDP), num programa de TV, ao se referir ao jogo entre Colônia e Borussia M'Gladbach, que, no último sábado, contou com a presença maciça de 50 mil espectadores, com a casa completamente lotada. Essa partida reacendeu o debate sobre os jogos-fantasma. Muitos políticos e especialistas se manifestaram inconformados com o que aconteceu em Colônia. Markus Söder, governador da Baviera, exige uma redução drástica de público nas arenas ou até sua exclusão completa. Karl Lauterbach, especialista em saúde pública dos social-democratas, exige tolerância zero com público nos estádios, unindo sua voz à do governador bávaro. Bayern: infecções, vacina e críticas É nesse complexo contexto que acontecerá o maior clássico do futebol alemão da atualidade no próximo fim de semana. O confronto vale a liderança na tabela de classificação. O Bayern tem apenas um pontinho de vantagem sobre o Dortmund, além de passar por uma fase conturbada devido a repetidas infecções pelo coronavírus de seus jogadores e membros da comissão técnica. Recentemente foram atingidos pelo coronavírus o técnico Julian Nagelsmann e os jogadores Stanisic, Süle, Choupo-Moting e Kimmich. Esse último se fez notar por suas dúvidas quanto à vacina no que diz respeito a eventuais efeitos colaterais de longo prazo. Até o momento, não há notícia de que suas dúvidas foram dirimidas e de que finalmente ele tenha se vacinado. Não é apenas o coronavírus que perturba os bávaros. Na última assembleia geral dos membros associados do clube, realizada em 25 de novembro, torcedores ultra se manifestaram ruidosamente em plenário, exigindo o fim das relações comerciais do Bayern com o Catar por conta das reiteradas violações dos direitos humanos no país e condições análogas à escravidão impostas aos milhares de trabalhadores estrangeiros trazidos pelo governo para construir os luxuosos estádios a serem utilizados durante a Copa do Mundo de 2022. Borussia: covid-19 e contusões Enquanto isso, também no Borussia Dortmund nem tudo é um mar de rosas. Na atual temporada, três jogadores já contraíram a covid-19. Meunier e Brandt estão recuperados, mas Hazard foi diagnosticado positivo na última sexta-feira, está de quarentena e é dúvida para o "Der Klassiker". Para completar, o elenco dos aurinegros se vê às voltas com contusões de jogadores importantes desde o início da atual campanha. Houve momentos nos quais praticamente em todos os setores do time o técnico Marco Rose teve que lançar mão de jogadores reservas ou até jovens das equipes de base para conseguir colocar o time em campo. Para a importante partida fora de casa contra o Wolfsburg na rodada passada, por exemplo, o treinador, além de não poder contar com Hazard, teve que abrir mão dos meio campistas Reyna e Bellingham, do lateral Guerreiro e do zagueiro Morey. Em condições normais, todos eles seriam titulares no time. Menos mal para o Dortmund que o prodígio norueguês Erling Holland, após longa ausência por contusão nos flexores do quadril, voltou aos gramados decorridos 27 minutos do segundo tempo. O placar anotava 2x1 para o Dortmund, mas o Wolfsburg pressionava pelo empate. Até que, nove minutos depois, com um cruzamento perfeito, Brandt acionou Halland, que não se fez de rogado e acrobaticamente definiu o jogo: 3x1. Evitar o mal maior De todo modo, clássico é sempre clássico. E este entre Dortmund e Bayern poderá ficar marcado por fatores extracampo imponderáveis. A decisão sobre a presença ou não de torcida no Signal Iduna Park, palco do "Der Klassiker", deverá ser tomada nesta terça-feira. A cidade de Dortmund faz parte do estado da Renânia do Norte-Vestfália, cujo governador, Hendrik Wüst, já se manifestou: "Estádios lotados de um lado e de outro, pacientes sendo transportados pela Força Aérea de uma cidade para outra porque não há mais UTIs disponíveis, é uma situação insuportável. Isso não combina." Há, portanto, fortes indícios de que a Bundesliga sofrerá novas restrições. O que se discute é a sua amplitude. Há vozes que pleiteiam um lockdown para o futebol, ou seja, a interrupção pura e simples dos campeonatos por um período pré-determinado. Outra alternativa seria a volta dos Geisterspiele (jogos- fantasma), experiência relativamente bem sucedida durante a temporada 20/21. No fim das contas, trata-se de uma escolha entre os dois males do dito popular: "Vão-se os anéis, mas ficam os dedos". A escolha deverá ser pelo mal menor (jogos sem público) para evitar o mal maior (a interrupção do campeonato). -- Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibida a Bundesliga no Brasil. Atuou nos canais ESPN como especialista em futebol alemão de 2002 a 2020, quando passou a comentar os jogos da Bundesliga para a OneFootball de Berlim. Semanalmente, às quintas, produz o Podcast "Bundesliga no Ar". A coluna Halbzeit é publicada às terças-feiras. O texto reflete a opinião do autor, não necessariamente a da DW.


Short teaser Clássico entre Borussia e Bayern ocorre em meio a infecções, polêmica sobre vacina e discussão sobre jogos-fantasma.
Author Gerd Wenzel
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Image caption O Signal Iduna Park, palco do "Der Klassiker", ficará sem torcida?
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Item 37
Id 59968495
Date 2021-11-29
Title Portugal identifica 13 casos da variante ômicron
Short title Portugal identifica 13 casos da variante ômicron
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Jogadores do Belenenses conversam com o árbitro da partida

Infecções com a nova cepa do coronavírus, possivelmente mais contagiosa, estão todas relacionadas ao clube de futebol Belenenses, que entrou em campo contra o Benfica apesar de um surto de covid-19 na equipe.Portugal identificou 13 infecções com a nova variante ômicron do coronavírus, comunicou o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (Insa) nesta segunda-feira (29/11). Todos os casos estão associados a jogadores do clube de futebol Belenenses, de Lisboa. Um dos casos é de um jogador que recentemente esteve na África do Sul. "Os testes preliminares efetuados no Insa sugerem, fortemente, que todos os 13 casos associados aos jogadores do Belenenses estejam relacionados com a variante de preocupação ômicron", afirmou a instituição. O Insa comunicou que todos os infectados estão em quarentena e serão submetidos a novos testes nos próximos dias. Também pessoas que tiveram contato com os jogadores infectados foram postas em quarentena. A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou que jogadores do Benfica, que no sábado disputou uma partida contra o Belenenses, também serão testados. Com a confirmação dos casos, Portugal entrou para a lista de países europeus que já constataram infecções com a variante ômicron, que inclui Alemanha, Bélgica, Reino Unido e Holanda, entre outros. Possivelmente mais contagiosa, a ômicron foi classificada como "variante de preocupação" pela OMS, que afirmou que a cepa representa um risco global muito alto. Vários países impuseram restrições de viagens devido à nova variante. "Escândalo" A partida entre o Benfica e o Belenenses, válido pela Liga Portuguesa, está cercada de polêmica já desde antes da realização por causa das infecções com o novo coronavírus na equipe da freguesia de Santa Maria de Belém. A partida começou com apenas nove jogadores do Belenenses em campo por causa do surto de coronavírus na equipe. Dois deles eram goleiros (um na sua posição, o outro na defesa). Depois do intervalo retornaram apenas sete jogadores. O juiz interrompeu o jogo logo no início do segundo tempo, quando o Benfica vencia por 7 a 0, depois de o Belenenses perder mais um jogador (o goleiro que atuava fora de posição se lesionou) e restarem apenas seis em campo. No Reino Unido, o jornal The Guardian chamou a partida de "farsa". Na Espanha, o jornal esportivo marca escreveu que o duelo foi "uma vergonha" e que ele não deveria ter sido disputado. Na Alemanha, o Bild chamou a partida de "escândalo". Tanto Benfica e Belenenses comunicaram que se viram obrigados a jogar para não perder de antemão os pontos da partida. as/lf (AFP, OTS)


Short teaser Infecções estão todas relacionadas ao clube de futebol Belenenses, que entrou em campo contra o Benfica apesar de surto.
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Image caption Jogadores do Belenenses conversam com o árbitro da partida
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Item 38
Id 59958029
Date 2021-11-27
Title Papai Noel é gay em comercial natalino da Noruega
Short title Papai Noel é gay em comercial natalino da Noruega
Teaser Bom velhinho vive história de amor com um homem em propaganda celebrando os 50 anos da lei que descriminalizou a homossexualidade no país. Funcionário do governo brasileiro ameaça mídias que divulgarem o filme.

O serviço postal estatal norueguês Posten Norge fez um anúncio natalino comemorando os 50 anos de vigência da lei que descriminalizou o relacionamento de pessoas do mesmo sexo na Noruega. No filme, de quase quatro minutos, Papai Noel se apaixona por um homem chamado Harry.

O nome da campanha, When Harry met Santa (Quando Harry conheceu o Papai Noel), é uma citação à comédia romântica de 1989 When Harry met Sally (distribuída no Brasil como Harry e Sally - Feitos um para o outro), estrelada por Billy Crystal e Meg Ryan.

Após se encontrarem em toda a véspera de Natal ao longo de vários anos, os dois vão lentamente se envolvendo. Mas a agenda lotada do Papai Noel só permite encontros fugazes – até ele contratar a norueguesa Posten Norge para ajudar com as entregas natalinas, permitindo que os dois, finalmente, consigam passar mais tempo juntos, se beijando na boca durante a cena final.

"Ambiente socialmente relevante"

"Este ano é tudo sobre amor – destacando o fato de que 2022 marca o 50º aniversário da lei que descriminalizou a homossexualidade na Noruega", afirmou a Posten Norge através de comunicado.

"Além de mostrar a flexibilidade dos nossos serviços, queremos colocá-los em um ambiente socialmente relevante", acrescentou a empresa.

Não é a primeira vez que o serviço norueguês de correios trata de assuntos tidos como polêmicos em seus comerciais natalinos. Em 2019, uma propaganda mostrava São José, pai de Jesus Cristo, como um carteiro em Belém.

No ano passado, a campanha ironizava o então presidente americano Donald Trump, com um Papai Noel negacionista da crise climática, que achava as temperaturas em alta no Polo Norte algo "totalmente natural".

Com um total de cerca de 14 mil funcionários, a estatal Posten Norge, também afirma prezar a diversidade entre seus funcionários em termos de idade, sexo, religião, orientação sexual e etnia. "Todos devem se sentir bem-vindos, vistos, ouvidos e incluídos. O anúncio de Natal deste ano abraça isso", ressalta a companhia, acrescentando que as reações ao anúncio foram "extremamente positivas".

Entre os que elogiaram publicamente a iniciativa estão o ex embaixador dos EUA na Dinamarca Rufus Gifford, que também é gay. "Eu amo a Escandinávia. Imagine se os serviços de correios dos EUA fizessem um anúncio como este", afirmou no Twitter.

"Desrespeito à fé"

Mas nem todos gostaram da ideia. O secretário nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciúncula, publicou na manhã desta sexta-feira no Twitter uma ameaça às mídias que divulgarem o comercial norueguês.

Braço direito do secretário especial de Cultura, Mario Frias, Porciúncula afirmou na postagem que irá fazer uma notícia-crime contra os veículos que divulgarem o filme, alegando que isso configuraria um desrespeito à fé cristã.

Segundo o secretário, Papai Noel e São Nicolau seriam a mesma pessoa. "O santo é parte integrante da fé cristã", afirmou. "Desrespeitar a fé alheia ainda é crime", completou Porciúncula.

md (Reuters, DW, ots)

Short teaser Velhinho beija homem na boca em propaganda celebrando os 50 anos da lei que descriminalizou a homossexualidade no país.
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Item 39
Id 59936613
Date 2021-11-25
Title "Get Back": estreia o novo documentário sobre os Beatles
Short title "Get Back": estreia o novo documentário sobre os Beatles
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Os quatro músicos reunidos no fim dos anos 1960 em Londres: série documental tem seis horas de duração

Usando 56 horas de filmagens inéditas, o diretor Peter Jackson explora o clima entre os membros da banda em janeiro de 1969, durante as gravações dos álbuns "Abbey Road" e "Let It Be", em Londres.Há quem acredite que o que um dia foi raridade hoje pode facilmente ser encontrado na internet. Peter Jackson, no entanto, destoa desse conceito ao editar e lançar materiais únicos de uma banda e de músicos igualmente únicos: os Beatles. O diretor neozelandês, famoso por colecionar Oscars com a trilogia O Senhor dos Anéis, debruçou-se em 56 horas de filmagens nunca antes vistas - e mais de 150 horas de áudios - gravadas pelo cineasta Michael Lindsay-Hoggs em meio às composições dos álbuns Abbey Road e Let It Be, em janeiro de 1969, em Londres. O resultado é o documentário "Get Back”, dividido em seis horas e que será lançado nesta quinta-feira (25/11), com continuação sexta (26) e sábado (27), no serviço de streaming Disney+. Jackson classificou como "alucinante” explorar e descobrir o ambiente da banda inglesa pouco antes da dissolução definitiva, ainda em 1969. As imagens da última apresentação do grupo, no topo do prédio da gravadora Apple, também em Londres, foram retrabalhadas digitalmente em resolução 4K, dando uma aparência moderna a cenas de quase 53 anos, gravadas em 16mm. A ideia de Jackson é mostrar um quarteto longe dos históricos relatos de desacordos e brigas que remetem à época final dos Beatles. "Espero que isso coloque um sorriso no rosto de cada um que assistir”, diz o diretor. Já em 2020, um teaser postado por Jackson apresentava os músicos brincando no estúdio, no que parece ser uma grande reunião entre familiares, amigos e crianças. Yoko Ono e John Lennon se abraçam e se beijam, Ringo Starr banca o palhaço, e Paul McCartney faz piruetas. Até mesmo George Harrison exibe um sorriso. Entre as brincadeiras, eles ensaiam. Os Beatles estavam prestes a acabar Ainda que as imagens e a intenção de Jackson exibam beatles muito bem-humorados e aparentemente tranquilos, o fim da banda estava, de fato, prestes a acontecer. A conexão exacerbada entre John e Yoko, sempre ao lado do marido no estúdio, seria um incômodo para o resto da banda. Harrison estaria sentindo-se frustrado, sem a mínima vontade de permanecer ao lado dos então companheiros de grupo. E haveria também uma clara divisão a respeito do empresário Allen Klein, cuja contratação era um equívoco para Paul. Esses fatores, de acordo com muitos fãs, teriam contribuído para a separação da banda. Durante a produção do White Album, um ano antes, em 1968, era raro que os quatro frequentassem o estúdio ao mesmo tempo durante as gravações. O mesmo ocorreu em Let It Be, que foi lançado depois que os Beatles já haviam se separado. Uma última vez juntos Ainda que houvesse uma insatisfação generalizada, Paul tentou reunir a banda para um último álbum com o objetivo de tocar ao vivo - algo que eles não faziam desde 1966, uma vez que as músicas do grupo haviam se tornado muito complexas para execução em shows, e eles, cansados, queriam evitar a gritaria dos fãs durante as apresentações. Ao fim, Paul McCartney conseguiu persuadir os outros integrantes. Trouxe novamente a bordo o produtor de longa data George Martin. E também outro velho conhecido: Michael Lindsay-Hoggs, que filmou as sessões de estúdio, inicialmente para um documentário de televisão, que depois se tornou um longa-metragem, intitulado "Let It Be". E assim, depois de meses de brigas, discussões e distanciamento, os Beatles se reuniram novamente em um estúdio, ainda que por alguns dias, e tocaram ao vivo no topo do prédio da empresa que haviam fundado, a Apple Corps. As filmagens do show são mundialmente famosas, mas o que aconteceu nos bastidores nunca havia sido mostrado - até agora. Peter Jackson conseguiu editar e finalizar um documentário de seis horas que mostra como quatro músicos, sob imensa pressão e estresse, foram capazes de gravar canções icônicas como "Get Back", "Let It Be” e "Accross the Universe”. As câmeras, ou as imagens desse filme, capturam justamente os momentos mais íntimos desse processo. Os momentos bobos, de brincadeiras, até os olhares irritados e os xingamentos. A Disney e os palavrões Uma curiosidade a respeito do documentário "Get Back” é que Jackson teve de convencer a Disney, conhecida por se promover como uma empresa pró-família, a não cortar as cenas que mostram os músicos dizendo palavrões. "Os Beatles são scousers (referindo-se aos habitantes e ao sotaque de Liverpool) e eles falam palavrões o tempo todo livremente, mas não de forma agressiva ou sexual. Conseguimos que a Disney liberasse isso. Acho que é a primeira vez para um canal da Disney. Isso também os faz se sentirem modernos", declarou Jackson à revista Radio Times. Paul e Ringo, os dois beatles sobreviventes, foram só elogios a Jackson. À revista online Udiscover, Ringo enalteceu o trabalho do diretor, ao qual ele chamou de "herói”. Ao jornal alemão Welt am Sonntag, McCartney disse que achou divertido como ele e seus parceiros se tratavam naquela época. E destacou que gostou do filme porque mostra que ele nem sempre estava brigando com John Lennon, o que, para ele, simplesmente não era verdade. "São quatro amigos tocando em um lugar totalmente louco em Londres, rindo do absurdo da situação. Eram os Beatles, éramos nós", afirma Paul.


Short teaser Peter Jackson explora o ambiente da banda em janeiro de 1969, durante gravações de Abbey Road e Let It Be, em Londres.
Author Silke Wünsch
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Image caption Os quatro músicos reunidos no fim dos anos 1960 em Londres: série documental tem seis horas de duração
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Item 40
Id 59923555
Date 2021-11-25
Title Torcedores criticam Bayern de Munique por parceria com o Catar
Short title Torcedores criticam Bayern por parceria com o Catar
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"Lavamos tudo por dinheiro". Faixa estendida por torcedores do próprio Bayern de Munique critica parceria com o Catar

Grupo de torcedores do Bayern de Munique quer o fim do patrocínio da Qatar Airways. Eles não querem que o clube tenha relações com o Catar, acusado de violar os direitos humanos de trabalhadores estrangeiros."Lavamos tudo por dinheiro." Essa frase estava estampada numa enorme faixa pendurada por torcedores do Bayern de Munique antes do jogo contra o Freiburg, disputado em Munique em 6 de novembro e válido pela 11ª rodada da Bundesliga. Na faixa estavam ilustrados também o presidente-executivo da empresa que comanda a estrutura profissional (FC Bayern München AG), Oliver Kahn, e o presidente do clube social, Herbert Hainer – os dois lavando roupas sujas de sangue ao lado de uma máquina de lavar com a inscrição "FCB AG". Em sua mão esquerda, Kahn segurava uma mala cheia de dinheiro com a seguinte frase estampada: "Você pode confiar em nós". Embora a controvérsia não seja recente, o protesto no jogo contra o Freiburg contra o patrocínio da companhia aérea estatal do Catar, a Qatar Airways, acabou por atingir uma nova dimensão pública. O próximo anfitrião da Copa do Mundo tem sido duramente criticado durante anos – especialmente na Europa – por violar e desrespeitar os direitos humanos. E é justamente na Europa que o Catar tem se envolvido intensamente numa chamada "lavagem esportiva", na qual é usada a imagem positiva de clubes de futebol – como, por exemplo, a do multicampeão Bayern de Munique – por meio de acordos de patrocínio, costumeiramente chamados de "parcerias", para gerar uma imagem positiva para o país. Os clubes, por sua vez, beneficiam-se das condições lucrativas dessas negociações. Se tudo correr bem nos gramados, os parceiros podem desfrutar, juntos, do glamour do sucesso internacional. Uma prática duvidosa, segundo Michael Ott, sócio do Bayern de Munique. "Você não pode mais se orgulhar dos títulos quando sabe dos fardos e dos compromissos com os quais estes foram alcançados", diz o torcedor. "Se eu sei que esse dinheiro vem do Catar e está associado a graves violações dos direitos humanos, se é – de forma exagerada – dinheiro cheio de sangue, os títulos associados a ele são negativos e, em minha opinião, é preciso ter vergonha", avalia. Ott é advogado e o rosto e a voz de parte da torcida que luta pelo fim do patrocínio da Qatar Airways. Ele formulou e submeteu o requerimento correspondente à próxima assembleia-geral anual do Bayern de Munique, agendada para esta quinta-feira (25/11). A resistência à parceria com o Catar tem crescido continuamente nos últimos anos. Diante de uma série de revelações sobre as condições catastróficas de trabalho de operários oriundos de Nepal, Índia, Bangladesh ou Paquistão, que são privados de seus direitos nos canteiros dos estádios do Catar, a crescente crítica pública tem recebido apoio de um número significativo de torcedores do próprio Bayern de Munique. Embora o anfitrião da Copa do Mundo de 2022 tenha repetidamente prometido melhorias, elas foram marginais ou afetaram apenas alguns "trabalhadores selecionados". De acordo com uma investigação do diário britânico The Guardian, mais de 6.500 operários morreram nos canteiros de obras do Catar até fevereiro de 2021. Sucesso esportivo a qualquer preço? O ex-presidente do conselho administrativo Karl-Heinz Rummenigge defendeu recentemente a parceria com o Catar e usou de argumentos esportivos. "O Bayern de Munique tem uma parceria com a Qatar Airways e recebemos um bom dinheiro com esse contrato", disse Rummenigge à emissora pública WDR. Dinheiro que é importante "para pagar os jogadores para que se tenha uma boa qualidade em campo", justificou. "Não podemos sacrificar completamente nossos valores no altar do sucesso. Como podemos nos orgulhar de nossos títulos se os alcançamos com meios tão injustos?", rebate Ott. As posições de ex e atuais dirigentes e de torcedores não poderiam ser mais distintas. Sob qualquer linha de argumentação, Ott se recusa a aceitar razões financeiras como justificativa para o patrocínio. "Recebemos do Catar apenas alguns milhões a mais do que poderíamos receber de um outro patrocinador", diz o líder do movimento de protesto, que acrescentou que não vê nenhuma vantagem significativa na comparação internacional. "Você tem que se perguntar se isso realmente está nos criando competividade internacional. Eu duvido. Manchester City e PSG têm fontes financeiras ilimitadas – esses poucos milhões [do Catar para o Bayern] são uma gota no oceano", diz Ott. Rumos do futebol europeu Esta tem sido a grande questão dos últimos anos no Bayern de Munique: deve-se aceitar qualquer negócio para angariar receitas e, dessa forma, ficar em pé de igualdade com os clubes endinheirados da Inglaterra ou da França, que são abastecidos de fontes financeiros quase infinitas de investidores do Oriente Médio, no cenário do futebol europeu? Ou, numa época em que os clubes de futebol se assemelham a outdoors de propaganda, adotar uma postura voltada aos valores do clube e aceitar um papel secundário na comparação internacional? "Estamos dando um corte em nossa própria carne se optamos por parceiros como o Catar, que contornam as regras com o PSG de formas dúbias, em vez de tentarmos impor um fair play financeiro,", argumenta Ott. Igualdade de oportunidades por meio de diretrizes e regulamentações ou um jogo completamente desenfreado de investidores: a questão sobre os rumos do futebol europeu afeta também o Bayern de Munique. Sem voz na assembleia-geral A diretoria do Bayern de Munique ainda não anunciou se aprovou o pedido de Ott para que o fim da parceria seja debatido na assembleia-geral anual. Ott e seus colegas já tentaram obter a homologação do pedido na Justiça – sem sucesso. A Justiça de Munique rejeitou um pedido de liminar para que a diretoria fosse obrigada a fazê-lo. Nada disso fará Ott desistir. Ele ainda considera apresentar um requerimento espontâneo durante a assembleia-geral anual, o que exigiria uma maioria de 75% dos membros presentes. "Isso reduz enormemente as chances de sucesso", diz. Diante dessas dificuldades para debater um tema incômodo numa assembleia-geral, o líder do movimento desferiu um outro golpe verbal contra a liderança do Bayern de Munique. "Temos que nos perguntar que tipo de imagem os responsáveis no Bayern têm de si mesmos. O clube tem estruturas democráticas. Deveria ser uma obviedade que os requerimentos de sócios sejam tratados de maneira adequada e não combatidos com todos os meios possíveis, como num regime repressivo. Isso é uma vergonha", afirma.


Short teaser Grupo de torcedores do Bayern de Munique quer o fim do patrocínio da Qatar Airways.
Author David Vorholt
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Image caption "Lavamos tudo por dinheiro". Faixa estendida por torcedores do próprio Bayern de Munique critica parceria com o Catar
Image source Sascha Walther/Eibner-Pressefoto/picture alliance
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Item 41
Id 59927221
Date 2021-11-25
Title "'Deserto Particular' mostra um outro Brasil', diz cineasta
Short title "'Deserto Particular' mostra um outro Brasil', diz cineasta
Teaser Premiado em Veneza, filme escolhido para representar o Brasil no Oscar chega aos cinemas. À DW, diretor Aly Muritiba afirma que levou ao exterior imagem de que o país não é apenas discurso de ódio e queima da Amazônia.

O filme Deserto Particular, selecionado pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga entre os indicados ao Oscar 2022, estreia nesta quinta-feira (25/11) no país. Trata-se de um mergulho na complexidade do Brasil profundo, revelado pelo desenrolar de uma história de amor.

A trama se passa em dois contextos bastante distintos entre si. Na cidade de Curitiba, Daniel, um policial afastado do trabalho, vive a angústia de ter cometido um erro do qual se arrepende. Quando a situação fica insuportável, ele se joga na estrada rumo ao sertão da Bahia, à procura da misteriosa Sara, que só conhece pelo celular.

Nessa jornada, o policial descobre novos cenários e algo ainda mais precioso: sua fragilidade. "Tem sido muito bonito falar de um outro Brasil para os gringos agora", afirma o diretor do longa, Aly Muritiba, em entrevista à DW Brasil.

"O Brasil de que se tem falado no exterior é o do discurso de ódio, que queima a Amazônia, com altas taxas de desemprego. Eu chego ao exterior com a imagem de outro Brasil, que também é habitado por conservadores, mas é tolerante; que é habitado por crenças neopentecostais que acreditam em curas impossíveis, mas que também é capaz de amar e de cuidar", diz.

E os "gringos" parecem gostar do que veem. Neste ano, Deserto Particular venceu o prêmio do público no Festival de Veneza, sendo aplaudido de pé por dez minutos. Na seleção brasileira para o Oscar, o longa desbancou o favorito 7 Carcereiros, produção da Netflix.

Deserto Particular disputa uma vaga entre os cinco indicados ao Oscar na categoria Melhor Filme Internacional. Uma lista de pré-selecionados deve sair no dia 21 de dezembro, e a lista final, em 8 de fevereiro. A premiação está marcada para 27 de março.

A forma sensível com que Muritiba apresenta os conflitos internos dos personagens dobra o espectador. É quase impossível não sentir compaixão com o policial, que toma consciência de seu próprio aprisionamento à medida que a narrativa evolui. A masculinidade tóxica e seus impactos são tema recorrente no trabalho do cineasta.

"Além das máculas que você causa nas pessoas que vão cruzando seu caminho – e elas são muitas, pesadas e dolorosas –, existe um peso muito grande também para quem tem que sustentar essa máscara, para quem tem que bancar o tempo inteiro esse comportamento alfa, possessivo", diz Muritiba.

O diretor de Deserto Particular acredita que a capacidade de criar empatia com o outro pode recriar laços rompidos pela divisão política do país. Antes de se estabelecer no mercado audiovisual, Muritiba trabalhou como carcereiro por sete anos.

"Isso foi essencial para eu me formar um melhor contador de histórias, perdidamente apaixonado pelos seus personagens. Sou completamente capaz de respeitar um policial militar agressor, assim como uma avó evangélica neopentecostal que manda o neto embora, porque eu entendo que aquele mandar embora é também um gesto de amor, de proteção", reflete.

DW Brasil: Como você recebeu a notícia da seleção de Deserto Particular para representar o Brasil no Oscar?

Aly Muritiba: Eu acreditava muito no filme, tanto é que o inscrevemos para a corrida do Oscar. Mas todas as pessoas, incluindo jornalistas, acreditavam em um outro filme (7 prisioneiros) e falavam nele. É um filme bem bacana também, com um grande estúdio por trás e tudo mais. Quando eu escrevi Deserto Particular, não sabia que esse segundo filme ia se inscrever, porque era incerto se eles iam lançar o filme neste ano. Eu pensei: "Se esse filme não se inscrever, talvez eu tenha chance". Porque Deserto Particular esteve no Festival de Veneza, ganhou prêmio, é um filme que tem emocionado as pessoas. Quando eu soube que ele estava inscrito e todos começaram a dizer que a pedra já estava cantada, falei: "Paciência, tudo bem, é um ótimo filme para representar o Brasil também, está tudo certo."

Foi diferente de outros períodos em que escolheram filmes muito estranhos, por meio de uma comissão indicada pelo Ministério da Cultura. Tinha essa coisa meio bizarra no governo Michel Temer. Neste ano, era um processo com bastante lisura, feito por membros da academia, gente muito ilibada, então eu estava bem tranquilo: "Se não rolar o Deserto e rolar esse outro filme, vai ser do caralho porque é um filme bom também." Eu estava trabalhando no sertão da Paraíba e, no final do almoço, quando enfim consegui me conectar à internet, tinha várias chamadas perdidas da assessora de imprensa. Eu liguei, e ela falou: "Escolheram o Deserto!". Eu disse "Uau!" Fiquei surpreso, fiquei feliz, depois fiquei amedrontado. Mas essa pré-indicação do Brasil foi muito bem-vinda, pois eu estava às vésperas de lançar o filme. Assim, mais gente vai assistir.

E como foi a recepção ao filme em Veneza?

Foi muito bonita. Veneza foi a primeira experiência coletiva em sala de cinema para muita gente no pós-pandemia, fim de pandemia, então as pessoas estavam muito felizes de estarem voltando à sala de cinema e acho que muito felizes de voltarem à sala de cinema vendo um filme como esse, que traz tantas emoções, tantas sensações boas.

As pessoas estavam sem viajar e aí sentam para ver um filme em que o personagem viaja, estavam sem dançar e aí assistem um filme em que os personagens dançam. Então, Deserto Particular proporciona várias pequenas catarses para a audiência, e lá foi muito especial, as pessoas estavam muito gratas por estarem vendo aquele filme, o filme foi ovacionado durante um tempão. Nos dias seguintes, as pessoas me reconheciam na rua – o que é muito raro, normalmente falam com os atores – e vinham agradecer pelo filme, foi super bonito.

E foi muito bonito estar falando de um Brasil, nesse momento, que não é um Brasil sobre o qual se tem falado tanto no exterior. O Brasil de que se tem falado no exterior é o do discurso de ódio, que queima a Amazônia, com altas taxas de desemprego. Eu chego ao exterior com a imagem de outro Brasil, que também é habitado por conservadores, mas é tolerante; que é habitado por crenças neopentecostais que acreditam em curas impossíveis, mas que também é capaz de amar e de cuidar. Tem sido muito bonito falar de um outro Brasil e mostrar um outro Brasil para os gringos agora.

Nos últimos anos, temáticas ligadas à comunidade LGBTQIA+ têm ganho destaque no cinema nacional. Essas narrativas costumam estar situadas em centros urbanos. Seu filme, porém, desloca o olhar do público para essa vivência no sertão da Bahia. Como isso foi pensado na construção do roteiro?

No primeiro argumento, escrito pelo Henrique dos Santos, meu corroteirista, a história se passava no interior do Paraná, em uma pequena cidade fronteiriça com o Paraguai. Então, sempre se passou em um grande centro urbano e em uma pequena cidade interiorana. Quando eu entrei no processo, prontamente falei para o Henrique da minha vontade de filmar na Bahia, em minha terra, e de levar essa história para lá. Isso coincidiu com o momento em que meus pais estavam se mudando para a cidade de Juazeiro, que é do lado de Sobradinho – nós somos de outra cidade, de Mairi –, e eu passei a frequentar muito aquela região do Vale do São Francisco.

Achei a região deslumbrante: aquela represa, com todo o simbolismo que ela tem, tudo isso, somado à vontade que eu tinha de filmar na Bahia, fez com que eu levasse a história para lá. Assim, a viagem do Daniel (protagonista) se tornou muito mais longa do que se fosse para o interior do Paraná. Mas a história de Sara/Robson sempre foi a história de alguém pertencente à comunidade LGBTQIA+ de uma pequena cidade do interior, e isso vem muito de Henrique. Henrique é um cara gay, nascido e criado em uma cidade pequena no interior de São Paulo e depois do Paraná, então ele tinha muito disso de dizer: "Eu quero contar a história de uma bicha do interior."

A sexualidade é a temática principal do filme, mas chama muita atenção a forma sutil pela qual você aborda a masculinidade tóxica e seus impactos sobre os próprios homens?

Esse tema de como nós, homens criados na lógica heteronormativa, nos relacionamos com as nossas emoções é algo sobre qual eu venho refletindo na minha vida e nos meus filmes há algum tempo, pelo menos desde Para Minha Amada Morta. Tanto este como o Ferrugem são filmes protagonizados por homens heterossexuais em crise com suas emoções, seus sentimentos. No caso do Ferrugem, tendo que lidar inclusive com as consequências de seu machismo, de seu impulso opressivo.

Eu fui criado e educado nessa lógica. Por sorte, eu tenho tido a ventura de, ao longo da minha vida, ir convivendo com pessoas que questionam essa lógica e têm me feito enxergar o quanto essa lógica não apenas oprime os outros, principalmente as outras mulheres, como também a mim, enquanto homem. Além das máculas que você causa nas pessoas que vão cruzando seu caminho – e elas são muitas, pesadas e dolorosas –, existe um peso muito grande também para quem tem que sustentar essa máscara, para quem tem que bancar o tempo inteiro esse comportamento alfa, possessivo. À medida que fui convivendo com pessoas que contestavam esse modo de ver e estar no mundo, isso começou a me incomodar, e fui tentando entender como isso funciona em mim. Por consequência, isso acaba sendo refletido em meus personagens.

Você trabalhou durante vários anos como carcereiro. De que forma essa experiência te ajudou a criar empatia com o outro?

No período que passei trabalhando na prisão, tive contato com pessoas muito diversas de mim, tanto os presos quanto os guardas. Muito embora eu tenha sido um agente penitenciário, eu vinha de uma formação humanista, formado em História na USP, então era um sujeito ligado a direitos humanos – o que, no presídio, para a maioria dos agentes penitenciários, é uma balela. Eu lidava também com os presos, que são pessoas com um background socioeducacional e econômico diferente do que eu tinha. Essa convivência foi essencial para que eu desenvolvesse uma capacidade empática muito grande e passasse a enxergar o outro em sua complexidade. E para que eu pudesse ser capaz de encontrar beleza e compreensão por trás de toda a feiura e as sombras que o outro traz e guarda.

Quando você vê um cara acusado de 23 latrocínios chorar no final do dia porque sua filha de 6 anos foi embora e só vai voltar na semana seguinte; quando você lê uma carta que um preso endereça para sua esposa ou para a sua mãe – porque nós temos que ler essas cartas, existe uma censura dentro do presídio – e aquela carta está cheia de doçura, amor, cuidado, preocupação, carência e de afeto, mas você sabe que o cara que escreveu matou dez, você fala: as coisas não são simples como querem parecer que sejam. Isso foi essencial para eu me formar um melhor contador de histórias, perdidamente apaixonado pelos seus personagens. Sou completamente capaz de respeitar um policial militar agressor, assim como uma avó evangélica neopentecostal que manda o neto embora, porque eu entendo que aquele mandar embora é também um gesto de amor, de proteção.

A divisão política do país fechou muitos canais de diálogo nos últimos anos. Você acredita que essa empatia pode ser a chave para os brasileiros voltarem a se entender?

Sim, e acho mais: uma grande maioria de nós está disposta a isso nesse momento. Nós, hoje, somos muito diferentes do que éramos no final de 2018, ou 2019. Naquele período, independentemente de sermos conservadores ou progressistas, nós estávamos muito dispostos a impor nossa visão de mundo a outra. Isso nos gerou cansaço, separação e feridas. Nós machucamos outras pessoas, rompemos relações com amigos, com parentes que nos eram muito queridos. Isso foi nos tornando pessoas muito piores e infelizes. Somado a isso, a pandemia foi um belo período de depuração para os sobreviventes. Foi um período de muito sofrimento, perdemos muitas pessoas e seguimos sofrendo. No entanto, aqueles que sobreviveram tiveram a oportunidade muito rara na nossa história contemporânea de olhar para si, de encarar a si. Acho que nesse processo de olhar para si, se viam doentes. Eu me vi doente e sei que esse adoecer veio muito dessa jornada, dessa escalada de ódio.

Durante a pandemia, eu fiz o exercício de telefonar para muita gente e pedir perdão. Isso foi me causando tantas boas sensações que me fez crer que muitos de nós estamos nesse movimento em direção à tolerância. Se não fizermos isso, a gente vai cair na barbárie. Já estivemos muito próximos da barbárie. Isso nos adoeceu, e a gente não quer adoecer. Tenho certeza que o mais radical dos conservadores prefere sorrir a chorar, prefere beijar a bater, prefere abraçar a afastar. Eu tenho certeza. A gente só precisa começar a se entender e entender quais são as nossas motivações, nossos pontos de convergência e não de divergência. Eu era um cara muito raivoso. Jesus Kid, meu outro filme, é um reflexo desse eu raivoso. E tudo bem, a raiva também é catarse, mas eu hoje estou muito mais a fim de gozar do que de bater.

Short teaser Após ser premiado no Festival de Veneza, filme selecionado para representar o Brasil no Oscar chega aos cinemas.
Author João Pedro Soares
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Item 42
Id 59925800
Date 2021-11-24
Title Liga Alemã de Futebol rejeita interromper temporada
Short title Liga Alemã de Futebol rejeita interromper temporada
Teaser

Torcedores em jogo do Union Berlin e Hertha BSC

Organização descartou apelo de clube da segunda divisão para interromper jogos em meio ao aumento dramático de novos casos de covid-19 na Alemanha.A Liga Alemã de Futebol (Deutsche Fußball Liga, conhecida pela sigla DFL) rejeitou nesta quarta-feira (24/11) um apelo para interromper a atual temporada em meio a recordes consecutivos de casos de covid-19 no país. A DFL, responsável pelas duas primeiras divisões do futebol alemão, fez a declaração em resposta a um pedido de Helge Leonhardt, presidente do clube de segunda divisão Erzgebirge Aue, da Saxônia, para que os jogos fossem interrompidos até dezembro. Leonhardt havia afirmado que o futebol precisa servir de exemplo e colocar a segurança das pessoas em primeiro lugar. Ele também afirmou que a medida era necessária para ajudar a diminuir o risco de novas infecções e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde alemão. "A DFL registra os comentários do presidente do Erzgebirge Aue", disse a entidade em comunicado, acrescentando que quaisquer medidas futuras seguirão o conselho das autoridades estaduais de saúde da Alemanha. "A linha aprovada por todos os 36 clubes [nas duas primeiras divisões] desde o início da pandemia sempre foi agir com base em diretrizes das autoridades". "Um lockdown generalizado autoimposto no sentido de uma interrupção da temporada está fora de questão", concluiu a DFL. A Alemanha registrou um novo recorde de 66.884 novas infecções e 335 mortes adicionais por coronavírus nesta quarta-feira, o que elevou o total de óbitos para quase 99.768, segundo dados do Instituto Robert Koch de Doenças Infecciosas (RKI). A Alemanha deve atingir ainda nesta semana o total de 100 mil mortes registradas ao longo da crise sanitária. A incidência de casos por 100 mil habitantes em sete dias no país europeu superou a marca de 400 pela primeira vez desde o início da pandemia, ficando em 404,5 nesta quarta. Há uma semana, a incidência de sete dias era de 319,5, e há um mês, de 106,3. De acordo com dados do RKI, um total de 68,1% da população da Alemanha está totalmente imunizada contra a covid-19. A taxa está praticamente estagnada há semanas. A baixa taxa de vacinação é considerada uma das razões para o avanço da quarta onda da pandemia, e autoridades afirmaram que o país vive uma "pandemia dos não vacinados". Especialistas dizem que, para controlar a pandemia de forma eficaz, é necessário um percentual de imunização superior a 75%. A discussão sobre implementar a vacinação obrigatória contra a covid-19 vem ganhando força e, nesta semana, o ministro da Saúde, Jens Spahn, usou palavras drásticas para tentar motivar a parcela da população que ainda não foi imunizada a tomar a vacina. "Possivelmente, ao fim deste inverno, praticamente todos aqui na Alemanha — isso às vezes é dito, de forma algo cínica — estarão vacinados, curados ou mortos. Mas de fato é assim", disse Spahn. jps (Reuteres, DW, ots)


Short teaser Organização descartou apelo para interromper jogos em meio ao aumento dramático de novos casos de covid-19 na Alemanha.
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Image caption Torcedores em jogo do Union Berlin e Hertha BSC
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Item 43
Id 59924129
Date 2021-11-24
Title Os anos de Freddie Mercury em Munique
Short title Os anos de Freddie Mercury em Munique
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"O Queen conquistou os EUA a partir da Alemanha": trinta anos após a morte do icônico cantor, biógrafo conta em livro como Freddie se sentia em casa na cidade alemã, onde podia expressar livremente sua homossexualidade."Extravagante. Nenhuma outra palavra se destaca tanto em relação a Freddie Mercury", escreve o autor Nicola Bardola no prefácio da biografia Mercury em Munique – seus melhores anos (em tradução livre). Em 24 de novembro de 1991, o extraordinário artista morreu de complicações associadas à aids, apenas um dia após anunciar que havia contraído o HIV. Até então, ele se mantinha em silêncio sobre a doença, apesar de diversos rumores. Mercury, nascido como Farrokh Bulsara em Zanzibar em 1946, era cauteloso em relação a sua vida privada e, na maioria das vezes, se mantinha discreto nas entrevistas. Certa vez, disse que odiava conversar com pessoas que não conhecia. Desconhecido em Munique Essa é uma das razões pelas quais ele se sentia em casa na metrópole bávara, onde viveu entre 1979 e 1985. O germanista e autor Nicola Bardola escreveu uma extensa biografia sobre o período de Mercury em Munique. Logo no início, ele traz uma frase do cantor: "Encontrei um lugar chamado Munique, onde posso caminhar pelas ruas". A banda Queen já havia conquistado o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido com Bohemian rhapsody, em 1975, e não era desconhecida na Alemanha. Mesmo assim, apesar da fama, ele era deixado em paz em Munique. Ali encontrou refúgio e vivenciou um despertar artístico. "Freddie mudou bastante em Munique", disse Bardola em entrevista à DW. "Ele esteve aqui pela primeira vez em 1974. Aquele foi o primeiro show do Queen na Alemanha, e ele reconheceu Munique como uma cidade atraente." Sucesso nos EUA a partir da Alemanha Freddie Mercury foi atraído pela cena musical vibrante da cidade. Ele e seus colegas de banda Brian May, Roger Taylor e John Deacon gostavam, em particular, do Musicland Studios, estúdio fundado no início dos anos 1970 pelo lendário compositor e músico Giorgio Moroder. "A primeira música que eles gravaram em Munique foi Crazy little thing called love", conta Bardola. "Essa canção chegou ao primeiro lugar nas paradas americanas – a primeira música do Queen a conseguir isso. Assim, de algum modo, eles conquistaram os EUA a partir de Munique." No total, quatro álbuns – The game (1980), Hot space (1982), The works (1984) and A kind of magic (1986) – foram produzidos no lendário estúdio onde Led Zeppelin, Rolling Stones, Donna Summer e vários outros também gravaram seus discos. Viver sua homossexualidade livremente Mas não era apenas a cena musical da cidade que fascinava Mercury. "Freddie também apreciava bastante a atitude liberal de Munique em relação à homossexualidade", afirma o biógrafo. Nessa época, ele já estava separado de sua namorada Mary Austin. O artista já havia confidenciado a ela que era gay, mas não tinha ainda declarado publicamente sua homossexualidade. Ele frequentava o Glockenbachviertel, um bairro internacionalmente conhecido entre gays e lésbicas, tanto então como hoje. "Ali, podia-se viver e circular livremente, sem medo de perseguição, como em outras cidades. E havia também vários clubes, bares e discotecas gays que Freddie gostava de frequentar." Em Munique, ele praticou sua sexualidade livremente. Mergulhava de cabeça nas festas e vivia um relacionamento semelhante a um casamento com Winnie Kirchberger, proprietário de imóveis em Munique, com quem explorava a cena gay local. Ele também manteve uma amizade especial com a atriz Barbara Valentin, inicialmente retratada como símbolo sexual e que atuou em vários papéis em filmes do cineasta Rainer Werner Fassbinder. Segundo Bardola, Valentin dominava bem o espírito da época e era a "guia alemã" de Mercury. "Valentin dizia que ele comia como um passarinho. Ela se referia aos bolinhos servidos com carne de porco assado como 'bolas de futebol'", diz o biógrafo. "Por um lado, ele era muito reservado quando se tratava de comer – adorava champagne e caviar – mas, por outro, também fazia musculação em Munique. Ele ficou musculoso e forte, o que exige um joelho de porco com bolinhos, às vezes." Rua Freddie Mercury Em seu livro, Bardola joga luz sobre um período da vida de Mercury que não chegou a ser discutido em detalhe em outras biografias do vocalista. O escritor entrevistou testemunhas da época que, até então, ainda não tinham falado a respeito de Freddie. Por exemplo, Wolfgang Simon, operador de câmera nos vídeos One vision e Living on my own, do Queen. Este último foi parcialmente filmado na festa do 39º aniversário de Freddie, para a qual Simon fora convidado, no clube de drags Old Mrs. Henderson. Segundo Bardola, as testemunhas descrevem a comemoração como "a derradeira festa de rock e sua despedida antecipada de Munique". Durante anos, o vídeo foi proibido por "retratar a promiscuidade". Hoje em dia, parece mais uma evidência daqueles tempos, onde se vê Freddie da maneira como ele possivelmente gostaria de ser visto: cheio de vida, extravagante e incomparável. Em 2020, a cidade de Munique homenageou o ícone do rock ao batizar uma rua com seu nome no "bairro criativo" de Neuhausen. Dessa forma, ele será sempre lembrado em Munique, onde se sentiu em casa durante seis anos.


Short teaser "O Queen conquistou os EUA a partir da Alemanha", diz biógrafo, 30 anos após a morte do icônico vocalista.
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Item 44
Id 59912740
Date 2021-11-23
Title Guedes defende offshore e rejeita acusação de conflito de interesses
Short title Guedes defende offshore e nega conflito de interesses
Teaser

"Existe algum conflito de interesse? A resposta é não e será mil vezes não”, disse o ministro Paulo Guedes na Câmara

Em audiência na Câmara, ministro da Economia do governo Bolsonaro admitiu que criou empresa em paraíso fiscal para driblar impostos nos EUA.O ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, admitiu nesta terça-feira (23/11) ter usado sua empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas para driblar impostos cobrados nos Estados Unidos. Em depoimento nesta terça-feira à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, ele disse que a empresa chamada Dreadnoughts é totalmente legal. Entretanto, a prática de driblar impostos através de offshores faz com que a taxação de tributos seja evitada também no Brasil. Documentos revelados por diversos veículos de imprensa no início de outubro – os Pandora Papers – lançaram luz sobre uso de paraísos fiscais por políticos e empresários para escapar de impostos e ocultar riqueza. O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) que analisou centenas de documentos em parceria com 149 veículos de comunicação, revelou que cerca de 2 mil brasileiros são sócios de empresas abertas em paraísos fiscais. Entre estes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, empresários bolsonaristas investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o financiamento de redes de disseminação de notícias falsas, como Luciano Hang e Otávio Fakhoury, além de Guedes, sua esposa e filha. O ministro, que chefia a pasta à qual está subordinada a Receita Federal, responsável pela arrecadação de tributos e atuações fiscais, admitiu que abriu a Dreadnoughts em 2014. Segundo as reportagens, a offshore tinha patrimônio de 8,5 milhões de dólares (R$ 48 milhões) e segue ativa. Os recursos repassados à empresa, segundo Guedes, seriam destinados a investimentos em ações americanas. Offshore garante herança livre de impostos O envio dos recursos à empresa foi feito entre 2014 e 2015, afirmou o ministro. Ele disse que seguiu a recomendação de conselheiros, como uma forma de evitar impostos nos EUA no caso de sua morte. "Se você tiver uma ação no nome da pessoa física e falecer, 46% é expropriado pelo governo americano”, disse aos deputados, para justificar a abertura da empresa. "Então, se você usar offshore, você pode fazer esse investimento. Se você morrer, em vez de ir para o governo americano, vai para a sucessão.” O ministro confirmou ter se desligado da offshore, mas disse que seus familiares continuam associados à empresa. As leis americanas taxam em quase 50% os recursos de pessoas físicas repassados a herdeiros. Já no Brasil, a cobrança do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) pode ser de até 8%. Ter empresas offshores é permitido pela legislação brasileira, desde que elas sejam declaradas à Receita Federal e, caso o patrimônio delas supere 1 milhão de dólares, também ao Banco Central. Em geral, as empresas são registradas em paraísos fiscais como as Ilhas Virgens Britânicas e o Panamá por escritórios especializados em oferecer esse serviço, e não precisam recolher impostos a esses países nem são alvo de auditoria contábil. As contas dessas empresas, porém, ficam em bancos de nações mais estáveis, como na Suíça. Especialistas acreditam que esses investimentos alimentam a desigualdade no mundo ao redirecionar recursos que poderiam ser usados para outras finalidades. A revelação sobre a offshore de Guedes teve grande repercussão em Brasília. Deputados e senadores de diversos partidos apontaram possível conflito de interesse na manutenção de uma offshore ativa pelo ministro. Conflito de interesses O possível conflito de interesses se dá pelo fato de Guedes ter participado, como ministro, de decisões que afetam as empresas offshore. Segundo o artigo 5º da Lei do Conflito de Interesses, o ocupante de cargo federal está impedido de agir "em benefício de interesse de pessoa jurídica de que participe o agente público, seu cônjuge, companheiro ou parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, e que possa ser por ele beneficiada ou influir em seus atos de gestão". Guedes tomou decisões associadas às offshores no Conselho Monetário Nacional (CMN), que afrouxou a exigência de declaração dos recursos no exterior às autoridades. Ele disse que isso não o afetou porque o patrimônio dele na empresa supera os novos limites estabelecidos. O CMN também ampliou possibilidades de investimentos de offshores, decisão da qual Guedes também participou. O ministro tem um dos três votos no CMN; os outros dois são se um de seus subordinados e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também possui duas empresas offshores citadas nos Pandora Papers. "Mil vezes não" Guedes também admitiu não ter declarado à Comissão de Ética da Presidência da República informações sobre o envolvimento de seus parentes na offshore. Ele afirmou que isso não seria exigido pela chamada Declaração Confidencial de Informações (DCI). Ele chamou de "covardia” e "narrativa política” as acusações de que teria omitido essas informações. Segundo afirmou, a pergunta da DCI seria sobre se "o declarante possui cônjuge ou parente até terceiro grau que atue em área ou matéria afins à competência profissional ou cargo que exerço como ministro. A resposta é não. Não, não e não", afirmou. "Existe algum conflito de interesse? A resposta é não e será mil vezes não.” Ele argumentou que essa informação já consta no registro da empresa, e que declarar á DCI o envolvimento de sua mulher ou sua filha seria uma "obviedade” Comissão de Ética da Presidência relatou que, após analisar a DCI do ministro, fez recomendações para mitigar e evitar conflitos de interesses, mas não especificou quais seriam estas. rc (ots)


Short teaser Ministro da Economia do governo Bolsonaro admitiu que criou empresa em paraíso fiscal para driblar impostos nos EUA.
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Item 45
Id 59911699
Date 2021-11-23
Title Instituto Goethe completa 70 anos
Short title Instituto Goethe completa 70 anos
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Fundada em 1951, instituição de promoção da cultura alemã no exterior refletiu a trajetória e as mudanças no país europeu nos últimos 70 anos. Hoje, o Goethe tem 158 sedes no mundo, cinco delas no Brasil.O Instituto Goethe completa 70 anos. A instituição alemã sem fins lucrativos é o bastião da divulgação da língua e da cultura alemã por meio do intercâmbio internacional e de programas culturais e educacionais – atualmente, o Instituto Goethe possui 158 repartições em 98 países mundo afora. E tudo começou na Alemanha do pós-guerra em 1951, quando o Instituto Goethe foi fundado em Munique – seis anos após seu antecessor ter sido forçado a fechar as portas. A precursora, chamada "Deutsche Akademie" (Academia Alemã, na tradução literal) e fundada em 1925, tinha sido convertida em uma ferramenta do Estado nazista. Foi somente no final da Segunda Guerra que os ocupantes americanos dissolveram o que acreditavam ser o "centro de propaganda e espionagem em toda a Europa" dos nazistas. Mais de meia década depois, o restabelecimento do Instituto Goethe marcava também um novo começo político na Alemanha. Ferramenta de prestígio cultural Num primeiro momento, o Instituto Goethe trazia professores alemães de todo o mundo à Alemanha para treiná-los. Mas o ensino do idioma alemão no exterior rapidamente ganhou destaque. Para tal, foram lançados institutos ao redor do mundo – o primeiro em Atenas, em 1952. Até 1961 já eram 53 institutos no exterior, entre eles a primeira repartição no Brasil, fundada no Rio de Janeiro oficialmente em 18 de maio de 1975 – hoje, além da representação carioca, o Instituto Goethe está presente também em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Salvador. Entre 1958 e 1963, a África passou a ser o foco principal do Instituto Goethe, e uma rede logo se espalhou por todo o continente africano. Personalidades culturais da Alemanha eram enviadas em turnês para as bases do Instituto Goethe ao redor do mundo – por exemplo, o músico de jazz Albert Mangelsdorf encantou partes da Ásia com seu quarteto e deu dois shows no Brasil em 1973, assim como a música eletrônica psicodélica alemã chegou a ser apresentada e ouvida em Cabul. Um dos capítulos mais emocionantes do histórico do Instituto Goethe certamente foi a Guerra Fria. O mundo ocidental estava basicamente dividido em dois blocos políticos armados até os dentes. E no campo da política cultural estrangeira, a Alemanha dividida também lutava por poder e influência, mas não apenas a partir de Munique: a República Democrática Alemã (RDA), a antiga Alemanha Oriental, enviou attachés culturais do Instituto Herder – fundado em Leipzig, também em 1951 – para a corrida cultural e abriu centros culturais e de informação no exterior, que também ofereciam cursos de alemão. Alguns competiram diretamente com o Instituto Goethe. A competição político-cultural entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental prosseguiu até a queda do Muro de Berlim, em 1989. Papa Francisco aprendeu alemão no Goethe O Instituto Goethe gerou debates e controvérsias já na década de 1970. Em Londres, uma exposição do artista Klaus Staeck, financiada pelo Instituto Goethe, causou polêmica: uma colagem mostrava o então presidente da União Social Cristã (CSU), Franz Josef Strauss, afiando resolutamente sua faca acompanhado da seguinte frase: "A Guerra Fria está nos deixando excitados". Políticos ficaram indignados por terem sido insultados com uma obra financiada com dinheiro dos contribuintes. Em 1977, o Instituto Goethe foi alvo de terroristas de esquerda que realizaram ataques às instalações da instituição em Paris e Madri. Em meados da década de 1980, o clérigo argentino Jorge Mario Bergoglio aprendeu alemão no Instituto Goethe de Boppard, uma pequena cidade ao pé do rio Reno, na Renânia-Palatinado. Com a família que o acolheu em sua residência na época, o hoje papa Francisco mantém uma amizade e uma correspondência até os dias atuais. Outro excerto marcante na história do Instituto Goethe ocorreu em 1987. O comediante Rudi Carell – nascido na Holanda, mas que fez carreira na Alemanha – causou um alvoroço diplomático por um esquete na TV sobre o oitavo aniversário da revolução iraniana que mostra, de forma editada, o público nas ruas jogando lingerie para o aiatolá Khomeini. No dia seguinte, o Irã deportou dois diplomatas alemães e cancelou todos os voos para a Alemanha Ocidental. O Instituto Goethe de Teerã teve que ser fechado temporariamente. Expansão para a Europa Oriental Com a queda da Cortina de Ferro, em 1989, o Instituto Goethe começou a se assentar também na Europa Oriental. Os primeiros institutos foram instalados nos países do antigo bloco soviético. Por fim, em 1992, o que outrora parecia inimaginável, o então ministro alemão das Relações Exteriores Klaus Kinkel inaugurou o Instituto Goethe em Moscou. E também no antigo território político da RDA o Instituto Goethe acabou por crescer. Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 também mudaram o trabalho no Instituto Goethe – o diálogo intercultural e o entendimento subiram ao topo da agenda de prioridades. O Instituto Goethe passa a ter como foco o fortalecimento da sociedade civil e a prevenção de conflitos. "No trabalho cultural, nosso maior desafio é o que é chamado em inglês de 'shrinking spaces' (encolhimento de espaços, na tradução livre), ou seja, o aumento de tendências iliberais, regimes autoritários que estão cada vez mais tentando encontrar formas de limitar os espaços para as atividades artísticas e controlam as atividades intelectuais", disse a atual presidente do Instituto Goethe, Carola Lentz. Para o Instituto Goethe isso significa descobrir onde o trabalho ainda pode ser feito e onde não – como é o caso atualmente em Belarus. Segundo Lentz, continua a ser importante "desenvolver formatos que, apesar de tudo, permitam trocas e encontros". Lentz é etnólogo e especialista em África – cientista por convicção. Há exatamente um ano, ela está à frente do Instituto Goethe, que, segundo ela, leva ao mundo "uma imagem muito diversa, diferenciada e multifacetada da Alemanha, caracterizada pelo retraimento e pela escuta". "Não somos os sabichões globais do mundo", enfatizou. Em vez disso, trata-se de desenvolver respostas conjuntas a questões globais junto com parceiros. "Com os diversos e extremamente emocionantes projetos literários, musicais, pictóricos e artísticos, que naturalmente também gostamos de mostrar, buscamos entrar em contato com pessoas de outras sociedades", disse Lentz.


Short teaser Instituição cultural alemã está ativa em 98 países e tem 158 sedes espalhadas pelo mundo, cinco delas no Brasil.
Author Stefan Dege
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Item 46
Id 59906243
Date 2021-11-23
Title Dias de incertezas tumultuam o Bayern de Munique
Short title Dias de incertezas tumultuam o Bayern de Munique
Teaser Jogadores que não tomaram vacina contra covid-19 criam problemas para o clube e também para a seleção alemã: atletas não vacinados colocam em risco seus colegas, e doença pode afetar rendimento deles no longo prazo.

Era para ser uma viagem normal. A rigor, a viagem rumo a Kiev para encarar o Dynamo nesta terça-feira (23/11) serve apenas para cumprir tabela, pois o Bayern de Munique já se classificou antecipadamente para as oitavas de final da Champions League.

O confronto não tem maior importância esportiva. Só para se ter uma ideia da desimportância do jogo basta dizer que o time de Julian Nagelsmann já marcou 17 gols e seu adversário, nenhum. Além disso, os bávaros obtiveram quatro vitórias, e os ucranianos, um mero empate nesta fase de grupos do torneio. Numa situação normal seria um voo de ida e volta com céu de brigadeiro.

Acontece que o Bayern está longe de passar por um céu de brigadeiro. Muito pelo contrário, dias turbulentos assombram o ambiente interno com inevitáveis reflexos sobre o elenco.

Tudo começou há um mês, quando Joshua Kimmich confirmou ao canal de TV Sky que ainda não havia se vacinado contra a covid-19 porque alimentava sérias dúvidas sobre os efeitos colaterais da vacina no longo prazo. Ao mesmo tempo declarava que possivelmente logo tomaria a vacina. Passados 30 dias não se tem notícia de que o jogador finalmente tenha feito a opção pela vacinação.

A partir daí os acontecimentos tomaram rapidamente o seu próprio rumo. Niklas Süle, colega de Kimmich no Bayern, testou positivo para o vírus e imediatamente foi cortado da seleção alemã assim como mais três jogadores do clube de Munique que viajaram com ele para Wolfsburg, local de concentração da Mannschaft. São eles Kimmich, Gnabry e Musiala.

O debate que se seguiu sobre jogadores não vacinados do Bayern tomou conta das manchetes e das páginas esportivas dos jornais na Alemanha. Fontes internas do clube revelaram ao jornal Bild am Sonntag que o Bayern tomou medidas drásticas em relação aos cinco jogadores que ainda não se vacinaram contra a covid-19 e tiveram contato com pessoas infectadas. Trata-se de Kimmich, Gnabry, Musiala, Choupo-Moting e Cuisance, que sofrerão perdas salariais pelos dias não trabalhados durante o período da sua quarentena.

A reunião da diretoria do Bayern com os jogadores envolvidos foi realizada nas dependências do clube, e consta que os cartolas tentaram convencê-los da necessidade da vacinação com uma palestra ilustrativa pela equipe do departamento médico, sem sucesso.

Além disso, de acordo com o canal de TV local da Baviera BR24, os profissionais em pauta se mostraram surpresos com o corte nos salários, e alguns estariam cogitando contestar essa medida na Justiça. Dificilmente terão sucesso nessa eventual empreitada porque uma lei municipal de Munique, em vigor desde 1º de novembro, permite ao empregador corte proporcional no salário pelos dias não trabalhados da pessoa não vacinada caso haja necessidade de ela ficar em quarentena.

É interessante notar que Joshua Kimmich, um protagonista-chave para a equipe, mal saído de uma quarentena no dia 17 de novembro, foi testado positivo no dia seguinte e, consequentemente, em vez de jogar pelo seu time contra o Augsburg, teve que se recolher a mais uma quarentena caseira justamente no dia do jogo, 19 de novembro.

Os efeitos esportivos sobre o elenco foram devastadores. Quem viu a partida contra o Augsburg, time que ocupa o 15º lugar na tabela de classificação do campeonato, pôde comprovar a insegurança, o nervosismo e a absoluta falta de concentração de profissionais experientes, como Thomas Müller.

O resultado não poderia ser outro a não ser uma derrota, a terceira na história dos confrontos entre os dois clubes.

Um estudo feito pela Universidade de Düsseldorf aponta que uma infecção por covid-19, mesmo tendo sido superada, pode causar graves consequências já no médio prazo. O médico James Reade, um dos autores do estudo, detectou que a capacidade física e o desempenho de atletas recuperados da doença se reduziram em torno de 6%.

"O profissional do esporte se recupera lentamente, mas não consegue chegar aos mesmos índices de desempenho anteriores à doença", afirmou.

Diante de dados apresentados por cientistas do mundo inteiro fica muito difícil entender o negacionismo obstinado dos jogadores em questão, porque, além de colocarem em risco a própria saúde, podem representar também uma ameaça sanitária para seus colegas de trabalho.

É justo, isso?

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Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibida a Bundesliga no Brasil. Atuou nos canais ESPN como especialista em futebol alemão de 2002 a 2020, quando passou a comentar os jogos da Bundesliga para a OneFootball de Berlim. Semanalmente, às quintas, produz o Podcast "Bundesliga no Ar". A coluna Halbzeit é publicada às terças-feiras.

O texto reflete a opinião do autor, não necessariamente a da DW.

Short teaser Atletas não vacinados colocam em risco seus colegas, e doença pode afetar rendimento deles no longo prazo.
Author Gerd Wenzel
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Item 47
Id 59904319
Date 2021-11-22
Title Bayern de Munique pune jogadores não vacinados
Short title Bayern de Munique pune jogadores não vacinados
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Joshua Kimmich se viu no centro de um escândalo ao afirmar que não havia se vacinado contra a covid-19

Em quarentena obrigatória e desfalcando equipe na Liga dos Campeões, Joshua Kimmich, Serge Gnabry e outros têm salário cortado. Quarta onda da covid-19 na Alemanha provoca cancelamentos de jogos e proibições de público.O Bayern de Munique resolveu punir cinco jogadores que ainda não tomaram a vacina contra a covid-19 e tiveram de entrar em quarentena obrigatória por terem estado em contato com pessoas infectadas pelo coronavírus. Os atletas Joshua Kimmich, Serge Gnabry, Jamal Musiala, Eric Maxim Choupo-Moting e Michael Cuisance viraram desfalques para a equipe às vésperas de uma partida pela Liga dos Campeões da Europa. Todos eles não estão vacinados contra a covid-19 e não deverão receber salário durante o período de quarentena, que é obrigatória no estado alemão da Baviera para toda pessoa que teve contato com um infectado pelo novo coronoavírus. Tanto a quarentena obrigatória como o corte de salário de funcionários que faltarem ao trabalho por causa de uma infecção com covid-19 estão previstos pela legislação da Baviera. O clube afirmou ainda que a permanência deles no grupo poderia colocar em risco a saúde dos demais jogadores. Além dos cinco atletas, os defensores Niklas Süle e Josip Stanisic contraíram o coronavírus. Ambos, porém, estão vacinados. O próprio técnico do Bayern, Julian Nagelsmann, já perdeu quatro jogos da equipe após contrair o coronavírus, mesmo estando imunizado. O caso Kimmich Em outubro, Kimmich, uma das grandes estrelas do Bayern, se viu no centro de um escândalo após revelar em entrevista que não tinha se vacinado. Ele disse que se preocupava com a falta de um estudo sobre os "efeitos de longo prazo" dos imunizantes e que ainda estava considerando o caso. Após a repercussão negativa de sua fala, Kimmich negou ser contra a vacinação. "Acho lamentável nesse debate que seja apenas sobre se você é vacinado ou não é vacinado, e caso não seja, é automaticamente um negacionista da covid ou opositor da vacina." "Mas, há outros, em suas casas, que, acho eu, estão simplesmente pensando a respeito, qualquer que seja o motivo. Acho que eles devem ser respeitados, especialmente se obedecem as diretrizes." Ele acrescentou que é testado regularmente, e que os testes são pagos pelo Bayern. No final de semana, sem Kimmich em campo, o Bayern de Munique perdeu por 2 a 1 para o modesto FC Augsburg, e tem ameaçada sua liderança na tabela do campeonato alemão. Há temores que de que os não vacinados do Bayern tenham também de ficar de fora de uma partida importante contra o Borussia Dortmund, no dia 4 de dezembro. A equipe bávara está apenas um ponto à frente do Dortmund, seu maior concorrente na Bundesliga, que tem toda a sua equipe vacinada ou recuperada da doença. O Dortmund divulgou o status de vacinação de seus jogadores, após o atleta Thorgan Hazard apresentar resultado positivo em um teste. Nenhum dos outros membros da equipe foi afetado. O Wolfsburg informou que o goleiro e capitão da equipe, Koen Casteels, também vacinado, contraiu o coronavírus e ficará fora do jogo contra o Sevilha pela Liga dos Campeões. Todos os demais jogadores testaram negativo para a doença. Limite ou ausência de público No caso do Bayern, além de perder jogadores para as próximas partidas, o clube também terá menos torcedores em seu estádio. As autoridades da Baviera reduziram a lotação no Allianz Arena para 25% de sua capacidade para todos os eventos esportivos, para tentar evitar transmissões de coronavírus durante os jogos. As equipes RB Leipzig, da 1ª Divisão, e Dynamo Dresden e Erzgebirge Aue, da 2ª, jogarão suas partidas em casa com os estádios vazios. O campeonato mundial de saltos em esqui, entre 9 e 12 de dezembro na cidade de Klingenthal, também ocorrerá sem a presença de público. rc/as (DPA, AP)


Short teaser Em quarentena obrigatória e desfalcando equipe na Liga dos Campeões, atletas têm salário cortado.
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Image caption Joshua Kimmich se viu no centro de um escândalo ao afirmar que não havia se vacinado contra a covid-19
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Item 48
Id 59851367
Date 2021-11-17
Title UE propõe vetar importações de alimentos de áreas desmatadas
Short title UE propõe vetar importações de alimentos de áreas desmatadas
Teaser

Proposta prevê que alimentos como carne bovina passem por rigoroso sistema para comprovar que não são frutos de desmatamento

Comissão Europeia prevê exigir que empresas que exportem produtos como soja e carne bovina comprovem que suas cadeias não usam áreas desmatadas. Greenpeace avalia que proposta deve isolar ainda mais o Brasil.A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira (17/10) uma proposta para proibir a importação de madeira e de alimentos que tenham origem em áreas desmatadas. A lista de produtos listadas na iniciativa inclui algumas das commodities mais exportadas pelo Brasil, como soja e carne. O plano, que a Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, deseja tornar uma regra vinculante para todas as nações do bloco prevê que empresas que exportem para UE demonstrem que produtos como soja, carne bovina, óleo de palma, cacau, café e madeira mostrem que suas cadeias de produção são "livres de desmatamento". O comissário europeu para o Meio Ambiente, Virginijus Sinkevicius, disse que o plano pretende não simplesmente combater "o desmatamento ilegal, mas também a remoção de vegetação para ampliar terras agrícolas". O plano prevê ainda que a medida seja estendida a derivados, como produtos à base de couro ou móveis de madeira. A Comissão Europeia ainda não informou quando o pacote pode ser adotado e entrar em vigor. A proposta ocorre em meio à pressão de grupos ambientalistas e num momento delicado para o Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que está paralisado desde 2019, quando vários países europeus começaram a denunciar o avanço do desmatamento no Brasil para criticar o tratado. Países europeus como França, Holanda e Áustria também têm mencionado políticas antiambientais do presidente brasileiro Jair Bolsonaro para barrar a ratificação do acordo. WWF: proposta não vai longe o suficiente A UE é o terceiro maior mercado consumidor de alimentos do mundo, atrás apenas dos EUA e China. De acordo com um levantamento da ONG WWF, o consumo de produtos como carne, óleo de palma e soja pela União Europeia é responsável por 17% do desmatamento em áreas tropicais do planeta. Por este motivo, a WWF e outras ONGs elogiaram o plano da UE como um primeiro passo, mas afirmam que não vai longe o suficiente. Para a WWF, este é um "bom início", mas a ONG apontou que, em 2018, quase 25% das importações de soja para UE tiveram como origem da região do Cerrado, um bioma gravemente ameaçado. Greenpeace espera pressão sobre Bolsonaro O Greenpeace mencionou "uma luz de esperança" para a proteção ambiental, mas criticou o fato de o plano não abordar o desmatamento para a produção de borracha e milho, ou para a criação de porcos e aves. Ainda segundo o Greenpeace, a proposta europeia e compromissos bilaterais recentemente assinados na COP26 pela China e EUA para combater o desmatamento "deve aumentar o isolamento e pressionar o governo Bolsonaro em suas políticas ambientais". "Infelizmente, com o atual governo e parte do Congresso Nacional o que hoje é ilegal amanhã pode passar a ser legalizado", disse o porta voz do braço brasileiro do Greenpeace, Romulo Batista, A proposta europeia foi anunciada poucos dias depois de um acordo firmado na COP26 em que vários países, inclusive o Brasil, se comprometeram acabar com o desmatamento ilegal até 2030. jps/lf (AFP, ots)


Short teaser Comissão Europeia quer exigir que empresas comprovem que suas cadeias não usam áreas desmatadas
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Image caption Proposta prevê que alimentos como carne bovina passem por rigoroso sistema para comprovar que não são frutos de desmatamento
Image source DW/L. Ortega Fernández
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Item 49
Id 59845065
Date 2021-11-17
Title Símbolo de amor conturbado de Frida Kahlo leiloado com valor recorde
Short title Símbolo de amor de Frida Kahlo leiloado com valor recorde
Teaser Retrato da relação entre a artista mexicana e Diego Rivera, quadro "Diego y yo" é vendido por 34,9 milhões de dólares – valor mais alto já arrecadado por uma obra latino-americana.

Seus autorretratos são lendários. Frida Kahlo olha profundamente nos olhos de quem a vê, seu cabelo geralmente está preso em coques com flores, ela usa trajes mexicanos bordados à mão em cores brilhantes e acessórios atraentes. Destacam-se as sobrancelhas que se unem no centro da testa e um toque de bigode – ambos atributos que contradizem ideais convencionais de beleza. Mas a pintora mexicana, que viveu entre 1907 e 1954, nunca ligou para convenções.

Frida Kahlo nasceu filha de um imigrante alemão e de uma mexicana de origem indígena e espanhola, adoeceu com poliomielite aos 6 anos e ficou tão gravemente ferida em um acidente de ônibus aos 18 que teve que usar um espartilho de aço por toda a vida.

Presa à cama após o acidente, Frida começou a pintar como passatempo – o início de uma carreira sem precedentes que a tornou a artista mais famosa do México. Seu carisma e sua vida agitada também a tornaram uma figura cultuada. Seu compromisso com a igualdade de gênero e a valorização da cultura indígena são considerados sem paralelos.

Agora, um dos últimos autorretratos de Frida foi a leilão – e arrecadou um valor recorde. Símbolo de um grande e conturbado amor, a obra "Diego y yo" (Diego e eu) traz o rosto do artista Diego Rivera, parceiro de vida de Frida, como um terceiro olho na testa da pintora, que chora.

Nesta terça-feira (16/11), a pintura a óleo medindo 29,8 por 22,4 centímetros foi vendida na Sotheby's em Nova York por 34,9 milhões de dólares. Foi o valor mais alto já arrecadado em um leilão por um quadro latino-americano. O recorde anterior era justamente de Diego Rivera, uma pintura leiloada em 2018 por 8,6 milhões de euros.

Uma história de amor conturbada

"Diego y yo" diz muito sobre a relação com esse homem que ela absolutamente amava – mas que foi também marcada por muito sofrimento: "Sofri dois acidentes graves na minha vida. Um em que um ônibus me arremessou no chão, o outro acidente foi Diego."

A famosa frase de Frida é um indicativo da história de amor incomum que conectou o famoso pintor, 21 anos mais velho que ela, à mulher que, como uma artista ainda desconhecida, apresentou a ele algumas de suas primeiras obras em 1928.

Para Frida, foi amor à primeira vista e, embora os dois se traíssem repetidamente com outros parceiros – o caso de Diego com a irmã dela, Cristina, foi o mais difícil para a artista –, eles nunca se separaram. Após a morte de Frida em 1954, aos 47 anos, Diego confessou: "Percebi que a parte mais maravilhosa da minha vida tinha sido meu amor por Frida." Ele morreu três anos depois.

"Diego y yo", finalizado em 1949, é um dos últimos autorretratos da mexicana. Seu cabelo está enrolado em volta do pescoço como grilhões, enquanto lágrimas escorrem por seu rosto. A pintura foi feita durante o caso de Diego com uma amiga íntima dela, a atriz María Félix. O sofrimento da mulher traída se reflete em cada pincelada.

Obras de Frida só se valorizam

Em 1990, a obra já havia sido vendida – também na Sotheby's – por modestos 1,4 milhão de dólares. Parece relativamente pouco, mas à época foi a primeira obra de um artista latino-americano a arrecadar mais de 1 milhão de dólares em leilão.

Desde então, os preços das pinturas de Frida Kahlo aumentaram continuamente. A obra "El tiempo vuela" (O tempo voa), de 1929, foi vendida por 4,6 milhões de dólares em 2000, e "Dos desnudos en el bosque" (Dois nus na floresta) atingiu 8 milhões de dólares em 2016.

Antes do leilão, "Diego y yo" fazia parte de uma coleção milionária de arte que precisou ser desfeita justamente por conta de um divórcio. O magnata do mercado imobiliário Harry Macklowe e sua esposa Linda Macklowe se separaram em 2016 após 57 anos de casamento e, em meio a uma disputa legal por seus bens, tiveram que vender valiosas pinturas de seu enorme acervo de arte moderna, incluindo, além de Frida Kahlo, também Andy Warhol, Mark Rothko e Jackson Pollock.

Segundo o jornal americano New York Times, o comprador de "Diego y yo" teria sido o empresário Eduardo Costantini, fundador e presidente do Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires – a possibilidade de o icônico autorretrato ir parar nas paredes de um museu e não na casa de um colecionador de arte deve agradar os fãs de Frida Kahlo.

Short teaser Retrato da relação entre a artista e Diego Rivera, quadro "Diego y yo" é vendido por US$ 34,9 milhões.
Author Suzanne Cords
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Item 50
Id 59835624
Date 2021-11-16
Title Autoridades alemãs suspendem autorização do controverso gasoduto Nord Stream 2
Short title Autorização do controverso gasoduto Nord Stream 2 é suspensa
Teaser Duto ligando Rússia e Alemanha foi concluído, mas agência reguladora bloqueia processo de certificação devido a formalidades jurídicas. Medida é mais um revés para o megaprojeto, alvo de disputa geopolítica.

O regulador do setor de energia da Alemanha disse nesta terça-feira (16/11) que está interrompendo temporariamente o processo de aprovação do polêmico gasoduto Nord Stream 2 da Rússia, dizendo que a empresa operacional precisa primeiro cumprir a lei alemã.

A subsidiária definida para operar a parte alemã do Nord Stream 2 não atende às condições para ser uma "operadora de transmissão independente", afirma a Agência Federal de Redes de Energia (Bundesnetzagentur).

A medida é o mais recente revés para o projeto orçado em 10 bilhões de euros (R$ 62 bilhões), afetado por uma série de atrasos e que se tornou uma batata quente geopolítica.

O gasoduto sob o Mar Báltico se destina a dobrar o fornecimento de gás russo para a Alemanha. A principal economia da UE argumenta que o projeto é necessário para ajudar na transição energética deixando para trás combustíveis fósseis e energia nuclear e rumo a fontes sustentáveis.

Dependência para a Rússia

Mas os críticos dizem que o gasoduto recentemente concluído aumentará a dependência energética da Europa em relação à Rússia. Além disso, o gasoduto também contorna a infraestrutura de gás da Ucrânia, privando o país das tarifas de trânsito fundamentais para sua economia.

A disputa surge no momento em que a Europa, que recebe da Rússia um terço de seu suprimento de gás, luta contra a alta dos preços de energia no momento em que o continente mais necessita do combustível, ao entrar no inverno, época mais fria do ano.

O regulador do setor de energia da Alemanha disse em comunicado que "só seria possível certificar um operador do gasoduto Nord Stream 2 se esse operador for organizado em uma forma legal sob a lei alemã".

O procedimento de certificação, acrescenta o órgão, "permanecerá suspenso até que os principais ativos e recursos humanos" tenham sido transferidos da matriz do Nord Stream 2 para sua subsidiária alemã, que será proprietária e operadora da parte alemã do oleoduto.

Críticos acusaram Moscou de limitar intencionalmente o fornecimento de gás à Europa e elevar os preços, em um esforço para acelerar o lançamento do Nord Stream 2, uma acusação que a Rússia nega.

A gigante do gás russa Gazprom disse na semana passada que começou a implementar um plano para reabastecer os estoques europeus de gás.

O regulador do setor energético da Alemanha tem quatro meses, até janeiro de 2022, para dar luz verde ao Nord Stream 2. Depois disso, a Comissão Europeia ainda precisa de dar a seu aval.

Obra iniciada há 10 anos

O Nord Stream 2 começou a ser construído em 2011. No início de 2020, antes da pandemia de covid-19, a previsão era que o projeto fosse concluído até o início de 2021. O projeto foi iniciado ainda quando a Rússia ainda era membro do G8 (agora novamente G7) e antes da anexação da Crimeia e do conflito na Ucrânia.

Berlim é uma das principais promotoras e financiadoras da iniciativa, que prevê dobrar a capacidade de importação de gás russo pela nação europeia sem a necessidade de que o combustível passe por nações que mantêm relações tensas com Moscou, como a Ucrânia e a Polônia.

O projeto é na verdade uma ampliação da capacidade do sistema Nord Stream 1, que funciona desde 2011, e que liga a cidade russa de Ust-Luga a Greifswald, no leste alemão.

O Nord Stream 2, com 1.200 quilômetros de extensão, se tornou ainda mais estratégico para a Alemanha após Berlim estabelecer um abandono gradual da energia nuclear no país e estabelecer metas para a redução de emissões de CO2 e consumo de carvão. O gás natural produz 50% menos dióxido de carbono do que o carvão.

md/lf (AFP, AP, Reuters)

Short teaser Duto entre Rússia e Alemanha foi concluído, mas agência reguladora bloqueia certificação por formalidades jurídicas.
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Item 51
Id 59805661
Date 2021-11-12
Title DW leiloa NFT em prol da liberdade de imprensa
Short title DW leiloa NFT em prol da liberdade de imprensa
Teaser

PressFreedomX30 é o primeiro NFT da DW a ser leiloado

Para explorar a instigante tecnologia financeira e apoiar jornalistas mundo afora, a DW vai leiloar o NFT de um vídeo e repassar o valor arrecadado à Repórteres Sem Fronteiras.A liberdade de imprensa está ameaçada em muitas partes do mundo. Em meio a esse cenário, justamente dois jornalistas investigativos – Maria Ressa, das Filipinas, e Dmitri Muratov, da Rússia – foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz deste ano. O comitê organizador elogiou o compromisso de ambos com a liberdade de expressão, apontando se tratar de um pré-requisito para a democracia e a paz duradoura. Atualmente, em todo o mundo, 339 jornalistas e cerca de 100 blogueiros, jornalistas comunitários e trabalhadores do setor midiático estão presos, segundo informações da Repórteres Sem Fronteiras. O número representa um forte aumento em relação ao ano passado, quando um recorde já havia sido registrado. Além disso, mais de 30 jornalistas foram mortos somente este ano. A fim de mostrar respeito pelos colegas do mundo inteiro, a DW produziu um vídeo com a expressão "liberdade de imprensa" pronunciada em 30 idiomas em que a empresa difunde conteúdos. O vídeo vai a leilão, e os lucros serão destinados à Repórteres Sem Fronteiras. A ação da DW também foi desencadeada pelo desejo de aprender mais sobre um fenômeno que é instigante e promissor, mas também ainda um tanto peculiar: o vídeo a ser leiloado é vinculado à tecnologia NFT. NFT significa non-fungible token (token não fungível, em tradução livre para o português) e é uma espécie de certificado digital de autenticidade. A tecnologia confirma que certos dados digitais, normalmente passíveis de serem copiados, são um trabalho original, distinguindo-o de cópias. A base para isso é a tecnologia blockchain (cadeia de bloqueio), na qual também se baseiam moedas criptográficas como o bitcoin. Milhões por pixels NFTs chamaram atenção recentemente após alguns itens digitais originais serem vendidos por altas quantias. Em março deste ano, uma colagem digital de imagens do artista americano Beeple foi leiloada por 69 milhões de dólares. Até então pouco conhecido, Beeple chegou ao terceiro lugar entre os artistas vivos mais caros, atrás apenas de Jeff Koons e David Hockney. Essa foi também a primeira vez que uma renomada casa de leilões, a Christie's, permitiu um leilão de NFT. A maioria dos NFTs, porém, é leiloada em plataformas especializadas na internet, o que também envolve grandes quantias de dinheiro. Já foram leiloados desde um autorretrato do whistleblower Edward Snowden até videoclipes de eventos esportivos e memes com vídeos de gatos. O NFT de uma página do jornal The New York Times com um texto sobre o novo fenômeno de arte digital atingiu valor recorde. PressFreedomX30 Nos próximos artigos sobre o tema, vamos expliar como funciona a tecnologia dos NFTs e que experiências tivemos com ela. Ao mesmo tempo, vamos tentar descobrir por que algumas pessoas depositam grande esperança nos NFTs, enquanto outras consideram que a tecnologia é um sistema fraudulento e inimiga do clima. O NFT da Deutsche Welle chama-se PressFreedomX30 e é uma oportunidade para aprendermos mais sobre essa tecnologia instigante – talvez comparável à primeira venda no Ebay, em 1995, ou a um test-drive com o primeiro Tesla em 2008. Quem quiser participar precisa de uma carteira digital que aceite a criptomoeda ether. Para ter acesso ao leilão, basta acessar este link: https://foundation.app/@DW.com O início do leilão está marcado para a próxima terça-feira (16/11), às 17h no horário da Europa Central, 13h no horário de Brasília. A partir do primeiro lance, o leilão irá se estender por 24 horas. A arrecadação (menos a comissão da plataforma de leilão) será destinada para a Repórteres sem Fronteiras. A organização não governamental documenta violações da liberdade de imprensa em todo o mundo e apoia jornalistas perseguidos.


Short teaser Para explorar a tecnologia e apoiar jornalistas, a DW vai leiloar um NFT em benefício da Repórteres Sem Fronteiras.
Author Andreas Becker, Nicolas Martin
Item URL https://www.dw.com/pt-br/dw-leiloa-nft-em-prol-da-liberdade-de-imprensa/a-59805661?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
Image URL (940 x 411) https://static.dw.com/image/59776627_354.jpg
Image caption PressFreedomX30 é o primeiro NFT da DW a ser leiloado
Image source Marc Löricke/DW
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Item 52
Id 59798431
Date 2021-11-11
Title Gilberto Gil é o mais novo "imortal" da ABL
Short title Gilberto Gil é o mais novo "imortal" da ABL
Teaser

Gil nasceu em Salvador em 1942 e é um dos músicos mais conhecidos do Brasil

Cantor de 79 anos cuja carreira se confunde com a história da música brasileira foi eleito para a cadeira de número 20 da Academia Brasileira de Letras. Ele é o segundo negro na atual composição da ABL.O cantor e compositor Gilberto Gil, de 79 anos, é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele vai passar a ocupar a cadeira 20, que pertencia ao jornalista Murilo Melo Filho. Gil foi eleito nesta quinta-feira (11/11) num evento no palacete Petit Trianon, no Rio de Janeiro, uma semana após a atriz Fernanda Montenegro, de 92 anos, ter sido eleita, sem concorrentes, para a cadeira 17. Os ingressos de Montenegro e Gil vêm sendo encarados como uma mudança de rumo na ABL e uma abertura para outros ramos da cultura além da literatura. "Muito feliz em ser eleito para a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras. Obrigado a todos pela torcida e obrigado aos agora colegas de Academia pela escolha", escreveu o músico após a eleição. "Gilberto Gil traduz o diálogo entre a cultura erudita e a cultura popular. Poeta de um Brasil profundo e cosmopolita. Atento a todos os apelos e demandas de nosso povo. Nós o recebemos com afeto e alegria", declarou o presidente da ABL, Marco Lucchesi. Gil deve assumir oficialmente a cadeira em março de 2022, quando a ABL voltar do recesso de fim de ano. Ministro da Cultura entre 2003 a 2008, Gil é um dos principais expoentes da Tropicália e sua carreira se confunde com a música brasileira desde os anos 1960. Além de Gil, concorreram também para a cadeira 20 o poeta Salgado Maranhão e o escritor Ricardo Daun, mas o músico venceu com 21 votos. Os imortais Seguindo o modelo da Academia Francesa, a ABL é constituída por 40 membros efetivos e vitalícios, apelidados de "imortais". Além desse quadro composto por brasileiros, existem 20 membros correspondentes estrangeiros. Quando um membro da ABL morre, a cadeira é declarada vaga numa sessão denominada "Saudade". Os interessados em ocupar a vaga têm dois meses para se candidatar. A cadeira 20 tem como patrono o romancista e jornalista Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), autor do clássico A Moreninha, e já pertenceu a um dos fundadores da ABL, Salvador de Mendonça (1841-1913). Também já ocuparam essa cadeira o poeta Emílio de Meneses, o jornalista Humberto de Campos, o escritor Múcio Leão e o general Aurélio de Lyra Tavares – este último um dos integrantes da junta governativa provisória de 1969, durante a ditadura militar. O ingresso de Gil e Montenegro nos últimos dias devem diminuir um pouco a falta de diversidade da casa. Com Gil, haverá dois negros entre a atual composição dos "imortais". O outro é o pesquisador Domício Proença Filho. Já a atriz Montenegro se tornou a nona mulher a ocupar uma cadeira da ABL em 124 anos. jps/ek (ots)


Short teaser Cantor de 79 anos foi eleito para a cadeira de número 20 da Academia Brasileira de Letras.
Item URL https://www.dw.com/pt-br/gilberto-gil-é-o-mais-novo-imortal-da-abl/a-59798431?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste
Image URL (940 x 411) https://static.dw.com/image/16120005_354.jpg
Image caption Gil nasceu em Salvador em 1942 e é um dos músicos mais conhecidos do Brasil
Image source FAO/Giulio Napolitano
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