| Item 1 | |||
| Id | 79810808 | ||
| Date | 2026-10-30 | ||
| Title | US$ 6,3 bilhões: como aconteceu o maior roubo de criptomoedas da história | ||
| Short title | US$ 6,3 bi: como aconteceu o maior roubo de criptomoedas da história | ||
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Ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, pode ter sido obra de grupo de elite da Coreia do Norte. Serviço Secreto e FBI investigam o caso.Hackers roubaram cerca de 6,3 bilhões de dólares (R$ 34,1 bilhões) da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, confirmou a empresa nesta sexta-feira (30/10). Saques foram temporariamente suspensos após o que se acredita ter sido o maior roubo já registrado contra uma corretora de criptomoedas. Os ativos roubados incluem Bitcoin, Ethereum e stablecoins como Tether (USDT) e USD Coin (USDC), cujos valores são atrelados a moedas tradicionais. O caso mobilizou o FBI, equivalente à Polícia Federal nos Estados Unidos, e o Serviço Secreto. A Binance, plataforma para compra, venda e negociação de ativos digitais, tinha 335 milhões de usuários registrados em todo o mundo e mantinha cerca de 162,8 bilhões de dólares em ativos sob custódia, segundo seu relatório anual de 2025. Veja o que se sabe até agora. Como o roubo de criptomoedas aconteceu A Binance informou que, até o momento, não há evidências de que as chaves privadas das carteiras tenham sido comprometidas. Em vez disso, os investigadores estão examinando se a infraestrutura utilizada para autorizar transações foi manipulada pelos invasores. Richard Teng, co-CEO da Binance, descreveu a invasão como um "ataque complexo", que não foi realizado por uma única pessoa e envolveu tanto um laptop comprometido quanto um software malicioso projetado para apagar rastros e evidências de sua atividade à medida que avançava, "tornando mais difícil rastrear e investigar" o caso. Segundo Teng, os hackers conseguiram manipular um sistema usado para aprovar transações e mover fundos de uma carteira da Binance conectada à internet e controlada pela empresa, de uma forma que não passou pelos controles normais de autorização. Isso permitiu que os recursos fossem transferidos sem seguir os procedimentos de segurança que normalmente seriam exigidos para aprovar e validar esse tipo de movimentação financeira. Registros da blockchain mostram que a maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, começando pouco depois das 17h de quinta-feira (horário de Brasília). Quem está por trás do roubo da Binance? A corretora ainda não apontou um responsável pelo crime, mas diversas empresas americanas de análise de blockchain mencionaram semelhanças com operações anteriores atribuídas a hackers da Coreia do Norte. A TRM citou um ataque no ano passado à corretora Bybit, quando 1,5 bilhão de dólares foram roubados. O FBI atribuiu a ação ao TraderTraitor, uma unidade hacker de elite da Coreia do Norte. Já a Chainalysis informou que os fundos roubados da Binance estavam sendo misturados aos recursos de outro ataque atribuído à Coreia do Norte contra a Bitget em setembro. A Coreia do Norte, que até agora não se pronunciou sobre o episódio, costuma negar envolvimento em ataques cibernéticos e roubos de criptomoedas. O governo norte-coreano tem sido repetidamente acusado por autoridades americanas e sul-coreanas de usar hackers em atos de espionagem e crimes financeiros. Especialistas afirmam que os roubos de criptomoedas são uma fonte importante de recursos para manter a frágil economia norte-coreana e seu programa nuclear de pé diante das severas sanções da ONU. A inteligência sul-coreana afirma que Pyongyang obteve 1,1 bilhão de dólares de 2018 a 2022 só com o roubo de ativos virtuais. O dinheiro está perdido? Depois de movimentar os fundos, os invasores correram para transferi-los para fora do alcance dos parceiros da Binance e dos emissores de stablecoins. Cerca de metade dos 6,3 bilhões de dólares roubados consistia em stablecoins que já foram congeladas por emissores como , Circle, Ripple e World Liberty Financial, projeto de criptomoedas ligado à família Trump. Uma característica incomum de algumas criptomoedas, incluindo stablecoins importantes como USDT, da Tether, e USDC, da Circle, é que seus emissores podem congelar esses ativos remotamente. Isso não significa que as moedas serão devolvidas à Binance, mas reduz significativamente a capacidade dos invasores de convertê-las em dinheiro. A TRM informou que parte dos recursos já havia sido usada como garantia para empréstimos de Ethereum e estimou que aproximadamente 2,4 bilhões de dólares em Bitcoin e Ethereum estão fora de alcance. "Nenhuma empresa emite Bitcoin ou Ethereum, e nenhuma empresa pode congelar essas moedas", explicou Patrick Tan, diretor jurídico da empresa de inteligência em blockchain ChainArgos, sediada em Singapura. "O Bitcoin e o Ethereum só podem ser bloqueados se o invasor os enviar para uma corretora ou corretor de criptoativos que tenha capacidade e disposição para congelá-los, ou se as autoridades obtiverem as chaves privadas." A expectativa é que os hackers tentem misturar as moedas roubadas com outros ativos ou utilizar criptomoedas e corretoras menos conhecidas para movimentar os valores. "Quanto mais tempo passa, menor a probabilidade de conseguirem incorporar esses fundos a outras corretoras ou provedores de pagamento. Eles acabam entrando em listas de bloqueio", disse Bernardo Brites, CEO da empresa de infraestrutura para stablecoins Trace Finance. "Na prática, grande parte dos recursos obtidos em ataques desse tipo só pode ser lavada nas primeiras horas. Depois disso, muitos participantes do mercado já sabem que se trata de fundos marcados, e eles costumam permanecer parados durante anos." Quem perdeu criptomoedas no ataque à Binance vai ficar no prejuízo? Teng, da Binance, afirmou que as perdas serão cobertas pelo fundo e pelos recursos da própria empresa. A corretora mantém um fundo de proteção aos usuários, uma reserva de 1 bilhão de dólares em bitcoins, criada para proteger clientes em caso de falhas de segurança, segundo seu site. Ainda de acordo com a empresa, os saques devem ser retomados daqui a um ou dois dias. O que esse ataque significa para o setor de cripto O ataque à Binance abalou a confiança no setor. As criptomoedas tiveram queda após o ocorrido, e o valor total de mercado das stablecoins recuou, indicando que investidores estavam retirando dinheiro dos ativos digitais. O episódio também aumentou a pressão sobre a Binance, que opera sem sede fixa e já foi criticada por não possuir licença no âmbito do regulamento europeu de mercados de criptoativos (MiCA, na sigla em inglês). Para o especialista em cibersegurança Kok Tin Gan, cofundador e CEO da NyxLab, o caso da Binance também suscita questionamentos sobre a arquitetura de segurança da empresa. "Isso parece ter sido uma única assinatura que concedeu ao invasor um token de acesso total e sem prazo de expiração a uma carteira quente (hot wallet) da Binance", disse, referindo-se às carteiras de criptomoedas que armazenam digitalmente as "chaves privadas" dos usuários, ou autorizações exclusivas, e que permanecem conectadas à internet. O ataque à Binance é o mais recente de uma série de grandes violações de segurança envolvendo ativos digitais. De acordo com a TRM Labs, só no ano passado 2,9 bilhões de dólares em criptomoedas foram roubados por hackers em quase 150 incidentes. ra/le (Reuters, dpa, AP) |
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| Short teaser | Ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, pode ter sido obra da Coreia do Norte. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/us-6-3-bilhões-como-aconteceu-o-maior-roubo-de-criptomoedas-da-história/a-79810808?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos | ||
| Image source | Michael Bihlmayer/CHROMORANGE/picture alliance | ||
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| Item 2 | |||
| Id | 79805477 | ||
| Date | 2026-10-30 | ||
| Title | Trabalhadores trazidos para reconstruir Alemanha vivem hoje na pobreza | ||
| Short title | Trabalhadores trazidos para reconstruir Alemanha vivem hoje na pobreza | ||
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Trabalhadores estrangeiros convocados para manter o "milagre econômico" alemão recebem atualmente aposentadorias mais baixas do que alemães e muitos dependem de benefícios sociais.O local da cerimônia foi escolhido de forma simbólica: em meados de setembro, no aeroporto de Düsseldorf, o governador da Renânia do Norte-Vestfália, Hendrik Wüst, homenageou em um evento comemorativo as pessoas que haviam desembarcado ali 65 anos antes. Eram os "trabalhadores convidados", os chamados Gastarbeiter. Milhares de pessoas que se mudaram para a Alemanha para trabalhar após a Segunda Guerra Mundial, principalmente entre 1955 e 1973. A ainda jovem República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) dependia desses migrantes para manter o "milagre econômico" alemão. Isso porque boa parte da população, principalmente a masculina em idade de trabalha, havia sido perdida durante a Guerra. Além disso, a taxa de natalidade estava em queda. Assim, o governo da então Alemanha Ocidental assinou acordos de recrutamento com vários países para garantir o fluxo de mão de obra masculina, mais tarde também feminina. Um desses países foi a Turquia. Cerca de 870 mil turcos chegaram ao país até 1973, quando o programa terminou. Eles trabalharam nas minas de carvão, realizaram tarefas em ritmo acelerado nas linhas de montagem e fizeram a limpeza das fábricas. A maioria permaneceu na Alemanha e encontrou um novo lar em cidades como Düsseldorf, Colônia e Duisburgo. "Eles tornaram nosso país mais diverso, mais aberto e mais forte", elogiou Wüst, acrescentando, porém: "Só chegaremos ao nosso objetivo quando nome, cor da pele e religião deixarem de fazer diferença." Mas, para Haci-Halil Uslucan, professor de Estudos Turcos Modernos na Universidade de Duisburgo-Essen, a Alemanha ainda está longe disso. Segundo ele, mesmo 65 anos depois, ainda existe muita discriminação contra migrantes de origem turca e seus filhos. Ainda assim, ele vê o acordo como uma história de sucesso. "Temos êxitos em muitas áreas, especialmente no avanço educacional. Hoje contamos com um grande número de graduados universitários, ascensão profissional e também ascensão política. Um exemplo é Cem Özdemir, atual governador de Baden-Württemberg." Pobreza na velhice maior entre migrantes O próprio Uslucan é um exemplo desse processo. Seu pai chegou a Berlim em 1971 para trabalhar na indústria têxtil. Dois anos depois, trouxe a esposa e os dois filhos. Uma das pesquisas mais recentes de Uslucan, que também é doutor em Psicologia, aborda um dos lados obscuros do acordo de recrutamento, que ainda afeta muitos dos antigos trabalhadores convidados: a solidão dos imigrantes mais velhos. Mas o isolamento não é o único problema enfrentado por muitos descendentes de turcos na aposentadoria. "A pobreza na velhice, segundo os estudos, é duas vezes mais alta entre migrantes: entre 25% e 30%, em comparação com 12% a 14% entre os alemães. As taxas de invalidez e aposentadoria precoce também são significativamente maiores entre migrantes, porque a primeira geração exerceu trabalhos muito pesados fisicamente." Segundo Uslucan, a probabilidade de ficar desempregado cerca de dez anos antes da aposentadoria também é duas vezes maior entre migrantes. "Além disso, eles têm rendimentos mensais mais baixos, trajetórias profissionais frequentemente interrompidas e trabalharam em setores de baixos salários. Como consequência, suas aposentadorias também são menores." Média de 360 euros a menos de aposentadoria Uma análise especial da Previdência Alemã para o Mediendienst Integration, plataforma de informação para jornalistas sobre os temas refúgio, migração e discriminação, revelou números alarmantes: aposentados com nacionalidade turca recebem, em média, cerca de 360 euros (cerca de R$ 2.170) a menos por mês do que aposentados alemães. Ainda mais preocupante: em junho de 2026, a proporção de cidadãos turcos que dependiam de benefícios sociais complementares para idosos era mais de três vezes maior do que entre os alemães: 9,3% contra 2,7%. De acordo com o cientista social Eric Seils, da Fundação Hans Böckler, muitos desses trabalhadores chegaram à Alemanha já em idade mais avançada e, por isso, contribuíram menos tempo para o sistema previdenciário. "A principal razão são os salários mais baixos e o histórico profissional. Os trabalhadores convidados que vieram para a Alemanha geralmente foram direto para fábricas, minas ou canteiros de obras. Lá, não recebiam salários elevados por hora, porque frequentemente tinham menor nível de escolaridade do que os alemães." Com a desindustrialização iniciada no começo dos anos 1970 e a crise do petróleo, muitos também perderam seus empregos. "Deixaram de existir tantos postos de trabalho de qualidade nas indústrias tradicionais. Quem tinha menos formação foi mais afetado pelo desemprego, assim como ocorreu entre os alemães. E quando a carreira profissional sofre interrupções, isso se reflete inevitavelmente na aposentadoria." Trabalhadores convidados com menor qualificação A pesquisadora Janina Söhn, do Instituto de Pesquisa Sociológica de Göttingen (SOFI), vinculado à Universidade Georg-August, também estudou a pobreza na velhice entre imigrantes. Sua conclusão é clara: o fato de quase um terço do migrantes estar em risco de pobreza representa um grande problema para a Alemanha. "Esse grupo é ainda mais afetado do que, por exemplo, as mulheres em geral, que já enfrentam um risco elevado de pobreza. Quando observamos mulheres migrantes que vivem sozinhas, os números são realmente alarmantes. Sem apoio familiar, a situação seria ainda mais triste." Mesmo a possibilidade de complementar a renda durante a aposentadoria costuma ser limitada para muitos cidadãos de nacionalidade turca. Isso ocorre porque sua qualificação frequentemente não é suficiente ou porque o trabalho físico pesado realizado durante décadas já comprometeu sua capacidade laboral. Dados da Agência Federal de Emprego mostram que a taxa de ocupação desse grupo é apenas metade da observada entre os alemães: 5,2% contra 10,8%. "Na verdade, trata-se de um conjunto de desvantagens e dificuldades acumuladas ao longo da vida", resume Söhn. "Os trabalhadores convidados foram trazidos para a Alemanha e assumiram os trabalhos mais pesados, enquanto parte da população nativa conseguiu se qualificar e avançar profissionalmente." Já para os trabalhadores convidados, não houve iniciativas relevantes de capacitação. "As pessoas que realizaram esses trabalhos pesados, indispensáveis para qualquer economia, acabaram pagando o preço com a própria saúde." |
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| Short teaser | Trabalhadores estrangeiros convocados para manter o "milagre econômico" têm aposentadorias mais baixas do que alemães. | ||
| Author | Oliver Pieper | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/trabalhadores-trazidos-para-reconstruir-alemanha-vivem-hoje-na-pobreza/a-79805477?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Muitos dos trabalhadores convidados (Gastarbeiter) ganhavam a vida na época trabalhando em minas de carvão subterrâneas | ||
| Image source | Guenay Ulutuncok/akg-images/picture alliance | ||
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| Item 3 | |||
| Id | 79805736 | ||
| Date | 2026-10-30 | ||
| Title | Trabalhadores e comerciantes relatam ameaças após voto em Lula | ||
| Short title | Trabalhadores e comerciantes relatam ameaças após voto em Lula | ||
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Casos incluem pressão de chefes, demissão e listas de boicote. Especialistas explicam como identificar abusos e denunciar."Meu chefe falava que ia pedir para todo mundo erguer a mão e quem dissesse que votou no PT, ele ia mandar embora". É assim que Felipe (que teve o nome alterado pela reportagem), de 27 anos, relembra os meses em que trabalhou como auxiliar administrativo de um posto de gasolina na cidade de Bauru, no interior de São Paulo. Ele atuava na empresa desde maio deste ano e conta que o conteúdo político começou a ser disseminado com mais força a partir de junho. "Eu chegava às 07h30 e meu chefe já perguntava, querendo saber em quem votamos na última eleição e em quem íamos votar agora nas próximas". Ele diz ainda que, no início, preferiu mentir, mas acabou admitindo posteriormente que votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As intimidações não paravam por aí. Ele conta que o chefe, que se dizia cristão, compartilhava conteúdos políticos, desde figurinhas até fake news, em grupos da empresa, sempre atacando políticos de esquerda e defendendo o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Diante da insistência nos conteúdos políticos e com a chegada do primeiro turno, ele preferiu mentir e falar que votou em branco nas eleições deste ano. A pressão começou a ficar ainda pior nos dias que antecederam o segundo turno e continuou até sua demissão, na última segunda-feira (26/10). O chefe alegou mau comportamento e, embora não tenha deixado claro que o desligamento tinha cunho político, o auxiliar administrativo afirma que não havia recebido nenhum feedback negativo antes. Felipe se diz surpreso com a decisão e lamenta. "Eu nunca vi isso na vida. Foi um baque. Fiquei triste, pois ganhava bem, mas vou começar a procurar outro emprego e seguir com oportunidades freelancers", conta. O jovem não foi o único a relatar represálias por sua posição política. Após os resultados das eleições do último domingo, trabalhadores e comerciantes disseram sofrer retaliações por declararem abertamente seus votos. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), foram recebidas 941 denúncias de assédio eleitoral entre as 23h59 de domingo, após a divulgação do resultado das eleições, e às 13h46 desta quarta-feira (28/10). O volume representa 32,7% das 2.878 denúncias registradas pelo órgão no ano. Lista de boicote Após a vitória de Lula, surgiu nas redes um movimento de pedido de boicote a estabelecimentos supostamente petistas. Em uma "lista de boicote", que circula por diversos estados e cidades do Brasil, grupos bolsonaristas pedem que clientes não frequentem determinadas lojas, restaurantes e bares. Esse conteúdo é difundido no WhatsApp e em redes sociais, intimidando pequenos e grandes empresários. Foi o caso de José Luiz Tahn, de 55 anos, morador de Santos, no litoral paulista, que teve o nome de sua livraria incluindo numa dessas listas. "Eu acabei impactado indiretamente. Eu vi uma figura que trabalha com mídias digitais e nem imaginei que eu estaria lá. Tinha até escolas de samba nessa lista", conta o proprietário da loja que existe há 25 anos. Tahn conta que recebeu ligações de amigos preocupados, mas afirma que os ataques e mensagens de ódio não saíram do ambiente digital. Mesmo se considerando um homem progressista e declarando seu voto abertamente, ele afirma ainda que seu espaço é aberto a todos os públicos, independentemente do espectro político. "Estamos prontos para dialogar com pessoas que pensam diferente. Eu dou força para o comércio local. Eu nunca faria uma lista perseguindo o outro. A gente não impõe a nossa ideia, estamos lá para sermos livreiros", diz. A empresária Ludmilla Rossi, de 44 anos, CEO do Juicyhub, também teve sua empresa incluída na lista de boicote divulgada em Santos. Os pedidos poderiam afetar o coworking mantido pela empresa e os contratos com parceiros. Ela conta que ao menos um contrato foi cancelado nesta semana, segundo o cliente, por "divergência de valores". "Sempre adotamos um tom progressista", conta. Segundo Rossi, outras empreendedoras a procuraram para conversar sobre como se posicionar diante dos ataques. Ela afirma que manterá sua posição. "Eu dobrei a aposta. Eu não me amedrontei e não vou me amedrontar." Assédio moral e eleitoral A discriminação política também pode ocorrer na contratação ou na demissão de um trabalhador. Segundo Rogeana França, advogada com pós-graduação em Direito Trabalhista pela Escola Brasileira de Direito (Ebradi), o empregador pode dispensar um funcionário sem justa causa, mas não pode usar essa possibilidade para puni-lo pelo candidato ou partido que apoia. Ameaças, testemunhas e as circunstâncias do desligamento ajudam a identificar se houve discriminação. Quando o chefe pressiona o funcionário a votar ou apoiar determinado candidato, a conduta pode caracterizar assédio eleitoral. A ameaça não precisa ser explícita, explica Daniela Gomez Naves, advogada especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário e sócia do escritório Gomez & Martinez Advogados Associados. Dizer que a empresa vai fechar ou que não haverá bônus caso um candidato vença são exemplos dessa pressão. Segundo as especialistas, um único episódio pode ser suficiente para caracterizar assédio eleitoral, como uma ameaça de demissão vinculada ao voto. Já o assédio moral envolve, em regra, humilhações, constrangimentos ou perseguições que se repetem no trabalho, sem necessariamente ter relação com política. A diferença está no objetivo da conduta, explica França. "No assédio eleitoral, busca-se interferir na escolha política do trabalhador. No moral, as práticas atingem sua dignidade e saúde psicológica", destaca. Os dois podem ocorrer ao mesmo tempo quando a pressão pelo voto vem acompanhada de humilhações e perseguições recorrentes. Relações de poder e crime O receio de perder o emprego pode levar o trabalhador a ceder às exigências políticas do chefe. Segundo França, isso ocorre porque o funcionário depende do salário e está sujeito às decisões do empregador. A análise deve considerar a conduta e as provas, independentemente do partido apoiado pelo chefe. Essa pressão também pode ter consequências criminais. O advogado criminalista Ivan Jezler, mestre em Ciências Criminais pela PUCRS, explica que o Código Eleitoral prevê pena de até quatro anos de prisão e multa para quem usa violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido. Segundo Jezler, a ameaça de demissão pode ser considerada grave por atingir o sustento do trabalhador. Para configurar o crime, não é necessário que o funcionário siga a ordem. "A coação pode se consumar mesmo que ele vote conforme sua própria escolha." O momento da conduta também importa. Uma retaliação pelo voto já dado, em regra, não se enquadra nesse artigo, porque não busca influenciar uma escolha futura, explica o criminalista. Isso não afasta possíveis consequências trabalhistas ou a apuração de outros crimes. Quando a ameaça antecede a votação e a demissão ocorre depois, o desligamento pode reforçar a prova da coação. A responsabilidade criminal, porém, precisa ser apurada individualmente. Podem responder tanto quem ordena a ameaça quanto quem a transmite, desde que seja comprovada a participação consciente na tentativa de controlar o voto. O cargo, por si só, não demonstra envolvimento. Como denunciar Para que as condutas sejam investigadas, é importante preservar os registros do que ocorreu. Segundo França, o trabalhador deve guardar mensagens, prints, e-mails e áudios, além de identificar colegas que tenham presenciado os episódios. Gravações de conversas das quais ele participa também são, em regra, admitidas como prova, mesmo sem autorização dos demais envolvidos. As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e, conforme o caso, aos órgãos de fiscalização trabalhista e à Justiça Eleitoral. Jezler acrescenta que também é possível procurar o Ministério Público pelo MPF Serviços ou pelas salas de atendimento ao cidadão. A Polícia Federal também recebe relatos de possíveis crimes eleitorais. Quem teme se identificar pode solicitar sigilo ou recorrer à denúncia anônima nos canais que oferecem essa opção. França ressalta, porém, que não há garantia de anonimato absoluto durante toda a investigação ou em um eventual processo judicial. Retaliações contra quem denuncia também podem levar à responsabilização do empregador, segundo a advogada. Fora das relações de trabalho, comerciantes e outras pessoas que recebam ameaças nas redes sociais podem registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil. O registro pode ser feito presencialmente ou pela delegacia eletrônica, conforme os tipos de ocorrência aceitos em cada estado. Em caso de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Nesses casos, além de guardar mensagens e arquivos originais, é importante registrar os links das publicações, os nomes dos perfis, as datas e os horários. As provas devem ser preservadas antes de denunciar o conteúdo à plataforma, pois uma eventual remoção pode dificultar o acesso aos registros. |
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| Short teaser | Casos incluem pressão de chefe, demissão e listas de boicote. Especialistas explicam como identificar abuso e denunciar. | ||
| Author | Priscila Carvalho | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/trabalhadores-e-comerciantes-relatam-ameaças-após-voto-em-lula/a-79805736?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Após segundo turno, empresas das quais os donos supostamente seriam petistas passaram a ser alvo de pedidos de boicote | ||
| Image source | Fabio Teixeira/Anadolu/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/79786390_303.jpg&title=Trabalhadores%20e%20comerciantes%20relatam%20amea%C3%A7as%20ap%C3%B3s%20voto%20em%20Lula | ||
| Item 4 | |||
| Id | 78393402 | ||
| Date | 2026-10-29 | ||
| Title | Democratas cobram explicações de Rubio sobre entrada de Flávio nos EUA | ||
| Short title | Democratas cobram explicações de Rubio sobre entrada de Flávio nos EUA | ||
| Teaser |
Jornal The New York Times informou, com base em autoridades americanas, que Donald Trump e seus assessores teriam ajudado Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato no segundo turno das eleições, com mais de 64,2 milhões de votos (51,79%), contra mais de 59,8 milhões (48,21%) do senador Flávio Bolsonaro (PL). Dois dias após o pleito, o senador Flávio fugiu do país na esteira de uma ordem de entrega de passaportes por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele, então, se autodeclarou "o verdadeiro do presidente do Brasil", expressão que depois foi substituída por "o líder do Brasil". Acompanhe aqui as principais notícias políticas após a campanha eleitoral. Democratas cobram explicações de Rubio sobre entrada de Flávio nos EUA Em carta, 25 congressistas democratas pediram nesta sexta-feira (30/10) ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que esclareça se o departamento que ele dirige facilitou a fuga para os EUA do senador brasileiro Flávio Bolsonaro, após perder a eleição presidencial no domingo. O pedido ocorre um dia depois de o jornal The New York Times informar, com base em autoridades americanas, que o presidente Donald Trump e seus assessores teriam ajudado Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos, apesar da ordem doSupremo Tribunal Federal (STF) para que o senador do PL entregasse todos os seus passaportes. Flávio entrou no país na quarta-feira pelo Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, apesar de a Polícia Federal brasileira ter cancelado, na terça-feira, seus passaportes comum e diplomático, depois de ele descumprir a ordem judicial de entregá-los no âmbito de uma investigação por suposta corrupção. Os democratas questionam se autoridades do Departamento de Estado emitiram vistos para Bolsonaro, sua esposa e filhas, permitindo assim a entrada da família no país. "Se essa assistência ocorreu, o Congresso precisa saber o que foi oferecido, quem autorizou, quando aconteceu e quais informações as autoridades americanas possuíam naquele momento", afirmam os parlamentares na carta. Participação da embaixada dos EUA no Brasil Eles também pedem esclarecimentos sobre eventual participação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou de qualquer outra instituição americana nos acontecimentos. Entre outras questões, os democratas querem saber se, antes de "autorizar ou facilitar" a emissão de um visto, o Departamento de Estado verificou se Bolsonaro estava legalmente autorizado a deixar o Brasil ou se tinha conhecimento de que o senador havia descumprido ordens da Justiça brasileira. Os parlamentares democratas também buscam saber quem autorizou a entrada do político brasileiro e de sua família, bem como se foi considerada a suspensão dos trâmites migratórios quando o governo americano tomou conhecimento das restrições judiciais impostas a Bolsonaro. Flávio e a família entraram na Argentina por via terrestre, cruzando a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que leva a Puerto Iguazú. De lá, embarcaram em um voo privado com destino à cidade equatoriana de Guayaquil, segundo informou a Direção Nacional de Migrações da Argentina na rede social X. O destino final era Miami. A primeira etapa da viagem levou os democratas a questionar também se algum funcionário do governo dos Estados Unidos lotado na Argentina ou no Equador coordenou ações com Flávio ou teve qualquer participação no planejamento do itinerário da viagem. le (efe) Funcionário da Casa Branca teria articulado fuga de Flávio aos EUA, diz NYT O funcionário da Casa Branca Jason Miller teria providenciado o jato particular que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta semana aos Estados Unidos. A informação foi publicada pelo jornal americano The New York Times. O articulador da fuga é apontado como estrategista republicano de longa data, ligado ao presidente Donald Trump, que, por sua vez, teria autorizado a entrada de Flávio, sua esposa e suas filhas em território americano. Na sua conta na rede social X, Miller vem lançando dúvida sobre a integridade das eleições presidenciais brasileiras, sem apresentar provas. O resultado das urnas já foi reconhecido por diversos aliados do bolsonarismo no Brasil, e a Justiça Eleitoral garantiu que tem absoluta segurança no processo eleitoral. Trump, porém, ainda não parabenizou Lula. Miller é apontado como um dos principais nomes por trás da comunicação digital trumpista. Ele fez diversas publicações sobre a votação brasileira no domingo do segundo turno, sempre em tom de apoio à chapa de Flávio e, não raro, disseminando informações comprovadamente falsas. ht/le (ots) MPT processa Meta por posts que incitam demissões para retaliar voto O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ação civil pública nesta quinta-feira (29/10) contra a Meta, empresa dona das plataformas digitais Instagram, Facebook e WhatsApp. O órgão cobrou que a empresa retirasse do ar, em até 24 horas, publicações que convocam empresários a vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por causa do voto nas eleições brasileiras. Pediu também R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos. "Publicações de empresários, influenciadores e até parlamentares orientam vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem votaram e, no caso de a opção ser diferente do patrão, mandá-los embora. Outras expõem pessoas à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões", afirma o MPT. Entre a meia noite de segunda-feira e as 12h desta quinta, o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral, de um total de 3.396 registradas nas eleições de 2026. Segundo o órgão, as plataformas não só permitem a veiculação do conteúdo ilegal há dias como também ampliam o seu alcance ao recomendá-los para usuários. Para os procuradores, a não remoção da "incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política" se dá "por escolha, e não por impossibilidade técnica". Eles argumentam que a empresa já dispõe de sistemas automatizados que, combinados com revisão humana, identificam e removem outros tipos de conteúdo. A ação pediu que seja aplicada multa de R$500 mil por conteúdo mantido após o prazo de 24 horas; que a Meta exiba um aviso aos usuários brasileiros afirmando que não compactua com este tipo de conteúdo; e que os perfis responsáveis sejam notificados ou, em caso de reincidência, sejam suspensos por 30 dias ou desativados. ht/le (ots) Presidente do PL: "Ninguém aprovou" a carta golpista de Flávio O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, manifestou nesta quarta-feira (29/10) desaprovação à carta golpista publicada pelo senador Flávio Bolsonarona véspera, pouco após desembarcar nos Estados Unidos. "Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio. Queremos tocar o país para frente," afirmou Costa Neto a jornalistas. Ele próprio disse que "não gostou" do documento, em que Flávio afirma, sem provas, ter havido fraude eleitoral no segundo turno. Numa versão inicial do documento, Flávio se autodeclarava "o verdadeiro presidente eleito" do Brasil. Mas, depois, supostamente a pedido dos EUA, ele recuou e trocou o termo para se intitular como "o líder" do país. O mesmo tom de Costa Neto já fora adotado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na quarta-feira. Outros aliados do bolsonarismo vêm se afastando do posicionamento abertamente golpista de Flávio, que fugiu para Miami após ser derrotado nas urnas, e defendendo o resultado das eleições. ht/le (ots) Flávio teria desistido de se autointitular "presidente eleito" após pressão dos EUA O candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) teria desistido de se autointitular "verdadeiro presidente eleito do Brasil" em uma carta golpista publicada nas redes após ser pressionado pelos Estados Unidos, informam reportagens publicadas nesta quinta-feira (29/10) no portal UOL e no g1. No texto, publicado na véspera, Flávio diz que a eleição foi fraudada, sem citar provas e usando argumentos incoerentes. "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", dizia a primeira versão da carta divulgada por Flávio. Minutos depois, o documento foi substituído por uma outra versão, em que ele se referia a si mesmo como "líder do Brasil". Segundo o g1, Flávio teria sido avisado por pessoas ligadas ao Departamento de Estado americano, chefiado por Marco Rubio, que o termo "poderia dar a entender que o governo americano havia acolhido o senador" como presidente, o que azedaria as relações entre os dois países e prejudicaria os interesses diplomáticos dos EUA. Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que vive nos EUA, negou à colunista Mariana Sanches, do UOL, que ao menos uma das versões da carta tenha sido submetida a Rubio. "Quem seria louco de achar que a Casa Branca vai dizer ao Flávio o que falar?", reagiu. Figueiredo atribuiu o uso da expressão "presidente eleito" a um descuido na revisão, já que a carta teria sido elaborada com o uso de inteligência artificial. EUA deu visto a Flávio Nem o Departamento de Estado nem o próprio presidente Donald Trump se pronunciaram até agora sobre a carta de Flávio ou emitiram qualquer comunicado oficial reconhecendo a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Trump tem alimentado as alegações infundadas do candidato derrotado de que as eleições teriam sido fraudadas, mas sem apresentar qualquer indício ou prova. "Acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil", disse ele nesta quinta-feira a jornalistas, ao ser questionado sobre quem ele achava que era o vencedor legítimo do pleito. Flávio fugiu para os EUA logo depois de a Justiça autorizar a Polícia Federal (PF) a apreender seus passaportes. Segundo o g1, o senador usou o passaporte diplomático cancelado para entrar no país. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado em duas ações por suspeita de lavagem de dinheiro e outros crimes no âmbito dos escândalos do Banco Master e dos desvios do INSS. ra/le (ots) Após carta golpista de Flávio, Trump volta a questionar eleição no Brasil O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta quinta-feira (29/10) suas críticas à eleição no Brasil, recusando-se a dizer se reconhece Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente. "Acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil", disse Trump a jornalistas ao ser questionado se aceitava a vitória de Lula. A declaração de Trump vem um dia depois de o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) ter fugido para os Estados Unidos e divulgado uma carta em que alega, sem apresentar quaisquer provas, que o segundo turno das eleições foi fraudado. "Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro [...]. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil", afirmou Trump. A suposta "fraude" alegada por Flávio teria consistido na prorrogação da votação por duas horas por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador, contudo, omite dois fatos em sua carta: a extensão do horário de votação também foi pedida pelo próprio partido dele, o PL; e o número de eleitores que depositou seus votos após as 17h foi de cerca de 35 mil, segundo dados do TSE. Flávio perdeu a eleição por uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos. Trump diz que não tomou partido a pedido de Lula Trump também afirmou não ter tomado partido nas eleições brasileiras, atendendo a um pedido de Lula. Analistas, porém, veem as tarifas impostas ao Brasil, a classificação de organizações criminosas como terroristas e o abrigo dado por Washington a lideranças do bolsonarismo como sinais claros de que a Casa Branca tentou interferir no pleito. "Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei", disse o americano. ra/le (AFP, ots) Aliados do bolsonarismo se afastam da carta golpista de Flávio Aliados do bolsonarismo se afastaram do tom golpista adotado pelo senador Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira (28/10), após chegar aos Estados Unidos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que "é preciso respeitar as urnas e seguir em frente". A entrevista sucedeu a publicação por Flávio Bolsonaro de uma carta golpista, em que o senador primeiro se chamou de "o verdadeiro presidente" do Brasil e, depois, de "o líder" do país. “A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou o governador. Anteriormente, Tarcísio já reconhecera a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, em que o presidente obteve quase 52% dos votos válidos. Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse à Folha de São Paulo que a carta é "pura ação política" e que não há apoio para o seu tom golpista. Ele foi vice do presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Segundo o Valor Econômico, a autodeclaração de Flávio como "presidente do Brasil" gerou rechaço de aliados, que foram pegos de surpresa. Outros aliados de Fláviotambém já reconheceram o resultado das urnas. Um deles foi o candidato a vice de Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Outro, foi o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL). ht/le (ots) Nunes Marques reage à carta de Flávio: "Eleições mais inclusivas na história" O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, emitiu nota nesta quarta-feira (28/10), pouco após a publicação de uma carta golpista pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele chamou o segundo turno de "as eleições mais inclusivas da história da República brasileira". "Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança", disse. Na carta, Flávio disse que houve "fraude eleitoral" no segundo turno, sem apresentar provas, citando a prorrogação da votação por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro, "todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos". ht/le (ots) Trump diz que "não vai se envolver" após carta de Flávio O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que "não vai se envolver" no novo capítulo da fuga de Flávio Bolsonaro. O senador, minutos antes, publicou uma carta em que se autodeclarava "o verdadeiro presidente" do Brasil — mas depois recuou, substituindo-a por uma nova versão em que se chamava de "o líder" do país. Questionado por uma repórter sobre a carta de Flávio, o republicano disse: "Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo". Na carta, Flávio agradeceu Trump pelo acolhimento em território americano, onde deverá receber asilo. Os meses anteriores às eleições brasileiras foram marcados por uma escalada de pressão de Trump contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou especulações por analistas de que o chefe da Casa Branca poderia questionar os resultados das urnas. Após o segundo turno, Trump já tinha dito que o pleito "pareceu fraudado", mas que "gosta de Lula". O republicano, no entanto, não apresentou qualquer indício e muito menos prova de uma suposta fraude. ht/le (ots) Em carta, Flávio se autodeclara presidente do Brasil e depois recua Em uma carta golpista publicada numa rede social, o senador Flávio Bolsonaro se autodeclarou nesta quarta-feira (28/10) "o verdadeiro presidente" do Brasil. Ele pousou mais cedo em Miami, nos Estados Unidos, com a sua família, depois de ter fugido pela Argentina. "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente do Brasil", diz a abertura do texto. A primeira de três páginas carrega o brasão da República Federativa do Brasil. A primeira publicação de Flávio com a carta foi apagada pelo parlamentar. Em seguida, uma nova versão foi publicada, na qual Flávio se autointitula "o líder do Brasil", em vez de "o verdadeiro presidente". Sem apresentar qualquer prova, Flávio diz ainda que houve fraude eleitoral no segundo turno e que ele é alvo de perseguição política por um "regime de exceção instaurado no Brasil". Ele ainda agradece os presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, por tê-lo acolhido. O senador chama de "ilegítima e ilegal" a atuação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em referência à prorrogação da votação no segundo turno, embora o seu partido, o PL, também tenha solicitado a extensão do horário de votação. A prorrogação de duas horas teve impacto limitado, de apenas cerca de 35 mil votos, e Flávio obteve menos 4,4 milhões de votos do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o PL, partido de Flávio, Segundo Flávio, a determinação do STF para que ele entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) foi uma resposta ao seu questionamento da integridade eleitoral. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, no entanto, teve como base um pedido da PF, que viu risco de fuga do senador, investigado por suposta lavagem de dinheiro através da sua conexão com o advogado Willer Tomaz. "Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado," afirma o documento, no qual o senador se diz alvo de uma "caça às bruxas politicamente motivada". "Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição (de Lula)", diz ainda a carta. Na terça-feira, o vice na chapa de Flávio, Alfredo Gaspar, reconheceu a derrota. No dia anterior, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já havia feito o mesmo. "Estados Unidos do Brazil" A aliados, Flávio afirma que "liderará a oposição" dos EUA. "Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil". A primeira publicação de Flávio já trouxe uma segunda versão da carta. A primeira versão do texto foi inicialmente publicada pelo blogueiro Paulo Figueiredo, aliado do bolsonarismo, e usava o termo "presidente eleito do Brasil". Além disso, continha um brasão em que se lia "Estados Unidos do Brazil". Este era o nome do Brasil até 1931. Ainda nesta quarta, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não vai se envolver na questão. Questionado por uma repórter sobre se concorda com Flávio se autodeclarar presidente eleito, o republicano respondeu: "Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo". Trump, porém, não apresentou nenhuma prova ou sequer indício de uma suposta fraude. ht/le (ots) Democratas criticam visto de Trump para Flávio Bolsonaro O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos criticou a decisão do presidente Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL). “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro", diz o post do comitê na rede social X. “Aparentemente, fugir da violência não qualifica [o migrante a entrar nos Estados Unidos]. Negar resultados eleitorais, sim", continua o post. Também o congressista democrata Joaquin Castro afirmou que “perder as eleições não é motivo para asilo", citando que Flávio "está sob investigação por suposta corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas e foi ordenado a entregar seus passaportes." Para Castro, o governo Trump deve explicações ao Congresso dos EUA. O país está em clima de acirrada campanha política enquanto se prepara para as eleições de meio de mandato na primeira semana de novembro. O chefe da Casa Branca, ao comentar as eleições brasileiras, disse que o pleito "pareceu fraudado", mas que "gosta de Lula". A vitória petista interrompe um ciclo de vitórias pró-Trump na América Latina. O republicano, porém, não apresentou nenhuma prova ou sequer indício de uma suposta fraude. ht/le (Agência Brasil, ots) Flávio entrou nos EUA com passaporte diplomático cancelado O senador Flávio Bolsonaro (PL) entrou nos Estados Unidos com o passaporte diplomático, que havia sido cancelado pela Polícia Federal (PF) com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada pelo jornal O Globo, que consultou o site da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) com o número do documento atribuído ao parlamentar. Outros veículos da imprensa depois confirmaram a informação. Flávio foi intimado a entregar os passaportes até as 11h de terça-feira (27/10), mas não cumpriu a determinação. Segundo a PF, o descumprimento, por si só, não autorizava sua prisão, vigilância permanente ou a adoção de outras medidas cautelares. Tampouco pode o parlamentar ser considerado foragido. É contrário o caso do seu irmão Eduardo Bolsonaro, que também mora nos EUA. O STF o condenou pelo crime de coação em junho de 2026, sem que ele tenha se apresentado à Justiça. ht/le (ots) "Desculpa, pai, a gente falhou", diz Carlos Bolsonaro em vídeo O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) publicou um vídeo nesta quarta-feira (28/10) no qual afirma ter visitado o ex-presidente Jair Bolsonaro, e discutido a derrota nas eleições presidenciais. "Desculpa, pai, a gente falhou", ele relatou ter dito ao pai, que está em prisão domiciliar. Jair ainda estaria "assimilando" os acontecimentos, segundo o senador eleito. Ele teria respondido ao filho: "Negativo, levanta a cabeça, vamos embora. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda". Carlos não citou a fugaaos Estados Unidos de Flávio Bolsonaro(PL-RJ), que pousou no mesmo dia em Miami com a esposa e as duas filhas. Eduardo, outro irmão do clã Bolsonaro, já mora nos EUA, onde está foragido da Justiça. Antes de Flávio deixar o Brasil, ele se disse a favor da mudança do irmão para o exterior caso perdesse as eleições. ht/le (ots) Oposição argentina cobra explicações do governo de Milei sobre fuga de Flávio A oposição argentina exigiu, nesta quarta-feira (28/10), explicações do governo do presidente Javier Milei sobre a entrada do senador Flávio Bolsonaro(PL) em território argentino durante sua fuga para os Estados Unidos em um avião particular. O deputado federal da Coalizão Cívica Maximiliano Ferraro anunciou que solicitará ao ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, e à ministra da Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, que prestem esclarecimentos no Congresso sobre o envolvimento de órgãos estatais no transporte do senador brasileiro e de sua família na província de Misiones, na fronteira com o Brasil. “Eles precisam assumir a responsabilidade e prestar contas perante o Congresso”, escreveu Ferraro no X. O congressista afirmou que houve coordenação e cumplicidade na saída de Bolsonaro e mencionou uma possível assistência operacional da Direção Nacional de Migrações, da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) e da Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE). Além disso, questionou o fato de o governo argentino não ter reconhecido institucionalmente o resultado eleitoral no Brasil — país que definiu como parceiro estratégico da Argentina e membro do Mercosul —, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro. O deputado Pablo Juliano, da União Cívica Radical, também apresentou um projeto para interpelar Quirno e solicitou informações sobre as circunstâncias da entrada e da saída de Flávio, as comunicações diplomáticas e a eventual intervenção de autoridades nacionais. A iniciativa visa esclarecer quem contratou e financiou o voo particular no qual Bolsonaro e sua família fugiram, partindo da Argentina. Juliano também solicitou esclarecimentos sobre a suposta presença em Misiones de Santiago Caputo, um assessor próximo a Milei, durante a decolagem da aeronave. Por sua vez, o deputado peronista Agustín Rossi, que ocupou o Ministério da Defesa e outros altos cargos em governos peronistas, promoverá a interpelacão do atual chefe de Gabinete, Diego Santilli. "Os fatos estão à vista. As explicações, não", afirmou Rossi , ao advertir que "a Argentina não pode ser a rota de fuga de ninguém". Na mesma linha, o socialista Esteban Paulón acusou o governo de ter facilitado a saída do senador, enquanto a deputada de esquerda Myriam Bregman exigiu explicações urgentes. le (efe) Flávio Bolsonaro aterrissa nos EUA após fugir do Brasil em jatinho O senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) chegou nesta quarta-feira (28/10) a Miami, nos Estados Unidos, informaram agências de notícias. Imagens da Reuters e da AFP o mostram descendo do avião junto com a mulher e as duas filhas. O jatinho fretado aterrissou por volta das 10h15 (horário de Brasília) no aeroporto executivo de Opa-Locka, vindo da Argentina, após escala em Guayaquil, no Equador. Flávio embarcou com a família no aeroporto da cidade argentina de Puerto Iguazú na madrugada de terça para quarta-feira, após uma sucessão de relatos desencontrados sobre o real paradeiro do senador. O governo de Donald Trump já confirmou que dará abrigo ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por que Flávio Bolsonaro fugiu Flávio sumiu horas depois de a Justiça intimá-lo a entregar seus passaportes. A ordem judicial, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se baseou em um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou risco de fuga. Flávio é investigado em duas ações criminais: por suspeita de lavagem de dinheiro e outros crimes no âmbito dos escândalos do Banco Master e dos desvios no INSS — neste último caso, ele é investigado junto com o advogado e amigo Willer Tomaz, que também está nos EUA desde a semana passada. Derrotado na eleição presidencial e com o mandato de senador se aproximando do fim, Flávio deve perder o foro privilegiado no Supremo a partir de fevereiro. "Nunca pensei em sair do país" Antes de surgir em Miami, a última aparição pública de Flávio Bolsonaro havia sido em um vídeo publicado na tarde de segunda-feira em suas redes sociais. Nele, o senador diz ter sido intimado pela PF para entregar seus passaportes, e afirma que não pretende deixar o Brasil. "Eu nunca pensei em sair do país", disse no vídeo. "Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar". Na mesma publicação, Flávio agradeceu aos eleitores que votaram nele e afirmou que pretendia pedir cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico. Os rumores desencontrados sobre a fuga de Flávio começaram na madrugada de terça-feira, após o site argentino Infobae reportar que ele havia cruzado a fronteira entre o Brasil e a Argentina rumo à cidade de Puerto Iguazú. De lá, segundo a publicação, Flávio pegaria um voo particular para Miami, nos Estados Unidos. A aeronave, no entanto, só decolaria na madrugada seguinte — depois que aliados de Flávio já haviam ajudado a espalhar na imprensa a versão falsa de que ele já estaria nos EUA. ra (AFP, Reuters) |
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| Short teaser | The New York Times informou que Trump e assessores teriam ajudado Flávio a deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/democratas-cobram-explicações-de-rubio-sobre-entrada-de-flávio-nos-eua/live-78393402?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Vinte e cinco democratas assinam carta a Rubio | ||
| Image source | David Dee Delgado/REUTERS | ||
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| Item 5 | |||
| Id | 79799263 | ||
| Date | 2026-10-29 | ||
| Title | Plano automotivo "Made in Europe" da UE preocupa fornecedores globais | ||
| Short title | Plano automotivo "Made in Europe" da UE preocupa fornecedores globais | ||
| Teaser |
A proposta da União Europeia de vincular subsídios automotivos à produção local busca conter a concorrência chinesa, mas preocupa parceiros estratégicos como Turquia, Marrocos, Japão e Coreia do Sul.A proposta da União Europeia para fortalecer sua indústria automotiva diante da concorrência chinesa está gerando preocupação entre países aliados que integram a cadeia de suprimentos do setor. Embora o objetivo do plano plano "Made in Europe" seja incentivar a produção dentro do bloco, críticos alertam que a iniciativa pode atingir parceiros estratégicos como Turquia, Marrocos, Japão e Coreia do Sul. O projeto apresentada pela Comissão Europeia em março, prevê a modernização de fábricas automotivas europeias e a concessão de subsídios apenas a veículos produzidos na Europa. Após meses de impasse sobre os impactos da proposta, Alemanha e França chegaram neste mês a um compromisso que permitirá que fornecedores de países europeus fora da União Europeia, como Reino Unido e Noruega, sejam considerados de "origem europeia". Perto da Europa, mas não o suficiente Outros importantes atores do setor automobilístico ficarão de fora da regra, entre eles a Turquia, que mantém acesso praticamente irrestrito ao mercado europeu desde meados da década de 1990. A posição conjunta dos dois países deve influenciar a discussão dentro da União Europeia e pode, no futuro, alterar as regras para os países do bloco. Embora a proposta ainda enfrente obstáculos legislativos em Bruxelas antes de se tornar lei, Ayhan Zeytinoglu, presidente da Fundação para o Desenvolvimento Econômico (İKV) - organização de pesquisa não governamental da Turquia, especializada nas relações entre a Turquia e a União Europeia - avalia que o modelo franco-alemão pode ter consequências severas para a indústria automotiva turca. "Setenta e três porcento das exportações automotivas da Turquia têm como destino a União Europeia", afirmou Zeytinoglu à DW. "Se encontrarmos uma barreira do tipo Made in Europe no mercado europeu, isso causará grandes prejuízos ao nosso comércio com a UE e às nossas exportações". Segundo ele, a exclusão da Turquia enfraqueceria a própria indústria europeia em vez de aumentar sua competitividade frente à China. A associação turca dos exportadores de automóveis (OIB) calcula que as exportações automotivas do país para a UE alcançaram 30,1 bilhões de dólares (R$ 165,6 bilhões) em 2024. Proteção às autopeças produzidas na Europa O Ato de Aceleração Industrial (Industrial Accelerator Act, IAA) estabelece que 70% do valor total dos componentes de um veículo, excluindo as baterias, devem ser produzidos na Europa. A proposta inicial, porém, aplica-se apenas a veículos elétricos a bateria, híbridos plug-in e modelos movidos a célula de combustível. Juntas, essas categorias responderam por 27% dos novos emplacamentos na União Europeia no ano passado. Tommaso Pardi, diretor da rede internacional de pesquisa automotiva GERPISA e pesquisador sênior do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), afirma que a meta de 70% é relativamente generosa. "Se você pegar um carro elétrico médio produzido na Europa e retirar a bateria, verá que cerca de 83% das peças já são de origem europeia", disse à DW. Pela versão revisada do acordo entre Alemanha e França, alguns híbridos convencionais, além de veículos a gasolina e diesel que poderão continuar sendo comercializados após 2035, também passariam a ser abrangidos pelas regras do Made in Europe. Esses modelos utilizam uma proporção significativamente menor de componentes europeus. A maior parte dos quase 800 mil veículos exportados pela Turquia para a UE no ano passado se enquadraria nessa categoria mais ampla. China busca uma porta de entrada alternativa Outro motivo para a exclusão da Turquia é a crescente presença de fabricantes chineses no país, que buscam uma via indireta de acesso ao mercado europeu. Um dos casos é o da SWM Motors. A fábrica da empresa na cidade de Eskisehir, no noroeste turco, foi fechada menos de um ano após a inauguração porque os veículos produzidos não atendiam às normas de segurança da União Europeia. Já os planos da BYD de construir uma fábrica de 1 bilhão de dólares (R$ 5,5 bilhões) em Manisa, importante polo industrial próximo ao litoral do Mar Egeu, foram colocados em espera. O Marrocos, por sua vez, recebeu mais de 10 bilhões de euros (R$ 65 bilhões) em investimentos chineses desde a pandemia de covid-19, segundo a consultoria AlixPartners. Grande parte dos recursos foi direcionada à produção de baterias e autopeças. Para a França, o país norte-africano exerce papel semelhante ao que a China desempenha para a indústria automobilística alemã: funciona como uma plataforma de produção de baixo custo que ajuda as montadoras francesas a permanecerem competitivas. Modelos franceses de entrada tenderiam a ficar mais caros caso o Marrocos fosse excluído. Montadoras japonesas também podem ser afetadas. Embora fabriquem vários de seus modelos em plantas europeias, os veículos importados diretamente do Japão não teriam acesso aos subsídios europeus. Já os modelos produzidos na França, em Portugal e no Leste Europeu só seriam elegíveis caso utilizem uma parcela suficiente de componentes fabricados na Europa. Fabricantes sul-coreanas enfrentariam situação semelhante. Hyundai e Kia produzem veículos na República Tcheca e na Eslováquia, mas também exportam modelos a partir da Ásia, que não se qualificariam para os incentivos. Em contrapartida, fábricas sul-coreanas de baterias localizadas na Polônia e na Hungria seriam consideradas europeias. Montadoras tentam preservar importações de baixo custo Pardi observa que grandes grupos automotivos europeus atuam para suavizar as exigências da IAA a fim de preservar suas margens de lucro. "Eles querem limitar o alcance da IAA para continuar tendo liberdade de abastecimento no exterior, especialmente na China", afirmou. As montadoras instaladas na Europa argumentam que custos mais elevados de componentes aumentariam ainda mais sua desvantagem frente aos concorrentes chineses. Além disso, alertam que a produção europeia de baterias dificilmente conseguirá atender à demanda no curto prazo. Paralelamente, Ancara tenta convencer Bruxelas a incluir a Turquia no esquema Made in Europe, enquanto o setor automobilístico busca um acordo que permita a adesão do país em uma fase posterior. Segundo Pardi, essa solução poderia valer "apenas para empresas europeias instaladas nesses países [Turquia e Marrocos], excluindo investimentos recentes com participação de capital chinês". Fornecedores pedem proteção mais rígida Os fabricantes europeus de autopeças adotam posição oposta à das montadoras e defendem o fortalecimento das exigências da IAA. O setor alerta que até 650 mil empregos podem desaparecer na Europa até 2035 sem medidas mais robustas de proteção. "Um emprego industrial perdido é muito difícil de recuperar, e os impactos vão muito além dos grandes fornecedores", afirmou à DW Benjamin Krieger, secretário-geral da Associação Europeia de Fornecedores Automotivos (CLEPA). Krieger considera que a IAA ajuda a equilibrar a concorrência diante do que classifica como práticas desleais da China. "Precisamos estancar essa sangria", disse. Com amplo apoio da opinião pública a medidas que garantam que os recursos públicos europeus gerem valor dentro da própria Europa, Krieger avalia que parceiros como Turquia, Marrocos, Coreia do Sul e Japão ainda poderão participar do programa caso atendam aos critérios definidos pelo bloco. "A UE deveria oferecer acesso à IAA por meio de um mecanismo de adesão baseado em critérios objetivos: alinhamento regulatório, padrões sociais e ambientais, ausência de distorções de mercado, respeito ao Estado de Direito e reciprocidade, tudo respaldado por mecanismos contra tentativas de contornar as regras. Os parceiros que cumprirem esses requisitos serão bem-vindos", afirmou. |
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| Short teaser | Projeto para fortalecer a indústria diante da concorrência chinesa pode restringir incentivos a outros parceiros. | ||
| Author | Nik Martin | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/plano-automotivo-made-in-europe-da-ue-preocupa-fornecedores-globais/a-79799263?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Além de fornecer veículos e peças para a UE, a Turquia está fabricando seus próprios carros elétricos | ||
| Image source | Murat Cetinmuhurdar/Turkish Presidency/HandoutAA/picture alliance | ||
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| Item 6 | |||
| Id | 79788987 | ||
| Date | 2026-10-28 | ||
| Title | O que explica a virada histórica de Lula no segundo turno | ||
| Short title | O que explica a virada histórica de Lula no segundo turno | ||
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Presidente conquistou mais de 10 milhões a mais do que no primeiro turno e conseguiu virada histórica. Para especialistas, mobilização intensa de apoiadores e deslizes de adversário ajudam a explicar vitória do petista.A virada histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um número incomum: foram 10,3 milhões de votos a mais entre o primeiro e o segundo turno. Por trás desse dado, segundo especialistas, estão as intensas mobilizações que ocorrem nas últimas semanas e deslizes cometidos pelo adversário, Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Lula obteve 53,8 milhões de votos, o que o deixou com uma desvantagem de cerca de 2,2 milhões em relação a Flávio. Já no segundo turno, o petista obteve 64,2 milhões de votos, que representaram 4,4 milhões a mais do que o adversário. Foi a maior votação já recebida por um candidato à Presidência do Brasil. "Estava muito claro que o cenário era muito adverso para o Lula. Nunca houve uma virada, e o primeiro turno tendia a consolidar algumas preferências eleitorais. Então, a margem de manobra para o Lula vencer no segundo turno era muito estreita", avalia o cientista político Leonardo Martins Barbosa, pesquisador do Centro para Imaginação Crítica do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). No domingo (28/10), mais eleitores foram às urnas após abstenção recorde no primeiro turno, os números de votos brancos e nulos caíram e o eleitorado de Lula cresceu em todos os estados. "A redução da abstenção foi muito interessante, porque foi uma mobilização e uma conscientização. Vimos muitas pessoas com mais de 70 anos votando", comenta a cientista política Luciana Fernandes Veiga, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). O principal gatilho para toda essa mobilização foi a possível derrota de Lula após o primeiro turno, avalia Mayra Goulart, coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (LAPPCOM) da UFRJ. Ainda não há levantamentos detalhados sobre o perfil dos eleitores que foram os principais responsáveis pela virada do petista. Apesar disso, os especialistas destacam que houve uma mobilização intensa entre os idosos. A participação dos jovens também foi ressaltada no discurso da vitória de Lula. "Mas com os dados disponíveis até hoje, não há base estatística para afirmar que jovens e idosos decidiram o segundo turno. O TSE ainda não divulgou os dados oficiais de comparecimento do segundo turno por perfil do eleitorado, e a decomposição dos totais indica que a maior parte da virada veio da redistribuição de votos", ressalta Goulart. Mobilizações nas ruas e nas redes Nas ruas, estudantes e movimentos sociais começaram a organizar atos a favor de Lula. Foram registrados eventos a favor do petista em diferentes regiões do país, algo que não havia tido a mesma força no primeiro turno. Nas redes e nas ruas, teve início uma campanha para "virar votos", que tinha entre seus principais alvos os eleitores que se abstiveram no primeiro turno: 33,4 milhões de brasileiros, o equivalente a 21,08% do eleitorado. Um dos principais pontos de mobilização foi o canal de WhatsApp "Exército do Lula", que chegou a ter mais de 10 milhões de seguidores. Nele, o deputado federal André Janones (Rede-MG) passava "missões" para engajar conteúdos da esquerda, como vídeos, hashtags e publicações contrárias a Flávio. Além disso, fazia lives para impulsionar a campanha do petista. Segundo os especialistas, a esquerda aprendeu no segundo turno a fazer uma militância digital forte, que tradicionalmente tinha mais impacto em grupos bolsonaristas. "O bolsonarismo sempre teve força nas redes porque eles ativavam a capilaridade digital e cresciam. Eu acho que a esquerda aprendeu sobre essa necessidade de mostrar vigor na reta final. E também havia a composição da comunicação digital, sempre incentivando a compartilhar e pedindo para evitar comentar os posts contrários ao presidente para não engajar", diz Veiga. Medo e pacote de bondades Os grupos coordenados de esquerda também passaram a compartilhar notícias negativas sobre Flávio. Temas como possibilidades de perda de benefícios sociais e mudanças na Constituição Federal passaram a ser recorrentes na estratégia contra o senador, apontam especialistas. "O PT usou a estratégia do medo. Afinal, o medo é o que mais movimenta as pessoas, assim como a esperança", diz o cientista político Kleber Carrilho, pesquisador e professor da Universidade de Helsinque, na Finlândia. Segundo ele, foi uma estratégia semelhante ao que já era usado rotineiramente por aliados de Bolsonaro, quando relacionavam ameaças sociais a partidos de esquerda. Além desses fatores, especialistas também mencionam que medidas do governo federal nas últimas semanas, antes do segundo turno, também podem ter ajudado a impulsionar os votos de Lula. Entre essas ações estão a antecipação do calendário de pagamentos do Bolsa Família, junto com reajustes nos valores, e um pacote de perdão de dívidas tributárias de microempreendedores individuais (MEIs) com a União. "Esses mecanismos tradicionais, usados por governos para se reeleger, não me parecem decisivos. Eles não foram decisivos para reeleger o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, que perdeu a eleição mesmo usando recursos parecidos ou piores", diz Barbosa. Deslizes de Flávio e aliados Enquanto a campanha de Lula no segundo turno parecia mobilizar cada vez mais pessoas, especialistas apontam que a de Flávio já não demonstrava o mesmo fôlego pelo país. Para os cientistas políticos, a campanha do bolsonarista cometeu vários deslizes, que podem ter ajudado o adversário. Os especialistas dizem que Flávio adotou uma postura que pode ter sido considerada arrogante por muitos eleitores, após liderar o primeiro turno. "Nos debates, muitos começaram a perceber o Flávio", afirma Veiga, acrescentando que no primeiro turno o pleito incluía governador, deputado estadual, deputado federal, senador e presidente. "Tinha um engajamento local e a ideia era de que o eleitor levasse todo um pacote". Quando essas eleições decididas, Flávio ficou sozinho diante o eleitorado. A conduta que Flávio adotou nos debates é apontada como um fator prejudicial, incluindo a insistência do senador em ficar atrás de Lula no primeiro embate entre os dois, exibido pela Band. "As pessoas podem ter ficado com medo desse personagem, que lembra o pai dele, que no primeiro turno não aparecia tanto. Ficaram com medo desse cara que em um debate faz uma piada com a falta de dedo do presidente, que é um idoso", diz Carrilho. Outro ponto prejudicial ressaltado por especialistas é o vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em que eleitores do Nordeste reclamam de Lula. "Aquele vídeo não era algo que poderia ser feito com o objetivo de conquistar votos no Nordeste. Quando o Lula, que é nordestino, fala sobre as dificuldades da região, as pessoas entendem. Mas quando quem diz isso é o Nikolas, que é de Minas Gerais, é enxergado de outra forma", avalia Carrilho. O cientista político afirma que o eleitor que se considera bolsonarista dificilmente vai mudar de opinião, mas esses deslizes de Flávio podem ter influenciado aqueles que ainda tinham dúvidas em quem votar no segundo turno. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. 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| Short teaser | Presidente conquistou mais de 10 milhões a mais do que no primeiro turno e conseguiu virada histórica. | ||
| Author | Vinícius Lemos | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/o-que-explica-a-virada-histórica-de-lula-no-segundo-turno/a-79788987?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
https://static.dw.com/image/79769653_303.jpg
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| Image caption | Jornais deram destaque para a virada histórica de Lula | ||
| Image source | Raquel Cunha/REUTERS | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/79769653_303.jpg&title=O%20que%20explica%20a%20virada%20hist%C3%B3rica%20de%20Lula%20no%20segundo%20turno | ||
| Item 7 | |||
| Id | 79785900 | ||
| Date | 2026-10-28 | ||
| Title | O papel da Argentina de Milei na fuga de Flávio Bolsonaro | ||
| Short title | O papel da Argentina de Milei na fuga de Flávio Bolsonaro | ||
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Apesar de a Polícia Federal ter cancelado os passaportes do senador, autoridade migratória argentina comunica que ele entrou no país sem qualquer impedimento legal. Fuga deverá piorar ainda mais relações diplomáticas. A Argentina confirmou na madrugada desta quarta-feira (28/10) que o senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República, fugiu do Brasil para a Argentina e seguiu a caminho do Equador acompanhado da esposa e das duas filhas. O senador e sua família receberam vistos dos Estados Unidos no dia anterior, concedidos pelo governo do presidente Donald Trump, segundo a agência de notícias AP. A fuga de Flávio Bolsonaro pelo país vizinho deverá piorar ainda mais as já desgastadas relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, que se deterioraram com declarações feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, durante a recente disputa pela Presidência. Milei foi ao Brasil para participar de atos de campanha de Bolsonaro e, em solo brasileiro, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "ladrão", "presidiário" e "delinquente". Depois disso, o Brasil comunicou a dispensa do embaixador da Argentina em Brasília e decidiu não enviar o embaixador brasileiro a Buenos Aires, efetivamente rebaixando as relações diplomáticas entre os dois países. O governo argentino também se recusou inicialmente a reconhecer a vitória de Lula nas eleições. O porta-voz da Presidência da Argentina, Adrián Ravier, disse que o Executivo registrou o resultado do pleito e afirmou que Lula também não parabenizou Milei após a vitória do argentino em 2023. "Quando em 2023 Javier Milei foi eleito, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada. Por enquanto, não há nenhum comunicado que vamos fazer", destacou. A fuga de Flávio Bolsonaro pelo país vizinho se dá apesar de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ter proibido o senador de deixar o país e determinar que ele entregasse seus passaportes, no âmbito de uma investigação criminal sobre seu suposto envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro. Bolsonaro não entregou os passaportes, e os documentos foram cancelados pela Polícia Federal. Argentina inicialmente negou presença de FlávioO jornal argentino Clarín diz ter sido informado de que não havia, na Argentina, nenhum alerta vigente contra Flávio Bolsonaro que impedisse sua entrada e lembrou que o senador também tem passaporte italiano, documento que ele poderia ter utilizado ao cruzar a fronteira por via terrestre, passando pelo controle migratório. Além disso, brasileiros Não precisam de passaporte para entrar na Argentina, basta um documento de identidade. A autoridade migratória argentina assinalou que "os que ingressaram no país possuíam documentação de viagem válida e não enfrentavam qualquer impedimento legal para entrar; além disso, sua passagem foi registrada pela autoridade competente sem qualquer incidente". Durante o dia, o governo de Milei negou "enfaticamente" que Flávio Bolsonaro tivesse entrado na Argentina, e também as autoridades de migração disseram que não havia registro de entrada dele no país. Só na madrugada desta quarta-feira, às 2h01, a autoridade migratória argentina comunicou, por meio de uma postagem na rede social X, que Flávio Bolsonaro e sua família cruzaram a fronteira para entrar no país às 22h50. Até então, o paradeiro dele era desconhecido. "A Direção Nacional de Migrações informa que, às 22h50 do dia 27/10, entraram pelo posto de fronteira da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, os cidadãos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro. Eles apresentaram documentação de viagem válida, sem qualquer impedimento legal para a entrada no país; a passagem foi registrada pela autoridade competente, sem incidentes", comunicou a autoridade. "Além disso, às 23h30, o grupo embarcou em um voo privado, operado pela empresa Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme consta no plano de voo", concluiu. A fugaO comunicado oficial foi divulgado três horas após a passagem do grupo pela fronteira. Por volta das 23h, duas vans da empresa brasileira Iguaçu Dallas Travel atravessaram a fronteira em Puerto Iguazú, vindas do lado brasileiro, informou o Clarín. Segundo a emissora TN, os veículos seguiram em velocidade máxima, escoltados por uma viatura da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), até entrarem diretamente na pista do Aeroporto de Puerto Iguazú, em Misiones. A emissora argentina C5N, que transmitia ao vivo do aeroporto no momento da chegada das vans, informou que a comitiva era composta de quatro veículos, com escolta da polícia, e ao menos um deles entrou na pista do aeroporto. A bordo de um dos veículos, de vidros escurecidos, havia uma pessoa usando boné, sentada no banco traseiro, que o Clarín identificou como sendo Flávio Bolsonaro. O jornal observou que a movimentação de segurança vista no local era incomum para um aeroporto que, àquela hora, quase não recebe voos. Segundo o jornal argentino La Nación, o estrategista de Milei, Santiago Caputo, estava na província de Misiones no momento da partida da aeronave privada, o que aumentariam as suspeitas de colaboração do governo argentino na fuga de Flávio. A Casa Rosada negou qualquer envolvimento no caso. Ainda de acordo com o La Nación, perfis ligados ao campo libertário comemoram nas redes sociais a saída de Flávio Bolsonaro pela Argentina, um deles seria Juan Pablo Carreira, conhecido nas redes como Juan Doe, que ocupa o cargo de diretor de Comunicação Digital da Presidência. "O governo de Milei é o governo com mais coragem da história. Flávio Bolsonaro está a salvo das garras do comunismo, que quer prender todos os opositores; e agora poderá continuar a luta a partir dos Estados Unidos, em vez de fazê-lo de uma cela em Brasília, como seu pai", escreveu nas redes sociais. as/cn (AP, OTS) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Autoridade migratória argentina diz que não havia impedimento legal para senador entrar no país. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/o-papel-da-argentina-de-milei-na-fuga-de-flávio-bolsonaro/a-79785900?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Item 8 | |||
| Id | 79784221 | ||
| Date | 2026-10-28 | ||
| Title | Fim da imunidade parlamentar, passaporte italiano: Fuga de Flávio Bolsonaro é destaque na imprensa europeia | ||
| Short title | Fuga de Flávio Bolsonaro é destaque na imprensa da Europa | ||
| Teaser |
Sites de notícias observam que o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, quer conceder asilo político ao senador, que fugiu para "evitar uma investigação por lavagem de dinheiro". A fuga do candidato derrotado nas eleições Flávio Bolsonaro do Brasil é destaque nos sites de notícias europeus nesta quarta-feira (28/10). As reportagens detalham o roteiro da saída do senador do país, associam o episódio às investigações que pesam contra ele e lembram fugas de outros membros do clã. Na Alemanha, o site da revista Der Spiegel, em uma reportagem intitulada O verdadeiro motivo para a fuga de Bolsonaro, afirma que o episódio é um presente para Lula ao enfraquecer o clã Bolsonaro e dividir a direita brasileira. "Em fevereiro termina o mandato de Flávio como senador, e então ele perderá a imunidade parlamentar. Esse provavelmente é o verdadeiro motivo de sua fuga. O político é alvo de duas investigações por lavagem de dinheiro e corrupção", afirma a revista. O texto afirma ainda que a operação também é uma "espécie de reunião familiar", citando que o irmão de Flávio, Eduardo também fugiu para os EUA. A reportagem lembra ainda o episódio da ida de Jair Bolsonaro aos EUA, após a vitória de Lula nas eleições de 2022, temendo a Justiça brasileira. "Se seu amigo Donald Trump estivesse no poder naquela época, ele provavelmente ainda hoje viveria em Orlando, e não estaria em prisão domiciliar em Brasília como um golpista fracassado condenado. Mas o governo do então presidente Joe Biden deixou claro que não concederia asilo a Bolsonaro", destaca. O jornal conservador alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) narra a história da "complicada fuga de Flávio para a América de Trump", destacando que o presidente republicano quer admiti-lo nos EUA, "mas para isso ele [Flávio Bolsonaro] precisa primeiro chegar lá". O periódico lembra que o senador é alvo de duas investigações no Brasil "A fuga provocou inquietação no PL. A cúpula da legenda, que na segunda-feira havia reconhecido a vitória eleitoral de Lula e pretendia confiar a Bolsonaro a liderança da oposição, aparentemente não havia sido informada da decisão. Integrantes do círculo próximo do ex-presidente afirmam que ele pretende solicitar asilo político nos Estados Unidos e, de lá, liderar a oposição. No entanto, o campo conservador vem se distanciando cada vez mais de Bolsonaro e considera que chegou o momento de questionar a pretensão da família Bolsonaro de liderar esse grupo político", diz o FAZ. A fuga também é destaque no jornal Süddeutsche Zeitung (SZ) que cita as investigações contra Flávio e lembra que, com a derrota na eleição, ele ficaria sem mandato na política pela primeira vez em 24 anos. "A pressão sob Flávio aumentou no Brasil. Ao deixar de ser senador, ele ficou menos protegido de processos criminais. Ele está sendo investigado no atual maior escândalo de corrupção do Brasil, que foi revelado no ano passado com a quebra do Banco Master." Casos de corrupçãoNa França, o diário Le Monde noticia que "o candidato da extrema direita, envolvido em vários casos de corrupção e intimado pela Justiça brasileira a entregar seus passaportes, deixou o país rumo ao Equador, após cruzar a fronteira terrestre com a Argentina". O texto acrescenta que, "para estupefação geral", a fuga se deu "apenas dois dias" após sua derrota na eleição presidencial. "Uma fonte anônima do governo brasileiro procurou, no entanto, tranquilizar os interlocutores. ‘Não vamos romper as relações com os Estados Unidos, é exatamente isso que eles [o clã Bolsonaro] querem’, afirma, lembrando que o governo já precisou lidar com episódios semelhantes. Após sua derrota para Lula em 2022, Jair Bolsonaro passou três meses na Flórida e teria considerado fugir para a Hungria e a Argentina antes de retornar ao Brasil. Washington também recebeu de braços abertos o ex-chefe da inteligência brasileira, Alexandre Ramagem, poucos dias antes de sua condenação, em setembro de 2025, a 16 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado contra Lula", afirma o jornal francês. Já o jornal espanhol El País publica texto intitulado A fuga de Flávio: do Brasil à Argentina para viajar aos EUA, após fazer escala no Equador, no qual relata que Flávio Bolsonaro "saiu de seu país para evitar uma investigação por lavagem de dinheiro" e que Trump diz que aceita acolhê-lo nos EUA. "Não está claro o paradeiro do filho do ex-presidente golpista Jair Bolsonaro. A Flórida é considerado um destino provável, mas seu irmão, o ex-deputado Eduardo, vive no Texas, por isso também se suspeita que ele pode ter ido para lá", escreve o El País. Cidadania italianaO jornal britânico Financial Times também relembra as investigações contra Flávio e avalia que a presença do senador no EUA "provavelmente agravará as já tensas relações entre Brasília e Washington. Um aliado afirmou que sua esposa e suas duas filhas também deixaram o Brasil". "O governo Trump, que ainda não reconheceu formalmente a vitória de Lula, anunciou na terça-feira que concederia um visto a Flávio, cujo pai, Jair Bolsonaro, foi aliado do presidente republicano durante seu mandato", afirma o texto. O também britânico The Guardian também dá destaque ao episódio e aponta que o senador possui a cidadania italiana. "Um ministro do Supremo Tribunal Federal cancelou o passaporte de Flávio poucos minutos após a divulgação do resultado eleitoral, em uma decisão relacionada a um processo criminal contra o senador. Ele tinha até as 11h para entregar o documento à Polícia Federal, mas não compareceu. Flávio possui cidadania italiana desde 2023 e, segundo relatos, também tem um passaporte emitido pelo país europeu", diz. as/cn (OTS) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Sites de notícias observam que governo dos EUA, liderado por Donald Trump, quer conceder asilo político ao senador. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/fim-da-imunidade-parlamentar-passaporte-italiano-fuga-de-flávio-bolsonaro-é-destaque-na-imprensa-europeia/a-79784221?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&title=Fim%20da%20imunidade%20parlamentar%2C%20passaporte%20italiano%3A%20Fuga%20de%20Fl%C3%A1vio%20Bolsonaro%20%C3%A9%20destaque%20na%20imprensa%20europeia | ||
| Item 9 | |||
| Id | 79774486 | ||
| Date | 2026-10-27 | ||
| Title | Em crise na Alemanha, Audi anuncia fábrica nos EUA e é acusada de ajudar Trump em eleição | ||
| Short title | CEO da Audi sobe no palanque de Trump e gera indignação na Alemanha | ||
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Chefe da montadora alemã confirmou abertura de fábrica nos EUA em comício ao lado de Trump a duas semanas de eleição ao Congresso. Ação é criticada na Alemanha, onde setor enfrenta cortes massivos de empregos.O anúncio de um investimento bilionário da montadora alemã Audi nos Estados Unidosàs vésperas das eleições de meio de mandato gerou críticas na Alemanha, em um momento em que o setor automobilístico alemão atravessa uma das maiores crises de sua história recente. Feito durante um comício eleitoral do presidente americano,Donald Trump, na Geórgia, o anúncio foi celebrado pela campanha republicana como prova da eficácia de sua política tarifária. Ao mesmo tempo, desencadeou críticas na Alemanha, onde o CEO da empresa, Gernot Döllner, foi acusado de dar apoio político a Trump enquanto o setor automobilístico enfrenta pressão sem precedentes da China, aumento de custos, dois conflitos internacionais e com sucessivos anúncios de demissões e corte de gastos. No sábado (24/10), Trump anunciou que a Audi vai instalar uma fábrica na Geórgia, estado crucial para o sucesso nas urnas de seu Partido Republicano. A informação logo foi confirmada pela Audi, com investimento previsto de 4 bilhões de dólares (R$ 21,7 bilhões) e criação de 4,5 mil postos de trabalho. A construção deve começar em 2027, com planos de produção de até 200 mil veículos por ano a partir do início da década de 2030. A empresa, que é parte do grupo Volkswagen, pretende fabricar SUVs para o mercado americano na unidade, marcando um "compromisso de longo prazo" com o que descreveu como "um dos mercados premium mais importantes do mundo". Por que a Audi está investindo nos EUA Trump atribuiu o investimento da Audi às tarifas de 15% impostas sobre veículos fabricados na Europa, afirmando que a iniciativa "não teria acontecido" sem a taxação. Embora o compromisso esteja alinhado ao plano de Trump de trazer a manufatura de volta aos Estados Unidos, a Audi afirmou que está fazendo esse grande investimento por razões de crescimento e resiliência. "Temos ambições muito maiores para a Audi nos Estados Unidos", disse Döllner, que participou do comício republicano ao lado de Trump. "Os Estados Unidos são um dos mercados premium mais importantes do mundo, e ainda não realizamos todo o nosso potencial. Estamos determinados a mudar isso [...]. Trata-se de construir um negócio mais forte para a Audi nos EUA, não apenas de construir uma fábrica", afirmou. No entanto, as tarifas de Trump sem dúvida agravaram os problemas da montadora. A Audi, que atualmente exporta para os Estados Unidos a partir da Europa e do México, informou que os custos adicionais gerados pelas tarifas chegaram a cerca de 1,2 bilhão de euros (R$ 7,2 bilhões) no ano passado. Com pouco mais de 160 mil veículos vendidos, as vendas da Audi nos EUA caíram 16% no último ano, em meio à intensa concorrência e após Trump eliminar os subsídios para veículos elétricos em seu segundo maior mercado. Segundo analistas do setor, ao construir uma fábrica nos Estados Unidos, a Audi poderá evitar ou reduzir o impacto das tarifas impostas por Trump. Críticas severas na Alemanha O acordo da Audi com Trump gerou fortes críticas devido à severa pressão enfrentada pelas montadoras alemãs e pelo temor de que signifique mais perdas de empregos na Alemanha. Grande parte das críticas se concentrou na participação de Döllner no comício ao lado de Trump. A porta-voz de política de transportes do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), Isabel Cademartori, acusou Döllner de fazer campanha para um autocrata que trava uma guerra comercial contra a Alemanha. "Isso é uma vergonha, especialmente considerando a história do Grupo Volkswagen", declarou, referindo-se aos vínculos da empresa com o partido nazista de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Christiane Benner, presidente do poderoso sindicato alemão IG Metall, classificou a participação no comício como "extremamente constrangedora, politicamente inaceitável e indigna da empresa". A chefe do conselho de trabalhadores da Volkswagen, Daniela Cavallo, foi além, afirmando que Döllner havia se deixado transformar em "um fantoche no espetáculo de propaganda" de Trump. Cavallo, entretanto, observou que a fábrica nos EUA pode fazer sentido do ponto de vista empresarial, já que a Volkswagen precisa ampliar sua participação naquele mercado. Um porta-voz da Audi defendeu o investimento, afirmando que ele "não é uma decisão contra a Alemanha, mas sim um passo para fortalecer nossa competitividade global". Manfred Döss, presidente do conselho de supervisão da Audi, insistiu que o futuro da montadora não pode ser garantido apenas por cortes de custos e ganhos de eficiência. "Precisamos ter coragem para investir, aproveitar novas oportunidades e tomar decisões que moldarão nossa empresa pelas próximas décadas", argumentou. A Audi pode ajudar em uma eventual vitória de Trump? O anúncio de investimento da Audi nos EUA parece claramente ter sido programado para coincidir com as eleições legislativas de 3 de novembro. O pleito definirá quem terá maioria no Congresso nos últimos dois anos de Trump na Presidência: se os aliados republicanos ou a oposição democrata. Que o anúncio da Audi tenha sido feito na Geórgia, um estado decisivo nas disputas eleitorais, é visto como uma estratégia para fortalecer os candidatos republicanos locais. Desde que retornou à Casa Branca no ano passado, Trump tem usado tarifas e pressão política para forçar montadoras globais a transferirem suas fábricas para território americano. O investimento da Audi segue iniciativas da Stellantis e da japonesa Toyota para expandir sua produção nos Estados Unidos, enquanto a Honda negocia a construção de uma nova fábrica no país. As gigantes americanas General Motors e Ford também prometeram aumentar sua produção doméstica. Embora um único anúncio de investimento talvez não seja suficiente para influenciar muitos eleitores, ele reforça uma das principais promessas eleitorais de Trump: revitalizar a produção industrial nos Estados Unidos. O boom dos carros chineses Impulsionadas por enormes subsídios governamentais, as concorrentes chinesas saíram na frente na transição para os veículos elétricos, ampliando a produção de novos modelos que estão conquistando rapidamente participação em um mercado automobilístico global cada vez mais competitivo. BMW, Mercedes-Benz e a Volkswagen, controladora da Audi e segunda maior montadora do mundo, emitiram alertas de queda de lucro nos últimos meses devido à pressão sobre suas margens. As empresas também anunciaram grandes programas de corte de custos. A Volkswagen está se preparando para eliminar até 100 mil empregos até 2030, enquanto a fábrica da Audi em Neckarsulm, que emprega cerca de 15 mil pessoas, é uma das quatro unidades sob risco de fechamento. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Executivo alemão confirmou abertura de fábrica nos EUA em comício com Trump a duas semanas de eleição ao Congresso. | ||
| Author | Nik Martin | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/em-crise-na-alemanha-audi-anuncia-fábrica-nos-eua-e-é-acusada-de-ajudar-trump-em-eleição/a-79774486?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Donald Trump e o CEO da Audi, Gernot Döllner, em evento de campanha na Geórgia: pressionada por tarifas, Audi espera que seus planos de fabricar SUVs nos EUA impulsionem faturamento da empresa | ||
| Image source | Edgar Su/REUTERS | ||
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| Item 10 | |||
| Id | 79731488 | ||
| Date | 2026-10-26 | ||
| Title | Custos altos e resultados abaixo do esperado: empresas freiam uso da IA | ||
| Short title | Empresas freiam uso da IA após custos altos e ganhos limitados | ||
| Teaser |
Após gastar bilhões em inteligência artificial, empresas passam a limitar o uso da tecnologia diante de resultados abaixo do esperado, risco de erros e temor de perda de conhecimento entre funcionários.O mercado de trabalho global passa por transformações profundas. Um relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho publicado no ano passado indica que, até 2030, cerca de 92 milhões de postos de trabalho em todo o mundo serão eliminados ou sofrerão mudanças drásticas devido à inteligência artificial (IA) e aos processos de automação a ela associados. Ao mesmo tempo, estima-se a criação de cerca de 170 milhões de novos empregos. As expectativas de muitas empresas em relação à IA são, portanto, elevadas: espera-se que ela acelere processos, reduza custos e, consequentemente, aumente a eficiência. No entanto, algumas empresas já começam a rever sua postura. Após investirem tempo e recursos financeiros consideráveis na implementação abrangente da IA, questões sobre o benefício real, os custos operacionais e os riscos associados passaram a ocupar o centro das discussões. IA altamente especializada para tarefas simples Um exemplo notável é a consultoria global Accenture. A empresa afirma ter investido 3 bilhões de dólares especificamente na expansão de sua divisão de dados e IA. Estima-se que mais de 1 bilhão de dólares tenha sido destinado anualmente à capacitação dos colaboradores – uma parcela significativa voltada a treinamentos específicos em IA. A Accenture teria adotado uma estratégia de IA bastante agressiva: a promoção para cargos de liderança é restrita a funcionários que utilizam regularmente as ferramentas internas de IA. Essa pressão intensa, contudo, levou os colaboradores a utilizarem essas ferramentas dispendiosas até mesmo para tarefas relativamente simples, apenas para cumprir as exigências de uso – como a criação de apresentações a partir de documentos de texto, a elaboração de resumos de relatórios ou a realização de tarefas básicas de programação. "Há alguns anos, essas aplicações eram relativamente baratas, pois a 'moeda' de pagamento eram, por assim dizer, os dados", explica Anne-Sophie Mayer, professora de Trabalho Digital na Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique. "No entanto, isso mudou. A IA está cada vez melhor, o que fez com que os custos de licenciamento de modelos altamente especializados aumentassem drasticamente." Para utilizar essas ferramentas de IA, muitas vezes é necessário comprar "tokens" caros – e esse é o caso da Accenture. Na empresa, os custos dispararam, levando a companhia a tomar uma medida drástica para frear a situação. A partir de agora, haverá um orçamento mensal de apenas 29 dólares por pessoa para aplicações de IA. Gastos que excedam esse valor precisarão de aprovação da diretoria. Mais trabalho em vez de eficiência Mas não foi apenas o uso de ferramentas de IA caras para tarefas simples que se tornou um problema de custos. Frequentemente, o resultado eram conteúdos gerados por IA que, à primeira vista, pareciam profissionais, mas que, sob uma análise mais atenta, revelavam-se superficiais, incorretos ou pouco úteis para gerar novos conhecimentos. Em vez de economizar tempo, criou-se uma carga de trabalho adicional considerável. Os funcionários precisavam dedicar um esforço exaustivo para verificar as informações geradas pela IA, corrigir erros e ajustar os resultados para que se tornassem utilizáveis. Esse fenômeno, que já foi observado em muitas outras empresas, ficou conhecido como "workslop". Recentemente, Ryan Roslansky, um dos executivos de alto escalão da gigante de software Microsoft, também abordou o assunto em uma postagem no LinkedIn: "O 'lixo' gerado por IA não existe apenas nas redes sociais. Ele também está presente no dia a dia de trabalho. Alguém me enviou um documento que era claramente gerado por IA. Li o material, percebi que tudo era fruto de IA, pedi à minha própria IA que fizesse um resumo e, no final, não encontrei absolutamente nada que trouxesse ideias novas... É um círculo vicioso." Nesse contexto, a especialista em IA Anne-Sophie Mayer fala sobre uma problemática "homogeneização de conteúdos". Para resumos simples ou tarefas rotineiras que não exigem criatividade, as ferramentas de IA são, de fato, úteis, explica a professora. "Mas, quando se trata de recomendar ações ou interpretar situações, isso ainda precisa ser feito por humanos – para gerar valor agregado, revelar novos conhecimentos e evitar a perda de vantagem competitiva." Será que a IA torna os funcionários menos inteligentes? Pesquisadores do mercado de trabalho apontam outro problema de longo prazo: a perda de conhecimento especializado. "Terceirizar o pensamento leva à atrofia cognitiva", alerta Eric So, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Se os colaboradores dependerem excessivamente de conteúdos gerados por IA, suas próprias competências técnicas podem acabar se deteriorando. "Esse é, de fato, um grande perigo", concorda Anne-Sophie Mayer. "Pois a IA sempre dá a entender que está correta. Isso acaba inibindo o questionamento. É claro que as ferramentas de IA estão cada vez melhores, mas, por outro lado, os seres humanos tendem a se tornar excessivamente acomodados." A situação torna-se ainda mais crítica quando informações incorretas não são verificadas, acabam sendo incorporadas aos processos internos e, a partir daí, se propagam. "É preciso lembrar que a IA comete erros. E a responsabilidade por um resultado gerado permanece sempre com o ser humano." Trabalhadores sabotam IA por medo de serem substituídos Outro problema enfrentado por muitas empresas é o envolvimento, muitas vezes insuficiente, dos funcionários durante a implementação da IA. "Ao introduzir uma ferramenta de IA específica para a empresa, dependo da ajuda dos meus colaboradores para treinar essa ferramenta", explica Anne-Sophie Mayer. Isso, no entanto, acaba gerando muitos receios. Por exemplo, o funcionário pode pensar: "Puxa, se eu ajudar a treinar essas ferramentas de IA agora, talvez eu me torne obsoleto daqui a alguns anos." Mayer relata ter presenciado, em algumas empresas, casos em que funcionários inseriram, deliberadamente, informações incorretas, por medo de que a ferramenta de IA pudesse, um dia, torná-los dispensáveis. Recentemente, chamaram a atenção notícias sobre a Meta — empresa controladora do Facebook —, que demitiu cerca de 8 mil funcionários após ter registrado, secretamente, o trabalho diário deles para o treinamento da IA interna da companhia. Empresas hesitantes Na Alemanha, muitas empresas ainda evitam adotar a IA. Segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa do Mercado de Trabalho e Profissões (IAB), dois terços de todas as empresas do país abriram mão de usar ferramentas de IA até o final de 2025. Muitas empresas não identificaram aplicações adequadas para a tecnologia. Outras citaram como motivos para a não adoção a falta de know-how, sistemas de TI incompatíveis ou obstáculos relacionados à proteção de dados. Anne-Sophie Mayer compreende essa hesitação. Na sua opinião, as empresas precisam atender a quatro requisitos para que a implementação da IA seja bem-sucedida. "Primeiro: é necessário definir uma área de aplicação: onde exatamente existe um problema e como seria a solução?" O segundo ponto é a qualidade dos dados. Se eu tenho um processo analógico ruim, terei também um processo digital ruim. Se eu sequer possuo determinados dados, ou não os preparo adequadamente, e aplico uma IA sobre eles, isso não trará resultado algum." Em terceiro lugar, diz a especialista, é importante manter uma certa abertura em relação à nova tecnologia, "encontrar o equilíbrio entre o potencial da IA e a necessidade de não sair correndo atrás de toda e qualquer tendência, nem adotá-la de forma totalmente cega". E, em quarto lugar: a capacitação dos colaboradores. Trata-se, segundo Mayer, de incentivá-los a identificar, por conta própria, boas áreas de aplicação nas quais eles também consigam perceber o valor agregado da IA. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. 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| Short teaser | Após gastar bilhões, empresas limitam uso inteligência artificial diante de decepção com resultados e risco de erros. | ||
| Author | Thomas Latschan, Rayanne Azevedo | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/custos-altos-e-resultados-abaixo-do-esperado-empresas-freiam-uso-da-ia/a-79731488?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Ferramentas de IA chegam a número cada vez maior de áreas profissionais, só que nem sempre resultam em economia de custos ou eficiência | ||
| Image source | Oliver Berg/dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/56601115_303.jpg&title=Custos%20altos%20e%20resultados%20abaixo%20do%20esperado%3A%20empresas%20freiam%20uso%20da%20IA | ||
| Item 11 | |||
| Id | 79735225 | ||
| Date | 2026-10-23 | ||
| Title | Irã tenta contornar com ferrovias expansão das sanções dos EUA | ||
| Short title | Irã tenta contornar com ferrovias expansão das sanções dos EUA | ||
| Teaser |
Transporte ferroviário por China e Ásia Central tornou-se mais importante justamente no momento em que Washington decidiu atingir o setor. Aposta em modal tem suas limitações. Os Estados Unidos abriram uma nova frente em sua campanha de pressão econômica contra o Irã, visando, desta vez, as ferrovias – das quais Teerã depende cada vez mais, à medida que o comércio marítimo se torna mais difícil. No dia 1º de outubro, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a três empresas ferroviárias iranianas, além de sete fabricantes de automóveis e cinco fornecedores estrangeiros de autopeças, como parte da Operation Economic Outcast (Operação Pária Econômico). Washington afirma que os setores ferroviário e automotivo do Irã geram receita e oferecem capacidade logística ao Estado, estando, ainda, conectados a redes que envolvem a Guarda Revolucionária Islâmica. O momento dessa medida é significativo. Desde que o bloqueio marítimo imposto pelos EUA restringiu drasticamente as rotas comerciais do Irã no sul, Teerã tem buscado movimentar mais mercadorias por meio de suas fronteiras terrestres e conexões ferroviárias com a China, a Ásia Central, a Rússia e a Turquia. O transporte ferroviário tornou-se mais importante justamente no momento em que Washington decidiu atingir o setor. Irã expande conexões regionaisShahriar Naghizadeh, diretor-geral de comércio exterior na autoridade ferroviária do Irã, afirma que o país conta com cerca de 15 mil quilômetros de linhas ferroviárias (principais e secundárias), mais de 35 mil vagões e quase 500 locomotivas a diesel. Segundo Naghizadeh, a rede transportou cerca de 44 milhões de toneladas de carga no ano iraniano encerrado em março de 2026, um aumento em relação às cerca de 40 milhões de toneladas registradas no ano anterior. Para este ano, as autoridades estabeleceram a meta de 54 milhões de toneladas. O Irã está conectado aos mercados vizinhos por meio de 13 passagens ferroviárias, o que proporciona acesso terrestre à Turquia, ao Azerbaijão, ao Afeganistão e ao Paquistão, além de rotas que seguem para a Ásia Central e a China, passando pelo Turcomenistão. As novas sanções dos EUA levantam dúvidas sobre como operadores ferroviários estrangeiros, agentes de carga, bancos e seguradoras continuarão a manter relações com as empresas ferroviárias iranianas. Expansão ferroviária com a ChinaEm maio, a Bloomberg informou que a frequência de trens de carga que viajam de Xi'an para Teerã aumentou: antes do bloqueio, era de cerca de um trem por semana; agora, é de um a cada três ou quatro dias. Em setembro, um trem partiu da China transportando autopeças, bens de consumo e cargas consolidadas. O trajeto passa pelo Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão antes de entrar no Irã, em Sarakhs, com um tempo de trânsito previsto de 14 a 16 dias. Para o Irã, tais serviços oferecem algo cada vez mais importante: uma rota para fornecedores chineses que evita a região ao redor do Estreito de Ormuz. No entanto, os tempos de trânsito anunciados não refletem, necessariamente, a experiência real do importador. Sem garantia para data de entregaUma empresa de logística chinesa informou à DW que os prazos reais de entrega podem ser muito mais longos do que os anunciados, devido a inspeções de fronteira, procedimentos alfandegários e disponibilidade de trens. A estimativa é que, nas condições atuais, o transporte ferroviário ao longo da rota principal, do oeste da China a Teerã, leve de 50 a 60 dias. O transporte rodoviário, em uma rota semelhante, leva cerca de 22 a 25 dias. O contraste entre um prazo previsto de 14 dias por trem e uma estimativa comercial de até 60 dias ilustra um dos principais problemas enfrentados pelo Irã. Inspeções alfandegárias, mudanças na bitola dos trilhos, problemas com pagamentos e sanções são fatores que podem causar atrasos adicionais. Aumentar o número de trens também exige a disponibilidade de locomotivas e vagões, além da cooperação de vários países pelos quais a carga transita. Ferrovias servem melhor a insumos críticosAlireza Salavati, analista de economia política e diretor administrativo da consultoria Middle East Analytica, sediada em Londres, afirma que o transporte ferroviário tem se tornado cada vez mais útil, mas não deve ser visto como um substituto para o comércio marítimo. "Existe, atualmente, uma rota terrestre viável conectando a China ao Irã, mas eu não a classificaria como um substituto para o frete marítimo", disse ele à DW. Em condições normais, os navios conseguem transportar volumes muito maiores a um custo unitário menor. O transporte ferroviário torna-se mais atraente para mercadorias nas quais a velocidade e a continuidade são mais importantes do que o menor custo de frete. Isso inclui componentes automotivos, maquinário, eletrônicos e insumos industriais cuja ausência pode paralisar uma linha de produção inteira. Quando atrasos viram problema de fluxo de caixaSalavati argumenta que o impacto sobre as empresas não pode ser medido apenas pelos custos de frete. Para um fabricante que importa 1 milhão de dólares em insumos a cada 30 dias, uma viagem de 30 dias significa que cerca de um milhão de dólares em estoque pode ficar retido durante o trânsito. Reduzir o tempo de trânsito para 15 dias poderia diminuir esse montante de forma significativa, dependendo das condições de pagamento. O cenário oposto pode ser muito mais prejudicial. Se os custos dos insumos aumentam enquanto os prazos de entrega se alongam de 30 para 45 dias, as empresas precisam de mais capital de giro apenas para manter o mesmo fluxo de produção. Uma fábrica pode ter clientes e pedidos, mas ainda assim ser obrigada a reduzir a produção porque uma parcela excessiva de seu caixa está imobilizada em mercadorias que ainda não chegaram. "A confiabilidade é tão importante quanto a velocidade", afirmou Salavati. "Um transporte ferroviário de 15 dias não tem muita utilidade se o contêiner ficar uma semana esperando para partir, ou se bancos e seguradoras se recusarem a operar com ele." As novas sanções acrescentam mais uma fonte de incerteza a esse cálculo. Sanções desviam comércio a outros corredoresOtimizar o uso de sua malha ferroviária daria ao Irã mais opções, fazendo com que o país não dependa apenas das rotas ao sul. Mas a escala geral permanece limitada. A estratégia de sanções de Washington foi concebida para isolar o Irã, fechando canais marítimos, financeiros, aéreos e, agora, ferroviários. Ainda assim, Salavati argumenta que essa mesma pressão pode acelerar a integração do Irã a redes alternativas. "Os esforços de Washington para isolar o Irã podem, na verdade, empurrar o país, mais do que em qualquer outro momento nos últimos anos, para dentro da órbita econômica da China e aproximá-lo do sistema estratégico da Rússia em tempos de guerra", afirmou ele. Isso não significa que a China ou a Rússia consigam compensar o custo econômico da pressão exercida pelos EUA, uma vez que os importadores iranianos ainda precisam de seguradoras, bancos e clientes capazes de absorver preços mais elevados. Os trens de carga conteinerizada conseguem transportar apenas uma fração do que um grande navio cargueiro é capaz de levar. Portanto, por ora, a via ferroviária oferece ao Irã apenas um canal comercial alternativo e limitado. Um sucesso mais amplo dependeria de melhores condições de financiamento e de maior confiabilidade. Mas, mesmo assim, a ferrovia não chega a ser um substituto completo para o transporte marítimo. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Irã recorre a vias ferroviárias com a China. Mas as limitações de capacidade ainda são obstáculos. | ||
| Author | Amir Soltanzadeh, Rayanne Azevedo | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/irã-tenta-contornar-com-ferrovias-expansão-das-sanções-dos-eua/a-79735225?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&title=Ir%C3%A3%20tenta%20contornar%20com%20ferrovias%20expans%C3%A3o%20das%20san%C3%A7%C3%B5es%20dos%20EUA | ||
| Item 12 | |||
| Id | 79734408 | ||
| Date | 2026-10-22 | ||
| Title | Hóspede de Airbnb não será mais obrigado a lavar louça e tirar lixo no check-out | ||
| Short title | Hóspede de Airbnb não terá mais que lavar louça e tirar lixo ao sair | ||
| Teaser |
Novas diretrizes da plataforma de hospedagem visam limitar as tarefas domésticas impostas aos viajantes. Anfitriões agora só podem impor tarefas consideradas "razoáveis".Os anfitriões do Airbnb não poderão mais exigir que os hóspedes lavem a louça e a roupa de cama antes do check-out, conforme novas regras que visam limitar as tarefas domésticas impostas aos viajantes. A plataforma de hospedagem informou nesta semana que atualizou suas diretrizes: agora, os anfitriões só podem solicitar aos hóspedes a realização de tarefas consideradas "razoáveis". Ainda é permitido, por exemplo, pedir que os hóspedes coloquem a louça suja na pia e reúnam as toalhas usadas. No entanto, os anfitriões não poderão mais exigir que os hóspedes levem o lixo para fora da propriedade. "Os hóspedes não devem ser solicitados a levar o lixo para fora da propriedade, mas você pode pedir que separem o lixo dos materiais recicláveis em lixeiras internas específicas para cada tipo de resíduo", afirma a empresa em comunicado. Exceções O Airbnb, contudo, abre margem para algumas exceções. "Por exemplo, pode ser razoável pedir aos hóspedes que descartem o lixo em um recipiente à prova de animais – em regiões onde há ursos, por exemplo – ou solicitar que limitem o tempo de banho devido a restrições locais de água causadas pela seca." Os hóspedes do Airbnb geralmente pagam uma taxa de limpeza. Por isso, a plataforma alerta os anfitriões de que "solicitar que realizem tarefas que caberiam a um profissional de limpeza pode afetar negativamente a estadia e as avaliações recebidas". As novas regras também proíbem que os anfitriões impeçam os hóspedes de utilizar comodidades listadas na descrição do imóvel, como o ar-condicionado. As mudanças entram em vigor no dia 20 de novembro. md/ra (DPA, ots) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Novas diretrizes da plataforma visam limitar as tarefas domésticas impostas aos viajantes às consideradas "razoáveis". | ||
| Author | Redação DW, Rayanne Azevedo | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/hóspede-de-airbnb-não-será-mais-obrigado-a-lavar-louça-e-tirar-lixo-no-check-out/a-79734408?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Novas regras do Airbnb entram em vigor em novembro | ||
| Image source | Hauke-Christian Dittrich/picture alliance | ||
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| Item 13 | |||
| Id | 79717667 | ||
| Date | 2026-10-20 | ||
| Title | VW faz recall de 73 mil carros elétricos por risco de incêndio | ||
| Short title | VW faz recall de 73 mil carros elétricos por risco de incêndio | ||
| Teaser |
Defeito está nas baterias de alta voltagem. Atravessando crise, empresa tem a terceira chamada de produtos às fábricas deste ano.A Volkswagen (VW) convocou um recall de quase 73 mil veículos elétricos devido a baterias defeituosas, segundo dados publicados nesta terça-feira (20/10) pela Autoridade Federal de Transporte Motorizado da Alemanha (KBA). Cerca de 10 mil veículos, em sua maioria da linha ID da Volkswagen, são afetados apenas na Alemanha. Outros recalls já estão em andamento no Reino Unido e nos Estados Unidos. No mercado americano, mais de 22 mil unidades do modelo ID.4 são afetadas, segundo autoridades dos EUA. A preparação do recall alemão já havia sido divulgada na semana passada, após verificações internas de qualidade identificarem que determinadas células de baterias de alta voltagem em veículos da família ID não atendem aos requisitos de qualidade. Segundo a empresa, a causa está relacionada a defeitos de produção de fornecedores e afeta um período limitado de fabricação. "Em casos raros, isso pode levar a um aumento do estresse térmico nessas baterias; em situações extremas, pode ocorrer um incêndio", informou a Volkswagen na semana passada. Os modelos afetados na Alemanha incluem os ID.3, ID.4, ID.7 e ID.Buzz produzidos em determinados períodos entre 2022 e 2025, além do Cupra Born, fabricado pela subsidiária espanhola Cupra entre 2022 e 2024. A empresa reportou que os proprietários dos veículos afetados receberão uma carta de notificação. Tempos de crise Como medida imediata de segurança, a Volkswagen anunciou que limitaria o carregamento dos veículos afetados a, no máximo, 80% da capacidade até que eles sejam inspecionados por uma oficina autorizada. De acordo com a montadora, os módulos de bateria afetados não precisarão necessariamente ser substituídos, já que uma atualização de software pode ser suficiente. Este não é o primeiro recall da empresa em 2026 relacionado a baterias. Em março, Volkswagen e Cupra já haviam convocado mais de 90 mil veículos em todo o mundo pelo mesmo motivo, sendo 28 mil deles na Alemanha. No fim de setembro, a montadora também chamou mais de 5 milhões de veículos para reparos, devido a um parafuso do sistema de direção suscetível à corrosão. A Volkswagen vem passando por uma crise mais ampla, com ameaças de cortes de empregos e fechamento de fábricas. As causas mais comumente apontadas incluem o aumento dos custos de produção, o enfraquecimento do mercado interno, a concorrência da China e uma estratégia vacilante para veículos elétricos. ht/ra (dpa, ots) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Defeito está nas baterias de alta voltagem. Empresa tem a terceira chamada de produtos às fábricas deste ano. | ||
| Author | Redação DW, Rayanne Azevedo | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/vw-faz-recall-de-73-mil-carros-elétricos-por-risco-de-incêndio/a-79717667?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Volkswagen afirmou que, em casos raros, baterias defeituosas podem causar incêndios | ||
| Image source | Moritz Frankenberg/dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/79427270_303.jpg&title=VW%20faz%20recall%20de%2073%20mil%20carros%20el%C3%A9tricos%20por%20risco%20de%20inc%C3%AAndio | ||
| Item 14 | |||
| Id | 79211825 | ||
| Date | 2026-09-10 | ||
| Title | China debate reduzir a importância do inglês nas escolas | ||
| Short title | China debate reduzir a importância do inglês nas escolas | ||
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Proposta de professor universitário reacende discussão sobre o papel do idioma inglês na educação chinesa. Matemático defende a priorização do mandarim. Há anos que o inglês é tido como a principal língua internacional em todo o mundo. Estima-se que um em cada cinco habitantes do planeta o idioma como língua franca. Na China, porém, um professor universitário defende que o país pare de dar "tanta importância" para um idioma ocidental. O matemático Tang Jiafeng quer que o inglês deixe de ter o mesmo peso que as disciplinas de matemática e mandarim, nos exames dos sistemas educacionais chineses. Segundo ele, nenhum outro país atribui ao inglês um valor tão alto quanto a China. "Nossas crianças começam a estudar inglês antes mesmo de dominarem plenamente a própria língua. Somos uma civilização com milhares de anos de história. O inglês é apenas uma ferramenta. Basta saber utilizá-lo. A tradição de admirar e imitar culturas ocidentais precisa acabar", argumenta. Aprender inglês é um desafio para estudantes chineses, já que o mandarim utiliza um sistema de escrita baseado em caracteres, diferente do alfabeto empregado em idiomas ocidentais. Na China, o inglês é disciplina obrigatória a partir do terceiro ano do ensino fundamental. O desempenho dos estudantes na matéria tem peso significativo nas principais provas do país, incluindo os exames para entrar no ensino médio e o gaokao, o rigoroso "vestibular" chinês. Neste, a disciplina tem a mesma pontuação máxima de matérias como mandarim e matemática. Para Tang, o modelo atual exige muitos recursos e bastante tempo. "Quanto tempo, dinheiro e esforço de alunos, pais e escolas são dedicados a uma disciplina que, para a maioria das pessoas, terá pouca relevância em sua futura vida profissional?", questiona ele. O professor ganhou notoriedade nacional depois que os seus alunos apresentaram resultados excelentes em competições de matemática. Vários alcançaram pontuação máxima. "A IA já traduz tudo"As declarações de Tang rapidamente viralizaram nas redes sociais chinesas. "Muitos se perguntam por que passar anos decorando inglês se ferramentas de inteligência artificial conseguem traduzir textos e conversas em poucos segundos", escreveu um usuário da plataforma Weibo. Outros defendem medidas menos radicais. Uma das propostas é reduzir o peso da disciplina nos exames nacionais, sem eliminá-la completamente. O debate também envolve o grande mercado de aulas particulares. Muitas famílias chinesas investem quantias exorbitantes em cursos preparatórios voltados especificamente para os testes de inglês. Além disso, estudantes que desejam ingressar em programas de pós-graduação normalmente precisam comprovar proficiência no inglês. Para Tang, essa exigência pode acabar excluindo jovens talentos das áreas de ciência e tecnologia que possuem grande potencial acadêmico, mas encontram dificuldades com línguas estrangeiras. Ciência e competitividade globalOs críticos da proposta argumentam que reduzir a importância do inglês pode prejudicar a competitividade internacional da China. Grande parte da produção científica mundial, especialmente em áreas estratégicas como inteligência artificial (IA), biotecnologia e engenharia, é publicada em inglês. Sem domínio adequado do idioma, pesquisadores e profissionais chineses teriam mais dificuldades para acompanhar avanços científicos e participar de redes globais de conhecimento. Entre os defensores de manter a importância do inglês no sistema educacional está Hu Xijin, ex-editor-chefe do jornal estatal Global Times. Para ele, o domínio de idiomas estrangeiros é uma competência fundamental no século 21. "Vivemos em uma era de globalização. A abertura da China para o mundo não é apenas uma política de Estado; ela amplia as oportunidades das pessoas e seus horizontes profissionais e culturais", afirmou. Ele também critica a ideia de transformar o debate em uma disputa entre tradição chinesa e influência estrangeira. Segundo Hu, dá para valorizar a cultura nacional e, ao mesmo tempo, o aprendizado de idiomas. Compreender outras línguas amplia as possibilidades de intercâmbio econômico, científico e cultural, destaca. Outro argumento frequente é o da igualdade de oportunidades. Para os defensores da disciplina, manter o inglês no currículo obrigatório garante que crianças de regiões rurais e menos desenvolvidas também tenham acesso a uma ferramenta importante para a mobilidade social e profissional. Universidades repensam formaçãoA discussão ocorre em um momento de transformação nas universidades chinesas especializadas em línguas estrangeiras. Docentes relatam que cursos tradicionais, como alemão, francês e outras graduações voltadas exclusivamente para idiomas, vêm atraindo menos candidatos nos últimos anos. Como resposta, instituições de ensino superior têm reformulado seus currículos. Na Beijing Foreign Studies University, uma das mais prestigiadas da área, o modelo que combina formação linguística com outras especializações, como direito, tecnologia da informação e economia está ganhando força. A discussão sobre a influência estrangeira na educação está longe de ser novidade na China. Já no final do século 19, durante o movimento de modernização da dinastia Qing, intelectuais defendiam que o país deveria aprender com as potências ocidentais para fortalecer seu próprio desenvolvimento. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Proposta de professor universitário reacende discussão sobre o papel do idioma inglês na educação chinesa. | ||
| Author | Dang Yuan | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/china-debate-reduzir-a-importância-do-inglês-nas-escolas/a-79211825?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&title=China%20debate%20reduzir%20a%20import%C3%A2ncia%20do%20ingl%C3%AAs%20nas%20escolas | ||
| Item 15 | |||
| Id | 77647317 | ||
| Date | 2026-06-21 | ||
| Title | Milhares de pessoas celebram o solstício de verão em Stonehenge | ||
| Short title | Milhares celebram o solstício de verão em Stonehenge | ||
| Teaser |
Com coroas de flores, 20 mil visitantes se dirigiram ao monumento milenar no Reino Unido para acompanhar o nascer do Sol do dia mais longo do ano no Hemisfério Norte.Uma multidão de mais de 20 mil pessoas se reuniu no início da manhã deste domingo (21/06) no milenar sítio arqueológico de Stonehenge, no Reino Unido, para ver o nascer do sol às 4h25 (0h25 em Brasília) no dia mais longo do ano no Hemisfério Norte, segundo a organização pública English Heritage, que administra monumentos históricos na Inglaterra. Os visitantes, alguns usando coroas de flores, tocaram o monumento antigo e comemoraram quando o sol resplandecente surgiu no horizonte enevoado. "Ao amanhecer do dia mais longo do ano, recebemos mais de 20.000 pessoas para celebrar juntas, com milhares de outras participando de todo o mundo por meio de nossa transmissão ao vivo", informou no domingo a English Heritage, organização que administra o sítio de Stonehenge. Em 21 de junho, o Hemisfério Norte da Terra está inclinado ao máximo em direção ao Sol, resultando no dia mais longo do ano. O oposto ocorre no Hemisfério Sul, que tem seu dia mais longo em 21 de dezembro. O círculo de pedras megalíticas pré-histórico situado na Planície de Salisbury, em Wiltshire (sudoeste da Inglaterra), parece ter sido construído há milhares anos para se alinhar com a trajetória do Sol nesses dias. Stonehenge é uma estrutura composta, formada por círculos concêntricos de pedras, que chegam a ter 5 metros de altura e a pesar quase 50 toneladas, localizada na Inglaterra, no condado de Wiltshire, na Planície de Salisbury. Stonehenge é um dos monumentos pré-históricos mais famosos do mundo. Formado por enormes blocos de pedra organizados em círculos, ele foi construído ao longo de várias etapas entre aproximadamente 3000 a.C. e 2000 a.C. Embora seu propósito exato ainda seja desconhecido, pesquisadores acreditam que Stonehenge tenha servido como local de cerimônias religiosas, espaço de sepultamento e até como observatório astronômico, devido ao seu alinhamento com o Sol durante os solstícios. Algumas pedras pesam mais de 25 toneladas e parte delas foi transportada de regiões localizadas a centenas de quilômetros de distância. Por causa de sua importância histórica e cultural, Stonehenge foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1986. Como funcionam as celebrações em Stonehenge? A partir de 1978, o acesso do público a Stonehenge passou a ser restrito — os visitantes não podiam mais circular livremente entre as pedras —, em resposta a casos de vandalismo e ao aumento da erosão decorrentes do rápido crescimento do número de turistas. As reuniões modernas por ocasião do solstício tiveram início já em meados do século 19, facilitadas pelo acesso ferroviário à cidade vizinha Salisbury. Esses eventos, de caráter um tanto mais anárquico e espontâneo, chegaram a um fim violento em 1985, quando a polícia e um grupo de centenas de visitantes entraram em confronto no que ficou conhecido como a Batalha de Beanfield. Enquanto a polícia tentava fazer cumprir uma liminar obtida pelas autoridades locais para impedir a passagem dos visitantes — inicialmente por meio de um bloqueio na estrada —, mais de 500 pessoas acabaram sendo presas. Foi um dos maiores episódios de prisão em massa no Reino Unido depois Segunda Guerra Mundial. A partir do ano 2000, a English Heritage passou a permitir o acesso controlado ao sítio de Stonehenge durante os dois solstícios — bem como nos equinócios de primavera e outono. Desde então, esses eventos ganharam popularidade. Solstício de verão em meio a uma onda de calor A celebração ocorreu enquanto o Reino Unido e grande parte da Europa permanece sob alertas de calor intenso. No domingo, as temperaturas na região de Salisbury estavam comparativamente amenas para os padrões nacionais, com previsão de máximas de 29 °C. Na França, no entanto, o governo proibiu o consumo de álcool em locais públicos durante as celebrações do Dia da Música, que marcam o solstício de verão. O evento inclui milhares de shows em praças de vilarejos, locais de música eletrônica e casas noturnas de Paris, reunindo comunidades e atraindo cada vez mais visitantes internacionais. Ainda na França são esperadas máximas de 40 °C no domingo, com a segunda-feira provavelmente ainda mais quente, com serviços de emergência e as forças militares foram colocados em alerta contra incêndios florestais. Há também previsão de temperaturas atingindo 37 °C em Roma e 39 °C em Madri na segunda-feira. O Met Office britânico informou que o calor deve atingir um pico de cerca de 35°C na terça e na quarta-feira, o que gerou alertas meteorológicos, alertas de saúde e preocupações com as pessoas vulneráveis. Os meteorologistas afirmaram que a próxima semana pode quebrar o recorde da temperatura mais alta já registrada em junho, de 35,6 °C, estabelecido em 1976 em Southampton. jps (dpa, DW, ots) |
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| Short teaser | Vinte mil visitantes se dirigiram ao monumento para acompanhar nascer do Sol do dia mais longo no Hemisfério Norte | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/milhares-de-pessoas-celebram-o-solstício-de-verão-em-stonehenge/a-77647317?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Alguns dos visitantes exibiram flores sobre a cabeça para celebrar o solstício em Stonehenge | ||
| Image source | Alberto Pezzali/AP Photo/picture alliance | ||
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| Item 16 | |||
| Id | 53832364 | ||
| Date | 2026-05-03 | ||
| Title | A presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump | ||
| Short title | A presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump | ||
| Teaser |
Furioso com governo alemão, Trump quer reduzir número de tropas americanas no país europeu. EUA têm mais de 30 mil tropas na Alemanha e decisão pode marcar grande mudança na relação de defesa entre os dois países Em meio a uma troca de farpas entre os EUA e a Alemanha, o Pentágono anunciou nesta semana que pretende retirar 5 mil dos seus militares que estão atualmente baseados no país europeu. Segundo o anúncio, a retirada deve ser completada num período de 6 a 12 meses. No sábado (02/05), foi a vez de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a retirada pode ser ainda mais ampla. "Vamos reduzir drasticamente, e vamos cortar muito mais do que 5.000", disse Trump a repórteres. O movimento de retirada ocorre após Trump se enfurecer com declarações críticas à condução da guerra do Irã feitas pelo chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz. Na segunda-feira, Merz afirmou que os que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" em sua guerra contra o Irã e que parece faltar a Washington uma estratégia clara no conflito. Um dia depois, Trump respondeu que o alemão "não tem ideia do que está falando". "Merz acha ok o Irã ter uma arma nuclear. Ele não sabe do que está falando!", disse em um post na rede Truth Social. Logo depois, veio o anúncio de redução de tropas baseada na Alemanha. Como parte da decisão, um plano da era Joe Biden para enviar um batalhão americano com mísseis Tomahawk de longo alcance para a Alemanha também foi abandonado. Não é a primeira vez que Trump faz movimentos para reduzir a quantidade de tropas dos EUA na Alemanha. Em 2020, o republicano chegou a anunciar um plano ainda mais drástico de redução, mas a iniciativa foi abandonada após a derrota de Trump para Joe Biden no mesmo ano. Presença militar dos EUA na AlemanhaSegundo o Pentágono entre 34 mil e 36 mil soldados ocupam atualmente em caráter permanente as bases americanas em solo alemão. Se incluídas as unidades militares em rotação, o número pode chegar temporariamente a 50 mil. Além do contingente militar, cerca de 15 mil civis americanos trabalham para o Departamento de Defesa dos EUA na Alemanha. A República Federal da Alemanha tem sido parte vital da estratégia de defesa dos Estados Unidos na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial: durante dez anos as forças americanas integraram a ocupação dos Aliados no país. Embora o contingente tenha diminuído drasticamente desde então, nas décadas seguintes comunidades militares americanas se formaram em torno de diversas cidades, e os militares dos EUA ainda são uma presença importante no país. A importância estratégica da Alemanha para os EUA se reflete na localização do quartel-general do Comando Europeu dos EUA (Eucom) na cidade de Stuttgart, no sudoeste do país, que serve como estrutura de coordenação partes todas as forças militares americanas em 51 países, principalmente europeus. A missão da Eucom é proteger e defender os EUA, impedindo conflitos, apoiando parcerias como a Otan e combatendo ameaças transnacionais. Sob seu comando estão o Exército, as Forças Aéreas e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA na Europa, todos com unidades na Alemanha. A Alemanha abriga a maior parte das tropas americanas na Europa. Só no Japão os EUA mantêm mais pessoal militar. No entanto os números na Alemanha vêm caindo nos últimos anos: dados do governo alemão mostram que desde 2006 o número de militares dos EUA baseados na Alemanha diminuiu em mais da metade, sendo que há 20 anos a cifra chegava a 72.400. Fuzileiros navais, soldados e aviadoresA Alemanha abriga cinco guarnições do Exército americano e o quartel-general do Exército dos EUA na Europa está sediado na guarnição de Wiesbaden, próximo a Frankfurt, no centro-oeste do país. Dados fornecidos pelas Forças Armadas dos EUA mostram que essas cinco guarnições, cada uma englobando várias bases em locais diferentes, compreendem atualmente cerca de 23 mil militares. Esse número inclui as Forças de Fuzileiros Navais da Europa e da África, com sede em Böblingen, sudoeste da Alemanha, como parte da Guarnição do Exército dos EUA em Stuttgart. Além disso, há cerca de 13 mil membros da Força Aérea dos EUA espalhados por vários locais na Alemanha, incluindo as duas bases aéreas americanas em Ramstein e Spangdahlem. Mais do que apenas soldadosComo as instalações militares dos EUA também empregam civis e militares por vezes podem levar suas famílias para o exterior, consideráveis comunidades de civis se formam em torno dessas instalações. Na verdade, algumas bases americanas na Alemanha, como a de Ramstein, são pequenas cidades autônomas, englobando não só quartéis, aeroportos, áreas para exercícios militares e depósitos de materiais, mas também seus próprios shoppings, escolas, serviços postais e força policial americanos. Em certos casos, a única moeda corrente é o dólar americano. Atualmente, a guarnição do Exército dos EUA na Baviera, com quartel-general em Grafenwöhr, perto da fronteira com a República Tcheca, é a maior base do Exército americano no exterior, tanto em número de militares quanto em superfície, espalhando-se por mais de 390 quilômetros quadrados. As bases também costumam empregar um número significativo de residentes e servem de impulso econômico às comunidades alemãs adjacentes, cujas empresas fornecem bens e serviços. O fechamento de instalações anteriores, como a guarnição do Exército em Bamberg em 2014, afetou a economia local, e muitos alemães que vivem perto de instalações militares americanas manifestam oposição a possíveis reduções de tropas. Porém a extensão da presença militar dos EUA na Alemanha não se limita ao pessoal: o país também mantém aviões em outras bases aéreas não americanas em solo alemão. Além disso, calcula-se que 20 ogivas nucleares sejam mantidas na Base Aérea de Büchel, no âmbito do Acordo de Compartilhamento Nuclear da Otan, fato que suscitou muitas críticas por parte dos alemães. A importância de RamsteinA Base Aérea de Ramstein, no estado alemão da Renânia-Palatinado, é a maior base militar americana fora do país. Ela serve como um centro logístico para tropas, equipamentos e cargas a caminho do Oriente Médio, África e Europa Oriental. Ramstein também é o quartel-general da Força Aérea dos EUA na Europa e serve como centro de comando da Otan para vigilância do espaço aéreo militar de todos os parceiros europeus. A base aérea também abriga uma estação de retransmissão de satélites, de grande importância para o destacamento de drones de combate americanos, por exemplo, no Oriente Médio. Como a curvatura da Terra não permite o controle direto de drones a partir dos EUA, os sinais são retransmitidos por satélite via Ramstein. A base também funciona como um centro médico, já que soldados feridos da Europa, África ou Oriente Médio são transportados de avião para Ramstein e tratados no Centro Médico Regional de Landstuhl, adjacente à base, o maior hospital militar americano fora dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, o hospital recebeu soldados americanos feridos em ataques do Irã a países do Golfo. Ambas as instalações fazem parte da Comunidade Militar de Kaiserslautern, que abrange dezenas de milhares de soldados americanos, funcionários civis e seus familiares. Spangdahlem, por sua vez, é a segunda maior base da Força Aérea dos EUA em solo alemão, fica a cerca de 120 quilômetros mais a noroeste. Ao contrário de Ramstein, Spangdahlem serve principalmente para missões operacionais de combate. Um esquadrão de caças composto por cerca de 20 jatos F-16 está estacionado na base, funcionando como uma força de reação rápida em tempos de crise. O esquadrão ajuda a proteger o flanco leste da Otan e é especializado em eliminar as defesas aéreas inimigas. Ocupação aliada do pós-guerra e seu legadoA presença militar dos EUA na Alemanha é um legado da ocupação aliada pós-Segunda Guerra Mundial, que durou de 1945 a 1955. Durante esse período, milhões de militares americanos, britânicos, franceses e soviéticos estiveram estacionados na Alemanha. A parte nordeste do país ficou sob controle soviético, tornando-se oficialmente a República Democrática Alemã (RDA) em outubro de 1949. Na parte ocidental, a ocupação foi regulamentada pelo Estatuto da Ocupação, assinado em abril de 1949, quando foi fundada a República Federal da Alemanha. O estatuto permitiu que França, Reino Unido e EUA mantivessem forças de ocupação no país e o controle completo sobre o desarmamento e desmilitarização da antiga Alemanha Ocidental. Quando a ocupação militar da República Federal da Alemanha (RFA) terminou oficialmente, o país recuperou o controle de sua própria política de defesa. No entanto, o Estatuto de Ocupação foi sucedido por outro acordo com seus parceiros na Otan. O pacto – conhecido como Convenção sobre a Presença de Forças Estrangeiras na República Federal da Alemanha e assinado pelos alemães em 1954 – permitiu que oito países-membros da Otan, incluindo os EUA, mantivessem presença militar permanente na Alemanha. O tratado ainda regula os termos e condições das forças da Otan estacionadas hoje na RFA. O número de militares americanos na Alemanha vem diminuindo desde o fim da Guerra Fria, em 1990, quando, segundo Berlim, havia cerca de 400 mil soldados estrangeiros baseados no país. Cerca de metade deles eram americanos, mas foram gradualmente retirados à medida que diminuíam as tensões com os Estados sucessores da União Soviética, e conflitos em outros lugares, como a guerra do Iraque, requeriam mais militares dos EUA. Qual a importância das bases militares americanas para a economia alemã?As bases americanas são um fator econômico importante para a Alemanha. Muitas delas estão localizadas em regiões rurais do país, onde as forças armadas americanas atuam como o maior investidor e empregador. Mais de 10 mil alemães trabalham diretamente para as forças armadas americanas, enquanto estima-se que 70.000 empregos na Alemanha estejam indiretamente ligados a empresas que prestam serviços às Forças Armadas americanas, por exemplo, no setor da construção civil ou na indústria de serviços. Além disso, os soldados americanos baseados na Alemanha e suas famílias gastam grande parte de seus salários em lojas e empresas alemãs. A comunidade militar, por si só, contribui com até 3,5 bilhões de euros (US$ 4,1 bilhões) anualmente para as economias regionais. |
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| Short teaser | EUA têm mais de 30 mil tropas na Alemanha. Furioso com governo alemão, Trump quer reduzir número. | ||
| Author | Ben Knight , Thomas Latschan | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/a-presença-militar-dos-eua-na-alemanha-na-mira-de-trump/a-53832364?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Item 17 | |||
| Id | 76191308 | ||
| Date | 2026-03-03 | ||
| Title | "Acordo Mercosul-UE não é uma troca de carros por vacas" | ||
| Short title | "Acordo Mercosul-UE não é uma troca de carros por vacas" | ||
| Teaser |
Embaixador do Brasil na Alemanha aponta que críticos do tratado de livre-comércio caracterizam de maneira equivocada o setor agrícola europeu e a indústria brasileira.O embaixador do Brasil na Alemanha rechaçou as críticas de setores políticos europeus ainda resistentes ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Brasil. Segundo Rodrigo de Lima Baena Soares, a caracterização do tratado como uma "troca de carros por vacas" é um "desserviço" que não faz jus nem ao setor agrícola europeu nem à indústria brasileira. "É preciso parar com a ideia de que esse acordo é uma troca de 'carros por vacas', uma expressão que circula tanto no discurso brasileiro quanto no europeu. Isso é uma caricatura e presta um desserviço. Isso caracteriza de maneira equivocada tanto a economia da Europa quanto a brasileira", disse Baena Soares, citando uma expressão crítica que virou um slogan de opositores do acordo, sobretudo na Europa. "Pelo lado europeu, essa narrativa apresenta o agricultor do continente como vítima de uma ameaça existencial por parte dos agricultores sul-americanos. Só que a União Europeia é o maior exportador mundial de alimentos. E os agricultores europeus produzem alguns dos bens mais valorizados e sofisticados do mundo. Está longe de ser uma indústria frágil", disse Baena Soares, que assumiu a liderança da embaixada brasileira em Berlim no ano passado. "E do lado brasileiro, há também um certo desajuste como o acordo é visto, de que seria apenas fornecimento de matérias-primas, quando a realidade é outra. A indústria brasileira exportou 181 bilhões de dólares em 2024. [O acordo] é uma oportunidade para a indústria, e não uma concessão. Com o acordo, as tarifas para a importação de máquinas cairão de 11,6% para menos de 1% até 2040", acrescentou. Baena Soares fez as declarações na segunda-feira (02/02) durante o evento "Diálogos Internacionais Brasil-Alemanha", que ocorre nesta semana na Universidade de Frankfurt, no oeste alemão, e que é promovido pelo Dinter (Diálogos Intercontinentais). Mensagem clara ao mundo O diplomata também classificou como "excelente notícia" que a Comissão Europeia tenha anunciado no fim de fevereiro que pretende implementar o acordo de forma provisória, enquanto seguir pendente um pedido de parecer apresentado pelo Parlamento Europeu ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), um processo que pode se arrastar por até dois anos. "Estou otimista que a Corte de Justiça da UE reconhecerá o acordo." Baena Soares também disse o acordo é um "sinal inequívoco" do comprometimento do Brasil "com o multilateralismo". "O acordo é uma mensagem clara ao mundo que ainda há espaço para multilateralismo, apesar de todas tensões geopolíticas e o crescente protecionismo de alguns países". "Mostra que divergências podem ser superadas por meio da negociação e do compromisso, um aspecto que anda difícil como atestam os últimos acontecimentos. Nós também não podemos subestimar o impacto político que esse acordo terá. Nosso diálogo político com a UE já é bom e vai ser ainda mais facilitado e fortalecido. Vamos lembrar que todos os países da UE e do Mercosul são países democráticos", disse. "Esse acordo não é o destino, é a infraestrutura de uma jornada cujas dimensões plenas ainda vão ser mapeadas." Negociado ao longo de duas décadas, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e EU foi finalmente assinado em janeiro, em Assunção, no Paraguai. Nas semanas seguintes, o Uruguai e a Argentina se tornaram os primeiros países a ratificar o tratado. Já na Europa ainda não há consenso pleno. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu judicializar a questão, pedindo para que o Tribunal de Justiça da UE julgue a legalidade do tratado. Para evitar que a questão se arraste nos tribunais, a Comissão Europeia (o braço executivo do bloco) anunciou que vai implementar o acordo de forma provisória. Dentro do bloco europeu, o acordo tem apoio de países como Alemanha e Espanha, mas ainda sofre resistência sobretudo da França, o principal produtor agrícola da UE. |
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| Short teaser | Embaixador do Brasil na Alemanha aponta que críticos caracterizam o tratado de livre-comércio de maneira equivocada. | ||
| Author | Jean-Philip Struck (enviado a Frankfurt) | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/acordo-mercosul-ue-não-é-uma-troca-de-carros-por-vacas/a-76191308?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Baena Soares assumiu a liderança da embaixada brasileira em Berlim no ano passado | ||
| Image source | Maksim Konstantinov/Russian Look/picture alliance | ||
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| Item 18 | |||
| Id | 75011709 | ||
| Date | 2025-12-04 | ||
| Title | Investigação conclui que chefe do Pentágono pôs soldados em risco ao usar Signal | ||
| Short title | Chefe do Pentágono teria arriscado tropas ao usar Signal | ||
| Teaser |
Relatório do inspetor-geral do Pentágono critica Pete Hegseth por usar app de mensagens para debater ataque aos rebeldes houthis do Iêmen.O secretário de Defesa dos EUA , Pete Hegseth, colocou militares e a missão americana em risco ao divulgar, num chat no aplicativo de mensagens Signal, informação confidencial sobre um ataque a milícias houthis no Iêmen, segundo um relatório do órgão de fiscalização do Pentágono. A informação foi divulgada pela imprensa americana, que cita pessoas familiarizadas com os resultados da investigação do inspetor-geral do Pentágono, que ainda não foram divulgados publicamente. O que foi apurado aumenta a pressão sobre o antigo apresentador da emissora Fox News, que, num outro caso, está sendo acusado de ter dado uma ordem para matar náufragos de uma embarcação que havia sido atacada pelos EUA no Mar do Caribe em 2 de setembro. Hegseth não violou as regras de classificação com o chat no Signal, segundo o relatório, pois, como chefe do Pentágono, ele tem autoridade para desclassificar informações. Mas o aplicativo comercial não poderia ter sido usado para discutir os ataques planejados, afirma o relatório, pois uma informação tão sensível poderia ter colocado em risco a vida de soldados americanos e a própria missão se fosse interceptada. Hegseth se recusou a conceder uma entrevista ao inspetor-geral, disseram as pessoas ouvidas, que citam o relatório. Em vez disso, ele forneceu respostas por escrito. Ele também forneceu apenas um pequeno número de suas mensagens do Signal para revisão. Isso significou que a investigação teve que se basear em capturas de tela publicadas pela revista The Atlantic, cujo editor-chefe foi acidentalmente adicionado ao chat, de acordo com fontes. O documento feito pelo gabinete do inspetor-geral do Pentágono foi entregue ao Congresso na noite desta terça-feira (02/12). Uma versão parcialmente editada do relatório deverá ser divulgada publicamente ainda esta semana, possivelmente na quinta-feira. Trump mantém apoio a Hegseth A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a revisão confirma as declarações do governo Trump de que "nenhuma informação confidencial foi vazada e a segurança operacional não foi comprometida". "O presidente Trump mantém o apoio ao secretário Hegseth", comunicou Leavitt na quarta-feira. Numa postagem em rede social na noite de quarta-feira, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, chamou o resultado da inspeção de "uma absolvição TOTAL do secretário Hegseth". Segundo ele, o assunto está resolvido e o caso, encerrado. Hegseth debateu ataques no Iêmen O uso do aplicativo de mensagens comercial por Hegseth veio à tona quando o editor-chefe da revista The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi adicionado por engano a chat no Signal pelo então conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz. O Signal é criptografado, mas não faz parte da rede de comunicações seguras do Departamento de Defesa e seu uso não está autorizado para informações confidenciais. O chat incluía o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, entre outros. Eles debateram as operações militares de 15 de março contra os houthis, que são apoiados pelo Irã, no Iêmen. O chat continha mensagens nas quais Hegseth revelava o horário dos ataques horas antes de eles acontecerem e informações sobre as aeronaves e mísseis envolvidos. Waltz enviava informações em tempo real sobre as consequências da ação militar. Mais tarde descobriu-se que Hegseth havia criado um segundo chat no Signal com 13 pessoas, incluindo sua esposa e seu irmão, onde compartilhou detalhes semelhantes sobre o mesmo ataque. A revista The Atlantic informou que Waltz havia programado algumas das mensagens do Signal para desaparecerem após uma semana e outras, após quatro, o que levantou questões sobre se a lei federal de registros foi violada. Trump rejeitou os pedidos de demissão de Hegseth e atribuiu a maior parte da culpa a Waltz, a quem acabou substituindo como conselheiro de segurança nacional, nomeando-o embaixador dos EUA nas Nações Unidas. as/cn (AP, AFP, Reuters, Lusa) |
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| Short teaser | Inspetor-geral do Pentágono critica Pete Hegseth por usar app de mensagens para debater ataque aos houthis. | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/investigação-conclui-que-chefe-do-pentágono-pôs-soldados-em-risco-ao-usar-signal/a-75011709?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Hegseth já está sob pressão devido aos ataques a embarcações no Mar do Caribe | ||
| Image source | Ricardo Hernandez/AP Photo/dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/74914357_303.jpg&title=Investiga%C3%A7%C3%A3o%20conclui%20que%20chefe%20do%20Pent%C3%A1gono%20p%C3%B4s%20soldados%20em%20risco%20ao%20usar%20Signal | ||
| Item 19 | |||
| Id | 63791517 | ||
| Date | 2025-09-10 | ||
| Title | Quais as diferenças entre os Artigos 4° e 5° da Otan? | ||
| Short title | Quais as diferenças entre os Artigos 4° e 5° da Otan? | ||
| Teaser |
Polônia invocará Artigo 4° da aliança após derrubar drones russos que invadiram seu espaço aéreo. Otan possui mecanismos com medidas a serem adotadas em caso de ataque a seus países-membros.Após drones russo terem invadido nesta quarta-feira (10/09) o espaço aéreo da Polônia, o país – que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – anunciou que invocará o Artigo 4° da aliança. Um Estado-membro da Otan pode invocar o Artigo 4° do tratado quando se sentir ameaçado por um outro país ou organização terrorista. Logo em seguida, os 30 membros da aliança iniciam consultas formais e analisam se existe uma ameaça e como combatê-la, tomando decisões por unanimidade. O Artigo 4° não significa, entretanto, que haverá uma pressão direta para agir. Esse mecanismo de consulta foi acionado várias vezes na história da Otan. Por exemplo, pela Turquia, há um ano, quando soldados turcos foram mortos num ataque da Síria. Naquela época, a aliança fez consultas entre seus membros, mas decidiu não tomar atitudes. Quais as diferenças entre os Artigos 4° e 5°? Após a Rússia invadir a Ucrânia no final de fevereiro, os membros da Otan Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia evocaram o Artigo 4°. Junto com a Eslováquia, Hungria e Romênia, esses países fazem parte do chamado "flanco oriental" da Otan, que foi reforçado com milhares de tropas de membros da aliança. Na Carta da Otan, o Artigo 4° difere do 5°. Este último estabelece a assistência militar de toda a aliança se um dos Estados-membros for atacado. O Artigo 5° foi acionado apenas uma vez: após os ataques da Al-Qaeda contra os EUA, quando a organização terrorista causou a morte de mais de 3 mil pessoas. Em resposta aos ataques terroristas de 11 de Setembro, os aliados da Otan também se juntaram aos EUA na luta no Afeganistão. O tratado da Otan se aplica apenas aos Estados-membros. Pelo fato de a Ucrânia não fazer parte da aliança, Kiev não pode acionar o Artigo 4° nem o 5°. |
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| Short teaser | Polônia invocará Artigo 4° da aliança após derrubar drones russos que invadiram seu espaço aéreo. | ||
| Author | Bernd Riegert | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/quais-as-diferenças-entre-os-artigos-4°-e-5°-da-otan/a-63791517?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Estado-membro da Otan pode invocar o Artigo 4° do tratado quando se sentir ameaçado | ||
| Image source | Christoph Hardt/Panama/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/70764942_303.jpg&title=Quais%20as%20diferen%C3%A7as%20entre%20os%20Artigos%204%C2%B0%20e%205%C2%B0%20da%20Otan%3F | ||
| Item 20 | |||
| Id | 72986020 | ||
| Date | 2025-06-21 | ||
| Title | Ataques israelenses agravam situação de refugiados afegãos no Irã | ||
| Short title | Conflito agrava situação de refugiados afegãos no Irã | ||
| Teaser |
Em meio à ofensiva israelense, refugiados no Irã enfrentam abusos, fome e medo de deportação enquanto buscam segurança longe do regime talibã. O conflito entre Irã e Israel está sendo sentido pelos afegãos tanto em seu país quanto do outro lado da fronteira, no Irã. O combate piora ainda mais as condições já críticas do Afeganistão, onde os preços dos produtos importados do lado iraniano dispararam. Enquanto isso, milhões de afegãos que fugiram para o Irã em busca de segurança enfrentam agora incertezas e pressões renovadas das autoridades, com a escalada do conflito armado: "Não temos onde morar", queixa-se a refugiada afegã Rahela Rasa. "Tiraram a nossa liberdade de ir e vir. Somos assediados, insultados e maltratados." Condições deterioram para afegãos no IrãO Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) registra que cerca de 4,5 milhões de afegãos residem no Irã, embora segundo outras fontes esse número possa ser muito maior. O Irã já deportou milhares de afegãosnos últimos anos, mas o afluxo continua. Muitos buscam emprego ou refúgio do regime do Talibã. Depois da saída dos Estados Unidos do Afeganistão, em 2021, o Talibã desmantelou a mídia e a sociedade civil do país, perseguiu ex-membros das forças de segurança e impôs severas restrições a mulheres e meninas, proibindo-as de trabalhar e estudar. As condições também se deterioraram para os afegãos que vivem em solo iraniano. Os refugiados só têm permissão para comprar alimentos a preços extremamente inflacionados e estão proibidos de sair da capital, Teerã. Sob anonimato, uma refugiada comenta que não consegue comprar leite em pó para seu bebê: "Em todo lugar aonde eu vou, eles se recusam a vender para mim, porque não tenho documentos necessários." Sem opção de retornoAtualmente alvo de ataques israelenses, o Irã, que antes oferecia abrigo, já não parece mais seguro. Alguns afegãos já morreram em bombardeios. Abdul Ghani, da província afegã de Ghor conta que seu filho Abdul Wali, de 18 anos, recentemente concluiu os estudos e se mudou para o Irã para ajudar a família. "Na segunda-feira, falei com o meu filho e pedi que nos enviasse algum dinheiro. Na noite seguinte, seu empregador me ligou para informar que ele havia sido morto em um ataque. Meu coração está partido. O meu filho se foi." Retornar ao Afeganistão não é uma opção viável para a maioria dos refugiados, que temem ser perseguidos pelo regime talibã. Um ex-membro das forças de segurança do Afeganistão, falando sob anonimato, revela que vivia em medo constante: "Não podemos voltar ao Afeganistão, o Talibã nos perseguiria." Mohammad Omar Dawoodzai, ex-ministro do Interior afegão e embaixador no Irã no governo anterior, insta a comunidade internacional a agir para proteger ex-funcionários e militares que podem ser forçados a retornar ao Afeganistão se o conflito entre Israel e Irã se prolongar. "Estou particularmente preocupado com os ex-militares e servidores públicos que fugiram para o Irã após a tomada do poder pelo Talibã. A comunidade internacional deve responsabilizar o Talibã e garantir que os repatriados não sejam perseguidos." Traficantes de pessoas exploram medosRedes de tráfico humano parecem estar explorando o desespero dos refugiados afegãos. Circularam rumores sugerindo que a Turquia abriu as suas fronteiras. Mas Ali Reza Karimi, um defensor dos direitos dos migrantes, nega a abertura das fronteiras, afirmando tratar-se de informação de falsa, espalhada por traficantes. Os voos estão suspensos, e a fronteira da Turquia só está aberta para cidadãos iranianos e viajantes com passaporte e visto válidos, e permanece fechada para afegãos. Ele aconselha os refugiados afegãos a não caírem nas mentiras dos traficantes e evitarem armadilhas. O ex-ministro Dawoodzai reforça: "Fui informado que traficantes de pessoas estão dizendo aos refugiados para se dirigirem à Turquia, alegando que as fronteiras estão abertas, mas isso cria mais uma tragédia. Chegando lá, eles só vão descobrir que as fronteiras estão fechadas." Ele apela aos refugiados afegãos no Irã para que não precipitem: "Na medida do possível, nosso povo deve permanecer onde está e esperar pacientemente. E se, por qualquer motivo, forem forçados a se mudar, que se dirijam à fronteira afegã, não à Turquia." |
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| Short teaser | Conflito Irã-Israel agrava crise de refugiados afegãos no Irã, que enfrentam abusos, fome e medo de deportação. | ||
| Author | Shakila Ebrahimkhail, Ahmad Waheed Ahmad | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/ataques-israelenses-agravam-situação-de-refugiados-afegãos-no-irã/a-72986020?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&title=Ataques%20israelenses%20agravam%20situa%C3%A7%C3%A3o%20de%20refugiados%20afeg%C3%A3os%20no%20Ir%C3%A3 | ||
| Item 21 | |||
| Id | 57531509 | ||
| Date | 2025-06-13 | ||
| Title | Como funciona o Domo de Ferro, sistema antimísseis de Israel | ||
| Short title | Como funciona o Domo de Ferro, sistema antimísseis de Israel | ||
| Teaser |
Aclamado como "seguro de vida" do país, sistema teria interceptado ao menos 5 mil projéteis desde 2011. Devido ao custo alto, só é empregado para proteger áreas habitadas. A escalada das agressões entre Israel e Irã nesta sexta-feira (13/06) colocou à prova a eficácia do sistema antimísseis israelense Iron Dome (Domo de Ferro), que desde 2011 é empregado para impedir ataques aéreos estrangeiros no país. Após o exército israelense atingir instalações nucleares iranianas, Teerã retaliou lançando dezenas de mísseis contra Israel. A maioria foi interceptada pelo sistema de defesa, mas alguns conseguiram furar o bloqueio e atingir sete pontos da capital. Em outubro de 2024, o sistema foi mais eficiente. Na ocasião, o Irã lançou mísseis contra Tel Aviv em retaliação à ofensiva israelense no sul do Líbano, mas o Domo de Ferro impediu danos maiores. Desde o início do conflito contra o Hamas, em outubro de 2023, o sistema também já barrou projéteis disparados de Gaza, Líbano, Síria, Iraque e Iêmen. Sistema de três elementosA defesa aérea israelense consiste em um sistema de três níveis. O "David's Sling" (também conhecido como a parede mágica) é responsável por barrar mísseis de médio alcance, drones e mísseis de cruzeiro. O sistema Arrow tem como alvo os mísseis de longo alcance. Já o Domo de Ferro intercepta mísseis de curto alcance e projéteis de artilharia. Louvado como "seguro de vida para Israel", o Domo de Ferro consiste de uma unidade de radar e um centro de controle, com a capacidade de reconhecer, logo após seu lançamento, projéteis – por exemplo, foguetes – que se aproximem voando, e de calcular sua trajetória e alvo. O processo leva apenas segundos. O Domo também conta com baterias para lançamento de mísseis. Cada sistema possui três ou quatro delas, com lugar para 20 projéteis de defesa, os quais só são disparados quando está claro que um míssil mira uma área habitada. Eles não atingem o foguete inimigo diretamente, mas explodem em sua proximidade, destruindo-o. No entanto, a consequente queda de destroços ainda pode causar danos. Os dez sistemas atualmente operacionais em Israel são móveis, podendo ser deslocados segundo a necessidade. Segundo a fabricante, a empresa armamentista estatal Rafael Advanced Defence Systems, uma única bateria é capaz de proteger uma cidade de tamanho médio. 90% de êxito, mas com custos altosO "Domo de Ferro" é especializado na neutralização de projéteis de curto alcance. Como cada unidade age num raio de até 70 quilômetros, seriam necessárias 13 delas para garantir a segurança de todo o país. De acordo com a fabricante, o sistema tem uma taxa de sucesso de 90%. Em seu site, a empresa estatal de defesa fala que mais de 5 mil projéteis já foram interceptados desde suas instação em 2011. Cada projétil interceptador do Domo de Ferro pode custar entre 40 mil e 50 mil euros (R$ 221 mil a 277 mil), segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais dos EUA. Por este motivo, só são contidos os mísseis que cairiam em áreas habitadas. Nova arma a laser "Iron Beam"Em vista dos altos custos, o exército israelense quer complementar o Domo de Ferro com uma nova arma de defesa a laser, o chamado "Iron Beam". O laser de alta energia foi projetado para destruir pequenos mísseis, drones e projéteis de morteiro. Ele também deve ser capaz de neutralizar enxames de drones. A Iron Beam foi apresentada em fevereiro de 2014 pela Rafael Systems. A empreiteira de defesa americana Lockheed Martin também está envolvida no projeto desde 2022. As vantagens em comparação com o "Iron Dome" são os custos menores por lançamento, um suprimento teoricamente ilimitado de munição e custos operacionais mais baixos. Os valores variam consideravelmente: um lançamento a laser custaria até 2 mil dólares (R$ 5,5 mil). A implantação da nova tecnologia está planejada para 2025. |
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| Short teaser | Aclamado como "seguro de vida" do país, sistema teria interceptado ao menos 5 mil projéteis desde 2011. | ||
| Author | Uta Steinwehr | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/como-funciona-o-domo-de-ferro-sistema-antimísseis-de-israel/a-57531509?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&title=Como%20funciona%20o%20Domo%20de%20Ferro%2C%20sistema%20antim%C3%ADsseis%20de%20Israel | ||
| Item 22 | |||
| Id | 64814042 | ||
| Date | 2023-02-25 | ||
| Title | Qual ainda é o real poder dos oligarcas ucranianos? | ||
| Short title | Qual ainda é o real poder dos oligarcas ucranianos? | ||
| Teaser |
UE condicionou adesão da Ucrânia ao bloco ao combate à corrupção. Para isso, país precisa reduzir influência dos oligarcas na política.Durante uma visita a Bruxelas em 9 de fevereiro, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que Kiev espera que as negociações sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) comecem ainda em 2023. O bloco salientou, porém, que essa decisão depende de reformas a serem realizadas no país, como o combate à corrupção. Para isso, é necessário reduzir a influência dos oligarcas na política ucraniana. A chamada lei antioligarca, aprovada em 2021 e que pretende atender a esse requisito, está sendo examinada pela Comissão de Veneza – um órgão consultivo do Conselho da Europa sobre questões constitucionais –, que deverá apresentar as conclusões em março. Lei antioligarca De acordo com a lei, serão considerados oligarcas na Ucrânia quem preencher três dos quatro seguintes critérios: possuir um patrimônio de cerca de 80 milhões de dólares; exercer influência política; ter controle sobre a mídia; ou possuir um monopólio em um setor econômico. Aqueles que entrarem para o registro de oligarcas não podem financiar partidos políticos, ficam impedidos de participar de grandes privatizações e devem apresentar uma declaração especial de imposto de renda. Durante décadas, a política ucraniana girou em um círculo vicioso de corrupção política: os oligarcas financiaram – principalmente de forma secreta – partidos para, por meios de seus políticos, influenciar leis ou regulamentos que maximizariam seus lucros. Por exemplo, era mais lucrativo garantir que os impostos do governo sobre a extração de matérias-primas ou o uso de infraestrutura permanecessem baixos do que investir na modernização de indústrias. Entretanto, a lei antioligarca já surtiu efeitos. No verão passado, o bilionário Rinat Akhmetov foi o primeiro a desistir das licenças de transmissão de seu grupo de mídia. O líder do partido Solidariedade Europeia, o ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko, também perdeu oficialmente o controle sobre seus canais de TV. E o bilionário Vadim Novinsky renunciou ao seu mandato de deputado. Guerra dilacerou fortunas de oligarcas ucranianos A destruição da indústria ucraniana após a invasão russa reduziu a riqueza dos oligarcas. Em um estudo publicado no final de 2022, o Centro para Estratégia Econômica (CEE), em Kiev, estimou as perdas dos oligarcas em 4,5 bilhões de dólares. Rinat Akhmetov foi o mais impacto: com a captura de Mariupol pelas tropas russas, sua empresa Metinvest Holding perdeu a importante siderúrgica Azovstal e mais um outro combinat. O CEE estima o valor das plantas industriais em mais de 3,5 bilhões de dólares. Além disso, a produção na usina de coque de Akhmetov – localizada em Avdiivka, perto de Donetsk, avaliada em 150 milhões de dólares – foi paralisada devido a danos causados por ataques russos. Os bombardeios do Kremlin também destruíram muitas instalações das empresas de energia de Akhmetov, especialmente usinas termelétricas. Devido à guerra, especialistas da revista Forbes Ucrânia estimam as perdas de Akhmetov em mais de 9 bilhões de dólares. No entanto, ele ainda lidera a lista dos ucranianos mais ricos, com uma fortuna de 4 bilhões de dólares. Já Vadim Novinsky, sócio de Akhmetov na Metinvest Holding, perdeu de 2 bilhões de dólares. Antes da guerra, sua fortuna era estimada em 3 bilhões de dólares. Kolomojskyj: sem passaporte ucraniano e refinaria de petróleo A fortuna do até recentemente influente oligarca Igor Kolomojskyj também diminuiu drasticamente. No ano passado, ataques russos destruíram sua principal empresa, a refinaria de petróleo Kremenchuk, e o CEE estima os danos em mais de 400 milhões de dólares. Kolomoiskyi, juntamente com seu sócio Hennady Boholyubov, controlava uma parte significativa do mercado ucraniano de combustíveis. Eles eram donos, inclusive, da maior rede de postos de gasolina do país. Por meio de sua influência política, Kolomojskyj conseguiu por muitos anos controlar a administração da petroleira estatal Ukrnafta, na qual possuía apenas uma participação minoritária. O controle da maior petrolífera do país, da maior refinaria e da maior rede de postos de gasolina lhe garantia grandes lucros. A refinaria foi destruída, e o controle da Ukrnafta e da refinaria de petróleo Ukrtatnafta foi assumido pelo Estado durante o período de lei marcial. O oligarca, que também possui passaportes israelense e cipriota, perdeu ainda a nacionalidade ucraniana, já que apenas uma cidadania é permitida na Ucrânia. Ele ainda responde a um processo por possíveis fraudes na Ukrnafta, na casa dos bilhões. Dmytro Firtash – que vive há anos na Áustria – é outro oligarca sob investigação. Ele também é conhecido por sua grande influência na política ucraniana. Neste primeiro ano de guerra, ele também perdeu grande parte de sua fortuna. Sua fábrica de fertilizantes Azot, em Sieveirodonetsk, que foi ocupada pela Rússia, foi severamente danificada pelos combates. O CEE estima as perdas em 69 milhões de dólares. Não existem mais oligarcas ucranianos? Os oligarcas perderam recursos essenciais para influenciar a política ucraniana, afirmou Dmytro Horyunov, um especialista do CEE. "Os investimentos na política estão se tornando menos relevantes", disse e acrescentou que espera que a lei antioligarca obrigue as grandes empresas a abrir mão de veículos de imprensa e de um papel na política. Ao mesmo tempo, Horyunov não tem ilusões: muito pouco tem sido feito para eliminar completamente a influência dos oligarcas na política ucraniana. "Enquanto tiverem bens, eles farão de tudo para protegê-los ou aumentá-los". De acordo com os especialistas do CEE, os oligarcas tradicionalmente defendem seus interesses por meio do sistema judicial. Desde 2014, a autoridade antimonopólio da Ucrânia impôs multas de mais de 200 milhões de dólares às empresas de Rinat Akhmetov e dezenas de milhões de dólares às companhias de Ihor Kolomoiskyi e Dmytro Firtash por abuso de posição dominante. Todas essas multas foram contestadas no tribunal, e nenhuma foi paga até o momento, disse o CEE. Apesar de alguns oligarcas terem renunciado formalmente a empresas de comunicação, Ihor Feschtschenko, do movimento "Chesno" (Honesto), duvida que as grandes empresas ficarão de fora das eleições após o fim da guerra. "Acho que a primeira coisa que veremos por parte dos oligarcas é a criação de novos canais de TV e, ao mesmo tempo, partidos políticos ligados a eles", avalia Feshchenko. Ele salienta que, para bloquear o fluxo de fundos não transparentes para as campanhas eleitorais é necessário implementar a legislação sobre partidos políticos. Os especialistas do CEE esperam que, durante o processo de integração à UE, grandes investidores europeus se dirijam à Ucrânia. Ao mesmo tempo, eles apelam às instituições financeiras internacionais, de cuja ajuda a Ucrânia agora depende extremamente, para vincular o apoio a Kiev a progressos no processo de desoligarquização e apoiar as empresas que competiriam com os oligarcas. |
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| Short teaser | UE condiciona adesão da Ucrânia ao bloco a combate à corrupção. Para isso, país precisa reduzir influência de oligarcas. | ||
| Author | Eugen Theise | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/qual-ainda-é-o-real-poder-dos-oligarcas-ucranianos/a-64814042?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | O oligarca ucraniano Rinat Akhmetov sofreu a maior perda após a Rússia invadir a Ucrânia | ||
| Image source | Daniel Naupold/dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/61090061_303.jpg&title=Qual%20ainda%20%C3%A9%20o%20real%20poder%20dos%20oligarcas%20ucranianos%3F | ||
| Item 23 | |||
| Id | 64820664 | ||
| Date | 2023-02-25 | ||
| Title | Mortos em terremoto na Turquia e na Síria passam de 50 mil | ||
| Short title | Mortos em terremoto na Turquia e na Síria passam de 50 mil | ||
| Teaser |
De acordo com autoridades turcas, 173 mil prédios ruíram ou precisam ser demolidos. Prefeito de Istambul diz ser necessário até 40 bilhões de dólares para se preparar para possível novo grande tremor.Duas semanas e meia após o terremoto de 7,8 de magnitude na área de fronteira turco-síria, o número de mortos aumentou para mais de 50 mil, informaram as autoridades dos dois países nesta sexta-feira (24/02). A Turquia registrou 44.218 mortes, de acordo com a agência de desastres turca Afad, e a Síria reportou ao menos 5,9 mil mortes. Nos últimos dias, não houve relatos de resgate de sobreviventes. Tremores secundários continuam a abalar a região. Neste sábado (25/02), um tremor de magnitude 5,5 atingiu o centro da Turquia, informou o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, a uma profundidade de 10 quilômetros. O observatório sísmico de Kandilli disse que o epicentro foi localizado no distrito de Bor, na província de Nigde, que fica a cerca de 350 quilômetros a oeste da região atingida pelo grande tremor de 6 de fevereiro. Graves incidentes e vítimas não foram reportados após o tremor deste sábado. Segundo a Turquia, nas últimas três semanas, foram mais de 9,5 mil tremores secundários e a terra chegou a tremer, em média, a cada quatro minutos. De acordo com o governo turco, 20 milhões de pessoas no país são afetadas pelos efeitos do terremoto. As Nações Unidas estimam que na Síria sejam 8,8 milhões de pessoas afetadas. Turquia começa reconstrução As autoridades turcas começaram a construir os primeiros alojamentos para os desabrigados. O trabalho de escavação de terra está em andamento nas cidades de Nurdagi e Islahiye, na província de Gaziantep, escreveu no Twitter o ministro do Meio Ambiente, Planejamento Urbano e Mudança Climática, Murat Kurum. Inicialmente, estão previstos 855 apartamentos. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan prometeu a reconstrução em um ano. Críticos alertam que erguer prédios tão rapidamente pode fazer com que a segurança sísmica dos edifícios seja negligenciada novamente. A oposição culpa o governo de Erdogan, que está no poder há 20 anos, pela extensão do desastre porque não cumpriu os regulamentos de construção. Também neste sábado, o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, disse que pelo menos 184 pessoas foram detidas por suposta negligência em relação a prédios desabados após os terremotos. Entre eles, estão empreiteiros e o prefeito do distrito de Nurdagi, na província de Gaziantep. Até agora, o Ministério do Planejamento Urbano inspecionou 1,3 milhão de edifícios, totalizando mais de meio milhão de residências e escritórios, e relatou que 173 mil propriedades ruíram ou estão tão seriamente danificadas que precisam ser demolidas imediatamente. Ao todo, quase dois milhões de pessoas tiveram de abandonar suas casas, demolidas ou danificadas pelos tremores, e vivem atualmente em tendas, casas pré-fabricadas, hotéis, abrigos e diversas instituições públicas, detalhou um comunicado do Afad. Cerca de 528 mil pessoas foram evacuadas das 11 províncias listadas como regiões afetadas, acrescentou o comunicado do serviço de emergência, enquanto 335 mil tendas foram montadas nessas áreas e 130 núcleos provisórios de casas pré-fabricadas estão sendo instalados. Em março e abril começará a construção de 200 mil novas casas, prometeu o ministério turco. Estima-se que o terremoto de 6 de fevereiro tenha custado à Turquia cerca de 84 bilhões de dólares. Na Síria, o noroeste é particularmente atingido pelos efeitos do tremor. Há poucas informações sobre o país devastado pela guerra. Diante de anos de bombardeios e combates, muitas pessoas ali já viviam em condições precárias antes dos tremores. Istambul precisa de 40 bilhões de dólares Enquanto isso, o prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, disse a cidade, que fica perto de uma grande falha geológica, precisa de um programa urgente de urbanização no valor de "cerca de 30 bilhões a 40 bilhões de dólares" para se preparar para um possível novo grande terremoto. "A quantia é três vezes maior do que o orçamento anual da cidade de Istambul, mas precisamos estar prontos antes que seja tarde demais", disse Imamoglu a um conselho científico. De acordo com um relatório de 2021 do observatório sísmico de Kandilli, um potencial terremoto de magnitude superior a 7,5 danificaria cerca de 500 mil edifícios, habitados por 6,2 milhões de pessoas, cerca de 40% da população da cidade, a mais populosa da Turquia. Istambul fica ao lado da notória falha geológica do norte da Anatólia. Um grande terremoto em 1999 que atingiu a região de Mármara, incluindo Istambul, matou mais de 18 mil. le (EFE, DPA, Reuters, ots) |
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| Short teaser | De acordo com autoridades turcas, 173 mil prédios ruíram ou precisam ser demolidos. | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/mortos-em-terremoto-na-turquia-e-na-síria-passam-de-50-mil/a-64820664?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Turquia registrou a grande maioria dos mortos: mais de 44 mil | ||
| Image source | Selahattin Sonmez/DVM/abaca/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/64816967_303.jpg&title=Mortos%20em%20terremoto%20na%20Turquia%20e%20na%20S%C3%ADria%20passam%20de%2050%20mil | ||