| Item 1 | |||
| Id | 78052376 | ||
| Date | 2026-07-21 | ||
| Title | Falta de emprego entre jovens vira desafio global | ||
| Short title | Falta de emprego entre jovens vira desafio global | ||
| Teaser |
Criação de vagas não acompanha o número de novos trabalhadores, gerando protestos em diversos países. Crescimento econômico lento, maior concorrência e novas tecnologias alimentam o problema.A dificuldade de inserção de jovens no mercado de trabalho deixou de ser um problema localizado e passou a mobilizar diferentes países. No ano passado, o desemprego persistente e a escassez de oportunidades levaram manifestantes às ruas no Quênia, Peru, Nepal, Indonésia e Filipinas. Neste ano, a preocupação com a falta de trabalho para essa faixa etária também impulsionou protestos na África do Sul e no Marrocos. Na Índia, ajudou a dar visibilidade ao Partido Cockroach Janta, movimento que surgiu como uma iniciativa satírica nas redes sociais e rapidamente ganhou projeção nacional. O desemprego juvenil na China O desemprego juvenil mede a parcela de jovens, normalmente entre 15 e 24 anos, que procuram trabalho ativamente, mas não conseguem uma vaga. Essa taxa costuma superar a de desemprego geral, em razão da menor experiência profissional e das barreiras enfrentadas por quem está iniciando a carreira. Ainda assim, a diferença entre os dois indicadores tem aumentado em um número crescente de países. A China tornou-se um dos exemplos mais visíveis desse fenômeno. O avanço das matrículas no ensino superior e o aumento do número de formados ocorreram em ritmo mais acelerado do que a criação de empregos, contribuindo para a ansiedade, a prolongada busca por trabalho e o subemprego em um período de desaceleração econômica. Em maio, a taxa oficial de desemprego entre jovens urbanos de 16 a 24 anos na China foi de 15,6%, segundo dados do governo citados pela agência Reuters. Embora seja o menor nível em 11 meses, o índice permanece muito acima da taxa geral de desemprego do país, em torno de 5%. Desde 2023, as estatísticas chinesas sobre desemprego juvenil deixaram de incluir os milhões de estudantes universitários, o que dificulta a comparação com os dados anteriores. No Brasil, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho também afeta de forma desproporcional os mais jovens. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é de 13,8%, mais que o dobro da média nacional, de 5,8%. Entre a população de 14 a 24 anos, quase 20% não estudam nem trabalham. A culpa é da IA? A China não é o único país a enfrentar crescimento econômico fraco, menor mobilidade social e uma crescente percepção de desigualdade entre gerações. Em diversas economias, o avanço tecnológico, a desaceleração das contratações e o aumento da concorrência têm enfraquecido a relação tradicional entre diploma universitário e emprego estável de colarinho-branco. Além do aumento do número de graduados, outro fator que alimenta a insegurança é o temor de que a inteligência artificial (IA) elimine postos de trabalho de entrada. Os especialistas, porém, ainda não chegaram a um consenso sobre os efeitos da tecnologia. "No Reino Unido, as novas vagas para graduados caíram mais rapidamente do que as destinadas a pessoas sem formação universitária, e muitas dessas funções apresentam alta exposição à IA", afirma Golo Henseke, professor associado de economia aplicada da University College London. Segundo pesquisa conduzida por ele, regiões em que as empresas adotaram a IA mais rapidamente registraram crescimento mais lento do emprego entre pessoas de 15 a 24 anos, enquanto a ocupação entre trabalhadores em idade principal permaneceu estável. Ainda assim, Henseke avalia que, por enquanto, o impacto da IA é pequeno quando comparado aos efeitos normais do ciclo econômico. Sara Elder, especialista em emprego juvenil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), concorda. Para ela, a IA pode contribuir para a estagnação do emprego entre jovens, mas não é o principal fator. "No momento, as economias não estão suficientemente dinâmicas, e a criação de vagas não acompanha o número de jovens que entram no mercado de trabalho", afirma. Segundo Elder, o problema é agravado pela tendência de empregadores elevarem as exigências de contratação, dificultando a entrada de candidatos com pouca experiência profissional. Sem oportunidades em cargos de entrada, muitos jovens podem deixar de adquirir a experiência necessária para avançar na carreira. As consequências incluem menor consumo, redução das taxas de compra de imóveis, adiamento da formação de famílias e aumento da frustração social. Muitos se dizem cada vez mais endivididados. Os setores mais afetados A OIT identificou aumento das taxas de desemprego juvenil em oito das 11 regiões do mundo entre 2023 e 2025, incluindo o Leste Asiático, a América do Norte e o Sudeste Asiático e Pacífico. A redução de oportunidades foi mais acentuada nos setores de manufatura, construção e serviços. Por outro lado, segundo Elder, empregos técnicos altamente qualificados e intensivos em conhecimento, como os das áreas de ciência, engenharia, saúde e tecnologia da informação e comunicação, apresentaram desempenho mais favorável e seguiram em expansão na maioria dos países. Cenário exige novos investimentos O crescimento econômico mais lento, a concorrência acirrada entre graduados e as mudanças nos critérios de contratação tornaram mais difícil para muitos jovens conquistar o primeiro emprego. Na Alemanha, uma pesquisa da consultoria EY mostrou que os estudantes estão menos otimistas em relação à possibilidade de encontrar trabalho adequado após a graduação do que estavam há dois anos. A segurança no emprego também superou o salário como principal critério na escolha de um empregador. Para Elder, esse cenário evidencia a necessidade de investimentos públicos e privados na criação de empregos de qualidade e em políticas que facilitem a transição dos jovens da escola para o mercado de trabalho. Henseke, por sua vez, demonstra cautela ao atribuir o problema à qualificação das novas gerações. "É muito improvável que os graduados de hoje sejam menos capacitados do que aqueles que concluíram os estudos há apenas alguns anos, e as competências exigidas pelos empregadores não mudaram da noite para o dia", afirma. "Mais do que qualquer outra medida, o que realmente ajudaria seria um crescimento econômico mais forte", conclui. Ainda assim, ele não vê a Europa enfrentando atualmente uma crise generalizada de emprego juvenil. A taxa de desemprego juvenil na União Europeia foi de 15,2% em maio, contra 5,9% para a população em geral. Desde 2022, a proporção de jovens que não estudam, não trabalham nem participam de programas de formação aumentou apenas em alguns países europeus, como Áustria e Alemanha, e caiu em grande parte do sul do continente. "O desemprego juvenil também não é novidade na Europa", afirma. "Ele foi especialmente grave após a crise financeira global, e as maiores melhorias ocorreram justamente nos países mais afetados naquele período." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Criação de vagas não acompanha o número de novos trabalhadores, gerando protestos em diversos países. | ||
| Author | Timothy Rooks | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/falta-de-emprego-entre-jovens-vira-desafio-global/a-78052376?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Jovens encontram mercado em transformação com avanço da IA e novas configurações sociais | ||
| Image source | Joerg Carstensen/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/75117185_303.jpg&title=Falta%20de%20emprego%20entre%20jovens%20vira%20desafio%20global | ||
| Item 2 | |||
| Id | 78042676 | ||
| Date | 2026-07-21 | ||
| Title | O que está por trás da alta de falências na Alemanha | ||
| Short title | O que está por trás da alta de falências na Alemanha | ||
| Teaser |
Insolvências empresariais na Alemanha atingem o maior nível em duas décadas. Especialistas divergem sobre as causas: ajuste de mercado pós-pandemia ou sinal de uma fraqueza estrutural da economia.Quão ruim está realmente a situação da economia alemã? Um dos indicadores mais utilizados para medir isso é o número de insolvências empresariais, cujas manchetes são preocupantes para o país. Em junho, a taxa de insolvência entre sociedades de pessoas e sociedades de capital na Alemanha foi 80% maior do que a média registrada em junho entre 2016 e 2019, ou seja, antes da pandemia de coronavírus. É o que mostra um estudo do Instituto Leibniz de Pesquisa Econômica de Halle (IWH). Empresas individuais, profissionais liberais e pequenos negócios ficam fora dessas estatísticas porque têm impacto limitado no mercado de trabalho. Na Alemanha, as sociedades de pessoas e sociedades de capital respondem por cerca de 90% dos empregos afetados por insolvências e por 95% dos créditos envolvidos nesses processos. Esses tipos societários correspondem, de forma aproximada, às sociedades simples e às sociedades empresárias brasileiras, como LTDA e S.A., embora a estrutura alemã seja mais rígida na separação entre modelos baseados em pessoas e em capital. Segundo Steffen Müller, diretor da área de pesquisa sobre insolvências do IWH, o número de falências empresariais no segundo trimestre de 2026 atingiu o nível mais alto dos últimos vinte anos. A notícia não é surpreendente, já que, nos últimos trimestres, um número crescente de empresas tem entrado em falência. O Departamento Federal de Estatística da Alemanha (Destatis) já havia indicado em março que o número de empresas quebradas atingira um recorde. A economia alemã vem enfrentando dificuldades há anos. E a recuperação inicialmente prevista para este ano provavelmente resultará apenas em um crescimento fraco. Isso combina com as notícias de empresas que estão cortando postos de trabalho. A Volkswagen afirma que até 100 mil empregos podem desaparecer nos próximos anos. A fornecedora automotiva ZF pretende eliminar 14 mil vagas até 2028. Já a Bosch deverá cortar mais de 20 mil postos somente na Alemanha até 2030. E não parece ser apenas o setor automotivo que sofre. Em maio, a taxa de desemprego na Alemanha teve maior alta desde outubro de 2024, e chegou a 6,3%, com 2,9 milhões de desempregados. Em junho, os empregos na indústria caíram para seu menor nível em uma década. Depois que mais de 100 mil empregos industriais foram perdidos no ano passado, outros até 100 mil postos deverão ser eliminados na indústria em 2026, tanto entre montadoras quanto nos setores de engenharia mecânica e construção civil, segundo um estudo da consultoria Horváth. Ajuste de mercado ou fraqueza estrutural do crescimento? A questão é: estamos vivendo um ajuste de mercado ou uma fraqueza estrutural do crescimento econômico? As insolvências também podem ter efeitos positivos. Quando empresas improdutivas deixam o mercado, mão de obra, capital e conhecimento ficam disponíveis para setores mais produtivos da economia. Assim surge crescimento, segundo o princípio da "destruição criativa" do economista Joseph Schumpeter. Se as pessoas que perdem seus empregos devido a uma insolvência encontrarem rapidamente trabalho em outro lugar, isso apontaria mais para um ajuste de mercado. De fato, a taxa de desemprego vem aumentando apenas lentamente. Número de novas empresas traz esperança Além das insolvências, também é importante observar o número de novas empresas criadas, afirma Jutta Rüdlin. "Empresas jovens entram em insolvência com frequência acima da média, e houve um aumento nas aberturas em comparação com o ano anterior." Rüdlin é membro da diretoria da Associação Profissional dos Administradores e Supervisores de Insolvência da Alemanha (VID). Segundo o Departamento Federal de Estatística, no primeiro trimestre de 2026 foram abertas mais de 10% a mais de empresas do que no mesmo período do ano anterior. "Há muitos anos observamos um aumento das startups orientadas ao crescimento", diz Müller. "Essa é uma boa notícia. Muitas atuam na área de inteligência artificial, e isso certamente é um sinal de esperança." Isso indicaria que a economia está passando por uma espécie de transformação estrutural. Motivos para as insolvências são diversos Por outro lado, observa-se que não são apenas determinados setores os mais atingidos. "Há cerca de um ano e meio, houve relativamente muitas insolvências de grande porte na indústria", afirma Müller. Agora a situação é diferente: desta vez, a tendência atinge todos os setores. Isso, por sua vez, aponta para uma fraqueza estrutural. Mesmo assim, os setores da construção e da habitação estão particularmente afetados devido à mudança na política de juros. Na gastronomia, o aumento do salário mínimo pesa sobre os negócios; para empresas de alta intensidade energética, o problema é a alta dos preços da energia. Já o comércio sofre com a mudança nos hábitos de consumo dos consumidores. Na maioria dos casos, porém, não existe uma única causa para a insolvência, acrescenta Rüdlin. Empresas saudáveis demonstraram, no passado, ser relativamente resilientes a choques externos. Um evento como a guerra no Irã atuaria como um catalisador para empresas que já enfrentavam dificuldades estruturais, afirma ela. Entre elas, modelos de negócios ultrapassados, decisões empresariais tomadas tarde demais ou transformações que deixaram de ser realizadas. Efeitos tardios da pandemia ainda são visíveis Outro fator que aponta mais para um ajuste de mercado são os efeitos tardios da pandemia de coronavírus. Durante a pandemia, muitas empresas receberam auxílios que agora precisam ser devolvidos. Entre elas estavam negócios que talvez não tivessem conseguido sobreviver mesmo em condições normais de mercado. Por isso, ainda é preciso contar com efeitos remanescentes da época da pandemia, acredita Rüdlin. A especialista em insolvências considera que atualmente há uma sobreposição entre ajuste de mercado e fraqueza estrutural. O pesquisador do IWH, Steffen Müller, avalia a situação de forma sistêmica. "Acredito que isso seja mais do que apenas um ajuste de mercado. Trata-se realmente de uma questão sobre a direção para a qual a economia alemã vai se orientar no futuro." Segundo ele, a situação das insolvências encontra-se em uma zona de alerta. "Ainda não chegamos a um ponto em que existam efeitos de contágio em massa ou em que bancos possam enfrentar dificuldades graves. Mas, ainda assim, estamos passando por uma forte transformação estrutural." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui.Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Insolvências empresariais na Alemanha atingem o maior nível em duas décadas. Especialistas divergem sobre as causas. | ||
| Author | Insa Wrede | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/o-que-está-por-trás-da-alta-de-falências-na-alemanha/a-78042676?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Empresas vivem crise na Alemanha, mas país também vê aumento de novos negócios | ||
| Image source | MICHAEL BIHLMAYER/CHROMORANGE/picture alliance / | ||
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| Item 3 | |||
| Id | 78000079 | ||
| Date | 2026-07-20 | ||
| Title | Da ostentação ao endividamento: a nova conversa sobre dinheiro entre jovens nas redes | ||
| Short title | Da ostentação à dívida: a nova conversa dos jovens nas redes | ||
| Teaser |
Diante de endividamento recorde no Brasil e juros altos, jovens trocam o discurso de consumo nas redes sociais por relatos sobre dívidas, cortes de gastos e reconstrução financeira.Aos 23 anos, a empreendedora Camila Cordeiro acumulava uma dívida de mais de R$ 100 mil depois de um negócio que não deu certo. Em vez de manter o problema em segredo, ela decidiu documentar nas redes sociais o processo de reorganizar as finanças e voltar a ter o nome limpo. "Eu estou um pouco receosa de fazer esse vídeo e começar a postar a minha jornada para pagar essas dívidas porque sei que tem família e amigos que vão ver, gente que me conhece, mas é sobre isso. Eu comprei uma franquia, mas eu quebrei", explica ela em um vídeo publicado no Tiktok que soma mais de 1,5 milhão de visualizações. Nos comentários, outros usuários relatam situações semelhantes ou de endividamento ainda maior. O relato de Cordeiro é parte de um movimento mais amplo: depois de anos associadas à ostentação financeira, redes como TikTok e Instagram vêm sendo usadas por jovens para expor o oposto — estratégias de economia, relatos de dívidas e o esforço para conquistar objetivos como a casa própria. O fenômeno não é exclusivo do Brasil: em vários países, movimentos semelhantes ganham força, como a trend debt payoff journey ("jornada de quitação de dívidas"). O que é o "loud budgeting" Esse compartilhamento de vulnerabilidades econômicas e metas financeiras ganhou até um nome no meio acadêmico: loud budgeting, ou "orçamento em voz alta". A tendência incentiva as pessoas a declararem abertamente seus limites de gastos e suas prioridades financeiras seja nas redes sociais ou fora delas. David Spohn, professor da Lynn University, nos Estados Unidos, e pesquisador do tema, observa que os jovens de hoje rejeitam o consumo de luxo como aspiração e comunicam abertamente suas restrições em relação ao dinheiro para evitar pressões sociais. Em vez de sentir vergonha por não poder gastar ou ir a algum lugar, ele diz que essa geração trata a limitação financeira como algo natural: algo que simplesmente não está (ou não cabe) no orçamento. "Muita gente vê as redes sociais como o centro da questão, mas, nesse contexto específico, elas não são o foco. O que importa é que a Geração Z as usa para obter informação e tomar decisões mais acertadas", afirma Spohn. Pesquisas de que participou apontam que metade da educação financeira dos entrevistados vinha da escola, e a outra metade, da família. Quando a família não aborda o tema, Spohn diz que a Geração Z busca preencher essa lacuna na internet, onde assuntos como salários, dívidas, desigualdade de gênero e investimentos são discutidos abertamente. A realidade financeira dos jovens Para o professor, isso também reflete o cenário econômico herdado pelos mais jovens: "O mundo está muito caro. Para sobreviver e ganhar dinheiro, eles passaram a se envolver nessa conversa entre si e com qualquer pessoa disposta a conversar, de outras gerações inclusive, para aprender a navegar por essas águas turbulentas". É o que também aponta a planejadora financeira Priscilla Mundim. Para ela, no país, a migração da ostentação digital para conteúdos mais autênticos é motivada, sobretudo, pelo cenário de endividamento das famílias brasileiras. "A superexposição, o luxo, carro, casas, viagens, não têm combinado com o padrão de vida do brasileiro. Estamos no momento de maior endividamento de toda a história, e isso é um fator real dentro das famílias. Mesmo quem está em dia com todos os contratos tem um comprometimento elevado do orçamento mensal. Por isso, aquele consumismo hoje gera menos identificação entre os jovens", afirma Mundim. "Quando encontramos vozes reais e genuínas, a conexão e a empatia com quem está do outro lado com certeza vai ser maior e isso acaba aproximando as pessoas", acrescenta a planejadora. Uma geração com menos perspectiva de ascensão social Enquanto os jovens usam as redes para desabafar sobre a própria situação financeira, pesquisas apontam o peso da crise do custo de vida sobre as gerações mais novas — e a percepção de que dificilmente atingirão o mesmo patamar social dos pais, seja na compra da casa própria, do carro ou em outras conquistas. Um levantamento da consultoria Deloitte com mais de 22 mil pessoas da geração Z e da geração millennial em 44 países mostrou que o custo de vida é a principal preocupação de ambos os grupos, à frente de temas como criminalidade, desempregoe geopolítica. Segundo a mesma pesquisa, 51% da geração Z e 40% dos millennials afirmam não ter condições financeiras de comprar um imóvel. Um estudo de 2026 do Núcleo de Estudos Raciais do Insper, conduzido pelos pesquisadores Daniel Duque, Michael França e Fillipi Nascimento, comparou as condições econômicas e sociais da geração X (nascidos entre 1965 e 1980) e da geração millennial (1981–1996) aos 30 anos de idade. O levantamento mostrou que a geração millennial chega à vida adulta com renda maior e mais acesso à educação do que a geração anterior teve na mesma idade, mas esse avanço não se traduziu em melhoria real nas condições de vida. Os autores chamam esse fenômeno de ausência de "mobilidade intergeracional plena", indicador que mede a probabilidade de os filhos superarem a renda real dos pais. O fim do tabu sobre o "fracasso financeiro"? Para a parcela dos jovens que escolhem compartilhar os relatos, mostrar vulnerabilidades financeiras virou uma forma de trocar o sentimento de culpa pelo endividamento por um caminho para a resolução e até para encontrar jovens em situações similares. A ideia é mostrar "a vida real", que inclui contratempos financeiros, e não mais a ideia de ostentação ou vida inatingível. "Cheguei a dever para agiota, bancos, tudo que vocês imaginarem. Juntando tudo, dava mais de R$ 150 mil. Hoje eu não devo isso tudo, mas ainda devo uma quantidade grande", diz outro vídeo do Tiktok de uma usuária chamada Jardielly. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa referentes a maio deste ano mostram que dos 83,5 milhões de brasileiros inadimplentes, 11% tinham entre 18 e 25 anos. Embora o percentual de jovens inadimplentes nessa faixa etária tenha oscilado pouco, o valor médio das dívidas desse grupo aumentou de R$ 2 mil em maio de 2020 para R$ 3,6 mil em maio de 2026, segundo a Serasa. Riscos e benefícios de expor as finanças nas redes Uma pesquisa do Santander no Reino Unido com 2 mil jovens de 18 a 21 anos mostrou que quase um terço deles (31%) recorre a influenciadores digitais em busca de orientação financeira. Embora a conversa sobre dinheiro tenha migrado das famílias para as plataformas digitais — e se ampliado para temas como endividamento e planejamento orçamentário —, especialistas alertam para os riscos de se informar sobre o tema nas redes sociais. "Uma das coisas que me preocupa como educador é: você está seguindo o conselho correto? Algumas dessas postagens ou personalidades das redes sociais não precisam necessariamente seguir restrições porque não estão atuando como conselheiros pessoais de ninguém. Portanto, há muita informação disponível que pode ser correta para algumas pessoas, mas não para todas", diz o professor. Para a planejadora financeira, esse tipo de exposição tem dois efeitos. O primeiro é positivo: ajuda o público a perceber que dificuldades financeiras são um problema real. O segundo é o risco de normalizar o endividamento ou usá-lo como justificativa para negligenciar as próprias finanças. "Já que todo mundo está nessa situação, eu também posso estar e não vou me preocupar, porque o problema é do mundo. Aí a pessoa passa a jogar a responsabilidade para todos os lados e não assume a própria responsabilidade", explica. Mundim também chama atenção ainda para o risco de comparações com realidades incompatíveis, já que cada pessoa tem uma situação financeira distinta, e qualquer plano para sair das dívidas ou atingir metas precisa ser individualizado. Por outro lado, ela destaca um benefício comportamental: assumir um compromisso público — não necessariamente na internet, mas também com um amigo, um planejador financeiro ou um terapeuta — tende a aumentar o engajamento da pessoa com seu próprio plano financeiro, segundo estudos das finanças comportamentais. O contraponto é a exposição excessiva, que pode incluir a divulgação de dados privados sensíveis e sujeitar o criador de conteúdo ao julgamento público — incluindo o chamado "cancelamento" nas redes sociais. --------- *Nomes de usuários nas redes sociais mencionados nesta reportagem correspondem a perfis públicos que compartilharam seus relatos online. Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicandoaqui.Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Em meio a endividamento recorde no Brasil, jovens usam as redes para falar abertamente sobre finanças pessoais. | ||
| Author | Larissa Maia | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/da-ostentação-ao-endividamento-a-nova-conversa-sobre-dinheiro-entre-jovens-nas-redes/a-78000079?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Tradicionalmente usadas para ostentação, redes estão sendo ocupadas pelas gerações mais novas com um debate mais saudável sobre dinheiro | ||
| Image source | Marcus Brandt/dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/77612771_303.jpg&title=Da%20ostenta%C3%A7%C3%A3o%20ao%20endividamento%3A%20a%20nova%20conversa%20sobre%20dinheiro%20entre%20jovens%20nas%20redes | ||
| Item 4 | |||
| Id | 78040285 | ||
| Date | 2026-07-20 | ||
| Title | UE multa AliExpress em € 550 milhões por produtos ilegais | ||
| Short title | UE multa AliExpress em € 550 milhões por produtos ilegais | ||
| Teaser |
Bloco europeu impõe penalidade recorde por falhas no combate à venda de mercadorias irregulares, falsificadas e sem padrões de segurança. Plataforma chinesa diz que vai recorrer da decisão.A União Europeia aplicou nesta segunda-feira (20/07) uma multa recorde de 550 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões) à varejista online AliExpress por permitir a venda de produtos ilegais, incluindo brinquedos e cosméticos inseguros. Segundo a Comissão Europeia, itens falsificados e produtos perigosos permanecem online por semanas. O bloco afirma que a empresa chinesa não impede a circulação de mercadorias irregulares e que mantém os itens na plataforma mesmo após identificá-los. A Comissão já havia acusado a AliExpress, em junho do ano passado, de descumprir sua exigência de avaliar e mitigar riscos relacionados à disseminação desses produtos. A investigação, iniciada em março de 2024, constatou que parte das mercadorias oferecidas não atendia aos padrões ambientais e de segurança da UE. O regulador também criticou os sistemas de recomendação e publicidade da plataforma, que ampliariam a exposição a itens ilegais, e apontou falhas no sistema de moderação, considerado pouco eficaz. "Os riscos devem ser identificados e tratados de forma sistemática para garantir que os consumidores possam fazer compras online com segurança. Hoje, estamos cobrando da AliExpress esse padrão e exigimos que ela tome medidas", disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen. Ela destacou que a plataforma teve 193 milhões de usuários na Europa no ano passado, acima dos 156 milhões da Shein e dos 130 milhões da Temu. "Um em cada cinco europeus afirma fazer compras uma vez por mês na Shein, Temu e AliExpress", afirmou. Multa sob a Lei de Serviços Digitais Essa é a maior multa já aplicada sob a Lei de Serviços Digitais (DSA), que entrou em vigor em 2022. Cabe recurso da decisão. A plataforma X, de Elon Musk, foi multada em 120 milhões de euros (R$ 698 milhões) em dezembro, e a varejista Temu foi sancionada em 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) em maio. Segundo a Comissão, a penalidade à AliExpress poderia ter sido ainda maior não fosse o fato de a legislação ser recente. Sob a DSA, plataformas digitais muito populares devem avaliar riscos e adotar medidas para enfrentá-los. A investigação apontou que produtos removidos reapareciam e que alguns eram até recomendados aos usuários antes de serem derrubados. A AliExpress classificou a multa como "desproporcional". Para a empresa, a decisão ignora sua estrutura de gestão de riscos e as melhorias implementadas, disse que recorrerá e que tem trabalhado com a Comissão para atender às "expectativas em constante evolução". Já a UE afirma que o valor considerou a natureza das violações, o impacto sobre os consumidores e a duração das infrações. As multas sob a DSA podem chegar a 6% do faturamento anual global de uma empresa. A Alibaba, controladora da AliExpress, por exemplo, faturou 122 bilhões de euros (R$ 719 bilhões) no ano passado. A plataforma já havia evitado uma penalidade maior em junho ao concordar com medidas para combater materiais potencialmente ilegais e conteúdo pornográfico. A AliExpress deve pagar a multa e apresentar, até 20 de outubro, um plano detalhando as medidas para corrigir as violações. Caso não cumpra a determinação, poderá enfrentar penalidades periódicas. Virkkunen afirmou que a empresa vem cooperando com a Comissão Europeia. A UE intensificou os esforços para combater o que considera concorrência desleal de varejistas chineses, incluindo a taxa de três euros sobre encomendas baratas que entram no bloco. gq/ra (AFP, Reuters) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Bloco europeu cobra valor recorde por falhas no combate à venda de mercadorias falsificadas e sem padrões de segurança. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/ue-multa-aliexpress-em-€-550-milhões-por-produtos-ilegais/a-78040285?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Alibaba, controladora do AliExpress, diz que multa é desproporcional | ||
| Image source | Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance | ||
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| Item 5 | |||
| Id | 78026891 | ||
| Date | 2026-07-19 | ||
| Title | Proibição ao varejo de destruir roupas começa a valer na UE | ||
| Short title | UE proíbe varejo de destruir roupas não vendidas | ||
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Novas regras para reduzir o desperdício proíbem grandes empresas no bloco de descartar o que não conseguem vender. Especialistas têm dúvidas sobre eficácia da medida.Uma proibição do descarte de roupas e calçados não vendidos entrou em vigor em toda a União Europeia (UE) neste domingo (19/07), na mais recente medida do bloco para reduzir o desperdício. Centenas de milhares de toneladas de artigos de moda são destruídas todos os anos nos 27 países da UE — seja por serem defeituosas, terem sido devolvidas de compras online ou para abrir espaço nos estoques. A Agência Europeia de Meio Ambiente estima que entre 4% e 9% dos produtos têxteis não vendidos são destruídos todos os anos. Isso equivale a uma estimativa entre 264 mil e 594 mil toneladas por ano. Para se ter uma ideia, pesquisadores europeus estimaram que, só na Alemanha, 17 milhões de peças devolvidas de compras online teriam sido destruídas em 2021. Ao mesmo tempo, esse descarte gera até 5,6 milhões de toneladas de CO2 por ano, segundo a Comissão Europeia — o equivalente às emissões de até 3 milhões de carros em um ano. A nova regra deve afetar grandes varejistas de moda, atacadistas e fabricantes de vestuário, dos quais apenas 20% produzem na UE. A indústria da moda tem defendido repetidamente suas práticas, argumentando que descartar produtos costuma ser mais barato do que armazená-los, repará-los ou vendê-los com desconto. Quais empresas estão sujeitas às novas regras? Pelas regras da UE, grandes empresas com mais de 250 funcionários e faturamento líquido anual superior a 50 milhões de euros estão proibidas de destruir estoques de roupas, acessórios e calçados não vendidos. As empresas agora devem encontrar formas de comercializar esses produtos, inclusive por meio de descontos, mercados alternativos e doações para instituições de caridade. Roupas não vendidas só podem ser destruídas quando forem consideradas inseguras, estiverem danificadas, forem falsificadas ou tiverem sido rejeitadas por organizações beneficentes, segundo a Comissão Europeia. As empresas também passam a ser obrigadas a divulgar relatórios anuais sobre os produtos descartados e a manter registros por cinco anos. O regulamento será estendido às empresas de médio porte em 2030. Varejo online impulsiona desperdício As preocupações com a chamada ultra fast fashion — roupas produzidas em massa, de baixo custo e qualidade inferior — cresceram significativamente na última década. O problema foi agravado pelo rápido crescimento das compras online e da quantidade de clientes que optam por devolver um produto após adquiri-lo via internet. Em toda a UE, um em cada cinco artigos de moda comprados pela internet é posteriormente devolvido ao varejista e não é revendido. Somados, esses produtos representam centenas de milhares de toneladas de roupas, acessórios e calçados. A UE quer reduzir o impacto ambiental da destruição desses produtos, já que a incineração de milhões de peças de roupa dificulta os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, o descarte de bens implica também na perda dos recursos materiais e humanos usados para produzi-los. Os países da UE também estão sob pressão para incentivar mais reciclagem e reutilização de produtos. Proibição será eficaz? A Federação Alemã do Comércio Varejista (HDE) afirmou que os consumidores serão beneficiados pela medida, já que mais peças com desconto serão colocadas à venda em outlets, saldões e canais de segunda mão. No entanto, o diretor-geral da HDE, Stefan Genth, alertou que a mudança representará um desafio para muitas lojas. "Nem todos os produtos não vendidos podem ser revendidos ou doados facilmente", disse ele, citando embalagens danificadas, altos custos logísticos, falta de demanda ou baixo valor dos produtos. Genth também reconheceu que isso implicará custos adicionais para o varejo com estoque, reparos e marketing, além do trabalho administrativo gerado pelo dever de prestar contas à UE. Avaliação semelhante foi feita por Michael Cieslik, da ONG Zero Waste Germany, ao portal de notícias Tagesschau. Ele apontou que a conferência e revenda de peças devolvidas do e-commerce demanda muita mão de obra, e por isso a tendência é que elas continuem sendo descartadas. Ambientalistas também não estão muito otimistas. "Se eu descobrir que itens de vestuário continuam a ser destruídos, não sei sequer a qual órgão recorrer para denunciar. Além disso, não temos um catálogo de multas. Isso significa que, mesmo que tivéssemos esse órgão de fiscalização, não sei qual multa ele poderia aplicar", apontou Viola Wohlgemuth, da Deutsche Umwelthilfe, ao Tagesschau. Moritz Jäger-Roschko, do Greenpeace na Alemanha, afirma que a proibição de destruir itens é correta, mas será difícil de pôr em prática. "As empresas podem contornar as regras facilmente, por exemplo com declarações falsas de produtos. Sem fiscalização persistente nada mudará na prática", observou. Por outro lado, como observou o jornal britânico Financial Times, não está claro se as empresas poderiam contornar a proibição enviando seus produtos para fora da UE. A Associação Alemã das Indústrias Têxtil e de Moda afirma que a nova regra sobrecarrega o setor europeu com burocracia e não resolve o problema do fast fashion. A GermanFashion, outra associação do ramo, disse que a regulação deverá ter pouco impacto na maioria das empresas de moda europeias, alegando que elas não costumam destruir o que não vendem. O diretor da GermanFashion, Thomas Lange, pediu que as empresas de ultra fast fashion sejam chamadas a contribuir da mesma forma que os produtores europeus com os custos para recolher e reciclar roupas usadas. Impacto maior no segmento de luxo? O Financial Times, por outro lado, destacou que as novas regras da UE devem atingir especialmente grupos de luxo ao remover "uma das ferramentas menos visíveis da indústria para manter seus produtos desejáveis", que é justamente a disponibilidade limitada — e, portanto, escassa — de itens. Com isso, as marcas serão forçadas a escolher entre manter maiores custos com estoque, expandir canais rigidamente controlados de venda de produtos com desconto ou reduzir sua produção. O FT cita um caso recente da Chanel, que destruiu rotineiramente milhares de produtos encalhados em Hong Kong como parte de sua estratégia de gerenciamento de estoque. A empresa, contudo, nega que o episódio reflita suas práticas globais de negócio. ra (AFP, dpa, ots) ------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Novas regras para reduzir o desperdício proíbem grandes empresas no bloco de descartar o que não conseguem vender. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/proibição-ao-varejo-de-destruir-roupas-começa-a-valer-na-ue/a-78026891?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Agência Europeia de Meio Ambiente estima que entre 4% e 9% dos produtos têxteis não vendidos são destruídos todos os anos | ||
| Image source | Christophe Ena/AP Photo/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/78025968_303.jpg&title=Proibi%C3%A7%C3%A3o%20ao%20varejo%20de%20destruir%20roupas%20come%C3%A7a%20a%20valer%20na%20UE | ||
| Item 6 | |||
| Id | 78025711 | ||
| Date | 2026-07-19 | ||
| Title | Como a Europa pode recuperar terreno na corrida da IA | ||
| Short title | Como a Europa pode recuperar terreno na corrida da IA | ||
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A Europa está atrás dos EUA e da China em inteligência artificial, e mais financiamento para pesquisas, capital de risco e inovação podem ajudar a recuperar o atraso.O pesquisador Philippe Aghion é um especialista em destruição criativa. Esse é o termo que os economistas usam quando inovações transformam ou desestruturam setores inteiros da economia e criam novos mercados. Exemplos são a máquina a vapor, a produção em linha de montagem e a revolução da tecnologia da informação. Ou, agora, a inteligência artificial (IA). Por sua pesquisa pioneira sobre como a inovação tecnológica pode impulsionar o crescimento econômico de longo prazo, Aghion, que é francês, recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2025, juntamente com o canadense Peter Howitt e o israelense-americano Joel Mokyr. "Mais do que nunca, a IA trará destruição criativa", disse Aghion à DW durante o Fórum Econômico de Bruxelas deste ano. "Haverá destruição de empregos. E haverá criação de empregos. Se você administrar a destruição criativa da maneira correta, ela se torna um motor de promoção social." A importância de abraçar a mudança Para ilustrar os benefícios da destruição criativa, Aghion destaca a diferença no crescimento econômico entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos. Durante décadas, ambas as economias evoluíram praticamente no mesmo ritmo. Mas, quando ocorreu a revolução da tecnologia da informação, com o computador pessoal, a internet e tudo o que veio junto com eles, os Estados Unidos adotaram plenamente essas mudanças. A Europa, nem tanto. Como resultado, a diferença entre as duas economias aumentou. Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos EUA é quase o dobro do da UE. Com a IA, a Europa corre o risco de repetir esse erro. "Precisamos acordar", alerta Aghion. Os Estados Unidos e a China estão muito à frente quando se trata do desenvolvimento de IA. Empresas como OpenAI, Anthropic, Google, Meta, Microsoft e muitas outras investem bilhões de dólares no desenvolvimento de grandes modelos de linguagem (LLMs), como ChatGPT, Gemini, Claude ou DeepSeek, um modelo chinês, além da infraestrutura computacional necessária para operá-los. Áreas em que a UE leva vantagem A Europa produz pesquisas de excelente qualidade, mas historicamente enfrenta dificuldades para expandir startups e atrair o mesmo nível de capital de risco que os Estados Unidos. Alguns modelos europeus, como o francês Mistral, são exceções a essa regra. Embora possa ser difícil ou até impossível para os europeus alcançar os líderes na área dos grandes modelos de linguagem, Aghion argumenta que a Europa deve aplicar a IA em áreas nas quais já possui vantagens tradicionais, como a saúde. "Temos dados de saúde fantásticos na Europa, muito melhores do que nos Estados Unidos. E haverá aplicações extraordinárias de IA na área da saúde. Podemos desenvolver muita IA especializada", argumenta. E, se for bem conduzida, a tradicional inclinação europeia para a regulamentação poderá se transformar numa vantagem competitiva, por exemplo, em proteção de dados e privacidade. "Acredito que haverá demanda por uma IA mais ética, uma IA que evite alguns perigos", afirma. "As pessoas querem ser protegidas. Ter algum nível de regulamentação nos tornará ainda mais atraentes." Como a Europa pode alcançar os líderes Alguns líderes empresariais concordam com essa visão. O empresário Thomas Saueressig, vice-presidente do Conselho de Administração da SAP, a maior empresa de software da Europa, quer ver a IA sendo utilizada além dos limites dos grandes modelos de linguagem, de forma a impulsionar as indústrias tradicionais europeias. "Tomemos como exemplo nossas capacidades em manufatura: poderíamos usar IA física e levá-la ao próximo nível", disse Saueressig no podcast de negócios da DW The Dip. "Precisamos usar essa tecnologia para fazer nosso modelo atual dar um salto em direção ao futuro. Em tempos de incerteza, o maior risco é não correr riscos." Mas, para isso, os europeus precisam fazer sua parte, insiste o vencedor do Nobel. "Primeiro, precisamos criar um ambiente de pesquisa melhor, com mais financiamento de longo prazo para a pesquisa", afirma. "Também precisamos de mais capital de risco e de mais fundos de pensão." Mais capital de risco As startups europeias, sejam elas ligadas à IA ou não, geralmente enfrentam dificuldades para obter financiamento. Os bancos costumam hesitar em financiar startups porque muitas empresas jovens fracassam e não possuem garantias suficientes. Mas esse não é o caso dos investidores especializados, também conhecidos como empresas de capital de risco ou investidores-anjo. Eles não se importam se muitas startups falharem porque lucram significativamente com aquelas que têm sucesso. "Precisamos de mais investidores desse tipo", explica Marlene Schörner, pesquisadora de mercados financeiros no Centro Jacques Delors, em Berlim. Uma forma de atrair mais capital de risco é harmonizar as regras dentro da União Europeia, por exemplo das leis de falência, que variam muito entre os países-membros da UE. "As leis de falência são muito importantes para os investidores. Eles querem saber se poderão recuperar seu dinheiro caso uma empresa fracasse", disse Schörner ao podcast de economia da DW Wirtschaft im Gespräch. Financiar a inovação em IA Outra maneira de revitalizar o ecossistema de startups europeu é aproveitar o enorme volume de poupança privada do continente. A Europa possui cerca de 12 trilhões de euros em poupança das famílias, como lembrou o primeiro-ministro de Luxemburgo, Luc Frieden, durante um discurso no Fórum Econômico de Bruxelas. "Mas a maior parte desse dinheiro é direcionada ao mercado imobiliário e a títulos públicos, em vez de investimentos em startups." Para mudar essa realidade, a Comissão Europeia lançou a União de Poupança e Investimento, que, segundo Schörner, é essencialmente uma reformulação da antiga União dos Mercados de Capitais. "O objetivo de integrar os mercados de capitais europeus existe há muito tempo. No entanto, esse esforço não tem sido muito bem-sucedido", explica. No passado, os países relutavam em abrir mão do controle de seus próprios mercados financeiros. A expectativa é que as recentes mudanças geopolíticas, o debate sobre se os Estados Unidos continuam sendo um parceiro confiável e a necessidade de maior autonomia estratégica da Europa sejam suficientes para pressionar os 27 membros da UE a deixarem suas diferenças de lado e construírem um mercado financeiro comum. Uma Darpa europeia para a IA Aghion acredita que a pesquisa e o financiamento poderiam melhorar muito com a participação do setor militar. "Precisamos de algo semelhante à Darpa", afirmou, referindo-se à Defense Advanced Research Projects Agency, uma instituição dos Estados Unidos responsável pelo desenvolvimento de tecnologias para uso militar. A Darpa foi criada em 1958 e desempenhou um papel importante no desenvolvimento de tecnologias como a internet e o GPS. Como Aghion duvida que todos os membros da UE apoiem a ideia de uma Darpa europeia, ele sugere que França e Alemanha assumam a liderança. "Poderíamos ter uma Darpa franco-alemã, e, se outros países quiserem, poderiam se unir a ela." O vencedor do Nobel se descreve como um "otimista combativo" quando o assunto é IA. No entanto, ele também faz um alerta aos políticos europeus. Para lidar com o potencial destrutivo da inteligência artificial, a Europa precisa concentrar esforços na educação. Isso também inclui a requalificação profissional daqueles que perderem seus empregos. Em países sem um mercado de trabalho flexível e sem um bom sistema educacional, "a IA criará muita infelicidade e frustração, e há um enorme risco de que essas sociedades se voltem para o populismo por um longo tempo", afirma Aghion. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Europa está ficando para atrás, e mais financiamento para pesquisas, capital de risco e inovação podem ajudar. | ||
| Author | Andreas Becker | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/como-a-europa-pode-recuperar-terreno-na-corrida-da-ia/a-78025711?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Os EUA e a China estão investindo mais do que a União Europeia no desenvolvimento da IA | ||
| Image source | dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/70144979_303.jpg&title=Como%20a%20Europa%20pode%20recuperar%20terreno%20na%20corrida%20da%20IA | ||
| Item 7 | |||
| Id | 78019981 | ||
| Date | 2026-07-19 | ||
| Title | Indígenas brasileiros criticam UE por excluir couro da lei antidesmatamento | ||
| Short title | Indígenas criticam UE por excluir couro da lei antidesmate | ||
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Comissão Europeia confirma revisão do regulamento da UE contra o desmatamento, que libera o couro da obrigação de comprovar que tem origem livre de desmatamento.O coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá, criticou a União Europeia (UE) pela retirada do couro bovino e de outros produtos da sua lei contra o desmatamento. "O regulamento antidesmatamento da União Europeia nos parece uma ferramenta muito valiosa para combater o desmatamento e reduzir a pressão sobre nossos territórios", afirmou Tuxá à DW em Bruxelas. "Por isso mesmo, nos preocupa muito que ele tenha sido enfraquecido. Primeiro, ao adiar sua entrada em vigor e, agora, ao reduzir seu alcance, retirando da lista, por exemplo, o couro", acrescentou. A Comissão Europeia confirmou na segunda-feira passada (13/07) que isentaria vários produtos das suas regulamentações destinadas a proteger as florestas. Com isso, as empresas na UE deixarão de ser obrigadas a comprovar que o couro bovino, as peles e o couro em geral tenham uma origem livre de desmatamento. A exigência também será retirada para sementes de soja, entre outros produtos. Já o café instantâneo, certos produtos de óleo de palma e línguas de vaca congeladas serão adicionados à lista. Um caminho sinuoso O Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) quer impedir a entrada no mercado europeu de commodities cuja produção causa desmatamento. Aprovado em junho de 2023, ele proíbe a importação ou comercialização dessas matérias-primas e de seus derivados quando provenientes de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. O regulamento deveria ter entrado em vigor no fim de 2024, mas a data de início foi adiada, e as regras foram amenizadas. Elas serão aplicadas, em geral, a partir de 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas, bem como para algumas micro e pequenas empresas, e a partir de 30 de junho de 2027 para outras pequenas empresas. Ambientalistas indignados Após o anúncio inicial, em maio, organizações ambientais como o WWF Alemanha e Deutsche Umwelthilfe (DUH) criticaram em especial a remoção do couro bovino da lista. O WWF afirmou que a medida não tem fundamentação científica. A organização ambientalista Fern diz que é incoerente e ilógico incluir a carne e excluir o couro das matérias-primas cobertas pelo EUDR. "As evidências, inclusive no relatório da própria Comissão, são contundentes ao demonstrar que o consumo de couro provoca elevados níveis de desmatamento nos trópicos", afirmou à DW a ativista Nicole Polsterer, da Fern. "São as mesmas vacas que pastaram em áreas desmatadas pelas grandes empresas do setor de carne", disse o pesquisador social Tom Kucharz, representante da Aliança Desmatamento Zero. "Que a carne fresca ou congelada esteja abrangida pelo EUDR e que sua pele seja excluída constitui uma contradição enorme e difícil de explicar", enfatizou. Segundo a Fern, a explicação pode estar na consulta pública promovida pela Comissão Europeia após o adiamento da entrada em vigor do EUDR. O objetivo oficial era realizar uma espécie de reality check, confrontando o regulamento com opiniões de diversos setores sociais. "Uma grande maioria dos participantes do setor industrial vinha da Itália e do Brasil, especialmente da indústria do couro", afirmou a Fern. Para Kucharz, a exclusão do couro do EUDR é resultado da pressão do lobby da moda. "Ainda que a importação ocorra por meio de outros países, essas peles são utilizadas por empresas europeias na fabricação de sapatos, bolsas e jaquetas", acrescenta. Posição da Comissão Europeia "O couro foi excluído do âmbito de aplicação porque, em primeiro lugar, existe o risco de criar um desequilíbrio entre os importadores de artigos de couro", disse à DW um porta-voz da Comissão Europeia. "Em segundo lugar, o couro possui um valor econômico muito menor em comparação com a carne. Isso significa que as empresas que comercializam couro na União Europeia exercem influência mais limitada sobre os fornecedores fora da UE e podem enfrentar dificuldades para obter as informações necessárias para cumprir a norma", acrescentou. Colonialismo verde O EUDR enfrentou forte oposição de vários países europeus, entre eles Alemanha, Áustria, Finlândia, Itália e Portugal, bem como de diversos países do Sul Global, incluindo Brasil, Colômbia, Honduras e Paraguai. Esses países consideram a medida um entrave ao comércio e um exemplo de "colonialismo verde". Essa posição é criticada por Tuxá. "Nós não vemos isso como colonialismo verde. Na verdade, esperávamos que fosse mais ambicioso, incluindo outros produtos e a proteção de outros biomas", afirmou o líder indígena à DW. "Não podemos esquecer que a classe política brasileira, desde o período colonial, sempre se opôs aos interesses dos povos indígenas e de seus territórios. O que vemos nesse enfraquecimento do EUDR é justamente a priorização da produção e do consumo em detrimento dos povos e da natureza", conclui. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Regulamento antidesmatamento da UE proíbe entrada de carne bovina proveniente de áreas desmatadas, mas libera o couro. | ||
| Author | Mirra Banchón (de Bruxelas) | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/indígenas-brasileiros-criticam-ue-por-excluir-couro-da-lei-antidesmatamento/a-78019981?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Dinamam Tuxá diz que enfraquecimento do regulamento europeu contra o desmatamento preocupa os povos indígenas brasileiros | ||
| Image source | Banchón/DW | ||
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| Item 8 | |||
| Id | 78012198 | ||
| Date | 2026-07-18 | ||
| Title | Ameaça do Irã ao petróleo vai além do Estreito de Ormuz | ||
| Short title | Ameaça do Irã ao petróleo vai além do Estreito de Ormuz | ||
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Rotas alternativas de transporte de petróleo e gás no Oriente Médio também estão na mira do regime em Teerã. Houthis, no Iêmen, já estariam de sobreaviso para fechar o Mar Vermelho.As exportações de petróleo e gás dos países do Golfo Pérsico enfrentam novas interrupções com a intensificação dos combates entre os Estados Unidos e o Irã. Para ambos os países, o controle do Estreito de Ormuz é fundamental. Nos últimos meses, o Irã demonstrou que pode interromper significativamente o tráfego pelo estreito. "Vários meses de campanhas de bombardeio não anularam a capacidade do Irã de controlar o Estreito de Ormuz", observa Guntram Wolff, pesquisador sênior do think tank Bruegel e professor de economia da Universidade Livre de Bruxelas. Esta semana, o tráfego no estreito, mais uma vez, foi quase totalmente interrompido, com o Irã atacando petroleiros e disparando drones e mísseis contra instalações militares no Bahrein, Kuwait e Jordânia. Fluxos de petróleo e gás antes da guerra Antes do início da guerra, em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz era uma via navegável internacional sem pedágio e via de passagem para cerca de 20% do gás natural liquefeito (GNL) mundial, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Além disso, cerca de 20% do petróleo mundial era transportado do Golfo Pérsico através dessa via navegável para o Mar Arábico e além, a maior parte para a Ásia. Nos últimos anos, isso representou uma média de cerca de 20 milhões de barris por dia, de acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA. Os fluxos pelo Estreito de Ormuz caíram para cerca de 14,6 milhões de barris por dia, em média, no primeiro trimestre de 2026 e diminuíram acentuadamente com o conflito iniciado no fim de fevereiro. Um acordo preliminar de cessar-fogo entre os EUA e o Irã, assinado em 17 de junho, trouxe algum alívio para a navegação, mas não está mais sendo respeitado. Nas últimas semanas, as forças americanas atingiram centenas de alvos militares iranianos. A continuidade desses ataques ao Irã poderá provocar mais retaliações a infraestruturas de petróleo e gás de aliados dos EUA no Golfo Pérsico, incluindo refinarias, portos e oleodutos, tornando a guerra custosa para toda a região e causando escassez de petróleo. "O progresso limitado alcançado pelo cessar-fogo de junho foi efetivamente desfeito", alertou a empresa grega de gestão de riscos marítimos Marisks, após o reinício da guerra na região. "A probabilidade de uma nova escalada permanece muito alta." A importância dos oleodutos e gasodutos No início da guerra, houve relatos de que o Irã estava cobrando 2 milhões de dólares (R$ 11 milhões) por navio para usar a hidrovia. Após o acordo preliminar com os EUA, o Irã passou a exigir que as embarcações usassem a rota ao norte, que passa por águas iranianas. A Marinha dos EUA tem escoltado navios por uma rota ao sul que acompanha a costa de Omã, no lado oposto do estreito. Além do próprio Irã, o Iraque, Kuwait, Catar e Bahrein dependem do Estreito de Ormuz para o escoamento da maior parte de suas exportações de petróleo. Embora o transporte marítimo seja a maneira mais barata de transportar petróleo, diante da disputa pelo estreito os produtores de petróleo e gás estão buscando alternativas. Alguns, como a Arábia Saudita (Gasoduto Leste-Oeste) e os Emirados Árabes Unidos (Oleoduto de Abu Dhabi), já possuem rotas de exportação que contornam o estreito. Mas esses oleodutos só podem redirecionar um máximo de 8,8 milhões de barris de petróleo por dia, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Novas rotas, novos riscos Como os oleodutos existentes não conseguem compensar os volumes normais do transporte através do Estreito de Ormuz, expandir a capacidade com novos oleodutos é uma das únicas opções disponíveis. No entanto, projetos desse tipo levam anos e custam bilhões de dólares. Se os oleodutos levarem ao Mar Vermelho, também poderão deixar de ser seguros se o conflito se expandir para além do Estreito de Ormuz. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita liga Abqaiq, na costa leste do Golfo, ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Mas, para chegar ao Mar Arábico e aos mercados asiáticos, os petroleiros que partem de Yanbu precisam atravessar o Estreito de Bab el-Mandeb, a porta de entrada para o Mar Vermelho, e também uma via navegável estreita, onde podem ocorrer ataques dos rebeldes houthis, do Iêmen, que são apoiados pelo Irã na guerra que travam contra o governo iemenita, aliado da Arábia Saudita. Uma trégua que já dura quatro anos interrompeu o conflito entre o reino e o grupo. Além de causar problemas a esses navios, isso poderia abrir uma segunda frente na guerra no Mar Vermelho e forçar outras embarcações que se dirigem ao Canal de Suez a fazer um longo desvio contornando a extremidade sul da África. Os Emirados Árabes Unidos, que conseguem evitar o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, apostam cada vez mais em alternativas. A meta é expandir a infraestrutura existente e construir um novo porto e terminal de contêineres na sua costa leste, segundo vários relatos. Vários outros oleodutos no Iraque, na Jordânia, no Kuwait e na Turquia estão em operação ou em construção. No entanto, a capacidade deles é modesta e não consegue compensar uma grande interrupção no Estreito de Ormuz. Para o Irã, parece ser tudo ou nada O Irã pediu aos houthis que estejam prontos para fechar a rota de petróleo do Mar Vermelho caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura energética iraniana, disseram funcionários do alto escalão iraniano à agência de notícias Reuters. Já uma pessoa próxima aos houthis disse que o grupo concluiu os preparativos para atacar embarcações, posicionando mísseis e drones perto do estreito de Bab el-Mandeb, nas terras altas do Iêmen com vista para Hodeidah e o Golfo de Áden, e que aguardava apenas a ordem para iniciar a ação. Representantes da Guarda Revolucionária do Irã que já estão no Iêmen tomarão a decisão sobre quando fechar o estreito de Bab el-Mandeb, acrescentou. Qualquer ameaça ao Mar Vermelho e ao estreito de Bab el-Mandeb corre o risco de agravar ainda mais a crise energética global desencadeada pelas dificuldades de transporte pelo Estreito de Ormuz e evidencia os riscos de uma expansão do conflito. Com o Estreito de Ormuz praticamente fechado, quaisquer ataques houthis a navios ou portos no Mar Vermelho interromperiam simultaneamente as duas principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, abrindo uma nova frente tanto na crise energética quanto no conflito mais amplo entre o Irã e os Estados Unidos. A Marisks alertou que a ameaça direta do Irã contra a infraestrutura alternativa de exportação de petróleo do Golfo é "talvez o desenvolvimento mais significativo" na situação atual. "A mensagem do Irã é clara: ou todos os produtores de energia regionais podem exportar, ou ninguém." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Houthis, no Iêmen, que são aliados do Irã, já estariam de sobreaviso para fechar o Mar Vermelho. | ||
| Author | Timothy Rooks | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/ameaça-do-irã-ao-petróleo-vai-além-do-estreito-de-ormuz/a-78012198?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Oleodutos da Arábia Saudita levam a Yanbu, no Mar Vermelho, uma rota de transporte de petróleo que também está ameaçada | ||
| Image source | Mehmet Biber/dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/76920451_303.jpg&title=Amea%C3%A7a%20do%20Ir%C3%A3%20ao%20petr%C3%B3leo%20vai%20al%C3%A9m%20do%20Estreito%20de%20Ormuz | ||
| Item 9 | |||
| Id | 78004517 | ||
| Date | 2026-07-18 | ||
| Title | Por que estrangeiros estão comprando tantos imóveis no Brasil | ||
| Short title | Por que estrangeiros estão comprando imóveis no Brasil | ||
| Teaser |
Cidades de SC e o Rio de Janeiro registram explosão de compra de imóveis por estrangeiros. Câmbio favorável e possibilidade de lucrar com AirBnb turbinam fenômeno. Mas movimento também tem impactado aluguéis. O Brasil "estar na moda" já tem reflexos no mercado imobiliário do país. Regiões como a Zona Sul do Rio de Janeiro e o litoral de Santa Catarina têm registrado um aumento robusto na busca de imóveis por estrangeiros nos últimos anos. O interesse vai além de uma mera busca por um lugar onde se hospedar e tem sido encarado por vários compradores como um investimento. Mas o fenômeno também tem gerado efeitos indesejados, ajudando a alimentar uma alta do preço de aluguéis, o que deve elevar a pressão por regulações. Em 2025, o Brasil registrou um recorde de 9,2 milhões de visitantes estrangeiros. E os cinco primeiros meses de 2026 já somaram 4,9 milhões. Paralelamente, há um aumento de interesse por estadias no país especialmente após a pandemia. Em cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis, o período foi marcado por uma maior busca de imóveis por profissionais trabalhando em home office e os chamados nômades digitais. No caso carioca, a prefeitura local chegou a lançar em 2021 um programa visando atrair esse tipo de profissional. "Os avanços nas vendas são identificados principalmente nos imóveis compactos recém-lançados. Em Ipanema e no Leblon, pesquisas mostram que 30% dessas unidades foram comercializadas para estrangeiros", afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Claudio Hermolin. O diretor regional de relações internacionais do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (Creci-SC), Marco Aurélio Lievore, apontou que, num levantamento de uma imobiliária em Florianópolis, 83% das vendas foram para clientes argentinos buscando apartamentos na planta. "Os empreendimentos buscados em sua grande maioria são estúdios. Há muitos estrangeiros que passam férias aqui e depois vêm procurar um lugar para morar ou investir", conta. Entre as nacionalidades, americanos e argentinos se destacam entre os investimentos. Europeus de uma série de países, como França e Suíça, aparecem também entre os principais compradores, enquanto há registro ainda de um interesse crescente de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos. Atrativos no mercado globalPlataformas também tornaram mais atrativa a ideia de comprar um imóvel em outro país e obter renda à distância. Além disso, empresas vêm focando na oferta de serviços para o público externo, como na gestão destas propriedades. A Lobie, empresa especializada na área, aponta que a participação de estrangeiros em sua carteira passou de cerca de 2% para 18% em três anos. Hoje, a companhia administra aproximadamente 1.620 estúdios de investidores de fora do Brasil. "A vantagem desse tipo de imóvel para o comprador estrangeiro é a atratividade da cidade: ele pode utilizá-lo em períodos de férias e grandes eventos e, quando não for utilizado pelo próprio comprador, é um imóvel de grande procura", aponta Hermolin. "A receita obtida certamente paga a manutenção e deixa algum lucro", afirma. Entre as vantagens apontadas por Lievore estão ainda fatores cambiais. Em países como a Argentina, imóveis são normalmente negociados em dólar, o que torna transações em reais no Brasil mais atrativas. Além disso, o diretor aponta grande potencial de valorização do mercado brasileiro, especialmente quando em comparação com regiões litorâneas mais saturadas no mundo, como Miami, nos Estados Unidos, e o Algarve, em Portugal. Há ainda a facilidade nos trâmites na comparação com outros países. "O Brasil é um país fácil de conseguir residência, é algo que ajuda muito", aponta Lievore. No caso catarinense, ele aponta um fluxo recente de russos, que se intensificou após a guerra na Ucrânia, e que visam especialmente obter um passaporte brasileiro. Uma resolução do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) permite aos estrangeiros que comprarem imóveis no Brasil solicitar autorização de residência. Pessoas físicas devem comprar um imóvel no valor mínimo de R$ 1 milhão e com recursos próprios de origem externa. Airbnb em ascensãoO mercado brasileiro também já é o terceiro do mundo com mais anúncios de Airbnb, atrás somente de Estados Unidos e França, mas com um dos crescimentos mais acelerados nos últimos anos. Desde 2022, cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis tiveram suas ofertas de anúncios mais do que dobradas no Airbnb. No caso carioca, a plataforma AirDNA registra mais de 60 mil, enquanto a capital catarinense conta com 36 mil. Como comparação, em Barcelona, onde a modalidade será proibida a partir de 2028 pelos efeitos negativos no mercado imobiliário local, existem 26 mil anúncios. "O Brasil vem registrando um crescimento nos anúncios acima do resto do mundo", resume Sofia Morais de Sousa, executiva de contas do AirDNA. Além dos municípios citados, São Paulo também se destaca em números absolutos, com mais de 61 mil anúncios. Cidades no litoral catarinense exibem números comparativamente mais robustos. O AirDNA registra mais de 10 mil anúncios em Bombinhas, no Estado de Santa Catarina, que tem uma população de cerca de 25 mil habitantes. Num levantamento publicado este ano, a plataforma Inside Airbnb listou a cidade no topo do ranking de concentração de anúncios no Brasil, com 210,3 por km2. Em seguida vem Balneário Camboriú, com 138,8 por km2 e mais de 10 mil anúncios ativos. Neste caso, a região vem ainda se notabilizando pelos lançamentos de luxo, que são outra fonte de atração de estrangeiros. Segundo a construtora do Senna Tower, projeto que planejado para ser o prédio residencial mais alto do mundo, 16% dos apartamentos já vendidos foram para estrangeiros. Há certa mudança no perfil dos turistas no país. Em 2021, o AirDNA registrava menos de 10% de estrangeiros como hóspedes no Brasil. No último ano, o número ficou acima de 20%. Ainda assim, segue bem diferente da Europa, onde o mercado doméstico costuma ser menos relevante. No caso da Espanha, 80% dos hóspedes são estrangeiros na plataforma, enquanto na Alemanha essa porcentagem é de 45%. Pressão por regulaçãoAo redor do mundo, os efeitos do avanço das estadas de curta temporada vêm sendo acompanhados por pressões regulatórias. Além de impactos negativos nos preços dos aluguéis de longo prazo para habitantes locais, vizinhos costumam questionar mudanças no ambiente dos condomínios, incluindo hóspedes que não cumprem regras de convivência. Em maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a locação de imóveis residenciais em condomínios para estadias depende de autorização em assembleia com aprovação de pelo menos dois terços dos condôminos. Por sua vez, a medida não é vista como suficiente para alterar o cenário da pressão imobiliária. Moradores já apontam aumento no custo dos aluguéis em certas cidades, como no caso de Florianópolis, que teve alta de 9% no último ano. "É o momento de entender o que está acontecendo, e a pressão no aluguel muda essa percepção", aponta Aline Cruvinel, diretora de pesquisa e comunidade no Inside Airbnb. "O discurso geral é de que é uma oportunidade de renda extra aos proprietários, mas na prática é um grupo restrito que consegue gerar renda, enquanto o todo acaba pagando os custos com a alta do aluguel", aponta. Cruvinel destaca ainda empresas estrangeiras que observaram o mercado da América Latina como uma possiblidade de investimento. Um destes casos é o da multinacional Blueground, que anuncia mais de 20 mil propriedades ao redor do mundo. No Brasil, a empresa adquiriu em 2023 a Tabas, que oferta aluguéis de curta temporada voltados principalmente para estrangeiros em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Na avaliação de Cruvinel, "há uma postura de autoridades de atração de investimentos, mas que não se avalia muito o outro lado e as consequências disso". "A tendência é de regulamentos, especialmente quando os aluguéis começam a subir", aponta Morais de Sousa. Ao redor do mundo, medidas como a limitação de número de moradias disponíveis para aluguel de curta duração em certas regiões vêm sendo tomadas. Em Nova York, parte das regulamentações visa limitar a concentração de muitas hospedagens com os mesmos anunciantes, algo que avança no Brasil. A Seazone, empresa que atua como uma das maiores anfitriãs do Airbnb no país, divulga que possui mais de 3600 imóveis. Pelo lado das compras por estrangeiros, o Canadá baniu em 2023 a aquisição de propriedades no país por cidadãos de outras nacionalidades por dois anos, medida que foi renovada em 2025 e deve vigorar até 2027. "Durante anos, o capital estrangeiro tem entrado no Canadá para comprar imóveis residenciais, aumentando as preocupações com a acessibilidade à habitação", argumentou o governo. Em sentido semelhante, a Espanha avalia restrições que, nestes casos, se aplicariam a cidadãos de fora da União Europeia. Uma proposta é a imposição de impostos de até 100% nestas transações. Em Portugal, o chamado "visto de ouro" para estrangeiros que comprassem imóveis no país esteve em vigor por anos visando abrir portas para residência, no entanto, o programa foi limitado em 2023 em razão das pressões no mercado imobiliário. --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. 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| Short teaser | Câmbio favorável e possibilidade de lucrar com AirBnb turbinam fenômeno no Rio de Janeiro e cidades de SC. | ||
| Author | Matheus Gouvea de Andrade | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/por-que-estrangeiros-estão-comprando-tantos-imóveis-no-brasil/a-78004517?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Item 10 | |||
| Id | 78020368 | ||
| Date | 2026-07-18 | ||
| Title | STF nega pedido de visita de Milei a Bolsonaro | ||
| Short title | STF nega pedido de visita de Milei a Bolsonaro | ||
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Após endurecer condições da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, ministro Alexandre de Moraes rejeita pedido de visita pelo chefe de Estado argentino.O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou neste sábado (18/07) um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que autorizasse o presidente da Argentina, Javier Milei, a visitar o ex-chefe de Estado, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A decisão foi tomada pelo juiz Alexandre de Moraes, relator do processo em que Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma alegada tentativa de golpe de Estado após a derrota na eleição presidencial de 2022. Os advogados do ex-presidente pretendiam que Milei pudesse visitar Bolsonaro em 25 de julho, data em que o chefe de Estado argentino tem prevista uma ida ao Brasil para participar, em São Paulo, da apresentação oficial da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente brasileiro. Prisão domiciliar mais rígida A recusa do pedido é coerente com a decisão anterior de Moraes, divulgada nesta sexta-feira, através da qual tornou mais rigorosas as condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, proibindo-o de receber visitas sociais durante 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. O magistrado determinou ainda que Bolsonaro não poderá receber visitas com fins políticos ou eleitorais até ao final das eleições de outubro. Moraes afirmou que Bolsonaro violou medidas cautelares ao redigir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial do filho, o senador Flávio Bolsonaro, que a divulgou nas redes sociais. Na carta, o ex-presidente pede votos ao filho e apela à unidade em meio ao embate público deste com Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente e madrasta de Flávio. as/ra (Lusa, Efe, Agência Brasil) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Após endurecer condições da prisão domiciliar, ministro Alexandre de Moraes rejeita pedido de visita pelo argentino. | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/stf-nega-pedido-de-visita-de-milei-a-bolsonaro/a-78020368?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Milei estará no Brasil em 25 de julho para participar da apresentação oficial da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro | ||
| Image source | Farid Dumat Kelzi/AP Photo/picture alliance | ||
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| Item 11 | |||
| Id | 78015021 | ||
| Date | 2026-07-18 | ||
| Title | Cinturão da ferrugem alemão está à beira do colapso fiscal | ||
| Short title | Cinturão da ferrugem alemão está à beira do colapso fiscal | ||
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Com dívidas crescentes, queda de arrecadação e gastos sociais em alta, cidades do antigo polo industrial do Vale do Ruhr enfrentam crise financeira que ameaça serviços públicos e preocupa autoridades. O shopping center Centro é hoje o principal motivo pelo qual a cidade de Oberhausen, na Alemanha, é conhecida na região. O complexo de compras e entretenimento, com suas 250 lojas e restaurantes, fica ao lado de um canal com calçadão arborizado e bem próximo ao maior aquário Sea Life do país. O complexo foi construído em meados da década de 1990 numa área onde, anteriormente, 32 mil pessoas trabalhavam na indústria siderúrgica, que já foi um dos pilares da economia local. "Graças ao Centro, criamos quase o mesmo número de empregos novamente, mas todos estão no setor de serviços, onde as pessoas ganham menos", disse o tesoureiro da cidade de Oberhausen, Apostolos Tsalastras. Declínio da região do RuhrA renda média da cidade está hoje entre as mais baixas da Alemanha. "O Produto Interno Bruto que geramos aqui também está entre os menores do país", admite o tesoureiro. O Vale do Ruhr, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, foi moldado pela Revolução Industrial do século 19, movida a carvão, e que se tornou vital para a produção de armamentos da Alemanha nas duas guerras mundiais. Depois das guerras, as fábricas foram primeiro desmontadas e depois reconstruídas para impulsionar o que ficou conhecido como o milagre econômico alemão da década de 1950. Uma crise séria começou nos anos 1970, quando a inflação e o excesso de capacidade fizeram a produção de aço bruto despencar, levando ao fechamento de usinas e ao desemprego estrutural na região. Ainda existem alguns remanescentes da indústria siderúrgica em Oberhausen, incluindo uma empresa que fabrica turbinas para navios e usinas de energia. Mas tudo isso é pequeno em escala quando comparado ao que já foi. Os problemas econômicos estruturais desde o declínio das indústrias de carvão e aço vêm cobrando seu preço há muito tempo. "Não temos reservas, nenhum investimento de capital que possamos liquidar, nenhum ativo que possamos vender nem nada do tipo", diz Tsalastras. "Estamos economizando há 40 anos; já vendemos tudo. Não nos resta mais nada." Oberhausen está entre as cidades com o maior nível de endividamento da Alemanha. "Estamos numa situação realmente dramática", afirma o prefeito Thorsten Berg, do Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda. "Os maiores encargos que enfrentamos são os pagamentos relacionados ao bem-estar infantil e aos cuidados de longa duração", afirma Berg. "Espera-se que os municípios paguem, mas não recebemos os recursos para isso. Esse é o erro desse raciocínio." Economia fraca, arrecadação menorNa Alemanha, decisões tomadas nos níveis federal e estadual obrigam os municípios a, por exemplo, pagar os custos de moradia de beneficiários de assistência social ou fornecer apoio a pessoas com deficiência. Em Oberhausen, 50% dos gastos são destinados a serviços sociais. Os custos dos cuidados de longa duração estão aumentando porque um número cada vez maior de idosos não consegue pagar por instituições de acolhimento, e a cidade precisa cobrir essas despesas. Os gastos com assistência à juventude também aumentaram significativamente, já que crianças e adolescentes estão sendo retirados de suas famílias com mais frequência porque eles ou seus pais enfrentam dificuldades, muitas vezes relacionadas à saúde mental. O tesoureiro de Oberhausen observa que a pandemia de covid-19 deixou marcas, mas o impacto das redes sociais é particularmente preocupante. Municípios se sentem impotentesAs principais fontes de receita dos municípios são os impostos sobre atividades comerciais e sobre propriedades e imóveis. Soma-se a isso uma participação de 15% no imposto de renda. No entanto, a crise econômica, que afeta a Alemanha há sete anos, reduziu a arrecadação tributária. Tsalastras está à frente das finanças de Oberhausen desde 2010. "Atualmente temos um orçamento anual de 1,2 bilhão de euros (R$ 7 bilhões), e nossa receita fica cerca de 100 milhões de euros (R$ 587 milhões) abaixo do necessário", relatou o economista em seu gabinete na prefeitura. Até o fim de 2025, Oberhausen havia acumulado 2 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões) em dívidas. Um aporte financeiro do governo estadual da Renânia do Norte-Vestfália reduziu esse valor para € 800 milhões (R$ 4,6 bilhões). Os programas culturais vêm sofrendo cortes orçamentários há muito tempo. O renomado teatro de Oberhausen precisa operar com menos recursos a cada ano. Por necessidade, a reforma urgente do prédio está sendo realizada com o teatro em funcionamento, e espectadores precisam se sentar no palco. As tarifas de estacionamento aumentaram 50%, e a fiscalização de trânsito foi intensificada, gerando uma arrecadação maior com multas. A administração municipal também deverá fazer novos cortes, com a eliminação de 5% dos postos de trabalho, o que deve resultar em tempos de espera mais longos para os cidadãos nos órgãos públicos. "Os moradores consideram isso absolutamente terrível, mas sabem que não temos outra escolha", afirma Tsalastras. Cortes na cultura e nos serviçosPor quanto tempo é possível prosseguir sem realizar cortes significativos nos serviços? Essa é a pergunta que um número crescente de prefeitos na Alemanha vem se fazendo, à medida que as despesas superam as receitas em quase todos os municípios. Um número cada vez maior dos cerca de 10.700 municípios alemães está endividado. Até 2025, os governos locais da Alemanha haviam contraído coletivamente quase 30 bilhões de euros (R$ 175 bilhões) em novas dívidas, um recorde histórico. A montanha de dívidas já existente ultrapassou agora os 200 bilhões de euros (R$ 1,1 trilhão). Segundo projeções financeiras dos governos locais até 2028, espera-se um nível semelhante de novo endividamento a cada ano. Espaço para a AfD para ganhar força"Podemos esquecer qualquer outro esforço para proteger nossa democracia se não garantirmos que as pessoas vejam, na prática, que nosso Estado e nosso sistema democrático realmente funcionam", diz Berg, referindo-se ao crescimento do partido da ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD). É um alerta que certamente já foi ouvido nas capitais estaduais e também em Berlim. "Os municípios estão numa situação financeira muito precária", declarou o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, da União Democrata Cristã (CDU), no fim de junho. Ele concordou com os governadores estaduais em reorganizar a distribuição das responsabilidades públicas. "Concordamos que, a partir de 1º de setembro, não aprovaremos mais leis que não forneçam aos municípios e, quando aplicável, aos estados a remuneração adequada", disse Merz. "Isso segue o princípio: quem encomenda o trabalho paga por ele." Isso vale apenas para leis futuras: os serviços que já precisam ser prestados continuam obrigatórios. Berg recebe bem essa decisão. "Mas isso nos ajuda apenas um pouco, porque não muda a situação fundamental. Se você quiser mudar isso, então o governo federal realmente precisa colocar dinheiro na mesa", acrescentou. Uma das demandas é aumentar a participação dos municípios na arrecadação tributária nacional total. Além disso, os municípios pedem o perdão integral de suas dívidas. "Eu diria que é um pouco como uma negociação coletiva", diz Berg. "Essas negociações também costumam ser duras. Então continuamos destacando a situação difícil dos municípios e, pouco a pouco, as coisas começam a avançar." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Com dívidas crescentes e queda de arrecadação cidades alemãs de antigo polo industrial enfrentam uma crise financeira. | ||
| Author | Sabine Kinkartz | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/cinturão-da-ferrugem-alemão-está-à-beira-do-colapso-fiscal/a-78015021?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&title=Cintur%C3%A3o%20da%20ferrugem%20alem%C3%A3o%20est%C3%A1%20%C3%A0%20beira%20do%20colapso%20fiscal | ||
| Item 12 | |||
| Id | 78017572 | ||
| Date | 2026-07-18 | ||
| Title | STF mantém Bolsonaro em prisão domiciliar, mas amplia restrições | ||
| Short title | STF mantém Bolsonaro em casa, mas amplia restrições | ||
| Teaser |
Ministro Alexandre de Moraes toma a decisão após ex-presidente redigir carta de apoio ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, que a divulgou nas redes sociais.O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta sexta-feira (17/07) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, mas endureceu as restrições. Em sua decisão, o ministro do STF Alexandre de Moraes proibiu Bolsonaro de receber visitas sociais durante 30 dias – exceto médicos, fisioterapeutas e advogados – e visitas com fins políticos ou eleitorais até o fim das eleições de outubro. Moraes afirmou que Bolsonaro violou medidas cautelares ao redigir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial do filho, o senador Flávio Bolsonaro, que a divulgou nas redes sociais. Na carta, o ex-presidente pede votos ao filho e apela à unidade em meio ao embate público deste com Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente e madrasta de Flávio. No mesmo despacho, Moraes também decidiu manter sua decisão anterior que proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias, contando a partir de 13 de julho. Sem uso de redes sociais Ao determinar as medidas, Moraes disse que Bolsonaro descumpriu a determinação que o proibia de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros. O descumprimento ocorreu com a publicação da carta nas redes sociais pelo filho, que é pré-candidato à Presidência da República. "Patente, portanto, o desrespeito de Jair Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária", afirmou. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviara ao STF parecer pela manutenção da prisão domiciliar concedida a Bolsonaro. Com sua decisão, Moraes acolheu a posição da PGR, que considerou que o episódio não justificava a revogação da prisão domiciliar, mas exigia novas restrições para impedir qualquer interferência nas eleições. Em seguida, a defesa solicitou autorização para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visite o ex-presidente na prisão domiciliar. O pedido foi negado. as (Agência Brasil, Lusa) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Ministro Alexandre de Moraes toma decisão após ex-presidente redigir carta de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/stf-mantém-bolsonaro-em-prisão-domiciliar-mas-amplia-restrições/a-78017572?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado | ||
| Image source | Adriano Machado/REUTERS | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/75253361_303.jpg&title=STF%20mant%C3%A9m%20Bolsonaro%20em%20pris%C3%A3o%20domiciliar%2C%20mas%20amplia%20restri%C3%A7%C3%B5es | ||
| Item 13 | |||
| Id | 78004484 | ||
| Date | 2026-07-17 | ||
| Title | Governo brasileiro anuncia reforço à indústria após tarifaço | ||
| Short title | Governo brasileiro anuncia reforço à indústria após tarifaço | ||
| Teaser |
Administração Lula chama novas barreiras comerciais americanas de "injustificáveis" e traça plano para ajudar indústria e rebater alegações usadas como argumento para tarifas anunciadas por Trump. O governo brasileiro anunciou na quinta-feira (16/07) que vai reforçar medidas de proteção à indústria nacional diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, previsto para entrar em vigor na próxima semana. Um dia após os EUA anunciarem tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, sob alegação de supostas práticas comerciais "desleais", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou sua equipe econômica, além de ministros de outras áreas, para apresentar o que será feito diante da contenda comercial – e política. A tarifa será aplicada a milhares de produtos brasileiros, mas várias categorias importantes de exportação ficarão isentas, incluindo petróleo e gás, carne bovina, café, laranjas e peças de aeronaves. Pelos cálculos do governo, o tarifaço deve atingir 18% das exportações brasileiras aos EUA, o equivalente a 7,4 bilhões de dólares (R$ 38 bilhões), considerando dados de 2024. Entre as principais medidas anunciadas pelo Brasil está um reforço do programa Brasil Soberano, que oferece linhas de crédito a empresários afetados pelo tarifaço americano. A iniciativa foi criada em agosto de 2025, em meio aos primeiros anúncios de sobretaxa dos EUA. Na época, o governo americano impôs uma tarifa de 40% sobre muitas exportações brasileiras. No entanto, em novembro, após uma reunião com Lula, o presidente americano, Donald Trump, revogou parte dessas tarifas por meio de uma ordem executiva. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já pediu ao Ministério da Fazenda a liberação de mais R$ 7,25 bilhões para reforçar as linhas de crédito criadas pelo governo federal para ajudar empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Ainda não há detalhes sobre como o auxílio será liberado nesta nova rodada de ameaças comerciais. Em agosto, o governo ofereceu R$ 30 bilhões, sendo que metade foi desembolsada em março deste ano. Em coletiva de imprensa, na quinta, ministros defenderam que as tarifas americanas são "injustas" e reafirmaram que o Brasil recorrerá ainda aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica e à Organização Mundial do Comércio (OMC). Eles afirmam, contudo, que o país continua aberto a negociações com os EUA. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o novo tarifaço como uma tentativa de interferência dos EUA, e disse que o Brasil não vai "baixar a cabeça" nem agir com "viralatice" diante da posição americana. Reciprocidade contra barreiras comerciaisA Lei de Reciprocidade foi aprovada pelo Congresso em abril de 2025 e sancionada por Lula em julho do mesmo ano, na esteira do anúncio de Donald Trump de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O dispositivo permite ao Brasil responder a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que "impactem negativamente a competitividade internacional brasileira". Entre as medidas previstas, estão a "suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual". "Nós temos a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, que o governo, no momento adequado, saberá como implementar", afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante a coletiva conjunta à imprensa. Rebatendo argumentosEntre as justificativa dadas pelos EUA para a tarifa estão práticas como favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol e problemas relacionados à corrupção e desmatamento. Para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, os argumentos contra o sistema brasileiro de pagamentos digitais são o caso mais "flagrante" da ofensiva americana. O governo Trump acusa o Pix de prejudicar empresas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência considerada desigual, que favorece de forma injusta o sistema brasileiro. Galípolo frisou que, desde a implementação do Pix, o mercado de cartões de crédito cresceu 150% e que foram os cheques e o dinheiro físico que perderam espaço. "Quando a gente olha para as alternativas e o que aconteceu no mercado, quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos", disse. "Então, o caso da implementação do Pix, ele consegue se configurar como um desses em que ele é benéfico para quem demanda e para quem oferta para o setor público e para o setor privado", defendeu. Sobre as alegações de "combate à corrupção" usadas pelo governo americano, a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães, observou que os dados considerados são de 2023, da gestão anterior, de Jair Bolsonaro. Washington também tem apontado falhas na fiscalização do desmatamento como justificativa para impor barreiras comerciais. No entanto, o governo Trump ignora que o Brasil reduziu drasticamente as taxas de destruição florestal nos últimos anos, após os níveis recordes registrados durante o governo Bolsonaro. Acusação de interferência políticaO governo brasileiro acusa ainda Washington de usar as tarifas como forma de interferência política, e tem buscado colar o tarifaço à articulação política da família Bolsonaro. Um dos argumentos para as primeiras tarifas foi a de que a Justiça brasileira fazia uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Bolsonaro. Após reuniões com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive há mais de um ano nos EUA, o governo Trump instou a Justiça brasileira a encerrar o processo contra o pai, que acabou condenado por tentativa de golpe de Estado. Outro filho do ex-presidente, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro também realizou viagens a Washington para pedir apoio do governo Trump ao seu movimento conservador. No entanto, ele afirma que nunca trabalhou pela imposição de tarifas contra o Brasil. Nas últimas semanas, à medida que seu desempenho em pesquisas iniciais de intenção de voto se deteriorou, Flávio procurou se distanciar das tarifas e pediu ao governo Trump que adiasse sua aplicação para depois das eleições. sf (Agência Brasil, ots) --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele apa recer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro. |
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| Short teaser | Governo chama de "injustas" barreiras comerciais americanas e traça plano para fortalecer indústria e rebater acusações. | ||
| Author | Redação DW | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/governo-brasileiro-anuncia-reforço-à-indústria-após-tarifaço/a-78004484?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&title=Governo%20brasileiro%20anuncia%20refor%C3%A7o%20%C3%A0%20ind%C3%BAstria%20ap%C3%B3s%20tarifa%C3%A7o | ||
| Item 14 | |||
| Id | 77647317 | ||
| Date | 2026-06-21 | ||
| Title | Milhares de pessoas celebram o solstício de verão em Stonehenge | ||
| Short title | Milhares celebram o solstício de verão em Stonehenge | ||
| Teaser |
Com coroas de flores, 20 mil visitantes se dirigiram ao monumento milenar no Reino Unido para acompanhar o nascer do Sol do dia mais longo do ano no Hemisfério Norte.Uma multidão de mais de 20 mil pessoas se reuniu no início da manhã deste domingo (21/06) no milenar sítio arqueológico de Stonehenge, no Reino Unido, para ver o nascer do sol às 4h25 (0h25 em Brasília) no dia mais longo do ano no Hemisfério Norte, segundo a organização pública English Heritage, que administra monumentos históricos na Inglaterra. Os visitantes, alguns usando coroas de flores, tocaram o monumento antigo e comemoraram quando o sol resplandecente surgiu no horizonte enevoado. "Ao amanhecer do dia mais longo do ano, recebemos mais de 20.000 pessoas para celebrar juntas, com milhares de outras participando de todo o mundo por meio de nossa transmissão ao vivo", informou no domingo a English Heritage, organização que administra o sítio de Stonehenge. Em 21 de junho, o Hemisfério Norte da Terra está inclinado ao máximo em direção ao Sol, resultando no dia mais longo do ano. O oposto ocorre no Hemisfério Sul, que tem seu dia mais longo em 21 de dezembro. O círculo de pedras megalíticas pré-histórico situado na Planície de Salisbury, em Wiltshire (sudoeste da Inglaterra), parece ter sido construído há milhares anos para se alinhar com a trajetória do Sol nesses dias. Stonehenge é uma estrutura composta, formada por círculos concêntricos de pedras, que chegam a ter 5 metros de altura e a pesar quase 50 toneladas, localizada na Inglaterra, no condado de Wiltshire, na Planície de Salisbury. Stonehenge é um dos monumentos pré-históricos mais famosos do mundo. Formado por enormes blocos de pedra organizados em círculos, ele foi construído ao longo de várias etapas entre aproximadamente 3000 a.C. e 2000 a.C. Embora seu propósito exato ainda seja desconhecido, pesquisadores acreditam que Stonehenge tenha servido como local de cerimônias religiosas, espaço de sepultamento e até como observatório astronômico, devido ao seu alinhamento com o Sol durante os solstícios. Algumas pedras pesam mais de 25 toneladas e parte delas foi transportada de regiões localizadas a centenas de quilômetros de distância. Por causa de sua importância histórica e cultural, Stonehenge foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1986. Como funcionam as celebrações em Stonehenge? A partir de 1978, o acesso do público a Stonehenge passou a ser restrito — os visitantes não podiam mais circular livremente entre as pedras —, em resposta a casos de vandalismo e ao aumento da erosão decorrentes do rápido crescimento do número de turistas. As reuniões modernas por ocasião do solstício tiveram início já em meados do século 19, facilitadas pelo acesso ferroviário à cidade vizinha Salisbury. Esses eventos, de caráter um tanto mais anárquico e espontâneo, chegaram a um fim violento em 1985, quando a polícia e um grupo de centenas de visitantes entraram em confronto no que ficou conhecido como a Batalha de Beanfield. Enquanto a polícia tentava fazer cumprir uma liminar obtida pelas autoridades locais para impedir a passagem dos visitantes — inicialmente por meio de um bloqueio na estrada —, mais de 500 pessoas acabaram sendo presas. Foi um dos maiores episódios de prisão em massa no Reino Unido depois Segunda Guerra Mundial. A partir do ano 2000, a English Heritage passou a permitir o acesso controlado ao sítio de Stonehenge durante os dois solstícios — bem como nos equinócios de primavera e outono. Desde então, esses eventos ganharam popularidade. Solstício de verão em meio a uma onda de calor A celebração ocorreu enquanto o Reino Unido e grande parte da Europa permanece sob alertas de calor intenso. No domingo, as temperaturas na região de Salisbury estavam comparativamente amenas para os padrões nacionais, com previsão de máximas de 29 °C. Na França, no entanto, o governo proibiu o consumo de álcool em locais públicos durante as celebrações do Dia da Música, que marcam o solstício de verão. O evento inclui milhares de shows em praças de vilarejos, locais de música eletrônica e casas noturnas de Paris, reunindo comunidades e atraindo cada vez mais visitantes internacionais. Ainda na França são esperadas máximas de 40 °C no domingo, com a segunda-feira provavelmente ainda mais quente, com serviços de emergência e as forças militares foram colocados em alerta contra incêndios florestais. Há também previsão de temperaturas atingindo 37 °C em Roma e 39 °C em Madri na segunda-feira. O Met Office britânico informou que o calor deve atingir um pico de cerca de 35°C na terça e na quarta-feira, o que gerou alertas meteorológicos, alertas de saúde e preocupações com as pessoas vulneráveis. Os meteorologistas afirmaram que a próxima semana pode quebrar o recorde da temperatura mais alta já registrada em junho, de 35,6 °C, estabelecido em 1976 em Southampton. jps (dpa, DW, ots) |
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| Short teaser | Vinte mil visitantes se dirigiram ao monumento para acompanhar nascer do Sol do dia mais longo no Hemisfério Norte | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/milhares-de-pessoas-celebram-o-solstício-de-verão-em-stonehenge/a-77647317?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Alguns dos visitantes exibiram flores sobre a cabeça para celebrar o solstício em Stonehenge | ||
| Image source | Alberto Pezzali/AP Photo/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/77643451_303.jpg&title=Milhares%20de%20pessoas%20celebram%20o%20solst%C3%ADcio%20de%20ver%C3%A3o%20em%20Stonehenge | ||
| Item 15 | |||
| Id | 53832364 | ||
| Date | 2026-05-03 | ||
| Title | A presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump | ||
| Short title | A presença militar dos EUA na Alemanha na mira de Trump | ||
| Teaser |
Furioso com governo alemão, Trump quer reduzir número de tropas americanas no país europeu. EUA têm mais de 30 mil tropas na Alemanha e decisão pode marcar grande mudança na relação de defesa entre os dois países Em meio a uma troca de farpas entre os EUA e a Alemanha, o Pentágono anunciou nesta semana que pretende retirar 5 mil dos seus militares que estão atualmente baseados no país europeu. Segundo o anúncio, a retirada deve ser completada num período de 6 a 12 meses. No sábado (02/05), foi a vez de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a retirada pode ser ainda mais ampla. "Vamos reduzir drasticamente, e vamos cortar muito mais do que 5.000", disse Trump a repórteres. O movimento de retirada ocorre após Trump se enfurecer com declarações críticas à condução da guerra do Irã feitas pelo chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz. Na segunda-feira, Merz afirmou que os que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" em sua guerra contra o Irã e que parece faltar a Washington uma estratégia clara no conflito. Um dia depois, Trump respondeu que o alemão "não tem ideia do que está falando". "Merz acha ok o Irã ter uma arma nuclear. Ele não sabe do que está falando!", disse em um post na rede Truth Social. Logo depois, veio o anúncio de redução de tropas baseada na Alemanha. Como parte da decisão, um plano da era Joe Biden para enviar um batalhão americano com mísseis Tomahawk de longo alcance para a Alemanha também foi abandonado. Não é a primeira vez que Trump faz movimentos para reduzir a quantidade de tropas dos EUA na Alemanha. Em 2020, o republicano chegou a anunciar um plano ainda mais drástico de redução, mas a iniciativa foi abandonada após a derrota de Trump para Joe Biden no mesmo ano. Presença militar dos EUA na AlemanhaSegundo o Pentágono entre 34 mil e 36 mil soldados ocupam atualmente em caráter permanente as bases americanas em solo alemão. Se incluídas as unidades militares em rotação, o número pode chegar temporariamente a 50 mil. Além do contingente militar, cerca de 15 mil civis americanos trabalham para o Departamento de Defesa dos EUA na Alemanha. A República Federal da Alemanha tem sido parte vital da estratégia de defesa dos Estados Unidos na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial: durante dez anos as forças americanas integraram a ocupação dos Aliados no país. Embora o contingente tenha diminuído drasticamente desde então, nas décadas seguintes comunidades militares americanas se formaram em torno de diversas cidades, e os militares dos EUA ainda são uma presença importante no país. A importância estratégica da Alemanha para os EUA se reflete na localização do quartel-general do Comando Europeu dos EUA (Eucom) na cidade de Stuttgart, no sudoeste do país, que serve como estrutura de coordenação partes todas as forças militares americanas em 51 países, principalmente europeus. A missão da Eucom é proteger e defender os EUA, impedindo conflitos, apoiando parcerias como a Otan e combatendo ameaças transnacionais. Sob seu comando estão o Exército, as Forças Aéreas e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA na Europa, todos com unidades na Alemanha. A Alemanha abriga a maior parte das tropas americanas na Europa. Só no Japão os EUA mantêm mais pessoal militar. No entanto os números na Alemanha vêm caindo nos últimos anos: dados do governo alemão mostram que desde 2006 o número de militares dos EUA baseados na Alemanha diminuiu em mais da metade, sendo que há 20 anos a cifra chegava a 72.400. Fuzileiros navais, soldados e aviadoresA Alemanha abriga cinco guarnições do Exército americano e o quartel-general do Exército dos EUA na Europa está sediado na guarnição de Wiesbaden, próximo a Frankfurt, no centro-oeste do país. Dados fornecidos pelas Forças Armadas dos EUA mostram que essas cinco guarnições, cada uma englobando várias bases em locais diferentes, compreendem atualmente cerca de 23 mil militares. Esse número inclui as Forças de Fuzileiros Navais da Europa e da África, com sede em Böblingen, sudoeste da Alemanha, como parte da Guarnição do Exército dos EUA em Stuttgart. Além disso, há cerca de 13 mil membros da Força Aérea dos EUA espalhados por vários locais na Alemanha, incluindo as duas bases aéreas americanas em Ramstein e Spangdahlem. Mais do que apenas soldadosComo as instalações militares dos EUA também empregam civis e militares por vezes podem levar suas famílias para o exterior, consideráveis comunidades de civis se formam em torno dessas instalações. Na verdade, algumas bases americanas na Alemanha, como a de Ramstein, são pequenas cidades autônomas, englobando não só quartéis, aeroportos, áreas para exercícios militares e depósitos de materiais, mas também seus próprios shoppings, escolas, serviços postais e força policial americanos. Em certos casos, a única moeda corrente é o dólar americano. Atualmente, a guarnição do Exército dos EUA na Baviera, com quartel-general em Grafenwöhr, perto da fronteira com a República Tcheca, é a maior base do Exército americano no exterior, tanto em número de militares quanto em superfície, espalhando-se por mais de 390 quilômetros quadrados. As bases também costumam empregar um número significativo de residentes e servem de impulso econômico às comunidades alemãs adjacentes, cujas empresas fornecem bens e serviços. O fechamento de instalações anteriores, como a guarnição do Exército em Bamberg em 2014, afetou a economia local, e muitos alemães que vivem perto de instalações militares americanas manifestam oposição a possíveis reduções de tropas. Porém a extensão da presença militar dos EUA na Alemanha não se limita ao pessoal: o país também mantém aviões em outras bases aéreas não americanas em solo alemão. Além disso, calcula-se que 20 ogivas nucleares sejam mantidas na Base Aérea de Büchel, no âmbito do Acordo de Compartilhamento Nuclear da Otan, fato que suscitou muitas críticas por parte dos alemães. A importância de RamsteinA Base Aérea de Ramstein, no estado alemão da Renânia-Palatinado, é a maior base militar americana fora do país. Ela serve como um centro logístico para tropas, equipamentos e cargas a caminho do Oriente Médio, África e Europa Oriental. Ramstein também é o quartel-general da Força Aérea dos EUA na Europa e serve como centro de comando da Otan para vigilância do espaço aéreo militar de todos os parceiros europeus. A base aérea também abriga uma estação de retransmissão de satélites, de grande importância para o destacamento de drones de combate americanos, por exemplo, no Oriente Médio. Como a curvatura da Terra não permite o controle direto de drones a partir dos EUA, os sinais são retransmitidos por satélite via Ramstein. A base também funciona como um centro médico, já que soldados feridos da Europa, África ou Oriente Médio são transportados de avião para Ramstein e tratados no Centro Médico Regional de Landstuhl, adjacente à base, o maior hospital militar americano fora dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, o hospital recebeu soldados americanos feridos em ataques do Irã a países do Golfo. Ambas as instalações fazem parte da Comunidade Militar de Kaiserslautern, que abrange dezenas de milhares de soldados americanos, funcionários civis e seus familiares. Spangdahlem, por sua vez, é a segunda maior base da Força Aérea dos EUA em solo alemão, fica a cerca de 120 quilômetros mais a noroeste. Ao contrário de Ramstein, Spangdahlem serve principalmente para missões operacionais de combate. Um esquadrão de caças composto por cerca de 20 jatos F-16 está estacionado na base, funcionando como uma força de reação rápida em tempos de crise. O esquadrão ajuda a proteger o flanco leste da Otan e é especializado em eliminar as defesas aéreas inimigas. Ocupação aliada do pós-guerra e seu legadoA presença militar dos EUA na Alemanha é um legado da ocupação aliada pós-Segunda Guerra Mundial, que durou de 1945 a 1955. Durante esse período, milhões de militares americanos, britânicos, franceses e soviéticos estiveram estacionados na Alemanha. A parte nordeste do país ficou sob controle soviético, tornando-se oficialmente a República Democrática Alemã (RDA) em outubro de 1949. Na parte ocidental, a ocupação foi regulamentada pelo Estatuto da Ocupação, assinado em abril de 1949, quando foi fundada a República Federal da Alemanha. O estatuto permitiu que França, Reino Unido e EUA mantivessem forças de ocupação no país e o controle completo sobre o desarmamento e desmilitarização da antiga Alemanha Ocidental. Quando a ocupação militar da República Federal da Alemanha (RFA) terminou oficialmente, o país recuperou o controle de sua própria política de defesa. No entanto, o Estatuto de Ocupação foi sucedido por outro acordo com seus parceiros na Otan. O pacto – conhecido como Convenção sobre a Presença de Forças Estrangeiras na República Federal da Alemanha e assinado pelos alemães em 1954 – permitiu que oito países-membros da Otan, incluindo os EUA, mantivessem presença militar permanente na Alemanha. O tratado ainda regula os termos e condições das forças da Otan estacionadas hoje na RFA. O número de militares americanos na Alemanha vem diminuindo desde o fim da Guerra Fria, em 1990, quando, segundo Berlim, havia cerca de 400 mil soldados estrangeiros baseados no país. Cerca de metade deles eram americanos, mas foram gradualmente retirados à medida que diminuíam as tensões com os Estados sucessores da União Soviética, e conflitos em outros lugares, como a guerra do Iraque, requeriam mais militares dos EUA. Qual a importância das bases militares americanas para a economia alemã?As bases americanas são um fator econômico importante para a Alemanha. Muitas delas estão localizadas em regiões rurais do país, onde as forças armadas americanas atuam como o maior investidor e empregador. Mais de 10 mil alemães trabalham diretamente para as forças armadas americanas, enquanto estima-se que 70.000 empregos na Alemanha estejam indiretamente ligados a empresas que prestam serviços às Forças Armadas americanas, por exemplo, no setor da construção civil ou na indústria de serviços. Além disso, os soldados americanos baseados na Alemanha e suas famílias gastam grande parte de seus salários em lojas e empresas alemãs. A comunidade militar, por si só, contribui com até 3,5 bilhões de euros (US$ 4,1 bilhões) anualmente para as economias regionais. |
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| Short teaser | EUA têm mais de 30 mil tropas na Alemanha. Furioso com governo alemão, Trump quer reduzir número. | ||
| Author | Ben Knight , Thomas Latschan | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/a-presença-militar-dos-eua-na-alemanha-na-mira-de-trump/a-53832364?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Item 16 | |||
| Id | 76191308 | ||
| Date | 2026-03-03 | ||
| Title | "Acordo Mercosul-UE não é uma troca de carros por vacas" | ||
| Short title | "Acordo Mercosul-UE não é uma troca de carros por vacas" | ||
| Teaser |
Embaixador do Brasil na Alemanha aponta que críticos do tratado de livre-comércio caracterizam de maneira equivocada o setor agrícola europeu e a indústria brasileira.O embaixador do Brasil na Alemanha rechaçou as críticas de setores políticos europeus ainda resistentes ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Brasil. Segundo Rodrigo de Lima Baena Soares, a caracterização do tratado como uma "troca de carros por vacas" é um "desserviço" que não faz jus nem ao setor agrícola europeu nem à indústria brasileira. "É preciso parar com a ideia de que esse acordo é uma troca de 'carros por vacas', uma expressão que circula tanto no discurso brasileiro quanto no europeu. Isso é uma caricatura e presta um desserviço. Isso caracteriza de maneira equivocada tanto a economia da Europa quanto a brasileira", disse Baena Soares, citando uma expressão crítica que virou um slogan de opositores do acordo, sobretudo na Europa. "Pelo lado europeu, essa narrativa apresenta o agricultor do continente como vítima de uma ameaça existencial por parte dos agricultores sul-americanos. Só que a União Europeia é o maior exportador mundial de alimentos. E os agricultores europeus produzem alguns dos bens mais valorizados e sofisticados do mundo. Está longe de ser uma indústria frágil", disse Baena Soares, que assumiu a liderança da embaixada brasileira em Berlim no ano passado. "E do lado brasileiro, há também um certo desajuste como o acordo é visto, de que seria apenas fornecimento de matérias-primas, quando a realidade é outra. A indústria brasileira exportou 181 bilhões de dólares em 2024. [O acordo] é uma oportunidade para a indústria, e não uma concessão. Com o acordo, as tarifas para a importação de máquinas cairão de 11,6% para menos de 1% até 2040", acrescentou. Baena Soares fez as declarações na segunda-feira (02/02) durante o evento "Diálogos Internacionais Brasil-Alemanha", que ocorre nesta semana na Universidade de Frankfurt, no oeste alemão, e que é promovido pelo Dinter (Diálogos Intercontinentais). Mensagem clara ao mundo O diplomata também classificou como "excelente notícia" que a Comissão Europeia tenha anunciado no fim de fevereiro que pretende implementar o acordo de forma provisória, enquanto seguir pendente um pedido de parecer apresentado pelo Parlamento Europeu ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), um processo que pode se arrastar por até dois anos. "Estou otimista que a Corte de Justiça da UE reconhecerá o acordo." Baena Soares também disse o acordo é um "sinal inequívoco" do comprometimento do Brasil "com o multilateralismo". "O acordo é uma mensagem clara ao mundo que ainda há espaço para multilateralismo, apesar de todas tensões geopolíticas e o crescente protecionismo de alguns países". "Mostra que divergências podem ser superadas por meio da negociação e do compromisso, um aspecto que anda difícil como atestam os últimos acontecimentos. Nós também não podemos subestimar o impacto político que esse acordo terá. Nosso diálogo político com a UE já é bom e vai ser ainda mais facilitado e fortalecido. Vamos lembrar que todos os países da UE e do Mercosul são países democráticos", disse. "Esse acordo não é o destino, é a infraestrutura de uma jornada cujas dimensões plenas ainda vão ser mapeadas." Negociado ao longo de duas décadas, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e EU foi finalmente assinado em janeiro, em Assunção, no Paraguai. Nas semanas seguintes, o Uruguai e a Argentina se tornaram os primeiros países a ratificar o tratado. Já na Europa ainda não há consenso pleno. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu judicializar a questão, pedindo para que o Tribunal de Justiça da UE julgue a legalidade do tratado. Para evitar que a questão se arraste nos tribunais, a Comissão Europeia (o braço executivo do bloco) anunciou que vai implementar o acordo de forma provisória. Dentro do bloco europeu, o acordo tem apoio de países como Alemanha e Espanha, mas ainda sofre resistência sobretudo da França, o principal produtor agrícola da UE. |
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| Short teaser | Embaixador do Brasil na Alemanha aponta que críticos caracterizam o tratado de livre-comércio de maneira equivocada. | ||
| Author | Jean-Philip Struck (enviado a Frankfurt) | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/acordo-mercosul-ue-não-é-uma-troca-de-carros-por-vacas/a-76191308?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Baena Soares assumiu a liderança da embaixada brasileira em Berlim no ano passado | ||
| Image source | Maksim Konstantinov/Russian Look/picture alliance | ||
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| Item 17 | |||
| Id | 75011709 | ||
| Date | 2025-12-04 | ||
| Title | Investigação conclui que chefe do Pentágono pôs soldados em risco ao usar Signal | ||
| Short title | Chefe do Pentágono teria arriscado tropas ao usar Signal | ||
| Teaser |
Relatório do inspetor-geral do Pentágono critica Pete Hegseth por usar app de mensagens para debater ataque aos rebeldes houthis do Iêmen.O secretário de Defesa dos EUA , Pete Hegseth, colocou militares e a missão americana em risco ao divulgar, num chat no aplicativo de mensagens Signal, informação confidencial sobre um ataque a milícias houthis no Iêmen, segundo um relatório do órgão de fiscalização do Pentágono. A informação foi divulgada pela imprensa americana, que cita pessoas familiarizadas com os resultados da investigação do inspetor-geral do Pentágono, que ainda não foram divulgados publicamente. O que foi apurado aumenta a pressão sobre o antigo apresentador da emissora Fox News, que, num outro caso, está sendo acusado de ter dado uma ordem para matar náufragos de uma embarcação que havia sido atacada pelos EUA no Mar do Caribe em 2 de setembro. Hegseth não violou as regras de classificação com o chat no Signal, segundo o relatório, pois, como chefe do Pentágono, ele tem autoridade para desclassificar informações. Mas o aplicativo comercial não poderia ter sido usado para discutir os ataques planejados, afirma o relatório, pois uma informação tão sensível poderia ter colocado em risco a vida de soldados americanos e a própria missão se fosse interceptada. Hegseth se recusou a conceder uma entrevista ao inspetor-geral, disseram as pessoas ouvidas, que citam o relatório. Em vez disso, ele forneceu respostas por escrito. Ele também forneceu apenas um pequeno número de suas mensagens do Signal para revisão. Isso significou que a investigação teve que se basear em capturas de tela publicadas pela revista The Atlantic, cujo editor-chefe foi acidentalmente adicionado ao chat, de acordo com fontes. O documento feito pelo gabinete do inspetor-geral do Pentágono foi entregue ao Congresso na noite desta terça-feira (02/12). Uma versão parcialmente editada do relatório deverá ser divulgada publicamente ainda esta semana, possivelmente na quinta-feira. Trump mantém apoio a Hegseth A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a revisão confirma as declarações do governo Trump de que "nenhuma informação confidencial foi vazada e a segurança operacional não foi comprometida". "O presidente Trump mantém o apoio ao secretário Hegseth", comunicou Leavitt na quarta-feira. Numa postagem em rede social na noite de quarta-feira, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, chamou o resultado da inspeção de "uma absolvição TOTAL do secretário Hegseth". Segundo ele, o assunto está resolvido e o caso, encerrado. Hegseth debateu ataques no Iêmen O uso do aplicativo de mensagens comercial por Hegseth veio à tona quando o editor-chefe da revista The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi adicionado por engano a chat no Signal pelo então conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz. O Signal é criptografado, mas não faz parte da rede de comunicações seguras do Departamento de Defesa e seu uso não está autorizado para informações confidenciais. O chat incluía o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, entre outros. Eles debateram as operações militares de 15 de março contra os houthis, que são apoiados pelo Irã, no Iêmen. O chat continha mensagens nas quais Hegseth revelava o horário dos ataques horas antes de eles acontecerem e informações sobre as aeronaves e mísseis envolvidos. Waltz enviava informações em tempo real sobre as consequências da ação militar. Mais tarde descobriu-se que Hegseth havia criado um segundo chat no Signal com 13 pessoas, incluindo sua esposa e seu irmão, onde compartilhou detalhes semelhantes sobre o mesmo ataque. A revista The Atlantic informou que Waltz havia programado algumas das mensagens do Signal para desaparecerem após uma semana e outras, após quatro, o que levantou questões sobre se a lei federal de registros foi violada. Trump rejeitou os pedidos de demissão de Hegseth e atribuiu a maior parte da culpa a Waltz, a quem acabou substituindo como conselheiro de segurança nacional, nomeando-o embaixador dos EUA nas Nações Unidas. as/cn (AP, AFP, Reuters, Lusa) |
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| Short teaser | Inspetor-geral do Pentágono critica Pete Hegseth por usar app de mensagens para debater ataque aos houthis. | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/investigação-conclui-que-chefe-do-pentágono-pôs-soldados-em-risco-ao-usar-signal/a-75011709?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Hegseth já está sob pressão devido aos ataques a embarcações no Mar do Caribe | ||
| Image source | Ricardo Hernandez/AP Photo/dpa/picture alliance | ||
| RSS Player single video URL | https://rssplayer.dw.com/index.php?lg=bra&pname=&type=abs&image=https://static.dw.com/image/74914357_303.jpg&title=Investiga%C3%A7%C3%A3o%20conclui%20que%20chefe%20do%20Pent%C3%A1gono%20p%C3%B4s%20soldados%20em%20risco%20ao%20usar%20Signal | ||
| Item 18 | |||
| Id | 63791517 | ||
| Date | 2025-09-10 | ||
| Title | Quais as diferenças entre os Artigos 4° e 5° da Otan? | ||
| Short title | Quais as diferenças entre os Artigos 4° e 5° da Otan? | ||
| Teaser |
Polônia invocará Artigo 4° da aliança após derrubar drones russos que invadiram seu espaço aéreo. Otan possui mecanismos com medidas a serem adotadas em caso de ataque a seus países-membros.Após drones russo terem invadido nesta quarta-feira (10/09) o espaço aéreo da Polônia, o país – que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – anunciou que invocará o Artigo 4° da aliança. Um Estado-membro da Otan pode invocar o Artigo 4° do tratado quando se sentir ameaçado por um outro país ou organização terrorista. Logo em seguida, os 30 membros da aliança iniciam consultas formais e analisam se existe uma ameaça e como combatê-la, tomando decisões por unanimidade. O Artigo 4° não significa, entretanto, que haverá uma pressão direta para agir. Esse mecanismo de consulta foi acionado várias vezes na história da Otan. Por exemplo, pela Turquia, há um ano, quando soldados turcos foram mortos num ataque da Síria. Naquela época, a aliança fez consultas entre seus membros, mas decidiu não tomar atitudes. Quais as diferenças entre os Artigos 4° e 5°? Após a Rússia invadir a Ucrânia no final de fevereiro, os membros da Otan Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia evocaram o Artigo 4°. Junto com a Eslováquia, Hungria e Romênia, esses países fazem parte do chamado "flanco oriental" da Otan, que foi reforçado com milhares de tropas de membros da aliança. Na Carta da Otan, o Artigo 4° difere do 5°. Este último estabelece a assistência militar de toda a aliança se um dos Estados-membros for atacado. O Artigo 5° foi acionado apenas uma vez: após os ataques da Al-Qaeda contra os EUA, quando a organização terrorista causou a morte de mais de 3 mil pessoas. Em resposta aos ataques terroristas de 11 de Setembro, os aliados da Otan também se juntaram aos EUA na luta no Afeganistão. O tratado da Otan se aplica apenas aos Estados-membros. Pelo fato de a Ucrânia não fazer parte da aliança, Kiev não pode acionar o Artigo 4° nem o 5°. |
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| Short teaser | Polônia invocará Artigo 4° da aliança após derrubar drones russos que invadiram seu espaço aéreo. | ||
| Author | Bernd Riegert | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/quais-as-diferenças-entre-os-artigos-4°-e-5°-da-otan/a-63791517?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | Estado-membro da Otan pode invocar o Artigo 4° do tratado quando se sentir ameaçado | ||
| Image source | Christoph Hardt/Panama/picture alliance | ||
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| Item 19 | |||
| Id | 72986020 | ||
| Date | 2025-06-21 | ||
| Title | Ataques israelenses agravam situação de refugiados afegãos no Irã | ||
| Short title | Conflito agrava situação de refugiados afegãos no Irã | ||
| Teaser |
Em meio à ofensiva israelense, refugiados no Irã enfrentam abusos, fome e medo de deportação enquanto buscam segurança longe do regime talibã. O conflito entre Irã e Israel está sendo sentido pelos afegãos tanto em seu país quanto do outro lado da fronteira, no Irã. O combate piora ainda mais as condições já críticas do Afeganistão, onde os preços dos produtos importados do lado iraniano dispararam. Enquanto isso, milhões de afegãos que fugiram para o Irã em busca de segurança enfrentam agora incertezas e pressões renovadas das autoridades, com a escalada do conflito armado: "Não temos onde morar", queixa-se a refugiada afegã Rahela Rasa. "Tiraram a nossa liberdade de ir e vir. Somos assediados, insultados e maltratados." Condições deterioram para afegãos no IrãO Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) registra que cerca de 4,5 milhões de afegãos residem no Irã, embora segundo outras fontes esse número possa ser muito maior. O Irã já deportou milhares de afegãosnos últimos anos, mas o afluxo continua. Muitos buscam emprego ou refúgio do regime do Talibã. Depois da saída dos Estados Unidos do Afeganistão, em 2021, o Talibã desmantelou a mídia e a sociedade civil do país, perseguiu ex-membros das forças de segurança e impôs severas restrições a mulheres e meninas, proibindo-as de trabalhar e estudar. As condições também se deterioraram para os afegãos que vivem em solo iraniano. Os refugiados só têm permissão para comprar alimentos a preços extremamente inflacionados e estão proibidos de sair da capital, Teerã. Sob anonimato, uma refugiada comenta que não consegue comprar leite em pó para seu bebê: "Em todo lugar aonde eu vou, eles se recusam a vender para mim, porque não tenho documentos necessários." Sem opção de retornoAtualmente alvo de ataques israelenses, o Irã, que antes oferecia abrigo, já não parece mais seguro. Alguns afegãos já morreram em bombardeios. Abdul Ghani, da província afegã de Ghor conta que seu filho Abdul Wali, de 18 anos, recentemente concluiu os estudos e se mudou para o Irã para ajudar a família. "Na segunda-feira, falei com o meu filho e pedi que nos enviasse algum dinheiro. Na noite seguinte, seu empregador me ligou para informar que ele havia sido morto em um ataque. Meu coração está partido. O meu filho se foi." Retornar ao Afeganistão não é uma opção viável para a maioria dos refugiados, que temem ser perseguidos pelo regime talibã. Um ex-membro das forças de segurança do Afeganistão, falando sob anonimato, revela que vivia em medo constante: "Não podemos voltar ao Afeganistão, o Talibã nos perseguiria." Mohammad Omar Dawoodzai, ex-ministro do Interior afegão e embaixador no Irã no governo anterior, insta a comunidade internacional a agir para proteger ex-funcionários e militares que podem ser forçados a retornar ao Afeganistão se o conflito entre Israel e Irã se prolongar. "Estou particularmente preocupado com os ex-militares e servidores públicos que fugiram para o Irã após a tomada do poder pelo Talibã. A comunidade internacional deve responsabilizar o Talibã e garantir que os repatriados não sejam perseguidos." Traficantes de pessoas exploram medosRedes de tráfico humano parecem estar explorando o desespero dos refugiados afegãos. Circularam rumores sugerindo que a Turquia abriu as suas fronteiras. Mas Ali Reza Karimi, um defensor dos direitos dos migrantes, nega a abertura das fronteiras, afirmando tratar-se de informação de falsa, espalhada por traficantes. Os voos estão suspensos, e a fronteira da Turquia só está aberta para cidadãos iranianos e viajantes com passaporte e visto válidos, e permanece fechada para afegãos. Ele aconselha os refugiados afegãos a não caírem nas mentiras dos traficantes e evitarem armadilhas. O ex-ministro Dawoodzai reforça: "Fui informado que traficantes de pessoas estão dizendo aos refugiados para se dirigirem à Turquia, alegando que as fronteiras estão abertas, mas isso cria mais uma tragédia. Chegando lá, eles só vão descobrir que as fronteiras estão fechadas." Ele apela aos refugiados afegãos no Irã para que não precipitem: "Na medida do possível, nosso povo deve permanecer onde está e esperar pacientemente. E se, por qualquer motivo, forem forçados a se mudar, que se dirijam à fronteira afegã, não à Turquia." |
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| Short teaser | Conflito Irã-Israel agrava crise de refugiados afegãos no Irã, que enfrentam abusos, fome e medo de deportação. | ||
| Author | Shakila Ebrahimkhail, Ahmad Waheed Ahmad | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/ataques-israelenses-agravam-situação-de-refugiados-afegãos-no-irã/a-72986020?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Item 20 | |||
| Id | 57531509 | ||
| Date | 2025-06-13 | ||
| Title | Como funciona o Domo de Ferro, sistema antimísseis de Israel | ||
| Short title | Como funciona o Domo de Ferro, sistema antimísseis de Israel | ||
| Teaser |
Aclamado como "seguro de vida" do país, sistema teria interceptado ao menos 5 mil projéteis desde 2011. Devido ao custo alto, só é empregado para proteger áreas habitadas. A escalada das agressões entre Israel e Irã nesta sexta-feira (13/06) colocou à prova a eficácia do sistema antimísseis israelense Iron Dome (Domo de Ferro), que desde 2011 é empregado para impedir ataques aéreos estrangeiros no país. Após o exército israelense atingir instalações nucleares iranianas, Teerã retaliou lançando dezenas de mísseis contra Israel. A maioria foi interceptada pelo sistema de defesa, mas alguns conseguiram furar o bloqueio e atingir sete pontos da capital. Em outubro de 2024, o sistema foi mais eficiente. Na ocasião, o Irã lançou mísseis contra Tel Aviv em retaliação à ofensiva israelense no sul do Líbano, mas o Domo de Ferro impediu danos maiores. Desde o início do conflito contra o Hamas, em outubro de 2023, o sistema também já barrou projéteis disparados de Gaza, Líbano, Síria, Iraque e Iêmen. Sistema de três elementosA defesa aérea israelense consiste em um sistema de três níveis. O "David's Sling" (também conhecido como a parede mágica) é responsável por barrar mísseis de médio alcance, drones e mísseis de cruzeiro. O sistema Arrow tem como alvo os mísseis de longo alcance. Já o Domo de Ferro intercepta mísseis de curto alcance e projéteis de artilharia. Louvado como "seguro de vida para Israel", o Domo de Ferro consiste de uma unidade de radar e um centro de controle, com a capacidade de reconhecer, logo após seu lançamento, projéteis – por exemplo, foguetes – que se aproximem voando, e de calcular sua trajetória e alvo. O processo leva apenas segundos. O Domo também conta com baterias para lançamento de mísseis. Cada sistema possui três ou quatro delas, com lugar para 20 projéteis de defesa, os quais só são disparados quando está claro que um míssil mira uma área habitada. Eles não atingem o foguete inimigo diretamente, mas explodem em sua proximidade, destruindo-o. No entanto, a consequente queda de destroços ainda pode causar danos. Os dez sistemas atualmente operacionais em Israel são móveis, podendo ser deslocados segundo a necessidade. Segundo a fabricante, a empresa armamentista estatal Rafael Advanced Defence Systems, uma única bateria é capaz de proteger uma cidade de tamanho médio. 90% de êxito, mas com custos altosO "Domo de Ferro" é especializado na neutralização de projéteis de curto alcance. Como cada unidade age num raio de até 70 quilômetros, seriam necessárias 13 delas para garantir a segurança de todo o país. De acordo com a fabricante, o sistema tem uma taxa de sucesso de 90%. Em seu site, a empresa estatal de defesa fala que mais de 5 mil projéteis já foram interceptados desde suas instação em 2011. Cada projétil interceptador do Domo de Ferro pode custar entre 40 mil e 50 mil euros (R$ 221 mil a 277 mil), segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais dos EUA. Por este motivo, só são contidos os mísseis que cairiam em áreas habitadas. Nova arma a laser "Iron Beam"Em vista dos altos custos, o exército israelense quer complementar o Domo de Ferro com uma nova arma de defesa a laser, o chamado "Iron Beam". O laser de alta energia foi projetado para destruir pequenos mísseis, drones e projéteis de morteiro. Ele também deve ser capaz de neutralizar enxames de drones. A Iron Beam foi apresentada em fevereiro de 2014 pela Rafael Systems. A empreiteira de defesa americana Lockheed Martin também está envolvida no projeto desde 2022. As vantagens em comparação com o "Iron Dome" são os custos menores por lançamento, um suprimento teoricamente ilimitado de munição e custos operacionais mais baixos. Os valores variam consideravelmente: um lançamento a laser custaria até 2 mil dólares (R$ 5,5 mil). A implantação da nova tecnologia está planejada para 2025. |
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| Short teaser | Aclamado como "seguro de vida" do país, sistema teria interceptado ao menos 5 mil projéteis desde 2011. | ||
| Author | Uta Steinwehr | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/como-funciona-o-domo-de-ferro-sistema-antimísseis-de-israel/a-57531509?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Item 21 | |||
| Id | 64814042 | ||
| Date | 2023-02-25 | ||
| Title | Qual ainda é o real poder dos oligarcas ucranianos? | ||
| Short title | Qual ainda é o real poder dos oligarcas ucranianos? | ||
| Teaser |
UE condicionou adesão da Ucrânia ao bloco ao combate à corrupção. Para isso, país precisa reduzir influência dos oligarcas na política.Durante uma visita a Bruxelas em 9 de fevereiro, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que Kiev espera que as negociações sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) comecem ainda em 2023. O bloco salientou, porém, que essa decisão depende de reformas a serem realizadas no país, como o combate à corrupção. Para isso, é necessário reduzir a influência dos oligarcas na política ucraniana. A chamada lei antioligarca, aprovada em 2021 e que pretende atender a esse requisito, está sendo examinada pela Comissão de Veneza – um órgão consultivo do Conselho da Europa sobre questões constitucionais –, que deverá apresentar as conclusões em março. Lei antioligarca De acordo com a lei, serão considerados oligarcas na Ucrânia quem preencher três dos quatro seguintes critérios: possuir um patrimônio de cerca de 80 milhões de dólares; exercer influência política; ter controle sobre a mídia; ou possuir um monopólio em um setor econômico. Aqueles que entrarem para o registro de oligarcas não podem financiar partidos políticos, ficam impedidos de participar de grandes privatizações e devem apresentar uma declaração especial de imposto de renda. Durante décadas, a política ucraniana girou em um círculo vicioso de corrupção política: os oligarcas financiaram – principalmente de forma secreta – partidos para, por meios de seus políticos, influenciar leis ou regulamentos que maximizariam seus lucros. Por exemplo, era mais lucrativo garantir que os impostos do governo sobre a extração de matérias-primas ou o uso de infraestrutura permanecessem baixos do que investir na modernização de indústrias. Entretanto, a lei antioligarca já surtiu efeitos. No verão passado, o bilionário Rinat Akhmetov foi o primeiro a desistir das licenças de transmissão de seu grupo de mídia. O líder do partido Solidariedade Europeia, o ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko, também perdeu oficialmente o controle sobre seus canais de TV. E o bilionário Vadim Novinsky renunciou ao seu mandato de deputado. Guerra dilacerou fortunas de oligarcas ucranianos A destruição da indústria ucraniana após a invasão russa reduziu a riqueza dos oligarcas. Em um estudo publicado no final de 2022, o Centro para Estratégia Econômica (CEE), em Kiev, estimou as perdas dos oligarcas em 4,5 bilhões de dólares. Rinat Akhmetov foi o mais impacto: com a captura de Mariupol pelas tropas russas, sua empresa Metinvest Holding perdeu a importante siderúrgica Azovstal e mais um outro combinat. O CEE estima o valor das plantas industriais em mais de 3,5 bilhões de dólares. Além disso, a produção na usina de coque de Akhmetov – localizada em Avdiivka, perto de Donetsk, avaliada em 150 milhões de dólares – foi paralisada devido a danos causados por ataques russos. Os bombardeios do Kremlin também destruíram muitas instalações das empresas de energia de Akhmetov, especialmente usinas termelétricas. Devido à guerra, especialistas da revista Forbes Ucrânia estimam as perdas de Akhmetov em mais de 9 bilhões de dólares. No entanto, ele ainda lidera a lista dos ucranianos mais ricos, com uma fortuna de 4 bilhões de dólares. Já Vadim Novinsky, sócio de Akhmetov na Metinvest Holding, perdeu de 2 bilhões de dólares. Antes da guerra, sua fortuna era estimada em 3 bilhões de dólares. Kolomojskyj: sem passaporte ucraniano e refinaria de petróleo A fortuna do até recentemente influente oligarca Igor Kolomojskyj também diminuiu drasticamente. No ano passado, ataques russos destruíram sua principal empresa, a refinaria de petróleo Kremenchuk, e o CEE estima os danos em mais de 400 milhões de dólares. Kolomoiskyi, juntamente com seu sócio Hennady Boholyubov, controlava uma parte significativa do mercado ucraniano de combustíveis. Eles eram donos, inclusive, da maior rede de postos de gasolina do país. Por meio de sua influência política, Kolomojskyj conseguiu por muitos anos controlar a administração da petroleira estatal Ukrnafta, na qual possuía apenas uma participação minoritária. O controle da maior petrolífera do país, da maior refinaria e da maior rede de postos de gasolina lhe garantia grandes lucros. A refinaria foi destruída, e o controle da Ukrnafta e da refinaria de petróleo Ukrtatnafta foi assumido pelo Estado durante o período de lei marcial. O oligarca, que também possui passaportes israelense e cipriota, perdeu ainda a nacionalidade ucraniana, já que apenas uma cidadania é permitida na Ucrânia. Ele ainda responde a um processo por possíveis fraudes na Ukrnafta, na casa dos bilhões. Dmytro Firtash – que vive há anos na Áustria – é outro oligarca sob investigação. Ele também é conhecido por sua grande influência na política ucraniana. Neste primeiro ano de guerra, ele também perdeu grande parte de sua fortuna. Sua fábrica de fertilizantes Azot, em Sieveirodonetsk, que foi ocupada pela Rússia, foi severamente danificada pelos combates. O CEE estima as perdas em 69 milhões de dólares. Não existem mais oligarcas ucranianos? Os oligarcas perderam recursos essenciais para influenciar a política ucraniana, afirmou Dmytro Horyunov, um especialista do CEE. "Os investimentos na política estão se tornando menos relevantes", disse e acrescentou que espera que a lei antioligarca obrigue as grandes empresas a abrir mão de veículos de imprensa e de um papel na política. Ao mesmo tempo, Horyunov não tem ilusões: muito pouco tem sido feito para eliminar completamente a influência dos oligarcas na política ucraniana. "Enquanto tiverem bens, eles farão de tudo para protegê-los ou aumentá-los". De acordo com os especialistas do CEE, os oligarcas tradicionalmente defendem seus interesses por meio do sistema judicial. Desde 2014, a autoridade antimonopólio da Ucrânia impôs multas de mais de 200 milhões de dólares às empresas de Rinat Akhmetov e dezenas de milhões de dólares às companhias de Ihor Kolomoiskyi e Dmytro Firtash por abuso de posição dominante. Todas essas multas foram contestadas no tribunal, e nenhuma foi paga até o momento, disse o CEE. Apesar de alguns oligarcas terem renunciado formalmente a empresas de comunicação, Ihor Feschtschenko, do movimento "Chesno" (Honesto), duvida que as grandes empresas ficarão de fora das eleições após o fim da guerra. "Acho que a primeira coisa que veremos por parte dos oligarcas é a criação de novos canais de TV e, ao mesmo tempo, partidos políticos ligados a eles", avalia Feshchenko. Ele salienta que, para bloquear o fluxo de fundos não transparentes para as campanhas eleitorais é necessário implementar a legislação sobre partidos políticos. Os especialistas do CEE esperam que, durante o processo de integração à UE, grandes investidores europeus se dirijam à Ucrânia. Ao mesmo tempo, eles apelam às instituições financeiras internacionais, de cuja ajuda a Ucrânia agora depende extremamente, para vincular o apoio a Kiev a progressos no processo de desoligarquização e apoiar as empresas que competiriam com os oligarcas. |
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| Short teaser | UE condiciona adesão da Ucrânia ao bloco a combate à corrupção. Para isso, país precisa reduzir influência de oligarcas. | ||
| Author | Eugen Theise | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/qual-ainda-é-o-real-poder-dos-oligarcas-ucranianos/a-64814042?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | O oligarca ucraniano Rinat Akhmetov sofreu a maior perda após a Rússia invadir a Ucrânia | ||
| Image source | Daniel Naupold/dpa/picture alliance | ||
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| Item 22 | |||
| Id | 64820664 | ||
| Date | 2023-02-25 | ||
| Title | Mortos em terremoto na Turquia e na Síria passam de 50 mil | ||
| Short title | Mortos em terremoto na Turquia e na Síria passam de 50 mil | ||
| Teaser |
De acordo com autoridades turcas, 173 mil prédios ruíram ou precisam ser demolidos. Prefeito de Istambul diz ser necessário até 40 bilhões de dólares para se preparar para possível novo grande tremor.Duas semanas e meia após o terremoto de 7,8 de magnitude na área de fronteira turco-síria, o número de mortos aumentou para mais de 50 mil, informaram as autoridades dos dois países nesta sexta-feira (24/02). A Turquia registrou 44.218 mortes, de acordo com a agência de desastres turca Afad, e a Síria reportou ao menos 5,9 mil mortes. Nos últimos dias, não houve relatos de resgate de sobreviventes. Tremores secundários continuam a abalar a região. Neste sábado (25/02), um tremor de magnitude 5,5 atingiu o centro da Turquia, informou o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, a uma profundidade de 10 quilômetros. O observatório sísmico de Kandilli disse que o epicentro foi localizado no distrito de Bor, na província de Nigde, que fica a cerca de 350 quilômetros a oeste da região atingida pelo grande tremor de 6 de fevereiro. Graves incidentes e vítimas não foram reportados após o tremor deste sábado. Segundo a Turquia, nas últimas três semanas, foram mais de 9,5 mil tremores secundários e a terra chegou a tremer, em média, a cada quatro minutos. De acordo com o governo turco, 20 milhões de pessoas no país são afetadas pelos efeitos do terremoto. As Nações Unidas estimam que na Síria sejam 8,8 milhões de pessoas afetadas. Turquia começa reconstrução As autoridades turcas começaram a construir os primeiros alojamentos para os desabrigados. O trabalho de escavação de terra está em andamento nas cidades de Nurdagi e Islahiye, na província de Gaziantep, escreveu no Twitter o ministro do Meio Ambiente, Planejamento Urbano e Mudança Climática, Murat Kurum. Inicialmente, estão previstos 855 apartamentos. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan prometeu a reconstrução em um ano. Críticos alertam que erguer prédios tão rapidamente pode fazer com que a segurança sísmica dos edifícios seja negligenciada novamente. A oposição culpa o governo de Erdogan, que está no poder há 20 anos, pela extensão do desastre porque não cumpriu os regulamentos de construção. Também neste sábado, o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, disse que pelo menos 184 pessoas foram detidas por suposta negligência em relação a prédios desabados após os terremotos. Entre eles, estão empreiteiros e o prefeito do distrito de Nurdagi, na província de Gaziantep. Até agora, o Ministério do Planejamento Urbano inspecionou 1,3 milhão de edifícios, totalizando mais de meio milhão de residências e escritórios, e relatou que 173 mil propriedades ruíram ou estão tão seriamente danificadas que precisam ser demolidas imediatamente. Ao todo, quase dois milhões de pessoas tiveram de abandonar suas casas, demolidas ou danificadas pelos tremores, e vivem atualmente em tendas, casas pré-fabricadas, hotéis, abrigos e diversas instituições públicas, detalhou um comunicado do Afad. Cerca de 528 mil pessoas foram evacuadas das 11 províncias listadas como regiões afetadas, acrescentou o comunicado do serviço de emergência, enquanto 335 mil tendas foram montadas nessas áreas e 130 núcleos provisórios de casas pré-fabricadas estão sendo instalados. Em março e abril começará a construção de 200 mil novas casas, prometeu o ministério turco. Estima-se que o terremoto de 6 de fevereiro tenha custado à Turquia cerca de 84 bilhões de dólares. Na Síria, o noroeste é particularmente atingido pelos efeitos do tremor. Há poucas informações sobre o país devastado pela guerra. Diante de anos de bombardeios e combates, muitas pessoas ali já viviam em condições precárias antes dos tremores. Istambul precisa de 40 bilhões de dólares Enquanto isso, o prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, disse a cidade, que fica perto de uma grande falha geológica, precisa de um programa urgente de urbanização no valor de "cerca de 30 bilhões a 40 bilhões de dólares" para se preparar para um possível novo grande terremoto. "A quantia é três vezes maior do que o orçamento anual da cidade de Istambul, mas precisamos estar prontos antes que seja tarde demais", disse Imamoglu a um conselho científico. De acordo com um relatório de 2021 do observatório sísmico de Kandilli, um potencial terremoto de magnitude superior a 7,5 danificaria cerca de 500 mil edifícios, habitados por 6,2 milhões de pessoas, cerca de 40% da população da cidade, a mais populosa da Turquia. Istambul fica ao lado da notória falha geológica do norte da Anatólia. Um grande terremoto em 1999 que atingiu a região de Mármara, incluindo Istambul, matou mais de 18 mil. le (EFE, DPA, Reuters, ots) |
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| Short teaser | De acordo com autoridades turcas, 173 mil prédios ruíram ou precisam ser demolidos. | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/mortos-em-terremoto-na-turquia-e-na-síria-passam-de-50-mil/a-64820664?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
| Image URL (700 x 394) |
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| Image caption | Turquia registrou a grande maioria dos mortos: mais de 44 mil | ||
| Image source | Selahattin Sonmez/DVM/abaca/picture alliance | ||
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| Item 23 | |||
| Id | 64819106 | ||
| Date | 2023-02-25 | ||
| Title | UE impõe 10° pacote de sanções contra a Rússia | ||
| Short title | UE impõe 10° pacote de sanções contra a Rússia | ||
| Teaser |
Medidas incluem veto à exportação de tecnologia militar e, pela primeira vez, retaliações contra firmas iranianas que fornecem drones a Moscou. Mais de 100 indivíduos e entidades russas são afetados.A União Europeia prometeu aumentar a pressão sobre Moscou "até que a Ucrânia seja libertada", ao adotar neste sábado (25/02) um décimo pacote de sanções contra a Rússia, acordado pelos líderes do bloco no dia anterior, que marcou o primeiro aniversário da invasão da Ucrânia. O conjunto de medidas inclui veto à exportação de tecnologia militar e, pela primeira vez, retaliações contra empresas iranianas que fornecem drones a Moscou. "Agora temos as sanções de maior alcance de todos os tempos – esgotando o arsenal de guerra da Rússia e mordendo profundamente sua economia", disse a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, através do Twitter, acrescentando que o bloco está aumentando a pressão sobre aqueles que tentam contornar as sanções da UE. O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, alertou que o bloco continuará a impor mais sanções contra Moscou. "Continuaremos a aumentar a pressão sobre a Rússia – e faremos isso pelo tempo que for necessário, até que a Ucrânia seja libertada da brutal agressão russa", disse ele em comunicado. Restrições adicionais são impostas às importações de mercadorias que geram receitas significativas para a Rússia, como asfalto e borracha sintética. Os Estados-membros da UE aprovaram as sanções na noite de sexta-feira, depois de uma agitada negociação, que foi travada temporariamente pela Polônia. Acordo após mais de 24 horas de reuniões As negociações entre os países da UE ficaram estagnadas durante a discussão sobre o tamanho das cotas de borracha sintética que os países poderão importar da Rússia, uma vez que a Polônia queria reduzi-las, mas finalmente houve o acordo, após mais de 24 horas de reuniões. "Hoje, a UE aprovou o décimo pacote de sanções contra a Rússia" para "ajudar a Ucrânia a ganhar a guerra", anunciou a presidência sueca da UE, em sua conta oficial no Twitter. O pacote negociado "inclui, por exemplo, restrições mais rigorosas à exportação de tecnologia e produtos de dupla utilização", medidas restritivas dirigidas contra indivíduos e entidades que apoiam a guerra, propagandeiam ou entregam drones usados pela Rússia na guerra, e medidas contra a desinformação russa", listou a presidência sueca. Serão sancionados, concretamente, 47 componentes eletrônicos usados por sistemas bélicos russos, incluindo em drones, mísseis e helicópteros, de tal maneira que, levando em conta os nove pacotes anteriores, todos os produtos tecnológicos encontrados no campo de batalha terão sido proibidos, de acordo com Ursula von der Leyen. O comércio desses produtos, que as evidências do campo de batalha sugerem que Moscou está usando para sua guerra, totaliza mais de 11 bilhões de euros (mais de R$ 60 bilhões), segundo autoridades da UE. Sanções contra firmas iranianas Também foram incluídas, pela primeira vez, sete empresas iranianas ligadas à Guarda Revolucionária que fabricam os drones que Teerã está enviando a Moscou para bombardear a Ucrânia. As novas medidas abrangem mais de 100 indivíduos e empresas russas, incluindo responsáveis pela prática de crimes na Ucrânia, pela deportação de crianças ucranianas para a Rússia e oficiais das Forças Armadas russas. Todos eles terão os bens e ativos congelados na UE e serão proibidos de entrar no território do bloco. O décimo pacote novamente foca na necessidade de evitar que tanto a Rússia como os oligarcas contornem as sanções, tendo sido acordado considerar a utilização de bens do Banco Central russo congelados na UE para a reconstrução da Ucrânia. No entanto, vários países têm dúvidas jurídicas sobre a possibilidade de utilizar esses recursos para a reconstrução e pedem o máximo consenso internacional. md (EFE, Reuters, AFP) |
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| Short teaser | Medidas incluem veto à exportação de tecnologia militar e retaliações a empresas iranianas que fornecem drones a Moscou. | ||
| Item URL | https://www.dw.com/pt-br/ue-impõe-10°-pacote-de-sanções-contra-a-rússia/a-64819106?maca=bra-vam_volltextpoder360-29281-html-copypaste | ||
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| Image caption | "Agora temos as sanções de maior alcance de todos os tempos", disse Ursula von der Leyen, | ||
| Image source | Zhang Cheng/XinHua/dpa/picture alliance | ||
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